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IPA diz que é preciso 'barrar a comercialização de água de coco falsificada' na região

por Adriana Rodrigues 6 de Abril de 2018 às 15:00
categoria: Agricultura

Uma Audiência Pública que aborda comercialização de água de coco 'falsificada' no Vale do São Francisco foi realizada nesta sexta-feira (06), na Câmara de Petrolina. Vereadores, produtores de Coco e várias autoridades se fizeram presente na reunião.  

 A importação de um tipo de geleia, para dentro do Brasil tem acabado com a produção da fruta na localidade. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Produtores de Água de Coco, Francisco Porto, o plantio foi reduzido pela metade nos últimos cinco anos na região, caindo de 10 milhões de hectares para apenas cinco. “É uma preocupação muito grande essas importações predatórias”, afirmou. 

O vereador Ronaldo Silva explica que com “as produções de coco estão acabando” é preciso uma intervenção do Governo Federal. Francisco Porto explica que a geleia é o resultado da água de coco desidrata retirada vendida por duas vezes mais no Brasil e novamente hidratada com acréscimo de e vendida como água de coco. “Isso é néctar, não é água de coco. Mas no Brasil o poder econômico fala mais forte. Você vê o efeito aqui na região e, como aqui, aconteceu no Brasil inteiro”, explicou. 

De acordo com ele esse topo de importação subiu cerca 400% o volume nos últimos cinco anos. Um problema maior, segundo Porto, é que “essas indústrias foram instaladas com recursos e subsídios de que a finalidade delas era desenvolver a cultura local, mas isso é desvio de conduta”. Ele afirma que será realizada uma denúncia no Ministério Público Federal e Estadual. O sindicato tenta chamar a atenção do Governo Federal, pedindo que as empresas devolvam o que receberam pelo desvio de finalidade. “Eu quero que seja leal”, resumiu o presidente. 

José Batista, gerente do IPA, também esteve presente no reunião, representando o Secretário de Agricultura do Estado. Para ele, a solução é barrar esse tipo de produto no Vale. "Eu acho que primeiro tem que chegar nas autoridades para barrar essa concorrência desleal que está tirando milhões de emprego dos pequenos, médios e grandes agricultores. Medidas tem que ser tomadas a nível local, pra chegar a nível estadual e federal. O ministro da agricultura é que tem que tomar essas medidas para que o município não perca no que diz respeito a economia".