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Lava-Jato completa três anos de investigações com 260 acusados criminalmente

por Simone Marques 17 de Março de 2017 às 14:00
categoria: Corrupção



Nesta sexta-feira (17), a maior operação de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro do país completa três anos. Tudo começou com quatro investigações da Polícia Federal: Dolce Vita, Bidone, Casablanca e Lava Jato. As três primeiras são nomes de filmes clássicos, escolhidos de acordo com o perfil de cada doleiro investigado. A última fazia referência a uma  lavanderia e a um posto de combustíveis em Brasília, que eram usados pelas organizações criminosas. Desde então, já se foram 38 fases da Operação Lava Jato. Nesse período, os investigadores apuraram fatos relacionados a empreiteiras, doleiros, funcionários da Petrobras e políticos.

De acordo com dados do Ministério Público Federal no Paraná atualizados em fevereiro, foram 57 acusações criminais contra 260 pessoas, sendo que em 25 já houve sentença por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e tráfico transnacional de drogas. Até agora, a Lava Jato conseguiu recuperar R$ 10 bilhões aos cofres públicos, entre valores que já foram devolvidos ou estão em processo de recuperação.

Para o procurador da República Diogo Castor, que faz parte da força-tarefa, a operação começou a mudar a ideia de que crimes do colarinho branco ficam impunes. “A Lava Jato democratizou a Justiça Criminal, demonstrou como deve ser uma Justiça Criminal eficiente, uma coisa que o brasileiro não está acostumado. O povo está acostumado ao setor público ineficiente em todas as esferas, desde o Judiciário, Legislativo, Ministério Público. A Lava Jato é a única coisa que deu certo no sistema de Justiça Criminal no Brasil”, avalia.

Nesse período, importantes políticos e empresários foram condenados pelos crimes apurados na operação. No Complexo Médico Penal de Pinhais (CMP), na região metropolitana de Curitiba, estão presos nove réus da Lava Jato, entre eles o ex-ministro José Dirceu, o deputado cassado Eduardo Cunha, o ex-senador Gim Argello, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Luiz Alberto Cartaxo, garante que não há nenhuma regalia para esses presos. Ele explica que o CMP foi criado como uma unidade de saúde para abrigar presos com problemas mentais, mas hoje reúne também servidores públicos e policiais condenados por diversos crimes, além dos internos da Lava Jato. O local abriga cerca de 670 presos que ficam em celas de 12 metros quadrados.

Cartaxo diz que há apenas algumas diferenças no CMP em relação às outras unidades prisionais. O uniforme, por exemplo, é formado por calça cinza e camiseta branca - nas outras unidades a roupa é alaranjada. No complexo, os internos têm acesso à água quente, mas as visitas íntimas são proibidas, já que se trata de uma unidade de saúde.

“A rotina deles é o seguinte: às 6h, alvorada e café-da-manhã. São dois pães, café com leite ou só café. Após isso, eles saem das celas, têm banho e banho de sol. Às 11h30 é o almoço, quando é servida uma alimentação composta por carboidrato e proteína, que varia entre 850 e 900 gramas, que envolve uma carne, arroz e feijão ou macarrão, verduras e legumes”, diz.

O diretor também diz que cada preso, inclusive os da Lava Jato, tem direito a uma sacola com peças íntimas e produtos de higiene pessoal. “Não há nenhuma diferenciação. Uma vez por semana, todos os presos do Sistema Penitenciário do Paraná podem receber uma sacola que envolve comidas não- perecíveis, produtos de higiene pessoal e algumas roupas íntimas, que o sistema não fornece. Mas é evidente que existe uma diferença entre a sacola do então preso, que já saiu da lá, Marcelo Odebrecht, para a sacola do 'João Antônio das Neves', que é um ladrão de varal”, compara.

Além do CMP, também há presos da Lava Jato na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e até em outras cidades, como o Rio de Janeiro. Na carceragem estão, por exemplo, o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antônio Palocci, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.(Com informações da Folha de PE)


PF pede mais 90 dias para investigar 'setor de propina' da Odebrecht

por Simone Marques 7 de Março de 2017 às 13:00
categoria: Corrupção

A delegada da Polícia Federal Renata da Silva Rodrigues pediu ao juiz federal Sérgio Moro a prorrogação por mais 90 dias do inquérito que investiga o "departamento da propina" da Odebrecht, revelado com os avanços da Lava Jato sobre a empreiteira.

