asdasdasdasd

Sobre avaliação das contas de Lóssio, Ronaldo Silva pondera: “Dois itens que chamaram a atenção”

por Karine Paixão 22 de Janeiro de 2018 às 12:51

O cronômetro da política que marca o prazo para o julgamento das contas do ex-prefeito e pré-candidato ao governo de Pernambuco, Júlio Lóssio (licenciado do MDB) está rodando. Segundo o Regimento Interno da Câmara de Municipal de Petrolina, o prazo encerra após 60 dias contatos a partir do recebimento do parecer do Tribunal de Contas do Estado. Sendo assim, os parlamentares têm até o dia 28 de fevereiro para apreciar o parecer do relator Aero Cruz (PSB), já que na última sessão ordinária de 2017, realizada no dia 28 de dezembro, o presidente da mesa diretora, Osório Siqueira, apresentou tal documento. 

“Realmente na última sessão do ano o relator Aero Cruz e o secretário Osinaldo Souza apresentaram o parecer sobre as contas do ex-prefeito Júlio Lóssio onde eles pedem a rejeição dessas contas. Naquele momento eu não tinha recebido, tinha tomado conhecimento naquele dia em que ele entregou, protocolou junto a mesa diretora para que o presidente Osório Siqueira colocasse para apreciação da Casa. Isso foi na última sessão, mas eu creio que agora, nesse momento, na volta dos trabalhos em fevereiro, está nas mãos dele e quem coloca na pauta é o presidente”, explicou o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Ronaldo Silva em entrevista ao Nossa Voz na manhã desta segunda-feira (22). 

Sobre o parecer contrário a aprovação das contas de Lóssio protocolado por Aero Cruz naquela ocasião, Silva detalha que o relator apresentou rapidamente seu conteúdo aos demais membros da comissão antes de protocolá-lo. “Eu tomei conhecimento do parecer dos colegas naquele dia, não assinei porque eu não tinha lido ainda o parecer. Passamos esse tempo todo, já tenho minha opinião, já sei o que vou fazer. Vamos esperar chegar o dia da votação pra que eu possa manifestar o meu voto, ou contrário ou a favor. Vamos respeitar o parecer dos colegas que fizeram um trabalho. Tudo que recebi do Tribunal de Contas eu repassei para eles e eles fizeram as avaliações deles”. 

Questionado se na volta do recesso assinará o relatório elaborado por Cruz, Ronaldo Silva sai pela tangente. “Se eu discordar do parecer do relator, se o secretário discordar do parecer do relator tudo bem, cada um pode fazer o seu parecer da forma que achar melhor e tudo certo. Então eu não assinei naquele momento porque quem tinha feito foi ele que é o seu papel. Quando ele elaborou o parecer apresentou para mim, apresentou para o secretário que na mesma hora assinou, leu assim rapidamente e concordou e assinou. Eu não, pedi um tempo para ler e avaliar realmente o que eu estava assinando. Pode ter certeza de que vai ser uma decisão acertada, vai ser uma decisão que provará que não podemos misturar as coisas. Isso é uma coisa de muita responsabilidade para as duas partes”.

O presidente da Comissão de Finanças detalha ainda quais foram as ressalvas apontadas pelo TCE na prestação de contas do ex-gestor. “Foram 17 itens que o Tribunal de Contas descobriu, mas o ex-prefeito se defendeu em 2015. Ficou a questão dos 25% para a educação, a gente sabe que o investimento de 25% na educação é Lei e o duodécimo para a Câmara de Vereadores. Então tiveram esses dois itens que chamaram a atenção tanto da minha parte quanto do relator porque quando o tribula manda aprovação com ressalvas, se não vai trazer prejuízo ao erário. Tudo é preciso avaliar”.


Dezembro: Chapa única, Osório “Uchôa” se manteve presidente da Câmara, reeleito até com votos da oposição

por Karine Paixão 29 de Dezembro de 2017 às 10:06

Osório Siqueira (PSB) foi reeleito presidente da mesa diretora para o biênio 2019/ 2020 da Câmara Municipal de Petrolina na sessão ordinária desta terça-feira (26), em meio a protestos dos professores auxiliares da Rede Municipal de Ensino e insinuações de cooptação de votos. Mesmo assim conseguiu 18 dos 21 votos dos parlamentares presentes e aumentou a comparação com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Guilherme Uchôa que comanda a Alepe pela sexta vez.

