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Baronesas começam a ser retiradas do rio e esgotos clandestinos devem ser tampados, garante Prefeito

por Redação Nossa Voz 20 de Março de 2017 às 11:49
categoria: Cotidiano

 

As famosas baronesas, facilmente encontradas nas margens do Rio São Francisco, em Petrolina, estão com os dias contados. Máquinas estão trabalhando a topo vapor na Orla da cidade, próximo ao ponto das barquinhas, retirando a biomassa das águas. Esta é a segunda etapa do projeto realizado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), tendo em vista que no mês de janeiro foram iniciados estudos através da coleta da vegetação e da água que foram analisadas nos laboratórios do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF-Sertão), parceiro da iniciativa.

 

O Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB) explicou que existirão mais duas etapas para a conclusão do projeto, inclusive a oxigenação da água para o resgate das vidas subaquáticas. Vale destacar que todo esse estudo está sendo feito para que seja possível fazer a retirada das baronesas com o menor impacto ambiental possível. Para isso, os responsáveis estão projetando a contenção física e o controle biológico das plantas para que elas não voltem a se proliferar nas margens do Rio São Francisco. A previsão é que sejam retiradas mais de quatro toneladas da biomassa, em um georreferenciamento de uma área com 4 km de extensão, entre o Iate Clube e o Porto de Petrolina.

Poluição e Esgotos Clandestinos

Entretanto, vale destacar que as baronesas são alimentadas pelos nutrientes presentes nos esgotos e de nada adianta a eliminação das plantas aquáticas se água suja continuar a ser despesada no rio. Desta forma, de acordo com o prefeito, as ligações clandestinas que despejam dejetos nas margens dos rios serão tampadas em uma ação junto à Compesa. “Não tem como notificar porque eles já estão errados desde o princípio. Vamos tampar esses esgotos e o que vai acontecer é que os dejetos vão voltar e eles vão ter que procurar a regularidade”, disse Miguel Coelho.

De acordo com o gerente da Compesa, João Raphael, a companhia está aguardando apenas a retirada das espécies para iniciar o processo de tamponamento dos esgotamentos clandestinos. “Nós vamos identificando esses pontos de despejo irregular e realizando a tamponamento. Temos rede de esgoto em mais de 80% de Petrolina e a gente vai exigir que esses usuários se interliguem ao nosso sistema para impedir esse despejo clandestino”, disse.

Baronesas

As baronesas são plantas aquáticas que ocorrem principalmente onde há sinais de poluição. Elas funcionam como uma espécie de filtro, se alimentando dos dejetos. Ainda, são bioindicadoras de ambiente eutrofizado, ou seja, onde são registradas altas concentrações de matéria orgânica e nutrientes como nitratos e fósforo, o que reduz a oxigenação da água e tem impacto direto na fauna e na flora da mata ciliar.

Gabriela Canário - Redação Nossa Voz