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Paulo Valgueiro nega favorecimento e devolve: “Aero sabe que ninguém consegue ser laranja por muito tempo

por Karine Paixão 18 de Outubro de 2017 às 11:57



Depois do vereador Aero Cruz fazer sérias insinuações no programa Nossa Voz desta terça-feira (17) sobre uma suposta relação de Paulo Valgueiro e a Rodando Legal, alegando que o vereador teria sido o único a defender a prestadora de serviço “como uma mãe defende a um filho”, o líder da oposição rebateu no mesmo tom. 

Em entrevista concedida durante a sessão de ontem (17) Valgueiro comentou sua declaração de que Aero teria criticado a atuação da Rodando Legal na Câmara de Petrolina porque teria tentado dar, sem sucesso, uma carteirada no episódio do guinchamento de um veículo no Centro de Petrolina e não demonstrou arrependimento. “Não tiro uma palavra do que eu disse anteriormente porque eu meço muito minhas palavras e nunca agi pela emoção, sempre pela razão. Você dar uma carteirada não é simplesmente tirar a carteira do bolso e apresentar a sua carteira ao funcionário público não, é você se apresentar e querer interferir na atuação de um servidor público que está ali exclusivamente para cumprir o seu papel”, assegurou.

Negando ter qualquer envolvimento com a prestadora de serviços, o líder da oposição garantiu ter a consciência tranquila, afirmou que não teria costume de utilizar laranjas em seus negócios e disparou: “Aero sabe que ninguém consegue esconder laranja por muito tempo”. “Não tenho nenhum vínculo, não sei quem é o dono, não tenho nenhum vínculo nem com a Rodando Legal e nem com nenhuma outra empresa que hoje ou prestou serviço ao Município de Petrolina. Hoje esse tipo de coisa é um jogo aberto, ninguém consegue esconder durante muito tempo esse tipo de coisa e Aero sabe muito bem disso, Aero sabe que ninguém consegue ser laranja por muito tempo não. Aero sabe muito bem como as coisas funcionam nos país hoje, em dias de Lava Jato, em dias de tantas operações da Polícia Federal, os vereadores sabem como as coisas acontecem hoje, então ninguém consegue mais fazer esse tipo de coisa e ficar impune. Tenho a minha consciência tranquila”, alfinetou. 


Rodando Legal: Governista ataca valores cobrados e oposição aponta frustração em tentativa de carteirada

por Karine Paixão 16 de Outubro de 2017 às 11:36

Indignado com a remoção de um veículo que foi estacionado em cima da faixa de pedestres no Centro da cidade, o vereador Aero Cruz (PSB) usou a tribuna da Câmara de Municipal para criticar a Rodando Legal, empresa responsável pela remoção através do guincho e a permanência do veículo no depósito dessa permissionária, o que gerou para a proprietária do carro custos com a multa, remoção e diárias do transporte que só foi resgatado na segunda-feira posterior a infração cometida. O pronunciamento foi feito durante a sessão da última terça-feira (10).

Cruz cobrou explicações sobre os valores praticados pela empresa Rodando Legal, contratada pela Agência Municipal de Mobilidade de Petrolina (Ammpla) para atuar em Petrolina. “Eu fiquei acompanhando a situação até ela acabar. Passamos 1h40min na calçada aguardando o guincho chegar. Quando ele chegou, eu acompanhei junto com essa senhora até o depósito da Rodando Legal e soubemos que o carro ficaria retido e que a senhora não teria a condição de pagar e pegar seu carro e o senhor Henrique, funcionário da empresa, relatou que ela teria que esperar até a segunda-feira. Eu achei um absurdo a senhora querendo pagar, reconhecendo seu erro e por fina força, de forma arbitrária ela foi obrigada a pagar os R$ 250 do guincho e essas diárias para só pegar o carro na segunda-feira”, classificou. 