Estiveram ausentes Ruy Wanderley (PSC) e Ronaldo Silva (PSDB). Mesmo justificadas, as faltas chamaram a atenção pois trata-se de um líder da situação visivelmente insatisfeito e um vereador que teria buscado formar uma chapa para concorrer contra Siqueira, mas não consolidou sua inscrição. Mas a surpresa da votação ainda estava por vir. A bancada composta por cinco edis, teve dois votos dissidentes: Paulo Valgueiro (PMDB) e Domingos de Cristália (PSL)  que se votaram a favor do quinto mandato à frente dessa casa legislativa.

“Na primeira eleição dele em janeiro eu votei a favor. Eu não tenho nada contra Osório, uma pessoa boa, maleável que não leva para o lado político, sempre está ao lado dos vereadores e por isso teve o meu voto”, classificou Domingos. Quando questionado se ele estaria satisfeito com a gestão de Siqueira, o oposicionista se contradiz. “Os vereadores aqui são tratados de forma diferente, não vou citar quais são esses benefícios e nem quem são os beneficiados, mas é totalmente diferente. Ele precisa começar a igualar esse peso. A estrutura da Câmara é dos vereadores e ele não pode deixar que um tenha mil e outros não tenham nenhum. Osório tem que começar a olhar para a gente também”, cobrou.

Já o líder da oposição, Paulo Valgueiro, explicou que buscou adiar essa votação, mas não conseguiu. Mesmo assim votou a favor da reeleição do atual presidente pela amizade que dedica ao colega de legislatura. “Houve a movimentação de alguns vereadores buscando a prorrogação para deixar para fim do próximo ano da virada do biênio e eu encabecei esse movimento. Estávamos num clima tenso de possível colocação de prestação contas, uma série de problemas na Câmara e entendiamos que não era o momento ideal para fazermos a eleição por isso pedimos a prorrogação. Como não foi possível a formação de uma segunda chapa, foi chapa única, Osório teve novamente meu voto como teve no primeiro biênio. Se tivéssemos voto suficiente para formar uma chapa de oposição poderia ter sido diferente, mas infelizmente não tivemos a condição de montar uma chapa de oposição a chapa de Osório”.

O vereador Gabriel Menezes, que fez duras críticas a votação antecipada afirma não ter entendido o posicionamento dos colegas. “Confesso que foi uma surpresa para mim. Não conversei ainda com Domingos, meu companheiro de partido, PSL, também não conversei com o líder da nossa bancada, Paulo Valgueiro, mas acredito que cada um tem o seu entendimento. Eles resolveram votar a favor da chapa e eu, Gilmar e Cristina resolvemos contar contra e votaríamos outras vezes se nos fosse permitido”.

Reeleito por 18 votos favoráveis contra apenas três contrários, Osório Siqueira justificou que agiu dentro da legalidade. “Quando foi aprovada a Lei que permitiu a eleição da mesa, isso que já estava sendo feito em Câmaras do Brasil e em Pernambuco, enquanto aprovávamos isso já tinha até acontecido eleição, quando a gente aprovou a Lei dando direito a reeleição. E na Lei diz que logo após a publicação já está apta a realizar a eleição até 31 de dezembro de 2018. Quando fui questionado por vocês da imprensa quando seria a eleição e eu falei que quando tivesse a maioria solicitando a eleição eu realizaria e foi isso que fiz. Recebi a assinatura de vários vereadores quando realizamos a primeira reunião, num jantar, tivemos a presença de 14 vereadores que me pediram para realizar a eleição até o dia 31 de dezembro de 2017”.


Relator de Finanças recomenda rejeição das contas de Lóssio na Câmara de Petrolina

por Karine Paixão 28 de Dezembro de 2017 às 12:42

A análise das contas do ex-prefeito de Petrolina, Julio Lóssio ganha mais um capítulo na Câmara de Muncipal. Depois da notificação do ex-gestor através do Diário Oficial do Município diante da indisponibilidade dele em receber os funcionários da Casa Plínio Amorim, foi dado entrada no Protocolo Central da Câmara o parecer do relator da Comissão de Finanças,  Aerolande Cruz, assinado também pelo secretário da mesma comissão, Osinaldo Souza. Nele, os parlamentares discordaram do parecer do Tribunal de Contas de Pernambuco, que recomendava a aprovação com ressalvas e optaram pela cassação das contas do exercício 2010 de Lóssio, o que pode torná-lo inelegível, caso o documento seja aprovado pela maioria absoluta dos vereadores. O presidente Osório Siqueira leu texto no plenário durante a sessão ordinária que estava em curso. 

