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Gonzaga segue executiva nacional do PSB contra reformas, mas defende Fernando Filho

por Karine Paixão 26 de Abril de 2017 às 11:09
categoria: Política

Contrário as Reformas da Previdência e Trabalhista desde o início da tramitação no Congresso Nacional, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) comemorou a decisão da executiva nacional do PSB em fechar questão determinando que os parlamentares da legenda votem contra a proposta do Governo Michel Temer, mas não defende a caça às bruxas daqueles que não seguirem a orientação socialista. Em entrevista ao Nossa Voz desta quarta-feira (26), Patriota revelou os motivos que o levaram a adotar esse posicionamento e defende um diálogo amplo com as categorias antes de aprovar mudanças dessa magnitude. 

“A princípio, dos 33 deputados nós tínhamos cinco ou seis que se declararam como eu contrários tanto a reforma da previdência quanto a reforma trabalhista contra aquela 241 e assim por diante, mas essa decisão da executiva foi muito importante porque reforça uma aposição de 15 a 20 que já declararam nessa votação contrários porque são propostas que não ouviram, através dos seus proponentes, o povo, os sindicatos, as associações e que prejudicam os aposentados, os trabalhadores, principalmente homens e mulheres do campo, professores, policiais”. 

O deputado também comentou sobre a situação do colega de partido, Fernando Filho, que deixou o Ministério de Minas e Energia para reassumir a vaga na Câmara Federal. Segundo Gonzaga, a partir do momento em que o partido permitiu que Filho integrasse o governo Temer, não pode impor que o pernambucano vote contra a determinação do Palácio de Planalto. “A indicação do ministro Fernando Bezerra Filho foi uma indicação de deputados da bancada. Então o próprio partido apoiou isso durante quase um ano em que ele está à frente da pasta. Então eu acho que ele vai se desligar para assumir o seu mandato de deputado e deve, eu acho que é uma obrigação dele votar a favor e o partido não pode, a meu ver, afastá-lo, prejudicá-lo porque o partido aceitou que os deputados o indicassem para ser ministro. Agora os demais deputados não, porque tem que obedecer a ordem da executiva nacional e é o que vamos fazer”.


Eliane Soares enumera ações para reaquecer economia de Santa Cruz da Venerada

por Redação Nossa Voz 26 de Abril de 2017 às 10:21
categoria: Política

Em Santa Cruz da Venerada, Eliane Soares (PR) retornou à prefeitura, com 63,42% dos votos contra 36,58% dos votos do padre Paulo Sérgio. Ela esteve no estúdio do programa Nossa Voz para fazer um balanço do que vem sendo feito na cidade e também sobre os projetos futuros. Em menos de 120 dias de administração, a gestora fez um balanço positivo do que foi feito. “A gente vê que a crise abalou todo o país e Santa Cruz vive quase que exclusivamente de fundos municipais. Mas nesses quatro meses melhoramos muito o lado financeiro”, afirmou.

De acordo com Eliane, em cerca de 60 dias será organizada toda a administração da prefeitura, porém algumas medidas urgentes foram tomadas. “Conseguimos consertar muitos erros, principalmente a questão da saúde porque o povo estava sem atendimento e hoje o Hospital voltou a atender. A população acredita no novo governo. Estamos colocando as coisas em seus devidos lugares e buscando formas de consertar”, enalteceu a gestora. Uma outra ação importante, segundo ela, foi a recuperação de estradas que está em torno 40% do total.

Outras iniciativas foram tomadas como o transporte de pacientes para tratamento de câncer no Recife e ainda para a realização de exames nas cidades de Araripina e Petrolina. Porém, a prefeita admite que há muito o que fazer pela saúde do município. “O nosso sonho é levar um cardiologista para santa cruz, mas só temos 120 dias de governo. Queremos vamos avançar”, destacou.

Economia – A renda de Santa Cruz da Venerada é voltada para o comércio local, agricultura e fundos municipais. Desta forma, a prefeita Eliane disse buscar alternativas para aquecer ainda mais a economia da cidade. “Estamos buscando formas de trazer empresas para o nosso município. Fizemos o convite para instalação de fábrica e isenção do ISS (imposto sobre serviço) para levantar a economia”, enfatizou.

