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Pais dão novos detalhes sobre o suspeito de ter matado Beatriz Mota

por Simone Marques 16 de Março de 2017 às 18:22
categoria: Cotidiano

Os pais de Beatriz Angélica Mota, morta com 42 facadas, aos sete anos, no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa na escola em que estudava em Petrolina, pronunciaram-se sobre os novos elementos apresentados pela delegada Gleide Ângelo, durante coletiva de imprensa no Recife. Eles também reuniram jornalistas - da região - para dar mais detalhes sobre o assassinato da menina, já que a Polícia Civil preferiu fazer o pronunciamento sobre o caso na capital pernambucana.

De acordo com o pai da garota, Sandro Romildo, o processo de investigação está sendo cansativo e doloroso pelo fato de receber informações gradativamente sobre o caso. A mãe de Beatriz, Lucia Mota, acredita que a Polícia Civil tem ciência de outros detalhes que não foram passados para a família. Ela também admitiu que não pode divulgar todos os detalhes do caso a pedido dos responsáveis pela investigação. “Não entendo tanto sigilo se o que queremos agora é descobrir quem é esse monstro que matou a nossa filha”, desabafou.

Imagens do Suspeito – Lucia Mota ainda disse que não sabia da existência das imagens apresentadas pela delegada Gleide Ângela na tarde de ontem (15) no Recife anteriormente a uma conversa que tiveram no início desta semana. Ela acredita que as filmagens foram recuperadas. No vídeo, e segundo características apresentadas pela investigação, é possível ver um homem com cerca de 1,65m de altura, pele morena, com entradas acentuadas de calvície, queixo afilado e magro de pernas e braços finos. A Polícia Civil acredita que o homem trajava uma blusa verde ou azul e calça jeans no dia do crime. O suspeito ficou por cerca de duas horas caminhando aos redores da escola, com um telefone celular em mãos, e depois colocou um objeto apoiado entre a perna e a roupa. Logo mais, ele foi visto entrando na festa de formatura que acontecia no local sem nenhum impedimento.

Questionada se tem certeza que o homem que aparece nas imagens é o assassino de Beatriz, Lúcia foi enfática. “Foi esse mostro que a matou”. A delegada Gleide Ângelo afirmou que não há dúvidas da autoria do crime. Durante a investigação, a polícia analisou as imagens internas e externas da escola. Foram analisadas 4.270 fotos oficiais da festa.

Identificação do suspeito - A mãe esclareceu que o momento é para a identificação do homem que aparece nas imagens como o principal suspeito da morte de Beatriz. “O foco é encontrar a pessoa, depois tudo será esclarecido”, disse. Entretanto, ela diz acreditar que funcionários do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora estejam envolvidos no crime. “Eu acredito que várias pessoas de dentro do colégio estão envolvidas. As prisões não foram feitas para preservar a imagem da escola”, afirmou.

Lúcia Mota disse ainda não ter recebido nenhum tipo de apoio da unidade de ensino, nem mesmo acompanhamento médico ou psicológico. “O colégio nos abandonou”, alegou. O pai, Sandro Romildo, que é professor da instituição, não voltou a lecionar na escola onde a filha foi assassinada. Os pais também esclarecem que o Colégio dificultou as investigações quando reformou uma sala de ballet sem o conhecimento prévio da polícia, retirando inclusive o piso do local.

Outras crianças foram abordadas pelo homem - Apesar do desgaste emocional, Sandro Romildo disse acreditar que o caso está próximo de ser solucionado. “Eu sempre fui otimista em descobrir porque aquele demônio matou a minha filha”, desabafou. O pai afirmou ainda que duas outras crianças foram abordadas pelo suspeito antes de Beatriz e que uma testemunha percebeu a movimentação do homem. “Ela se sente culpada em não poder ter evitado, mas está contribuindo muito com a investigação”, esclareceu. Ele acrescentou que sabe que a filha não era o alvo e que o caso poderia ter acontecido com qualquer outra família.

Família pede cuidado com imagens – Lúcia Mota pediu apoio da população na divulgação das imagens e na busca de novas informações que podem levar até o suspeito do crime. Entretanto, ela disse que é preciso cautela em não espalhar imagens de outras pessoas, levantando falsas suspeitas nas redes sociais. Por fim, ela pediu que as pessoas “Não façam justiça com as próprias mãos”. O pai de Beatriz acrescentou que o assassino deve responder perante a Lei pelo crime que cometeu e esclarecer se existem outras pessoas envolvidas no caso.

Quem tiver informações que possam colaborar com a polícia na localização do suspeito deve entrar em contrato através do Disque Denúncia pelo número (87) 3719-4545. A recompensa é de R$ 10 mil.

Outros contatos para denúncias:

Ouvidoria SDS - 181
WhatsApp - (87) 9 9911-8104
Disque-Denúncia
(81) 3421-9595
(81) 3719-4545

Gabriela Canário – Redação Nossa Voz