Porém, o parecer do relator da Comissão de Finanças, protocolado às 09h55 de hoje (28) ainda tem um fato pendente sobre a data da sua apreciação no plenário da Câmara Municipal: ele não possui a assinatura do presidente do citado grupo de trabalho, o vereador Ronaldo Silva. Com sinais claros de insatisfação com o grupo de situação e com o prefeito Miguel Coelho, o posicionamento de Silva é uma incógnita dentro desse processo. Caso discorde da rejeição proposta pelo relator, Aero Cruz, Ronaldo terá que elaborar um parecer paralelo ao que foi apresentado na manhã desta quinta-feira. A expectativa é que o presidente da mesa diretora, Osório Siqueira, deverá convocar uma sessão extraordinária para a análise final desse processo. (Foto: Tales Kalil)


Sobre reeleição de Osório: Gabriel diz que precisa pedir desculpas a carniça e Cancão rebate: “Besteirol”

por Karine Paixão 27 de Dezembro de 2017 às 12:41



Indignado com a reeleição de Osório, o vereador Gabriel Menezes em entrevista ao Nossa Voz na manhã desta terça-feira (26), em seu gabinete, afirmou ter certeza de que processo foi vitorioso à base da barganha. O oposicionista ainda provocou os colegas de legislatura sobre a falta de concorrência na votação para a presidência da mesa diretora da Câmara Municipal. 

“Os vereadores que votaram hoje assinaram um atestado de incompetência. Poucos na política não gostariam de administrar uma verba de R$ 1,2 milhão por mês, R$ 40 mil por dia, é isso que essa casa custa. Eles tem medo de que antecipando essa eleição. Em legislaturas anteriores, um vereador já chegou a ter 11 assessores. Hoje são quatro, tiraram os assessores para que a estrutura ficasse a cargo da mesa diretora, que se negociam nessas eleições para a presidência da casa. Quando eu disse que estariam pior do que urubu em carniça eu deve um pedido de desculpas, ao urubu e a carniça, porque é coisa muito pior”, disparou.

O parlamentar cita o ingresso do vereador Ronaldo Cancão na composição que comandará a Casa Plínio Amorim seria uma das maiores contradições já que Cancão aprovou uma Lei no ano passado que impossibilitava a reeleição de Siqueira. Para Menezes, um arrumadinho entre Osório e Ronaldo teria motivado tal união. 

“Ronaldo cancão não tem voto, ele não tem temperamento para presidir essa casa. Sinto muito porque o teremos como presidente dessa casa, ele que já esbraveja, que já grita, é um costume rotineiro Osório abrir a sessão e se ausentar em seguida. E quem vai presidir essa casa? Ronaldo Cancão. Qual é a estrutura emocional que o vereador tem para presidir essa casa? Acredito que Osório seja sim candidato a deputado estadual e que tenha sido uma jogada do grupo do senador Fernando Bezerra Coelho para fazer Ronaldo Cancão presidente dessa casa, haja vista que ele não seria votado pelos próprios vereadores da bancada de situação”. 

Questionado sobre os questionamentos feitos por Gabriel Menezes, Cancão disparou que o oposicinista critica sem olhar para o retrovisor. “Primeiro ele não tem prova e segundo que ele estava com Osório na eleição passada e eu não estava. Tem hora que não olha para o retrovisor, eu não esqueço o retrovisor não. Os mesmos cargos que eu tinha em 2013 são os mesmos de hoje. Nunca me dirigi a casa de Osório e nem a direção para pedir cargos, não os mesmos. Tinha quatro cargos, que é o natural, tenho porque era líder do governo está previsto no regimento e mais um que Osório deu a contento para contemplar cada vereador porque tivemos perda de cargos, eram seis e reduziu para quatro”. 