Falta de Água – Uma das maiores preocupações da atual administração é o abastecimento de água no município. “Sentamos com os secretários para ver como segurar o agricultor na zona rural porque eles estão sem safra. Esse ano talvez seja um dos piores por causa das chuvas isoladas”, disse, sem detalhar as ações previstas.

Turismo Religioso - As tradicionais romarias, que acontecem todos os anos, movimentam a economia do município de Santa Cruz da Venerada. Apesar de ser um evento religioso, todos os setores do município são beneficiados com a chegada dos romeiros e turistas. Desta forma, a prefeita pretende investir no turismo religioso. “Temos que transformar Santa Cruz em um Juazeiro do Norte. Queremos estruturar porque recebemos até 15 mil pessoas. Temos um projeto para asfaltar o acesso ao Morro da Cruz, porque não é fácil chegar lá por causa da lama e poeira. Também queremos uma estrutura de banheiro e lanchonete”, destacou.


Governo do Estado abre consulta pública sobre decreto estadual que regulamenta parceria com organizações civis

por Redação Nossa Voz 26 de Abril de 2017 às 08:36
categoria: Política

Cidadãos, gestores públicos e membros de organizações da sociedade civil podem opinar e dar contribuições ao decreto estadual que regulamentará em Pernambuco o regime jurídico das parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil. O governo do Estado abriu consulta pública à versão preliminar do decreto que disciplinará o tema no âmbito estadual. O acesso ao texto está disponível de 26 de abril a 10 de maio no site da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) - www.pge.pe.gov.br/consultapublica.aspx.

A minuta de decreto foi elaborada pela PGE-PE. Considerada o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), a Lei Federal nº 13.019/14 trouxe avanços na relação de parceria entre a administração pública e as organizações da sociedade civil (OSC), entidades privadas sem fins lucrativos, constituídas como associações, fundações, cooperativas sociais e as organizações religiosas. A lei prevê que as OSC sejam selecionadas por meio de edital de chamamento público, independentemente da exigência de títulos ou certificados, para firmarem termos de fomento, de colaboração ou acordos de cooperação com a administração.

A lei entrou em vigor em 23 de janeiro de 2016 para a União, Estados e Distrito Federal. Em relação aos municípios, a vigência se deu a partir de 1º de janeiro de 2017. "No âmbito do Estado de Pernambuco, encontra-se em fase de redação final o decreto regulamentador da lei federal, que disciplinará a aplicação da norma pelos órgãos e entidades da administração pública estadual, pelas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias, dependentes do Tesouro Estadual. O decreto estadual detalha e dá tratamento jurídico às disposições legais da nova norma", explica a procuradora-chefe-adjunta da Procuradoria de Apoio Jurídico-Legislativo ao Governador, Maria Cristina Tavares de Lira.

A procuradora Camila Pimentel, coordenadora do Núcleo de Convênios e Parcerias da Procuradoria Consultiva, explica que o novo marco regulatório representa a especialização da disciplina legal das parcerias firmadas com as OSC em relação à normatização dos convênios e contratos administrativos pela Lei Federal nº 8.666/93, cuja aplicação foi expressamente afastada. “A nova lei disciplinou formas estáveis e estruturadas de convênios, sob a designação de termo de fomento, termo de colaboração e acordo de cooperação”, completa.

O procurador-geral do Estado de Pernambuco, César Caúla, enfatizou a relevância da participação social na elaboração da norma. “Interessante que a própria ideia de se realizar uma consulta pública decorreu de uma provocação da sociedade, em simpósio realizado para divulgação do projeto. O mecanismo adotado permitirá contribuições fundamentadas e objetivas. O diálogo com a sociedade certamente nos trará sugestões, ponderações e críticas que permitirão o aprimoramento do trabalho", afirmou César Caúla.

Para ver a versão preliminar do decreto, clique aqui. Comentários e contribuições ao texto devem ser enviados para o e-mail consulta.publica@pge.pe.gov.br


Leilão da ANEEL proporcionará mais de R$ 12,7 bilhões de investimentos em transmissão em 19 estados

por Redação Nossa Voz 25 de Abril de 2017 às 09:11
categoria: Política

O leilão de transmissão nº 5/2016 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) propiciará R$ 12,7 bilhões de investimentos em transmissão nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. O certame ocorreu nesta segunda-feira (24/4) na sede da B3 em São Paulo, e resultou no arremate de 7068 km de linhas de transmissão e subestações com 13.132 mega-volt-amperes (MVA) de potência. A Receita Anual Permitida (RAP)* contratada foi de R$ 1,6 bilhão e dos 35 lotes ofertados, 31 foram arrematados. 

O ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, esteve na capital paulista para acompanhar o leilão e comemorou o resultado. "O país ainda vive muitas dificuldades no cenário político e econômico, mas aqui estamos falando de investimentos de 30 anos, de pessoas que apostam no futuro do Brasil e que acreditam que o país começa de fato a se recuperar, como estamos vendo pela queda dos juros, pela queda da inflação, pela volta dos empregos", afirmou.

O leilão apresentou deságio médio de 36,47% ao preço inicial ofertado. Isso significa que a receita dos empreendedores para exploração dos investimentos ficará menor que o previsto inicialmente, contribuindo para modicidade tarifária. O resultado do certame representa uma economia, em 30 anos, de R$ 24,2 bilhões para os consumidores.

A empresa que mais levou lotes do leilão foi a CTEEP (COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA) com o arremate de quatro lotes individualmente (lotes 5,6,25,29) e um em consórcio (lote 1). O maior deságio do leilão 58,87% ocorreu no lote 10, arrematado pela STERLITE POWER GRID VENTURES LIMITED. Já o lote 1 representou o maior investimento do leilão (R$ 1,9 bilhão) e foi arrematado pelo CONSÓRCIO COLUMBIA (TRANSMISSORA ALIANÇA DE ENERGIA ELÉTRICA S.A. 50% E CTEEP - COMPANHIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA 50%). Não foram licitados apenas os lotes 12,16,17 e 24.

As empresas vencedoras terão direito ao recebimento da Receita Anual Permitida para a prestação do serviço a partir da operação comercial dos empreendimentos. O prazo das obras varia de 36 a 60 meses e as concessões de 30 anos valem a partir da assinatura dos contratos.


Deputado Guilherme Coelho promove jantar com diplomatas e adidos agrícolas em Petrolina

por Redação Nossa Voz 25 de Abril de 2017 às 09:00
categoria: Política

A atividade agrícola da região  e suas potencialidades estão sendo observadas esta semana por representantes agrícolas (adidos) e diplomadas de mais dez países, como Equador, México, Polônia, Uruguai, Irã e Indonésia. As autoridades e outros membros da comitiva foram recebidos ontem com um jantar oferecido pelo Deputado Federal Guilherme Coelho.

Entre os presentes estavam o presidente da CNA, João Martins, responsável pela entidade realizadora da Visita Técnica ao Vale, o  embaixador da Indonésia, Toto Riyanto, e o presidente da FAEPE, Pio Guerra. O vereador de Petrolina, Ronaldo Silva,  e alguns produtores da região também recepcionaram a comitiva.  

O deputado acredita que esta aproximação é importante para gerar futuras parcerias. “Especialmente no agronegócio, é fundamental que o Vale esteja de portas abertas para conquistar novos mercados, inclusive fora do país. Assim é possível movimentar a economia, gerando mais emprego e renda”, avaliou.


Moro decide adiar depoimento de Lula na Lava Jato

por Karine Paixão 24 de Abril de 2017 às 17:00
categoria: Política


 

O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, decidiu mudar a data do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então previsto para o dia 3 de maio.

Segundo a reportagem apurou, a mudança ocorrerá a pedido da Polícia Federal. Moro deve adiar o depoimento de Lula para o dia 10 de maio.

A decisão de mudar a data do depoimento foi confirmada pelo próprio Moro à cúpula da PF, em reunião em Curitiba, há algumas semanas.

A polícia argumentou que precisaria de mais tempo para organizar a segurança no local e que o feriado do dia do Trabalho, 1º de maio, dificultaria ainda mais a operação.

O PT e movimentos alinhados ao partido preparavam forte mobilização para apoiar o ex-presidente. Caravanas estavam partindo de diversos pontos do país.

O processo em que Lula será ouvido é relacionado ao episódio do tríplex em Guarujá, litoral de São Paulo, em que o ex-presidente é acusado de ter recebido vantagens indevidas da empreiteira OAS.

