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Sec. de Educação afirma que o Nova Semente só estaria dando certo porque Lóssio deixava de pagar fornecedores

por Simone Marques 17 de Março de 2017 às 10:46
categoria: Educação


Após muitas polêmicas e mudanças no programa Nova Semente e também ser alvo de muitas críticas, inclusive sobre o tempo integral que foi o mais questionado pelos pais e muitos deles afirmaram que seria muito melhor como ante, quando se pagava uma taxa para que as crianças permanecessem em tempo integral. Ao ser questionada sobre o assunto, a  secretária de educação de Petrolina Maeve Melo esclareceu alguns pontos do Nova Semente."O Nova Semente é um programa de R$ 79 milhões, já temos previsão e já divulgado pelo FUNDEB R$ 153 milhões, a gente faz uma conta básica desses 153 milhões que é pra educação toda para os 50 mil alunos e como é que eu pego 80 milhões para colocar em um programa que é para atender 10 mil crianças? E as outras 40 mil crianças, como ficam? A gente não pagaria nem a folha de pagamento se eu mantivesse o programa como estava", explicou.

Maeve disse que o grande desafio foi fazer uma reformulação que pudesse baixar a conta feita pela secretaria e não fechar o programa Nova Semente. "A gente entende que o programa tem pontos positivos e ele precisa ser mantido, porém precisa das adequações. Uma das coisas que identificamos logo de cara é que mais de 3 mil crianças nós conseguimos colocar nas nossas CMEI's que são Centros Municipais de Educação Infantil, que eram vagas ociosas. Nós tínhamos creches que estavam sendo fechadas transformadas em Nova Semente e foram devolvidas as onze unidades no final do ano, fora isso em algumas outras creches com toda a equipe trabalhando, mas com vagas ociosas".

Outra adequação em relação ao tempo integral, a secretária esclareceu que garantiu até os 02 anos e 06 meses a 02 anos e 11 meses, 3, 4 e 5 anos foi incluído no mesmo desenho que é hoje dentro das unidades.
Questionada do porque da gestão anterior conseguir manter o Nova Semente funcionando em tempo integral e após Miguel Coelho assumir ter modificado, Maeve foi curta e direta. "Porque a gestão estava deixando de pagar. Só a gente recebeu um débito de R$ 19 milhões, o prefeito recebeu um débito que chega aos 200 milhões, e o ex-prefeito estava pagando o programa porque era importante pra ele manter o nome do programa e deixando de pagar fornecedores que agora estão batendo na nossa porta, a exemplo da merenda escolar que tem uma dívida de R$ 28.00000. Então só estava dando certo porque vinha deixando de pagar fornecedores".

Outro fato que chamou a atenção foi a sua afirmação de que o Nova Semente foi implantado conforme o regimento que o programa foi criado para atender famílias prioritárias no sentido da vulnerabilidade, que recebem até meio salário-mínimo, que tenha o CADÚNICO, mas segundo ela não era assim que funcionava."Por isso subiu a conta demais, se talvez tivessem atendendo somente a esse público a conta estaria menor".