O situacionista também ironiza as críticas de Menezes que nunca ofertou denuncia ao Ministério Público contra o que considera irregular. “Se fala, de cooptação, de barganha porque não entrou com ação na Justiça para suspender a eleição. Parar de conversar miolo de pote. Agir como eu agi, fala, fala, fala e não toma atitude. Não voto, não voto, mas passou o ano inteiro aqui, mas não tem uma ação contra Osório”. 

Sobre a declaração de Gabriel e sua afirmação de que Ronaldo Cancão não teria estabilidade emocional para comandar a Câmara, o futuro vice-presidente da Casa Plínio Amorim, rebate. “Quem tem boca diz o que quer e ouvido escuta se quiser. Vamos deixar o tempo correr, andar. O vereador precisa dar um frio de arrumação, fala muito besteirol e é preciso corrigir pra não ficar antecipando o embate negativo. Vou conduzir de forma correta, de forma disciplinar como presidente de uma casa e não como aliado de um governo municipal. Até porque eu tenho as Leis e se eu tenho as Leis eu tenho que ter o compromisso com as Leis e respeitar a todos junto a mesa diretora”, assegurou. 


Antecipou: Eleição da Mesa Diretora da Câmara de Petrolina acontece na próxima terça-feira (26)

por Karine Paixão 21 de Dezembro de 2017 às 07:39

Depois de tanto mistério, reuniões, resistência de um grupo e pressão de outro, agora vai! A eleição para escolha da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Petrolina para o biênio 2019/2020 deve acontecer na sessão ordinária da próxima terça-feira (26). O edital de convocação para a eleição foi publicado no final da tarde de ontem pelo presidente da mesa diretora, Osório Siqueira.

Segundo o edital, as chapas tem até as 09h da próxima segunda-feira (25, dia de Natal). A inscrição é feita através de requerimento no qual deverão constar os cargos previstos na Lei Orgânica Municipal: Presidente, Primeiro Vice-presidente, Segundo Vice-presidente, Terceiro Vice-presidente, Primeiro Secretário, Segundo Secretário e Terceiro Secretário e além de nome deve conter também a assinatura legível dos respectivos membros, sendo vedada a inscrição de vereadores em mais de uma chapa.

A votação será aberta através de chamada nominal presidida pela atual Mesa Diretora. Será considerada vencedora a chapa que conseguir a maioria dos votos válidos e, em caso de empate, será considerado eleito o vereador mais idoso dentre os candidatos à presidência, sendo ainda critério de desempate: dia, mês e hora de nascimento.


Lei para reformulação de conselho causa polêmica e oposicionista afirma que comissões são fictícias

por Karine Paixão 13 de Dezembro de 2017 às 07:49



Enviado a Câmara de Petrolina em regime de urgência urgentíssima na sessão desta terça-feira (12), o Projeto de Lei nº 033/2017 de autoria do Poder Executivo dispõe sobre o Conselho Municipal do Meio Ambiente, que será composto por 23 membros e deve deliberar sobre as questões ambientais em Petrolina  junto a Agência Municipal de Meio Ambiente. Mas um equívoco na proposta enviada pela Prefeitura de Petrolina e corrigida através de uma emenda do próprio Executivo ao projeto com revogação da Lei nº 1599/2004 gerou polêmica entre as bancadas de situação oposição e criticas até de integrantes da bancada de situação. 

Ronaldo Cancão, que é presidente da Comissão de Justiça e Redação e que deu parecer favorável ao projeto mesmo identificando o equívoco, reforçou que não é possível fazer revogação de Lei através de uma emenda aditiva. Mesmo assim foi favorável ao projeto. “Eu quero fazer uma crítica ao governo e posso fazer. Não se pode mandar um projeto e depois ter emenda. Significa que não teve uma atenção especial a Lei 1.599. Quando a gente a gente não tem uma certa experiência a gente pede a quem tem uma certa experiência para orientar. Eu já disse ao procurador que nenhuma Lei pode chegar a essa casa sem dizer, não uma justificativa, mas no cabeçalho da Lei que tem que revogar uma Lei anterior. Aqui se altera a Lei 1599, que inclusive ela já altera a Lei nº 692/96, é a terceira alteração na Lei do Conselho do Meio Ambiente. O prefeito melhora quando altera a quantidade de componentes de 25 para 23 e inclui o IF que tem um trabalho com o Meio Ambiente e além dele tem membros da associação imobiliária, além disso um dirigente da CDL e um representante da Federação da Indústria do Estado de Pernambuco. Então fica aqui essa minha observação e eu costumo observar pra depois corrigir. Já houve aqui uma falha, onde se coloca uma emenda num projeto que chega alterando a Lei. Vai ter o meu voto, a Lei nova ela melhora. Mas fica aqui a minha observação”, se posicionou Cancão. 