Ao ser questionado sobre a situação o vereador Paulo Valgueiro (PMDB), que foi presidente da AMMPLA na gestão passada, afirmou que o contrato com a Rodando Legal passou por licitação, é legal e que o vereador Aero Cruz poderia estar frustrado por tentar dar uma carteirada para evitar que o carro dessa senhora fosse guinchado, mas não obteve sucesso. “O meu medo é que essa discussão esteja sendo trazida a Casa Plínio Amorim porque o vereador tentou dar uma carteirada por aí e a carteirada não foi aceita. O agente de trânsito está fazendo o trabalho dele, o fiscal de trânsito está fazendo o trabalho dele, tudo isso está previsto em Lei e o agente não está cometendo nenhuma arbitrariedade. Tem que ver que aconteceu, a empresa não tem nenhuma autonomia, a autonomia de apreensão, liberação, de todo esse processo é exclusivamente na AMMPLA que é a contratante da empresa aqui”. 

A remoção do veículo que estava estacionado na faixa de pedestres também foi apoiado pelo atual presidente da AMMPLA, Geraldo Miranda. O gestor porém reconhece que os valores praticados pela Rodando Legal estariam acima da média praticada em outras cidades e afirma que o contrato com a empresa está sendo analisado pela procuradoria do município. “A pessoa parou o veículo na faixa, demorou mais de uma hora, essa pessoa não tem razão de nada, já está errada de tudo. O procedimento que diz no Código (Brasileiro de Trânsito) é remoção, não sou eu que está dizendo é a Lei. Com relação a empresa Rodando Legal, foi um processo de licitação feito na gestão passada na qual, os veículos que estavam de posse da Ammpla foram todos deslocados para lá  e ela tem a prerrogativa de fazer a guarda e guinchamento desses veículos. Eu assumi a Ammpla e nós mantivemos o contrato com a Rodando Legal. Se você me perguntar sobre os valores praticados pela empresa eu vou concordar que eles estão muito aquém do que deveria ser. O processo foi feito na gestão passada e foram comparados e ele pegou os três preços mais caros e implantou aqui. Esse contrato está sendo analisado pela Procuradoria do Município”,  revelou. 


Inspirado em Guilherme Uchôa, Osório consegue permissão para disputar 5º mandato

por Karine Paixão 11 de Outubro de 2017 às 14:11

Entre os projetos em pauta na sessão desta terça-feira (10), o vereador Osório Siqueira colocou de última hora uma alteração na Lei Municipal que permite sua candidatura a reeleição para a presidência da mesa diretora da Câmara Municipal. 

A proposta contou inicialmente com 21 assinaturas dos vereadores, colocando-se contra tal alteração apenas os vereadores Cristina Costa (PT) e Gilmar Santos (PT), integrantes da bancada de oposição. Até o líder da oposição, Paulo Valgueiro, assumiu ser favorável a reeleição de Osório como presidente da mesa diretora. “Não tenho nada contrário. Se há permissão ara reeleição do mandato do vereador não vejo nenhum problema em haver também reeleição para a mesa diretora. Cabe o poder de convencimento”, assinalou. 

O vereador Gabriel Menezes, que faz campanha contra a reeleição, também assinou a proposta de alteração da lei que pode assegurar a recondução de Osório a presidência da Câmara, mas depois de  ouvir questionamentos da imprensa sobre sua adesão voltou atrás e retirou sua assinatura, afirmando primar pela coerência em sua postura parlamentar. “Não vou entrar aqui no mérito, até porque todo mundo sabe que não é assunto que eu trate aqui nesta casa, mas todo mundo sabe de uma campanha que não é minha mas que aderi sobre o fim da reeleição. Então eu gostaria, e com muito respeito aos demais colegas que também assinaram, que meu nome fosse retirado porque vou votar contra esse projeto. Trata-se de reeleição também e quero manter a coerência comigo”. Com a decisão de Menezes, a alteração na Lei ficou com 20 assinaturas de apoio à proposta.

