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Obras na Sete de Setembro não foram retomadas e oposicionista ironiza: “Chuva de mentiras e contradições continuam”

por Karine Paixão 19 de Abril de 2018 às 11:12

O vereador Aero Cruz (PSB) que garantiu que no início desta semana as obras da Avenida Sete de Setembro seriam retomadas. Mas isso não foi visto na prática. As máquinas não retornaram para o local e a população segue amargando sérios transtornos relacionados à interrupção do trânsito, além dos comerciantes que relatam prejuízos.

A promessa não cumprida foi cobrada na sessão da última terça-feira (17) pelo vereador Gabriel Menezes (PSL) que afirmou que as chuvas de mentidas assolou a Avenida Sete de Setembro, que segue paralisada. “Lamentar. Claro que não vou atribuir a não retomada das obras da Avenida Sete de Setembro a vossa excelência vereador Aero. Vossa excelência trouxe a informação porque é líder do governo e já deixou claro que sabe mentir, mas não gosta, já deixou isso claro nas suas entrevistas. O senhor colocou aqui na semana passada que no domingo, dia 15, as máquinas retornariam ao canteiro de obras da Sete de Setembro e as obras seriam retomadas. É só pra lamentar que hoje seja terça-feira e nada. Também lhe enganaram. A chuva de mentiras e contradições continuam. Já estiou e está mais do que provado que tem coisa muito mais séria, pesada por trás dessa paralisação”.

Reconhecendo a falha na comunicação, o líder da situação Aero Cruz atribuiu a culpa ao DNIT e garantiu que só volta a anunciar o andamento das obras quando tiver a informação oficializada por escrito. “Fiz aquela colocação aqui porque consultei a engenheira Talita, ela me colocou essa situação. Tive o cuidado de na segunda-feira cedo ir a Sete de Setembro cedo e lá já encontrava o vereador Paulo Valgueiro. Mas eu quero aqui, não fugir da responsabilidade, mas aproveitar esse momento para aclarar algumas situações. Existem alguns convênios que fogem da administração da Prefeitura, como está sendo esse agora. Nós tivemos que fazer o convênio com o DNIT, a verba já veio direto na conta do DNIT. Infelizmente existem alguns órgão que acham que estão acima de tudo, como é o caso do DNIT”.

Ainda segundo Cruz, uma reunião está prevista para a próxima segunda-feira (30) entre o prefeito Miguel Coelho e os representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para que sejam definidos os cronogramas da obra de duplicação da Avenida Sete de Setembro.


Mesmo na situação, Ronaldo Silva solicita explicações a Zé Batista sobre distribuição de carne pela Cubape

por Karine Paixão 18 de Abril de 2018 às 10:16

Os boatos relacionados a supostas irregularidades na distribuição da carne de bode pela Central Única dos Bairros (Cubape) num convênio com a Companhia Nacional de Abastecimento e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agrário, foi tema do requerimento feito pelo vereador Ronaldo Silva, aprovado na sessão desta terça-feira (17). Na semana passada o mesmo documento foi proposto pelo vereador Gaturiano Cigano e foi solicitado que ele retirasse tal questionamento de pauta. 

Com requerimento aprovado pela casa a partir da redação de Ronaldo Silva, Gaturiano elogiou a iniciativa do colega e elencou os pontos que lhe causaram estranheza. “Esse requerimento é de minha autoria e eu retirei pra não demonstrar que tenho algum problema pessoal com o secretário José Batista da Gama com o qual a gente já teve uma divergência e hoje está com tudo certo. Como dizem, 'a gente já fumou o cachimbo da paz'. Eu vejo aqui a participação da Cubape, quando eu também ouvi através da Rádio Grande Rio FM quando ele (Pedro Caldas, presidente) dizia que era a entidade que realmente tem que organizar. Isso aqui está me deixando encabulado porque eu creio que a Sedest (Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho) é a secretaria que tem o cadastro das pessoas que vivem em vulnerabilidade e não a Cubape. E já recebi aqui várias pessoas em meu gabinete reclamando que familiares não receberam essa carne enquanto outros que não precisavam recebiam e estavam passando para a própria família”. 

Cristina Costa também apoia o questionamento feito à pasta de José Batista da Gama e garante investigar a situação solicitando explicações à Conab Pernambuco acerca desse convênio. “Eu ia fazer esse pedido também vereador Ronaldo Silva, mas vossa excelência antecipou, eu quero endossar e testou pedindo informações a Conab estadual através do deputado Odacy Amorim e da deputada Teresa Leitão. (...) Você tem que ver como está sendo feita essa distribuição porque é pago com dinheiro público e é preciso que tenha conhecimento sim para a gente descentralizar, eu não sei a quantidade que cada um recebe pra poder atender a mais gente pra que elas possam se alimentar. E eu achei estranho. 