Depoimento de Marcelo Odebrecht agrava situação de Eliseu Padilha

Executivos da Odebrecht depõem ao TSE, no Rio

O pedido tem como base o volume de material apreendido na Operação Xepa - 26ª fase da Lava Jato, deflagrada em 22 de março de 2016, e que desmantelou o Setor de Operações Estruturadas, nome oficial do departamento responsável pelos pagamentos ilícitos da empresa.

O inquérito apura os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo ex-executivos da empreiteira. Moro ainda não decidiu se acata ou não o pedido.

Foi na Xepa que a Lava Jato identificou dezenas de apelidos usados pela cúpula da empreiteira para se referir a políticos.

Na Operação Xepa, cerca de 380 policiais federais cumpriram 110 ordens judiciais nos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Piauí, Bahia e também em Brasília.

A Xepa foi deflagrada com base na delação premiada da secretária Maria Lúcia Tavares, que atuava no "departamento da propina" e foi a primeira funcionária do grupo empresarial a colaborar com as investigações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.(Com informações do JConline)


Semana será decisiva para a Lava Jato

por Simone Marques 6 de Março de 2017 às 14:00
categoria: Corrupção

Prestes a completar três anos no próximo dia 17, a Lava Jato passará por momentos decisivos nos próximos dias. A expectativa é de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente, ao menos, 30 novos pedidos de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os protocolos já estariam prontos, aguardando somente a iniciativa do chefe do Ministério Público Federal (MPF). Entre os alvos, estariam os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), além de deputados e senadores do PMDB e PSDB, citados nas delações premiadas da Odebrecht. A ofensiva é fruto da chamada “delação do fim do mundo”, que incluiu acordos de delação premiada de 78 executivos da construtora, e promete uma reviravolta nos rumos das investigações e da política do País.

A lista com os candidatos a serem incluídos na lista de Rodrigo Janot é extensa. Os executivos da Odebrecht citaram mais de 130 lideranças políticas de variados partidos. A maior parte das denúncias é referente ao uso de caixa dois. Além de Padilha e Moreira Franco, outros ministros podem aparecer na relação, como Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações). Da bancada do PMDB no Congresso, a PGR pretende investigar o presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), o líder do partido e ex-presidente, Renan Calheiros (AL), e os senadores Edison Lobão (MA) e Romero Jucá (RR), que se tornará o líder do governo na Casa, em subtituição a Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), nomeado para o Ministério das Relações Exteriores. Os tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) também integram a lista.

Janot cogita, inclusive, incluir o nome de Michel Temer como alvo de inquérito. Pela Constituição, o presidente da República não pode ser investigado por atos cometidos fora do período do mandato. O peemedebista assumiu a presidência no ano passado, com o impeachment de Dilma Rousseff. Segundo as delações da Odebrecht, Temer teria participado de um jantar com Marcelo Odebrecht, em 2014, com o intuito de angariar recursos para sua campanha. Em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última quarta-feira, o empresário confirmou o episódio. A discussão interna na PGR é se o cargo de vice pode ser considerado um mandato presidencial. Nesse caso, o STF pode autorizar a investigação da participação de Temer no jantar de 2014.

Além do braço da operação no STF, as investigações locais ainda serão desmembradas em um número ainda maior de abertura de inquéritos. É provável que as apurações se espalhem para as esferas federais e estaduais, não ficando restritas apenas à Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, principais focos das investigações. Para este ano, ainda é esperada a conclusão de processos estratégicos para a operação, envolvendo nomes como o ex-presidente Lula (PT), o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB).(Com informações da Folha de PE)


Silas Malafaia é indiciado pela PF na Operação Timóteo

por Simone Marques 24 de Fevereiro de 2017 às 14:00
categoria: Corrupção

O pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo por lavagem de dinheiro. Em 16 de dezembro do ano passado, o pastor foi alvo de mandado de condução coercitiva – quando o investigado é levado a depor e liberado.

A Operação Timóteo investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).

Malafaia é suspeito de apoiar na lavagem do dinheiro do esquema, que recebeu valores do principal escritório de advocacia investigado. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter “emprestado” contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

O mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo provocou a ira do pastor Silas Malafaia. No dia da condução coercitiva, em seu Twitter, colérico, o pastor publicou mensagens, áudio e vídeo negando as suspeitas da investigação.

“Eu sei o poder das trevas”, afirmou em áudio.