Para o líder da oposição, Paulo Valgueiro, a falta de experiência do governo de Miguel Coelho tem provocado equívocos e há falta de humildade da equipe em buscar informações com os mais experientes. Valgueiro também bate forte na atuação das comissões permanentes que dão pareceres favoráveis por não analisar as propostas enviadas e dizer amém ao que é enviado pela Prefeitura de Petrolina. “Infelizmente tem sido uma prática comum. Todos os projetos com exceção das Leis Orçamentárias, todos os projetos que tem vindo do executivo tem vindo com urgência urgentíssima e isso faz com que não haja uma tramitação normal, fica uma tramitação às pressas, praticamente na hora que chega já é colocado em votação. A gente tem que esquecer os palanques políticos, a prepotência de alguns que estão governando, a arrogância de alguns que estão governando e buscar somar e não o projeto vir errado do Executivo e a Câmara de se tornar uma batedora de carimbo, em vereadores lagartixas que dizem amém a tudo”.  A bancada de oposição se absteve de votar a proposta que foi aprovada pelos demais parlamentares. 

O vereador Ronaldo Silva, que é relator da comissão de Justiça e Redação, não há prejuízos para a população petrolinense com a aprovação da matéria, ao contrário, vai destravar obras paralisadas na cidade. Ele também atestou a regularidade das reuniões e análise de projetos pelas comissões as quais faz parte. “Eles não podem dizer que há reunião das comissões. Eles não participam, não fazem parte das comissões e não tem que participar. A AMMA precisa desse conselho e a provação precisa ser de urgência urgentíssima porque tem muitas obras paradas na cidade aguardando esse conselho”, ponderou. 


Paz e amor selam aprovação do orçamento, mas situacionista manda recado ao prefeito: "Não tem mais do que reclamar”

por Karine Paixão 6 de Dezembro de 2017 às 09:40



Num clima de paz e amor a Câmara de Petrolina aprovou a Lei Orçamentária Anual por unanimidade na sessão desta terça-feira (05). Segundo o presidente da Comissão de Finanças, Ronaldo Silva, esse entendimento veio após uma reunião da bancada de situação quando os estes parlamentares externaram sua insatisfação com o corte de mais de 180 emendas das 339 elaboradas. Silva então voltou atrás, liberou as propostas feitas pelos colegas sob a condição de que as emendas propostas pela oposição também passassem pelo crivo da esmagadora maioria do Legislativo Municipal. 

“Como presidente da Comissão de Finanças eu meti a faca e cortei várias nas emendas de todos os vereadores porque tem rubricas que não se pode retirar dinheiro, mas  alguns vereadores com aquela fofoca e você sabe como é política e quem vereadores mesmo que vivem disso, de futricas, de procurar problemas para o parlamento. Mas me  procuraram, marcaram uma reunião na casa e eu vim com a minha simplicidade, que temos que saber reconhecer o que é  bom para a sociedade. Tinham essas emendas e eu cortei mais de 180 delas e fizemos um acordo para que todas as emendas fossem aprovadas, tanto da oposição quanto da situação”, detalhou o vereador. 

Porém, mesmo com a paz selada entre as bancadas, um assunto ainda gerou desconforto. A emenda de autoria do vereador Gabriel Menezes foi a única vetada pela comissão de finanças e solicitava a redução do percentual de remanejamento desse orçamento sem passar pela avaliação da Câmara de Petrolina dos 40% aprovados anteriormente na Lei de Diretrizes Orçamentárias, para 20%. Com um orçamento estimado em R$ 819,8 milhões em 2018, o prefeito Miguel Coelho poderá remanejar  R$ 329 milhões, da forma que desejar, para as áreas da gestão, sem passar pelo Legislativo. O oposicionista autor da proposta de redução criticou. “As 3338 emendas hoje aprovadas, cada uma com R$ 100 mil, totalizando R$ 34 milhões. Toda a Casa está apresentando emendas que não significam 5% do orçamento para 2018”, calculou.