E falando em crise de consciência e na busca por manter a coerência, o vereador Ronaldo Cancão, que na legislatura passada foi o autor de um projeto de lei que proibia a candidatura do presidente da mesa a reeleição, na sessão de ontem (10) não só assinou a alteração da lei que permitirá Osório Siqueira a disputar a permanência na mesa, como também defendeu a vontade da maioria e já deu Osório como reeleito numa disputa que só vai ocorrer em 2019. “Eu entrei com o projeto retirando o direito a reeleição porque era um desejo da legislatura passada. Teve nove ou 10 votos. Coerência é quando você olha para o colegiado e percebe o desejo do colegiado. Eu assinei o projeto da alteração da Lei Orgânica para a reeleição porque 20 vereadores tem o desejo de reconduzir o presidente. Eu não olho para o meu umbigo, não mudo o meu caráter, não estou mudando o meu caráter. Apenas entendi que para o processo eleitoral da Câmara tem que ter voto e eu não tive e não tenho”. 

Ao ouvir a declaração de Cancão, Osório Siqueira fez questão de corrigir afirmando que a alteração da lei não consolida sua recondução. “Vereador, só para fazer uma correção, não é a recondução, é o direito de disputar a eleição novamente”. Ronaldo Silva também corrigiu o colega. “Não é candidato ainda não, está só aprovando a reeleição Mas Cancão não quis sair por baixo e afirmou que um projeto que contou com 20 assinaturas traduz o desejo da maioria. “Quando alguém assina para dar o direito a reeleição é porque tem o desejo de votar. Eu aqui não sou bobo. Se não tivesse o desejo ninguém assinava, o senhor não tinha nem 10 assinaturas. Eu nem vivo de faz de conta e nem enganando ninguém”. 


Reparcelamento do IGPREV é aprovado sob protesto e discursos que foram da Bíblia a Yousseff

por Karine Paixão 3 de Outubro de 2017 às 12:14



Protocolado na Câmara de Petrolina com a classificação de urgência urgentíssima, o projeto de Lei que reformula o código tributário do município foi discutido em uma sessão extraordinária nesta segunda-feira (02), mas não estava sozinho na pauta. Outras três propostas do executivo foram aprovadas nessa mesma reunião e entre elas estava o polêmico Projeto de Lei nº 022/2017 que permite à gestão de Miguel Coelho reparcelar a dívida do IGPREV, o fundo de previdência dos servidores municipais, em 200 meses, ou seja, 18 anos. 

Isso mobilizou o Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina que levou a categoria para a Casa Plínio Amorim na expectativa de retirar a proposta da pauta para uma ampla discussão, mas não foi o que ocorreu. Todos os projetos enviados a casa foram aprovados pela esmagadora maioria da bancada de situação, mas seus componentes não escaparam dos protestos dos servidores que vaiaram e chamaram esses vereadores de vendidos. Outro ponto que chamou a atenção foi que os parlamentares de situação optaram por não se pronunciar para defender as propostas de Miguel Coelho. Somente Osinaldo e Ronaldo Cancão o fizeram. 

A bancada de oposição mesmo sabendo que era em vão debater, fez questão de se pronunciar. Cristina Costa inclusive chegou a dizer que, com essa postura de não debater os projetos e sempre executar aquilo que o prefeito quer, deveriam dissolver o parlamento municipal. “Não é com essa postura de você ter uma bancada de 18 e nenhum dá uma resposta, uma explicação e a gente sabe que teve reunião com prefeito com a sua bancada para munir os colegas, mas nenhum sabe dizer para a gente como são os cálculos. Como é que eu vou confiar nisso? Como vou legislar de olhos fechados. Não podemos trabalhar dessa forma, eu não posso comprometer a aposentadoria dos colegas e nem posso jogar para frente uma responsabilidade que eu tenho como dar autorização sem saber, no escuro e de olhos fechados. Desculpem-me mas isso não é amor a Petrolina, eu não concordo com esse Novo Tempo”. 

A queixa de Cristina Costa foi compartilhada pelo líder da oposição, Paulo Valgueiro, que ressaltou a ausência de independência da tropa de choque de Miguel Coelho na Câmara de Petrolina. “Gostaria muito de ouvir a voz da situação e a justificativa para esse projeto, a justificativa de ser favorável aos reajustes aqui já citados. Seria muito bom ouvir, é sempre bom ter o contraditório. Daqui a pouco vai ter a segunda votação e o resultado será o mesmo do que vocês já viram aqui na primeira votação: serão cinco votos contrários e 15, 16, 17 depende se algum tiver saído votos favoráveis e ai cabe a reflexão”.

