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PR, PSL, ou o partido que vier: Qual será o destino de Miguel Coelho depois que sair do PSB?

por Karine Paixão 6 de Março de 2019 às 16:05

Se tem uma coisa certa sobre o destino de Miguel Coelho no próximo ano é a sua saída do PSB. Não existe a mínima possibilidade do prefeito de Petrolina manter-se no mesmo partido do governador Paulo Câmara, a quem faz oposição. Por ter um prazo estendido até abril de 2020, o gestor se dá ao luxo de permanecer na legenda ostentando a rebeldia. Mesmo assim, Miguel vem testando cenários e vai se movimentando nos bastidores.

No ano passado, conversou com o presidente do comitê provisório do PSL em Petrolina, Júlio Costa. O encontro vazou e ambos negaram que o prefeito estivesse buscando o ingresso no partido do presidente Jair Bolsonaro. Este ano no entanto, Fernando Bezerra Coelho assume a liderança do governo Bolsonaro e perde mais uma etapa na batalha pelo comando do MDB em Pernambuco. Será que o senador vai trocar de partido assegurando a sétima filiação na carreira? Seria acompanhado pelo filho, já que Miguel precisa escolher sua nova legenda até seis meses antes da eleição que se aproxima?

Apesar de estar envolvido nesse escândalo das candidaturas-laranja, o PSL ofereceria ao pré-candidato a reeleição um maior tempo de guia eleitoral e com isso, faria frente direta a possível campanha de Odacy Amorim (PT), cujo partido empata com o PSL no número de assentos na Câmara dos Deputados (fator determinante no tempo destinado aos postulantes para isenções no rádio e televisão).

Se optar pelo PR, cuja estratégia que tirou o comando da legenda das mãos de Sebastião Oliveira e colocou nos braços de Anderson Ferreira foi a mesma que deu o comando do diretório petrolinense a Simão Durando (secretário de Governo de Miguel), Coelho terá que amarrar o PSL na base. Caso contrário, se for para as mãos de Júlio Lóssio (PSD) dará ao oftalmologista um tempo semelhante ao de Odacy deixando o prefeito de Petrolina com pouca visibilidade nos veículos tradicionais.

Diz o ditado bastante usado na política: Quem tem tempo não tem pressa. Mas quem tem concorrentes precisa se antecipar. E no caso de Miguel Coelho, que além de escolher o partido precisa pensar em todas as possibilidades de alianças numa eleição com estreia de segundo turno, cada segundo conta.