O autor do requerimento, Ronaldo Silva afirma que não desconfia do secretário de desenvolvimento agrário, José Batista, mas reforça a importância de esclarecer os boatos que vem sendo propagado acerca de irregularidades. “Não é a questão de desconfiança. Conheço o trabalho do vereador José Batista, um homem descente, parlamentar que sempre procurou fazer algo direito. O governo Novo tem todas as transparências. Aqui a gente escuta muita piada então pra que essas piadas não fiquem no ar, eu como membro do governo Miguel Coelho fiz esse requerimento pra mostrar a oposição que não teve nada de errado. Tenho certeza de que a secretaria vai mandar todas as informações que solicitamos nesse documento”, explicou. 


Agressão de deputado a vereador repercute na Câmara com manifestantes amordaçados na plateia

por Karine Paixão 10 de Abril de 2018 às 18:09

Claro que a agressão do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) ao vereador Gilmar Santos (PT) ocorrida no último domingo não poderia ficar de fora dos embates na Câmara Municipal de Petrolina. A sessão desta terça-feira (10), inclusive, contou com uma manifestação em apoio ao vereador Gilmar Santos onde estudantes, integrantes do DCE da Univasf, professores, artistas e filiados ao PT e ao PCdoB permaneceram na plateia amordaçados e empunhando cartazes em que chamavam o deputado federal de golpista e os dizeres “Força Gilmar”. Nas mordaças havia impressa a palavra “golpe”.

Primeiro a se pronunciar sobre a presença dos manifestantes, o vereador Osinaldo fez o uso da tribuna livre para esclarecer uma informação que circulou nos grupos de Whatsapp de que retiraria Gilmar Santos da Comissão de Direitos Humanos por ter agredido um idoso. Osinaldo negou tal declaração, chegou a ser vaiado pelos manifestantes e criticou a atitude de Gonzaga Patriota, mas fez questão de dizer a Gilmar Santos que algumas palavras às vezes são mais duras do que uma agressão física.

O discurso teve a participação de Aero Cruz e Manoel da Acosap, Cristina Costa tentou fazer uma intervenção e foi barrada por Osinaldo que não permitiu que a petista falasse enquanto detinha o tempo da tribuna livre

Por fim Gilmar Santos se pronunciou. Apoiado pela plateia, ele fez críticas a atitude de Gonzaga Patriota e a atuação política do parlamentar pernambucano. "Descontrolado, desequilibrado e de forma truculenta o deputado Gonzaga PAtriota desferiu um soco no meu rosto. Não revidei, não revidarei da forma suja como ele trata a democracia. Isso não significa dizer que vou me acovardar e não significa dizer que eu estou sozinho. Eu não estou sozinho nessa luta (...) (Gonzaga ao Justificar) Usou expressões típicas de gente autoritária, acostumada a mandar, impor, humilhar,a ser bajulado por gente que baixa a cabeça e não tem coragem de questionar a sua péssima atuação política".

Enquanto Gilmar falava o vereador Cícero Freire tentava insistentemente fazer o uso da palavra. O petista pediu que o colega aguardasse a conclusão do seu raciocínio. Mesmo com toda a persistência, Cícero Freire não teve a palavra concedida. Gilberto Melo, presidente em exercício da mesa diretora encerrou a sessão e mesmo com os microfones desligados Freire mandou seu recado em meio aos gritos dos manifestantes. "Quero dizer nessa casa que democracia se faz com educação. Eu queria dizer que Gonzaga Patriota é um homem de bem. (...) O golpe que Gonzaga Patriota deu foi a aprovação da aposentadoria rural para o homem do campo e um homem de bem como ele não pode ser chamado de golpista".


Moção de aplausos a ministro do STF causa confusão e troca da acusações entre vereadores de Petrolina

por Karine Paixão 3 de Abril de 2018 às 17:01

Na sessão desta terça-feira (03), um requerimento que determina uma moção de aplausos para um integrante do Supremo Tribunal Federal fez os ânimos esquentarem  na Câmara de Petrolina. Proposto pelo vereador Paulo Valgueiro (MDB), o Requerimento nº 040/2018 que  previa a concessão de uma moção de aplausos para o ministro do STF Ricardo Lewandowski “em razão de ter determinado a suspensão da dissolução do MDB em Pernambuco” foi motivo para embates políticos e muitas acusações entre os parlamentares.