Após a votação em 1º turno, os vereadores voltara, a se pronunciar. O professor Gilmar Santos chamou a atenção da plateia lotada de servidores municipais sobre o comportamento dos vereadores evangélicos (como Ruy Wanderley, Osinaldo e Alex de Jesus) que teriam votado contra o povo. “Eu quero aqui mais uma vez refletir sobre o que significa o voto que a população garante a cada parlamentar dessa casa e como é que esse voto é retribuído. (…) Percebam como aqueles que leem a Bíblia votam aqui nessa casa. Percebam como aqueles que falam sobre a Justiça Divina e são defensores ferrenhos da Bíblia tratam o povo”. Também revelou que o Projeto de Lei do Município criado para reparcelar as dívidas do IGEPREV teria sido criado em cima da Portaria nº 333 de 27 de julho de 2017 do Ministério da Fazenda foi fundamentado na Lei nº 9.717 que teria sido revogada pela Medida Provisória nº 782/17 e por isso, seria ilegal.

Em defesa dos vereadores evangélicos, Osinaldo rebateu Gilmar Santos afirmando que o parlamentar não gosta da Bíblia. Ele também afirmou que o oposicionista joga pra plateia que não entende o conteúdo do debate e garantiu que o IGEPREV tem dinheiro para aposentar servidores nos próximos 20 anos. 

As colocações de Gilmar Santos também foram rebatidas por Ronaldo Cancão que acusou o presidente do Sinsemp, Walber Lins, de permanecer omisso quando o ex-prefeito Julio Lóssio não pagou o IGEPREV e envolveu recursos do órgão em uma transação com o doleiro Yousseff. “Eu queria perguntar ao Sindicato porque ficou em silêncio quando Júlio roubou o dinheiro dos servidores. Júlio Lóssio não pagou os oito anos do IGEPREV. Confissão de dívida: ele não pagou agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro dos servidores. Foram R$ 37 milhões e ficou em silêncio o sindicato. Por que é que o senhor ficou mudo? A dívida do IGEPREV foi contraída por Julio Lóssio, R$ 37 milhões em 2012, 2013 e 2016, todas dívidas do Governo Júlio Lóssio. Você sabe quanto de dívida o governo paga só de dívida da IGEPREV? R$ 500 mil. A portaria do Governo Federal vereador, o senhor parece que é desprovido de conhecimento, o senhor fica jogando para a plateia, a Portaria nº 333 (do Ministério da Fazenda) não foi para beneficiar Miguel Coelho não, foi uma luta da União Municipalista Brasileira de Prefeitos. O senhor está equivocado, desinformado. Mentira tem perna curta”, disparou. 

O presidente do Sindsemp, Walber Lins negou ser omisso e cobrou provas de Ronaldo Cancão sobre as declarações proferidas no plenário. O sindicalista é mais um a atestar a ilegalidade do projeto do executivo afirmando que o reparcelamento não foi discutido com o Conselho Fiscal do IGEPREV. “Qual dinheiro do sindicato foi roubado? Apresente o dinheiro do sindicato que foi roubado? Dinheiro do IGEPREV, foi desviado dinheiro? Qual foi o dinheiro que foi desviado. Apresente dados vereador. Inclusive, se vossa excelência tinha conhecimento do caso a época e se e de desconhecimento dos conselhos, porque não apresentou denuncia ao Ministério Público. Agora vem dizer que os conselhos e o sindicato são coniventes com uma situação dessas? De forma alguma. Todos os parcelamentos que foram propostos obrigatoriamente tem que passar pelo conselho. Por que esses parcelamentos de hoje não passou por nenhum conselho? Aí quer empurrar de goela a baixo”. 


Paulo Valgueiro denuncia tropa de choque do governo Miguel Coelho: “Emendas foram levadas para o gabinete”

por Karine Paixão 13 de Setembro de 2017 às 15:54



Mesmo subscrevendo a emenda de Cristina Costa (PT) que determinava a redução do valor de remanejamento do orçamento municipal de 40% para 20%, o líder da oposição, Paulo Valgueiro (PMDB) reconhece que toda a discussão gerada em torno dessa modificação na Lei de Diretrizes Orçamentárias foi inútil diante da maioria esmagadora da base governista. 