A emenda de Menezes foi reprovada por 17 votos a 5 e assim os governistas mantiveram os 40% para remanejamento livre dos recursos na ordem de R$ 329 milhões.

A vereadora Cristina Costa foi mais uma a criticar o que ela chamou de cheque em branco para o prefeito, mas foi coerente em elogiar a postura da bancada de situação que não rejeitou as propostas feitas pela oposição. A esperança da petista é que esse clima de paz e amor prossiga em 2018. “Isso me chamou a atenção e eu tenho que elogiar. A postura do Executivo mudou, está ouvindo mais, dialogando, pela postura da própria base. Reconheço que o diálogo e a mudança de postura da situação por ser maioria e a gente minoria achar que tem que passar com o trator por cima, isso já mostra um novo momento na Câmara”. 

E diante do sucesso na aprovação do Orçamento para 2018, o vereador Ronaldo Silva mandou um recado para o prefeito Miguel Coelho. Diante de uma previsão orçamentária de  819,8 milhões e uma margem de remanejamento de R$ 329 milhões livre do crivo da Câmara Municipal, Silva aconselhou o prefeito a trabalhar para cumprir suas promessas de campanha. “Vamos ver, o prefeito vai ter orçamento para trabalhar e não tem mais do que ele reclamar”. 


Prefeito não antecipa escolha de aliado para Estadual, mas confirma apoio a Guilherme Coelho

por Karine Paixão 6 de Dezembro de 2017 às 08:57



Para evitar rusgas e até rompimentos precoces na sua base o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho vem administrando uma disputa velada entre membros do seu secretariado, assessores e até vereadores da bancada de situação. Na lista nomes como Orlando Tolentino, Coronel Leite, Maria Elena, Osório Siqueira, Ruy Wanderley, Zé Coelho Neto e até o recém-empossado César Durando estão colocando o nome a disposição. Durante entrevista ao programa Nossa Voz, Miguel não dá pistas sobre suas escolhas e aproveita para afagar os aliados. 

“Eu fico feliz de no nosso grupo político ter bons nomes que almejam e sonham ter um voo mais alto como é o caso dos que são vereadores e alçam a Casa Joaquim Nabuco ou até de novos nomes estarem surgindo e a gente percebe que essa renovação não é só de Petrolina, no Brasil inteiro  a gente tem visto novos quadros postularem uma vaga”, disfarçou. 

Mesmo assumindo ainda ser cedo para tomar tal decisão, o prefeito de Petrolina dá um prazo para anunciar quem contará com seu apoio caso confirme a candidatura a deputado estadual.  “Não vou tomar nenhuma posição e não vou fazer nenhum anuncio até antes do Carnaval porque os nossos candidatos a deputado estadual vamos basear depois que tivermos uma candidatura majoritária já definida e isso deve ser no final de janeiro, começo de fevereiro”, determinou.

Sobre a disputa para deputado federal, Migue Coelho confirma seu apoio a quem o ajudou à chegar a Prefeitura de Petrolina. “Nosso compromisso hoje com os nossos candidatos a deputados federais são com os deputados Fernando Filho e o deputado Guilherme Coelho. São os dois que nos ajudaram na campanha a chegar a Prefeitura. Se serão só esses dois, se terão novos candidatos a federais só o tempo vai dizer, mas o momento agora é de focar no trabalho e deixar que a política vem como resultado dele”. 


Ronaldo Silva garante que oposição será a “mais beneficiada” com emendas no orçamento

por Karine Paixão 1 de Dezembro de 2017 às 13:08



Após as denuncias feitas pela bancada de oposição relativas a cortes de emendas propostas para o orçamento municipal de 2018, o presidente da Comissão de Finanças da Câmara de Petrolina, Ronaldo Silva reforçou que acusações são infundadas. A declaração foi feita durante a confraternização com a imprensa realizada na noite de ontem (30) em um hotel da cidade. 