A defesa de Léo Pinheiro, sócio da empreiteira, entregou à Justiça Federal do Paraná documentos para tentar comprovar as afirmações de que o ex-presidente foi beneficiado pela reforma do apartamento.

Em depoimento na semana passada a Moro, o empreiteiro disse que o apartamento era de Lula.

Entre os documentos entregues estão o registro de que dois carros em nome do Instituto Lula passaram pelo sistema automático de cobrança dos pedágios a caminho do Guarujá entre 2011 e 2013. Não há, no entanto, documento que comprove que as viagens tiveram como destino o apartamento.

Há também registros de ligações telefônicas entre Pinheiro e pessoas ligadas a Lula, como Clara Ant, Paulo Okamotto, José de Filippi Jr. e Valdir Moraes da Silva (segurança), a partir de 2012. As listas trazem data e duração da conversa, mas não seu conteúdo.

Foram anexados ainda e-mails que mostram a agenda de Lula, na qual aparece a previsão de encontros com Pinheiro, e mensagens da secretária do instituto para Okamotto, que preside a entidade, avisando que o empresário havia ligado para falar com ele.

Defesa

O advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, afirmou que os documentos não comprovam as afirmações feitas pelo empresário, que classificou como uma "versão negociada para agradar" aos procuradores e destravar seu acordo de delação.

Na última quarta, a defesa de Lula apresentou documentos de recuperação judicial da OAS em que a empresa afirma ser a proprietária do tríplex do Condomínio Solaris.

Segundo Zanin Martins, o material reforça a tese da defesa de que é "impossível que o apartamento seja propriedade de Lula". (FolhaPress)



Temer terá reunião com ministros e cobrará empenho das bancadas sobre Previdência

por Redação Nossa Voz 24 de Abril de 2017 às 12:17
categoria: Política

O presidente Michel Temer convocou alguns ministros para uma reunião, às 16h30 desta segunda-feira, 24, no Palácio do Planalto. Conforme mostrou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) no domingo, 23, Temer quer "empenho máximo" dos ministros e líderes no convencimento às suas respectivas bancadas para aprovar os textos das reformas da previdência e trabalhista.

Segundo fontes do Planalto, a previsão é que participem os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; Justiça, Osmar Serraglio; Defesa, Raul Jungmann; Ministério das Relações Exteriores, Aloysio Nunes; Agricultura, Blairo Maggi; Educação, Mendonça Filho; Cultura, Roberto Freire; Trabalho, Ronaldo Nogueira; Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra; Saúde, Ricardo Barros; Indústria e Comércio, Marcos Pereira; Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab; Meio Ambiente, Sarney Filho; Esportes, Leonardo Picciani; Turismo, Marx Beltrão; Integração, Helder Barbalho e das Cidades, Bruno Araújo. 

Prévia

No domingo, em uma reunião no Palácio do Jaburu, Temer avisou a ministros e líderes do governo que não há mais espaço para ceder a pedidos de categorias que insistem em ter seus benefícios mantidos na reforma da Previdência. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que estava em Washington para reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), participou do encontro e reiterou que "há uma enorme expectativa" com a aprovação do texto. 

Ao final do encontro, Temer avisou aos aliados que não haverá novas mudanças nos textos das reformas trabalhista e previdenciária. "Não há espaço para concessão", avisou o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). "O relatório do relator é que vai vingar", emendou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco.

A reforma trabalhista deve ser votada na terça-feira, 25, na comissão especial e ir para o plenário no dia seguinte. Não está descartada a possibilidade de o governo pedir que os partidos da base aliada fechem questão para garantir os 308 votos na reforma da Previdência.

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Ex-marqueteiros do PT depõem ao TRE-BA

por Redação Nossa Voz 24 de Abril de 2017 às 12:15
categoria: Corrupção

Os marqueteiros João Santana e Mônica Moura prestam depoimento na manhã desta segunda-feira (24) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no CAB. Eles, que são testemunhas na ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições em 2014, chegaram ao local por volta das 8h50, cerca de meia hora antes do início do depoimento.

Além dos publicitários, será ouvido também André Santana, auxiliar do casal, que foi responsável pelo marketing das campanhas da ex-presidente Dilma Rousseff de 2010 e 2014. Eles chegaram ao TRE em um veículo de luxo e tiveram autorização para utilizar o estacionamento interno da instituição e, assim, evitar contato com a imprensa.