“O valor de 40% é apenas para que o prefeito se dê ao trabalho de mandar as suplementações para a casa porque, como disse Ronaldo Cancão há alguns dias, a oposição era voto vencido. Se a oposição é voto vencido não tem problema nenhum em ser 0,5% do valor de suplementação porque todo projeto que chegar nessa casa aqui pedindo suplementação vai passar porque a oposição é voto vencido e todo projeto que vier passaria. Então, essa discussão de 5%, 10%, 20%, 40%... Talvez fosse melhor mudar para 15%, já que o senador (Fernando Bezerra Coelho) está vindo para o PMDB agora, mudasse o valor de suplementação para 15% pra fazer justiça ao número do PMDB”, ironizou.

Durante a sessão desta terça-feira (12), o oposicionista voltou a criticar a postura dos vereadores da situação e fez a grave denúncia de que os parlamentares teriam levado as emendas para aprovação prévia do prefeito Miguel Coelho, ferindo a autonomia do Poder Legislativo. “É uma discussão inócua porque tem maioria, o governo tem maioria e todo projeto que vier passa do jeito que vier, não tem nem discussão. As nossas emendas inclusive foram levadas para o gabinete do prefeito Miguel Coelho para saber se deviam ou não serem aprovadas. É assim que é o Novo Tempo. Então essa discussão toda aqui é desnecessária”, disparou. 


Cristina Costa critica aprovação de percentual para remanejamento do orçamento por Miguel Coelho: "Cheque em branco"

por Karine Paixão 13 de Setembro de 2017 às 10:51

Aprovado ontem na Câmara de Petrolina o Projeto de Lei nº 018/2017, que traz as diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2018 (LDO) foi aprovado na sessão desta terça-feira (13) e com ele 93 emendas aditivas. Mas quando passaram para análise as emendas modificativas de autoria dos vereadores Gilmar Santos (PT) e Cristina Costa (PT) o clima pesou na Casa Plínio Amorim. 

A proposta de Costa reduzia o percentual para remanejamento do orçamento sem autorização prévia da Câmara de Vereadores dos 40% solicitados para 20%. Ao justificar, vereadora alegou que não havia necessidade de repassar um cheque em branco tão valioso para o prefeito mexer na previsão orçamentaria. “É preciso que a gente tenha responsabilidade, não podemos aqui viver de festa, podemos mostrar aqui que Petrolina é uma festa e que está tudo bem, mas na verdade está faltando água no interior, está faltando carro-pipa, está faltando médico, está faltando saúde para o povo de Petrolina. É por isso que digo aqui, para que a gente possa verdadeiramente fazer o nosso papel de legislador eu quero pedir aqui o apoio dos nobres colegas para que a gente possa manter aqui os 205 e aí tendo 20% através dos decretos é possível identificar, fiscalizar a aplicação desse dinheiro”, ponderou. 

Porém, em rebate ao que foi colocado pela petista, o vereador Ronaldo Cancão declarou no plenário que a votação dessa emenda estaria em desacordo com a legislação Municipal. Para o situacionista, o fato do texto original da LDO já ter sido aprovado prevendo os 40% para remanejamento do prefeito Miguel Coelho inviabilizaria a aprovação da modificação. “É natimorta, eu queria lamentar porque colocam a emenda, mas não estudam o regimento interno para ver qual é âmbito da discussão, qual é o critério jurídico da discussão. O artigo 46 já foi votado em dois turno, morreu e o artigo 46 fala em 40%. É preciso esclarecer isso, inclusive a vereadora votou no projeto original”. 

Cristina Costa discordou da posição de Ronaldo cancão e chamou a atenção para a mudança de comportamento de alguns vereadores que na legislatura passada não aprovavam altos percentuais de remanejamento para o antigo gestor e agora autorizam 40% para a gestão Miguel Coelho. “O ano passado vossa excelência votou nos 20% na LDO e depois da eleição que Miguel Coelho ganhou vossa excelência votou na LOA pra 40%”. 

