asdasdasdasd

Em missa, família celebra vida e obra de Osvaldo Coelho

por Karine Paixão 20 de Agosto de 2016 às 15:16
categoria: Olhando o Sertão

A saudade de Osvaldo Coelho foi transformada em celebração por seus familiares na manhã deste sábado (20). Em uma missa celebrada na Igreja Matriz de Petrolina, os filhos Guilherme, Patrícia, Ana Josepha, Ana Maria, Ana Carolina, Ana Amélia e a esposa Anamaria Coelho, reuniram familiares e amigos para agradecer pela vida do Braço Forte do Sertão, que se estivesse vivo completaria 85 anos no próximo dia 24 de agosto.

“Fica um sentimento muito grande se saudade. Mas eu vi nas pessoas que estiveram na igreja a representação dele. Cada pessoa que abracei, que beijei representava ele. Então eu tenho certeza que  pelas qualidades dele, principalmente a humildade que prezo muito, ele está já no Reino dos Céus. Ele fez muito, se dedicou muito a todas as pessoas de Petrolina que vieram até ele. As portas da minha casa eram sempre abertas, não se fechavam muito. Entrou para falar, dizer uma palavra, era sempre recebido. Eu acho que ele era muito amado por todos que chegavam até ele e isso me dá uma gratificação muito grande. E seguimos com a benção de Deus que haverá de me acompanhar com minha família”, afirmou Anamaria Coelho.

E o comparecimento desses amigos foi ressaltado pelo deputado federal Guilherme Coelho, que relembrou a trajetória do pai e o segredo de um dos mais admirados políticos da região. “O sentimento é de saudade, mas o sentimento também é de alegria. Osvaldo Coelho foi um homem que dizia sempre que amava a vida e gostava muito da vida. Foi um homem privilegiado, tudo que queria fazer da vida acho que ele fez. E a coisa que ele mais gostava era estar perto das pessoas, principalmente as mais simples, mais humildes, mais necessitadas e fragilizadas. Ele dedicou sua vida a isso, é um cidadão que se foi, mas que foi feliz. Realizou seus sonhos, cuidou da sua família, cuidou dos seus eleitores, gostava muito de caprinos, ovinos, gostava de conversar, mas o que ele gostava mais de tudo era de ouvir. Acho que esse dom de ouvir foi o que fez dele um político de sucesso, respeitado, limpo, que tinha duas bandeiras na vida: a irrigação e a educação. Então é um dia de saudade, mas também de muita alegria porque estamos comemorando a vida dele”.

Para o irmão de Osvaldo Coelho, Geraldo Coelho, além da saudade fica a lembrança da promessa feita pelo eterno deputado um dia antes de falecer. “Um sentimento muito grande de saudade imensa porque Osvaldo dizia para mim que vinha morar em Petrolina e isso na véspera da morte dele. Eu fiquei dramatizado, era meu irmão mas tinha uma amizade muito grande comigo e ele colaborou muito com a nossa Petrolina. E Osvaldo foi muito de irrigação e colocou a Univasf e é assim que se constrói Petrolina, com educação porque quem vem para cá não sai mais nunca, fica aqui trabalhando e colocando investimento. Por isso que dá saudade, quando um Coelho vai embora deixa muita lembrança”.

Ana Josepha fala sobre a importância de celebrar a data da forma como o pai mais gostava: rodeados por seus amigos. “Nós nos sentimos muito felizes porque papai viveu 84 anos de muitas alegrias e o que mais nos lembra ele são os amigos. Cada abraço que nós damos sentimos um pouco do nosso pai porque ele era uma casa cheia, curtia se aniversário, então hoje é um dia de grandes lembranças alegres de todos os seus momentos”.

Homenagem póstuma

Após a missa, familiares e amigos próximos se reuniram no túmulo e Osvaldo Coelho onde oraram e contemplaram o busto recém-colocado. No local também consta a frase que relembra seu legado: “Quero ser conhecido como aquele que tudo fez para fortalecer os mais fracos”.

Segundo Ana Amélia Coelho Lemos, filha de Osvaldo Coelho e diretora das rádios do Sistema Grande Rio de Comunicação, a homenagem condiz com a trajetória de vida do eterno deputado, que sempre visitou túmulos de grandes líderes da história mundial. “Aqui ele sempre dizia que queria estar junto do pai dele, vovô Clementino, da mãe, Vovó Zefinha, dos irmão, como foram colocados de tio Nilo, de tio Paulo, tio José, que ele dizia que eram os grandes. Na verdade, papai quando viajava gostava de visitar os cemitérios, os túmulos de Napoleão, Abraham Lincoln. Ele achava que era uma homenagem póstuma muito bonita. Então, tendo esse costuma dele entendemos que ele gostava, achava bonita uma homenagem póstuma. Seguindo essa tradição, a gente quis fazer isso para ele pois achamos que é de todo merecimento”.

O artista plástico Ranilson Viana, que esculpiu o busto de Osvaldo Coelho, fala do encontro que teve com o deputado ainda em vida  e sua inspiração em fazer obra. “Antes dele falecer estive com ele, tive essa oportunidade. Lá ele pediu meu contato e disse que queria fazer um trabalho comigo. Eu estava em Brasília quando soube do seu falecimento. Recebi a notícia com muita tristeza porque queria estar aqui mas não foi possível. Mas aí veio a oportunidade de fazer o busto dele, inclusive fiquei com uma réplica no meu ateliê”.