O depoimento, que é fechado pelo fato de o processo correr em segredo de justiça, acontece por videoconferência. Inicialmente, o depoimento estava marcado para ocorrer no último dia 17, mas o casal alegou impossibilidade de comparecimento por conta de audiências anteriormente agendadas em Curitiba. Eles são ouvidos pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em fevereiro passado, João Santana e Mônica Moura foram condenados a oito anos e quatro meses de prisão no âmbito da operação Lava Jato, acusados de receber US$ 4,5 milhões em uma conta na Suíça. As investigações apontaram que o dinheiro é proveniente de desvios da Petrobras. Presos em fevereiro de 2016, eles foram soltos em agosto do mesmo ano após pagamento de fiança.


Cancão denuncia doação irregular de terreno na gestão Lóssio: “Lugar de bandido é na cadeia”

por Karine Paixão 24 de Abril de 2017 às 11:02
categoria: Política

Quem pensa que a novela do Ceap acabou em Petrolina, está redondamente enganado. Segundo denúncia feita pelo vereador Ronaldo Cancão, a gestão que retomou a área para o Município para construção do Centro Administrativo encerrou, mas os problemas relacionados a transferência dos permissionários que atuavam ali continuam. Autor do requerimento que solicita a lista com permissionários e a investigação de quem de fato assumiu as áreas destinadas aos desapropriados, Cancão acusa o governo Júlio Lóssio de doar terrenos com avaliações milionárias para pessoas que nunca comercializaram e nem possuíram boxes no Centro de Abastecimento de Petrolina. 

“As áreas avaliadas em torno de R$ 10 milhões, R$ 12 milhões. Se você pegar em nível de moeda, uma área só que o (ex)prefeito doou para os permissionários dava para construir com em torno de R$ 4 milhões um centro de abastecimento em Petrolina. Então com isso paira uma dúvida, já tem várias denúncias de que foram vendidas as áreas de alguns que receberam. Já tem denúncia de alguém que não estava no Ceap e recebeu área. Eu quero saber área por área, o nome e o CPF de quem recebeu e se o prefeito num prazo de 15 dias o prefeito (Miguel) possa tomar uma iniciativa porque se não, eu vou tomar uma iniciativa depois desse prazo sobre a Lei de doação das áreas”, prometeu. 

Cancão reforça a natureza ilícita dos repasses e ataca os adversários. “O projeto de Lei da doação de áreas foi do ex-prefeito Júlio Lóssio e lugar de bandido é na cadeia. Não estou afirmando que o (ex) prefeito Júlio Lóssio é bandido, estou dizendo que a forma com que seus subordinados fizeram o processo é uma forma de bandido, de furtar o patrimônio público. Tiraram à força, na arma os permissionários, trataram como bandidos e hoje quando se passam os tempos e os dias a gente se defronta com a situação adversa: vários permissionários sem as áreas. São 40 ações que tramitam na justiça e que não foram contempladas. Aquele ato ilícito ele vai pagar na justiça e o prefeito vai ter que reverter a área de volta para o Município”, declarou. 


Empresas citadas na Lava Jato demitiram quase 600 mil

por Redação Nossa Voz 24 de Abril de 2017 às 08:22
categoria: Corrupção

A recessão, a queda do preço do petróleo, a redução dos gastos do governo e a Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás, empreiteiras e agentes do governo, tiveram efeito devastador no emprego. Levantamento do ‘Estado’ com dez das maiores empresas citadas na Lava Jato mostra que, somente entre funcionários diretos e terceirizados dessas companhias, o corte de vagas entre o fim de 2013 (antes da deflagração da Lava Jato, em março de 2014) e dezembro de 2016 foi de quase 600 mil pessoas. Analistas apontam que o efeito foi ainda maior, quando se consideram as vagas indiretas.

Empresas do setor de óleo e gás, como a Petrobrás, foram afetadas pela redução da cotação do petróleo, que hoje está próxima de US$ 50. Já as grandes construtoras e incorporadoras tiveram de lidar com o alto endividamento da população, que deixou de comprar imóveis, e com a conclusão - ou interrupção - de projetos de infraestrutura, diante da deterioração das contas do governo.