Ronaldo Cancão negou tal mudança de comportamento relatando uma história diferente. “A LDO foi 20%, quando veio a LOA tiveram duas emendas, a minha era de 10% e a bancada do prefeito colocou emenda de 30%, diferente do que é hoje porque não era o projeto original. A minha foi prejudicada porque prevaleceu os 30%. Diretrizes não mudam nada de orçamento.. o orçamento já de R$ 850 milhões e vai permanecer. O que eu preciso pontuar é que o projeto original do prefeito veio 40% e a senhora votou nos dois turnos. A senhora tinha que se levantar, não votar no projeto na avaliação do artigo 46 e sua emenda está prejudicada. O plenário é soberano”, emplacou. 

Por fim, depois de todos os embates, a emenda de Cristina Costa, assim como as propostas pelo professor Gilmar Santos que previa o incremento no orçamento para a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes e promoção de políticas públicas para a população LGBT, foram rejeitadas na votação por 17 votos a cinco. 


Com times fora do Pernambucano, aliado cobra explicações da Prefeitura de Petrolina

por Karine Paixão 30 de Agosto de 2017 às 11:07

Caiu como um balde de água fria a notícia de que, pelo segundo ano consecutivo, Petrolina ficará sem representantes na Série A2 do Campeonato Pernambucano. Segundo a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) o Petrolina e o 1º de Maio não estão entre os times que vão disputar acesso à elite do futebol estadual, já que não foram apresentaram os laudos necessários para que o Estádio Paulo Coelho seja utilizado durante a segundona. 

Indignado com a situação, o vereador Ronaldo Silva, que foi presidente do Petrolina Futebol Clube por muitos anos, apresentou um requerimento na Câmara convocando o diretor de esporte, Rodrigo Galvão, para prestar esclarecimentos sobre o descredenciamento do estádio, o que deixou os times locais fora da competição. “Convoquei para que ele possa dar uma explicação porque foi que não mandaram os relatórios para a Federação Pernambucana que interditou o estádio. Então os trabalhos que os times de Petrolina estão fazendo ao longo desse tempo, se preparando, gastando para manter os times da segunda divisão do Pernambucano e a federação interditou e os times estão de fora da série A2 do Pernambucano”, justificou. 

O vereador Ronaldo Cancão, que foi por mais de 20 anos presidente do 1º de Maio, inicialmente afirmou que não queria se pronunciar sobre o assunto, mas depois resolveu falar. O parlamentar limitou-se apenas a dizer que estava triste com o ocorrido. Mesmo buscando se conter, Cancão deixou escapar algumas críticas a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes. “Eu já estava desestimulado e isso me desestimulou. Estou muito chateado, foi um episódio que me entristeceu e vou preferir ficar só na tristeza. Não quero fazer nenhum tipo de condenação. Tinha-se prazo, tinham que ser cumprido. Sou vereador, não era presidente do 1º de Maio. Mas, vamos corrigir para o futuro. Agora, me deixou profundamente triste”, explicou. 

Através de nota a Prefeitura de Petrolina justifica que “encaminhou o laudo à Federação Pernambucana de Futebol na última semana”. Também justificou ter feitos melhorias no equipamento “que garantiram à arena esportiva um cenário bem diferente daquele deixado pela gestão anterior”.

“O estádio foi encontrado totalmente deteriorado, mas já nos primeiros dias de governo, a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes elaborou um relatório e adotou medidas emergenciais para recuperar o local. Entre os avanços, vale destacar a revitalização do gramado, que estava completamente seco e foi recuperado em poucos dias, e a recuperação de toda iluminação. As melhorias também incluíram a retirada de cerca de 120 toneladas de lixo e entulhos que permaneciam acumulados por todo o estádio, principalmente atrás das arquibancadas. O equipamento também recebeu os serviços de poda, capina, varrição e pintura de meio-fio. Novas ações já estão planejadas para o local, inclusive um projeto de revitalização do espaço foi entregue ao ministro dos Esportes pelo próprio prefeito Miguel Coelho”, finalizou a assessoria de comunicação da Prefeitura de Petrolina. 