» Bolsonaro já conversa com pastor Silas Malafaia sobre apoio para disputa presidencial de 2018

O nome da operação é referência a uma passagem do livro Timóteo, integrante da Bíblia Cristã: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”.(Com informações do Blog do Jamildo)


Testemunha de Lula, Tarso Genro diz que caixa dois era exigência de doadores

por Simone Marques 17 de Fevereiro de 2017 às 14:00
categoria: Corrupção

O ex-ministro Tarso Genro prestou depoimento nesta quinta-feira (16) na 13ªVara Federal de Curitiba como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-ministro admitiu que o caixa 2 de campanha era uma prática recorrente em processos eleitorais e disse que tal prática deve ter ocorrido em todos os partidos. No entanto, Genro disse que a prática de não contabilizar doações de campanha não ocorria por intenção de partidos ou candidatos, que não queriam ter seus nomes vinculado às campanhas.

Genro depôs, via videoconferência a partir de Porto Alegre, com testemunha de Lula que é réu em ação penal da Operação Lava Jato sob a acusação de ter recebido vantagens indevidas da construtora OAS, por contratos com a Petrobras, a partir da compra e reforma de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e do transporte e armazenamento de objetos que o presidente retirou do Palácio Alvorada ao fim de seu mandato.

O ex-ministro da Justiça foi questionado se tinha conhecimento de algum ato do ex-presidente que justificasse a acusação do Ministério Público Federal de que Lula construiu colchão de recursos ilícitos para abastecer campanhas do PT. Genro disse que nenhum candidato em eleição majoritária participa das articulações para o financiamento da campanha, “até para não criar uma relação de compromisso com a empresa doadora”, e disse que se há irregularidade em arrecadação ou despesa ou, até, caixa 2, quem tem que ser responsabilizado é o tesoureiro da campanha. “O que se vê aqui no Brasil é que existe, em todos os partidos, um sistema de caixa 2, de não registro de contribuições, que normalmente são exigências de quem doa e não de quem recebe. E essas irregularidades devem ter existido em campanhas eleitorais de todos os partidos”, afirmou.

A defesa do ex-presidente aproveitou o embate para questionar sobre as acusações do governo Lula no combate à corrupção. Tarso citou que foi na sua gestão, no governo Lula, que se criou a Controladoria Geral da União, se instalou os laboratórios de lavagem de dinheiro em diversos estados do país e se fortaleceu e estruturou a Polícia Federal. “Na gestão do presidente Lula, instaurou-se dezenas de processos por corrupção como jamais havia sido feito na história do Brasil, e sempre com o aval e até incentivado pelo presidente Lula”, disse.

Tarso Genro também aproveitou a oportunidade para defender Lula da acusação de ser o chefe do esquema criminoso que se instalou na Petrobras. “Nenhum presidente, seja ele quem for, mesmo que tenha algum tipo de tendência e ímpeto da violação da legalidade, vai comandar um esquema desse tipo. Mesmo porque o presidente não se relaciona diretamente com as bases intermediárias da administração pública e não se relaciona com o circuito através do qual se realizam, eventualmente, atividades desse tipo. O presidente se relaciona com seus funcionários próximos, de gabinete, e seus ministros”, disse. “E nenhum presidente que tenho conhecimento, teve o desplante, a ousadia de estabelecer, por sua conta e por sua orientação, um esquema de orientação criminosa desse tipo. O presidente Lula, eu tenho certeza que não fez isso por honra e convicção. Se algum outro quis fazer, não o fez por impossibilidade política ou material”, concluiu.(Com informações do Blog do Jamildo)


Empresa investigada em nova operação repassou R$ 160 mil para alvo da Turbulência

por Simone Marques 31 de Janeiro de 2017 às 13:49
categoria: Corrupção

A Lidermac Construções, empresa alvo da Operação Vórtex, um desdobramento da Operação Turbulência deflagrado nesta terça-feira (31), fez um repasse de R$ 159.910 para a Câmara e Vasconcelos, empresa fantasma considerada pivô de desvios de recursos das obras da Refinaria Abreu e Lima e da Transposição do São Francisco. Segundo a Polícia Federal, que investiga o caso, dois dias depois, o dinheiro repassou o mesmo valor para compra do avião usado pelo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) na campanha presidencial de 2014.