“Eu como presidente da Comissão de Finanças, temos sentado com os membros de 09h da manhã às 09h, 10h 11h da noite para tratar desse orçamento. Então a oposição tem aproveitado, não se pressionando, e foi aos meios de comunicação dizer que a comissão e os vereadores de situação cortariam as suas emendas e quem faz isso são as comissões. Eu quero dizer não só para os vereadores de oposição, mas para petrolina inteira que quem mais ficou com emendas no orçamento foram eles”. 

Segundo o parlamentar, os oposicionistas tiveram a maioria das sugestões validadas e até mesmo as propostas da situação foram barradas quando houve identificação de inconstitucionalidade nas suas redações. “Nós achamos interessante as reivindicações deles e cortamos apenas o que vinha em duplicidade. Alguma coisa que tinha no orçamento que a gente teve que cortar como tirar dinheiro do lixo, iluminação pública que é essencial para o município e colocar em alguma coisa que não é. Então a oposição foi mais beneficiada e é uma inverdade tudo que a oposição foi aos veículos de comunicação colocar. Cortamos de todos os vereadores para colocar o dinheiro certo para que o prefeito trabalhar esse 2018”.

Sobre uma possível saída do PSDB do grupo político do prefeito Miguel Coelho, o vereador Ronaldo Silva garante que trata-se de boatos. “Se o PSDB vai sair do governo Novo Tempo, a gente que faz parte do PSDB, eu como vice-presidente e o deputado Guilherme Coelho como presidente, não estamos sabendo disso. Continuamos forte e firme com o governo Novo Tempo, não tem nada disso de sair não”. 


Gabriel Menezes vai propor CPI e Aero Cruz dispara: “Não pode ficar jogando para a plateia”

por Redação Nossa Voz 23 de Novembro de 2017 às 12:30

 

Certo da participação de cargos comissionados da Prefeitura de Petrolina que não frequentam seus locais de trabalho e só recebem para elogiar o governo nos veículos de comunicação, o vereador Gabriel Menezes adiantou na sessão da última terça-feira (21) que vai solicitar a abertura da CPI dos Cargos Comissionadas na Câmara de Petrolina. 

“A gente sabe que em Petrolina existe gente sendo paga com dinheiro público par entrar nas rádios para elogiar o governo e desqualificar as denúncias que estamos fazendo. Recentemente, tivemos uma senhora que é cargo comissionado do município que ligou para uma rádio local, até naquela celeuma do Nova Semente, e eu confesso que passei para o apresentador do programa que a pessoa era nomeada como auxiliar de serviços gerais e ela mesma no ar admitiu que não cumpre as funções de uma auxiliar de serviços gerais , mas trabalhava na própria comunidade prestando serviço as famílias carentes. Então é isso que vamos investigar. Provavelmente na quinta-feira (23) ou na terça-feira (27)”. 

Em entrevista, o parlamentar reforça que sua proposta é investigar desde a gestão de Fernando Bezerra até o governo Miguel Coelho. “Nós vamos propor a CPI dos Cargos Comissionados nos últimos 20 anos. Vamos pegar a gestão de Fernando Bezerra Coelho, de Odacy Amorim, Júlio Lóssio e também a atual gestão do governo Miguel Coelho. Petrolina precisa precisa saber se tem gente sendo paga com dinheiro público e faltando aos seus locais de trabalho, deixando de cumprir as atribuições dos cargos para os quais foram nomeados”. 

Questionado sobre o propósito do oposicionista, o vereador de situação, Aero Cruz garantiu que se houver informações que embasem a formação de uma comissão parlamentar de inquérito sua bancada também será favorável, mas afirma também que é necessário perceber se Gabriel Menezes não usaria tal proposição apenas para aparecer politicamente.

“É bom a gente lembrar que não pode apenas ficar jogando para a plateia. Quando você quiser fazer algum levantamento, saber quem está na prefeitura, toda e qualquer nomeação que o prefeito fizer é por obrigação colocar no Diário Oficial. É só olhar que estará lá. A bancada vai se reunir e analisar. Todo e qualquer requerimento que passe na Câmara, a bancada se reúne, analisa. Se tiver coerência no requerimento nós vamos fazer. Agora se for uma CPI para fazer palanque, discurso político para o vereador, para a oposição a gente não vai atrás disso porque na verdade a gente tem que procurar trabalhar com transparência e isso estamos fazendo”.