Oposição tem mais um requerimento rejeitado: “Tem erro e precisam encobrir”

por Karine Paixão 9 de Agosto de 2017 às 11:21

O requerimento nº 286/2017 de autoria do vereador Paulo Valgueiro solicitava a listagem de todos os “cargos comissionados vinculados ao Município, contratados e terceirizados, sobretudo os contratados por excepcional interesse público através da Secretaria de Saúde”, foi mais um a ser rejeitado pela bancada de situação da Câmara de Petrolina. Segundo o líder da oposição, a reprovação expõe a falta de transparência da gestão municipal e o esforço dos vereadores de situação em esconder as contratações da gestão Miguel Coelho.

“Eu não vejo que seja algo natural, comum você reprovar requerimento que pedem informações que são obrigação do gestor prestar essas informações. Eu não quero radicalizar e dizer que todo mundo que é cargo comissionado é questão só da indicação política. Tem a questão técnica também, não quero radicalizar e dizer que é só uma questão do QI (quem indica). A gente precisa saber quem está recebendo, o que está fazendo e onde está lotado cada um dos cargos comissionados”.

Pronto para recepcionar o prefeito de Petrolina com novas críticas a gestão, Paulo Valgueiro inclusive rebateu as declarações de Miguel Coelho sobre o Nova Semente servir de cabide de emprego na gestão passada e desafiou o gestor municipal. “Eu gostaria que o prefeito citasse uma pessoa, uma sementeira, que recebesse do governo sem trabalhar”. 

Questionado sobre as declarações do oposicionista, o vereador Ronaldo Cancão, desqualificou a cobrança de Paulo Valgueiro e disse que líder da oposição está querendo aparecer. “Primeiro que em relação aos contratos das terceirizadas ainda está em evidência as contratações feitas ainda na época de Júlio, que deixou um rombo de quase R$ 20 milhões na saúde. Isso é mais um aspecto político do que administrativo. A gente entende a posição do vereador por ser oposição, mas você não pode fazer requerimento simplesmente para promoção pessoal”, disparou. 


Oposição aprova requerimento sobre São João de Petrolina: “Não temos acesso à documentação”

por Karine Paixão 2 de Agosto de 2017 às 10:25

 



Finalmente a oposição teve um requerimento solicitando informações do Executivo Municipal acerca dos festejos juninos. A solicitação foi feita pelo vereador Paulo Valgueiro (PMDB). De acordo com o líder da oposição, não há transparência na gestão de Miguel Coelho quando a realização do São João de Petrolina. Seguindo o  discurso do deputado estadual Lucas Ramos, Valgueiro foi mais um a dizer que a administração do Novo Tempo tem apenas grandes festas para apresentar como prestação de contas para a população:

“A gente observou o São João, fui quatro vezes ao Pátio de Eventos Ana das Carrancas para trabalhar no São João e passada agora todas essas festividades entrei com um requerimento dentro da minha atitude como vereador, como fiscalizados do erário, a gente solicitou para ver se todos os processos foram feitos de forma correta, se todos os patrocinadores fizeram o pagamento, então, para passar a limpo essa festa. A gente verificou que a gestão de Miguel nos seis primeiros meses de governo teve focada em festas, em desfazer o que a gestão Júlio Lóssio fez, então a gente quer ver se essa parte, que é a única coisa que teve de positivo na gestão de Miguel até agora, se ele fez zelando pelo erário. A gente não tem acesso direto a essa documentação, por isso fizemos a solicitação”, detalhou. 

O requerimento de Paulo Valgueiro foi subscrito por Gabriel Menezes que também negou revanchismo em relação as críticas feitas ao São João de Petrolina e o oposicionista negou. A afirmou que não convocará a secretária de cultura Maria Elena, porque o vereador Ronaldo Cancão prometeu levá-la para prestar os esclarecimentos. “Eu não acredito que houve uma inversão dos valores. Acredito que o vereador Ronaldo Cancão vai poder mostrar, vai poder provar a Petrolina que não era perseguição política que fazia ao ex-prefeito Júlio Lóssio, quando fiscalizava o evento. Até porque é missão dele, é missão minha, estando vereador nessa Casa fiscalizar como é investido o dinheiro público. Todas aquelas pessoas, não tenho dúvida disso, que curtiram todas as noites do São João de Petrolina 2017 e nos anos anteriores têm o interesse de saber quanto é gasto, quanto cada atração recebe, quanto envolve ali”.