Um dos mandados de condução coercitiva foi para Rodrigo Leicht Carneiro Leão, sócio da Lidermac e genro do ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio Monteiro. Os outros alvos de mandado de condução coercitiva, para prestar depoimento e depois ser liberados, foram Gérson Carneiro Leão Neto, Gláucio José Carneiro Leão Filho e Camila Leicht Carneiro Leão. Um deles não estava no Recife, mas entrou em contato com a Polícia Federal para se apresentar. Foram apreendidos documentos e HDs de computadores. 

A PF ressalta que nenhuma irregularidade foi encontrada ou comprovada, mas a Lidermac tem diversos contratos com o Governo de Pernambuco. Entre os clientes que a empresa apresenta no seu site, estão a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Pernambuco (DER-PE) e o Complexo Industrial e Portuário de Suape.

De acordo com a Polícia Federal, as doações eleitorais da empresa que entrou na mira da investigação a partir desta operação aumentaram de forma exponencial ao longo dos últimos anos, mas a própria PF frisa que nenhuma irregularidade foi encontrada. (Com informações do Ne10)

 


Eike Batista embarca de volta para o Brasil para se entregar à Justiça

por Simone Marques 30 de Janeiro de 2017 às 07:51
categoria: Corrupção

Foragido das autoridades brasileiras desde a deflagração da Operação Eficiência na quinta-feira, 26, o empresário Eike Batista está a caminho do Brasil para se entregar à Polícia Federal. A 7° Vara Federal do Rio de Janeiro determinou que o nome do empresário estivesse na lista a Interpol.

Eike chegou nesta noite ao aeroporto JFK, em Nova York para embarcar no voo 973 da American Airlines, com decolagem marcada para às 21h45m e chegada prevista para às 10h30m no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele chegou aos Estados Unidos no dia 24. A informação foi revelada pela GloboNews. (Com informações do Diario de PE)


Eike Batista tem prisão decretada em nova fase da Lava Jato

por Simone Marques 26 de Janeiro de 2017 às 10:48
categoria: Corrupção

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Eficiência, que cumpre nove mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 buscas e apreensão no Rio de Janeiro. Eike Batista, dono do grupo EBX, é um dos alvos do mandado de prisão, mas não foi localizado. O advogado dele, Flávio Martins, informou à GloboNews que o empresário está fora do país, mas deve se entregar quando retornar.

A Operação Eficiência é uma nova fase da Lava Jato. A Polícia Federal informou que ainda não pode dar detalhes porque os mandados estão sendo cumpridos neste momento.

Eficiência é a primeira fase da Lava Jato este ano

A Polícia Federal informou que investiga crimes de lavagem de dinheiro consistente na ocultação no exterior de aproximadamente US$ 100 milhões. 

"Boa parte dos valores já foi repatriada. Também são investigados os crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, além de organização criminosa", informa a nota da Polícia Federal.

O Ministério Público Federal participa da operação e há apoio da Receita Federal. Cerca de 80 policiais federais cumprem nove mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, informou a Polícia. 

Todas as diligências tiveram origem nos desdobramentos da investigação sob tutela do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Na fase desta quinta-feira, as informações foram coletadas em dois acordos de colaboração que abordaram os detalhes do esquema de lavagem de dinheiro por trás dos desvios praticados pelo grupo do ex-governador Sergio Cabral A investigação mira pagamentos de propina envolvendo o ex-governador.

Outros grandes empresários estão entre os investigados que tiveram a prisão preventiva decretada, acrescentou a PF. Os policiais agendaram uma coletiva de imprensa às 10h30, na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, para detalhar a operação.As pessoas que são alvo de condução coercitiva serão levadas para a Polícia Federal no Rio de Janeiro. Esta é a primeira fase da Lava Jato este ano.(Com informações do JConline)


PF desarticula esquema de corrupção na cobrança de royalties de mineração

por Redação Nossa Voz 16 de Dezembro de 2016 às 10:23
categoria: Corrupção

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (16), em 11 estados e no Distrito Federal, uma operação para desarticular esquema de corrupção nas cobranças de royalties da exploração mineral.

A operação foi batizada de Timóteo em referência a um dos livros da Bíblia. Um dos alvos das investigações, informou a PF, é um líder religioso suspeito de emprestar contas bancárias de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, o nome do religioso e da igreja ainda não tinham sido divulgados pelas autoridades policiais.

Além do DF, as ações da Polícia Federal ocorreram em Goiás, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

A suposta organização criminosa, de acordo com a PF, agia junto a prefeituras para obter parte dos 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) repassada aos municípios. Em 2015, o CFEM acumulou quase R$ 1,6 bilhão.