A conta de 600 mil postos de trabalho fechados mostra um impacto considerável - equivalente a 5% do total de pessoas que entraram na fila do desemprego entre 2013 e 2016, que foi de 11,2 milhões. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de desocupados no País era de 1,1 milhão em dezembro de 2013; no fim de 2016, o número havia crescido para 12,3 milhões.

Após um período de longa bonança, as companhias envolvidas na Lava Jato vivem momentos de dificuldade e tentam se reestruturar. As construtoras Queiroz Galvão, Engevix, OAS e Mendes Júnior estão entre as que pediram recuperação judicial. A Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás para a construção de sondas de petróleo, está na mesma situação.

Falta de equilíbrio. Os cortes de vagas são impressionantes, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), porque muitos projetos de expansão se basearam em previsões pouco realistas. Pires afirma que, após a descoberta do petróleo do pré-sal, instalou-se um clima de euforia que levou à tomada de decisões de governo - e de negócio - sem sentido econômico.

Pires cita como exemplos a determinação de que a Petrobrás fosse operadora dos campos do pré-sal e a criação da Sete Brasil. “A Petrobrás não tinha condições de fazer o trabalho de exploração sozinha. Essa decisão espantou investimentos estrangeiros que hoje seriam bem-vindos”, frisa o diretor do CBIE. O sinal verde para a construção das sondas do pré-sal, lembra Pires, foi baseada em uma previsão de produção de quase 5 milhões de barris de petróleo por dia até 2020. Em 2013, a projeção foi reduzida a 4,2 milhões; dois anos depois, houve novo corte, para 2,8 milhões de barris diários.

Essa falta de critério, segundo o economista Sérgio Lazzarini, professor do Insper, influenciou o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que acelerou a concessão de empréstimos, e também o Banco do Brasil e a Caixa, que inflaram o crédito mesmo quando a economia já dava sinais de exaustão. “O que essa gastança nos trouxe de benefícios? Acho que esse modelo de desenvolvimento mostrou que é preciso dosar a participação do Estado na economia”, diz Lazzarini.

Os efeitos colaterais da Lava Jato - o desemprego, a revelação de intricados esquemas de corrupção e o abalo à reputação de grandes companhias - levaram, pelo menos momentaneamente, a uma mudança no curso da economia. Hoje, diz o professor do Insper, o lema é a redução de gastos públicos e a abertura de vários setores a investimentos externos, entre eles infraestrutura e companhias aéreas.

A manutenção deste caminho não é garantida, na visão de Lazzarini. Ele acredita que ainda há risco de uma “guinada” populista no País como reação à crise. “Basta ver o que aconteceu nos Estados Unidos, com Donald Trump. Quando se olham os candidatos para a eleição presidencial de 2018, é muito difícil fazer uma previsão para onde vamos.”

Principais cortes. Por seu porte, a Petrobrás fez os maiores cortes em termos absolutos entre as companhias consultadas (leia mais abaixo), mas houve reduções relativamente maiores, como o da Engevix, que diminuiu seu efetivo em 85%. Os dados do quadro ao lado foram repassados pelas próprias empresas.

Algumas empresas esperam uma chance de voltar à ativa. É o caso da Sete Brasil, que chegou a movimentar 15 mil trabalhadores nos estaleiros que contratava para construir suas sondas, segundo fontes. Hoje, a atividade da Sete se resumiria a 20 funcionários. A companhia aguarda a aprovação de seu plano de recuperação no início de maio. Segundo o Estado apurou, a expectativa é contratar até 2 mil trabalhadores para a retomada das sondas. Procurada, a Sete Brasil não quis comentar nem fornecer dados oficiais sobre sua força de trabalho.

Justificativas. Algumas das empresas consultadas destacaram que, além da Lava Jato, outros fatores contribuíram para a redução de seus quadros. A Odebrecht lembrou da crise que abateu o País nos últimos anos e disse estar “comprometida em voltar a crescer e contribuir com as comunidades nos locais onde atua”. A Andrade Gutierrez afirmou que seus dados são afetados por reduções de ritmos de obras ou o encerramento das mesmas - justificativa que também se aplica às demais construtoras. A Promon também afirmou ter sido afetada pela redução dos investimentos em infraestrutura no País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.