Questionado sobre as cobranças da oposição, Ronaldo Cancão garantiu ver com naturalidade, atestando que o São João de Petrolina foi realizado com muita transparência. “Com muita naturalidade, até porque, vocês se recordam de que quando eu, na oportunidade, no final de maio que quando passasse o final do São João eu pediria todas as prestações de contas até porque é obrigação nossa apresentar esse relatório para a população de Petrolina. O prefeito Miguel Coelho usou de muita transparência na utilização dos recursos tanto da iniciativa privada quanto do São João de Petrolina 2017. Houve um zelo com o dinheiro público e quero aqui antecipar que, independente da chegada das informações, eu já tenho conhecimento que realmente ele teve um cuidado especial com o recursos públicos. Em 2016 não houve respeito ao dinheiro público. Quem sabe sou eu que passei sete anos investigando o São João de Júlio Lóssio”, disparou. 


Osório considera semestre produtivo, "apesar das discussões"

por Karine Paixão 28 de Junho de 2017 às 23:06

Para o presidente da Câmara de Petrolina, Osório Siqueira, o primeiro semestre legislativo foi mais que produtivo. E para divulgar isso, ele reuniu na manhã desta quarta-feira (27), os vereadores e a imprensa para apresentar um balanço das atividades desenvolvidas na Casa Plínio Amorim nos primeiros seis meses do ano. A reunião, que aconteceu no gabinete da presidência. Na ocasião os parlamentares  receberam cópias da Lei Orgânica do Município e do Regimento da Câmara cumprindo assim o que ficou a acordado na última reunião legislativa. O objeto, segundo Osório, é incentivar o estudo durante o recesso parlamentar para que no retorno possa ser formada uma comissão para coleta e organização das ideias para reformulação.

Ainda segundo Siqueira existe a necessidade de modernização, já que há 16 anos a Casa é regida pelas mesmas regras. “No dia 06 nós tivemos uma reunião com os vereadores para tratar de vários assuntos, mas o principal foi tratar da Lei Orgânica do Município de Petrolina e do Regimento Interno que são de 2001 e muitas coisas foram mudadas, muitas Leis foram criadas em outras foram acrescentadas emendas e precisa o Município se adequar. A cidade cresceu muito e a gente sabe que na verdade o Regimento nosso inclusive precisa melhorar. Tem falhas e precisa melhorar, temos dúvidas e precisamos aclarar melhor. Temos a Lei Orgânica que é importante, é a Constituinte do Município. Encadernamos cópias desses dois documentos para que daqui a 90 dias a gente possa finalizar tudo isso e ficar tudo pronto para ir a discussão e votação. Também vamos ouvir os representantes dos servidores, o sindicato e suas sugestões e quem vai decidir será a comissão que vamos criar, com sete membros para receber e analisar as sugestões”, explicou.

Balanço

Durante os seis primeiros meses de 2017, segundo a presidência da Câmara, os vereadores de Petrolina participaram de 36 sessões ordinárias, três sessões solenes e sete audiências públicas. Nesse período, foram votados 45 projetos oriundos do Legislativo. Desses, 39 foram aprovados. O Executivo apresentou 16 projetos e todos foram aprovados. No primeiro semestre, a tribuna da Casa Plínio Amorim foi utilizada 17 vezes. Também foram feitas 980 indicações e 295 requerimentos. Diante dos números, Osório Siqueira considera que o semestre foi produtivo. “ A Câmara de Vereadores, apesar das discussões que muitas vezes saem do foco do projeto, mas casa de política sempre tem essas discussões, não é só no Município, a gente também vê na Câmara dos Deputados, no Senado, isso sempre tem. E a gente aqui aprovou projetos importantes e tudo isso foi realmente em prol da população de Petrolina”.