Ainda conforme os investigadores, munidos das informações, os suspeitos entravam em contato com municípios que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral para oferecer seus serviços.

As investigações tiveram início no ano passado, no momento em que a Controladoria-Geral da União (CGU) enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

A autarquia federal, ligada ao Ministério de Minas e Energia, é responsável pela fiscalização da exploração mineral no país.

Os suspeitos

Segundo as investigações da Operação Timóteo, um diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral oferecia informações privilegiadas sobre dívidas de royalties da exploração mineral a dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria.

Os investigadores afirmam que o diretor suspeito de ser um dos líderes do esquema criminoso pode ter embolsado mais de R$ 7 milhões.

A TV Globo apurou que o diretor do DNPM investigado se chama Marco Antônio Valadares Moreira, responsável pela Diretoria de Procedimentos Arrecadatórios da autarquia.

A reportagem da TV Globo apurou ainda que a mulher do dirigente do órgão federal, Lilian Amâncio Valadares Moreira, o filho do governador do Pará, Simão Jatene, e outros dois advogados também são alvos da operação.

O pastor Silas Malafaia, líder religioso da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi alvo de uma condução coercitiva para prestar esclarecimentos sobre suspeita de lavagem de dinheiro.

Os mandados judiciais

Por ordem da Justiça Federal, 300 policiais cumprem nesta sexta 4 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 12 de prisão temporária (de 5 dias prorrogáveis por mais 5), 29 conduções coercitivas (quando a pessoa é obrigada a ir prestar depoimento) e sequestro de 3 imóveis e bloqueio judicial de até R$ 70 milhões em contas dos suspeitos.

Ao todo, há mandados para 52 diferentes endereços relacionados à organização criminosa.

O juiz federal responsável pelo caso determinou que os municípios não contratem ou paguem nenhum dos escritórios de advocacia e consultoria sob investigação.

O esquema criminoso

As investigações da Operação Timóteo apontam que a suposta organização criminosa era dividida em, pelo menos, quatro grandes núcleos:

- o núcleo captador, formado por um diretor do DNPM e pela mulher dele, que, segundo a PF, prospectavam prefeitos interessados em ingressar no esquema;

- o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria registrada no nome da esposa do diretor do DNPM que comandava o esquema de corrupção. Esse núcleo, afirma a PF, repassava valores indevidos a agentes públicos;

- o núcleo político, formado por políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema;

- o núcleo colaborador, que, conforme os policiais, era responsável por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro desviado. Entre os integrantes desse núcleo está uma liderança religiosa que recebeu dinheiro do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. A PF apura se esse religioso emprestou contas bancárias da instituição que ele comanda para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

G1


Ex-executivo da Odebrecht revela apelidos de cada político envolvido no esquema de corrupção

por Neya Gonçalves 10 de Dezembro de 2016 às 15:07
categoria: Corrupção

Nas oitenta e duas páginas entregues ao Ministério Público Federal, o ex-vice-presidente institucional da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, contou às autoridades da Operação Lava Jato como a empresa fazia doações de caixa dois a políticos e acabou revelando os apelidos pelos quais eles eram chamados dentro da empreiteira.

As inspirações são as mais diferentes. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), era conhecido como "Caju". O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), era o "Missa". O senador José Agripino (DEM-RN), era o "Pino" ou "Gripado", em alusões ao sobrenome.

Os times de coração foram lembrados para os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamado de "Botafogo", e Marco Maia (PT-RS), o "Gremista".

Outros apelidos são curiosos, como o do senador, Renan Calheiros (PMDB-AL), o "Justiça", dos ministros Eliseu Padilha, o "Primo", e Moreira Franco, o "Angorá", todos do PMDB.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) era o "Cerrado". O ex-senador pelo PTB, Gim Argello, era conhecido como "Campari". O ex- senador pelo PT, Delcídio do Amaral, era o "Ferrari".

Tem ainda os ex-ministros Jaques Wagner, do PT, chamado de "Pólo" e Geddel vieira lima, do PMDB, o "Babel".

A lista da Câmara dos Deputados é variada. O deputado cassado, Eduardo Cunha, do PMDB, era o "Caranguejo". O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) era conhecido como o "Corredor". Antônio Brito (PSD) tinha o apelido de "Misericórdia".

Arthur Maia (PPS) era o "Tuca". E tem ainda o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), o "Boca Mole". E o ex-deputado pelo PL Inaldo Leitão, conhecido como o "todo feio".Fonte: G1