O autor de tal solicitação, o líder da oposição Paulo Valgueiro, assim  justificou a homenagem: “Em razão de ter determinado a suspensão imoral dessa intervenção no diretório estadual do MDB. Então queremos aqui dar os parabéns pela recomposição de status do diretório estadual que foi escolhido democraticamente pelos filiados e pela ação de um pessoal que não representa o verdadeiro MDB que estão lá na cúpula de Brasília foi destituído. Com a decisão, o controle volta as mãos de Raul Henri, deixando o partido em Pernambuco como um deferencial, já que na maioria dos Estados realmente na cúpula o que reina hoje infelizmente no meu partido é a safadeza, a sacanagem e a corrupção”.

Afirmando que votaria contra, o vereador Ronaldo Cancão relembrou uma atitude arbitrária de Jarbas Vasconcelos na época em que era governador do Estado, em uma reunião do diretório estadual do MDB. Para Cancão Jarbas hoje critica o senador Fernando Bezerra Coelho que tenta assumir a legenda em Pernambuco, mas já teria feito coisa pior num passado distante. “Eu estava na convenção em noventa e foi Jarbas com Raul e Cadoca que colocaram o MR8, colocaram a polícia na convenção do MDB em que eu estava no Recife. Chegaram até a furar a barriga do ex-vereador Paulo Cavalcanti que era do MDB em 1990. Foram eles que impediram Fernando de entrar no MDB em 1990”, acusou.

Mas quem realmente tocou fogo no parquinho foi a vereadora Maria Elena. Para a parlamentar Valgueiro estava sendo oportunista levando um debate interno do partido para a Casa Plínio Amorim. “Eu jamais votaria  favor de uma atitude que reconhecidamente está demonstrada oportunista. O MDB de Pernambuco não tem vida, não tivesse sido dissolvido vocês veriam a relação de vereadores e prefeitos que já estaria animando, dando vida nova, porque o partido vive disso” Ela foi contestada por Valgueiro. “O MDB no período do Golpe (Impeachment de Dima Rousseff) foi o período em que mais cresceu, na eleição de 2016. Essa falácia de dizer que o partido está diminuindo tendo Raul Henri como presidente é mentirosa, não condiz com a realidade”, rebateu.

Maria Elena não se deu por vencida e disparou que o MDB estaria mais fortalecido nas mãos do senador Fernando Bezerra Coelho. “Não é falácia. É tanto que não cresceu”. Ronaldo Cancão também fez questão de interceder contra o líder da oposição quando Valgueiro destacou a honestidade dos líderes locais do MDB que não estariam envolvidos nas investigações da Lava Jato. “Jarbas recebeu dinheiro da Odebrecht”.  

Nem a bancada de oposição apoiou tal requerimento. Gilmar Santos, Cristina Costa, Gabriel Menezes anunciaram que iriam se abster.

Paulo Valgueiro ainda foi criticado por Rodrigo Araújo e Manoel da Acosap. Mas a lição de moral veio forte do vereador Cícero Freire que cobrou de Valgueiro mais atenção com os problemas locais que realmente afetam o bem estar da população.

Por fim o requerimento foi rejeitado por 14 votos contrários, dois favoráveis e quatro abstenções, incluindo a do vereador Ronaldo Silva. O único que acompanhou Paulo Valgueiro no voto favorável à moção de aplausos para Ricardo Lewandowski foi Domingos de Cristália.


Interrupções nos discursos gera embate entre vereadores: “Faça silêncio, fique calado”

por Karine Paixão 28 de Março de 2018 às 12:12



Em meio as explanações sobre projeto que definiu o reajuste salarial dos servidores municipais na sessão desta terça-feira (27), dois embates chamaram a atenção em meio uma prática comum entre os parlamentares. Repetidas vezes era possível perceber que em meio aos discursos dos vereadores de oposição, algum situacionista fazia uma intervenção, gerando a interrupção da palavra daquele parlamentar. Porém essa atitude gerou um pedido de respeito e até um toma lá da cá com o membro da oposição interrompendo a fala de um integrante da situação. 

Tudo começou quando o vereador Gilmar Santos (PT) cobrava do Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina uma postura mais combativa nas questões sociais. Quando comparava a produtividade de um professor com um vereador da Casa ele foi interrompido pelo vereador Zenildo (PSB) por este acreditar que o petista estava fugindo do tema proposto pelo projeto de reajuste.  “Agora imagina comparar um professor que trabalha 100 horas ganhando R$ 1.300 outro que trabalha 200 horas para cuidar da educação infantil, R$ 2.667 tendo que cuidar dos filhos e filhas de diversos trabalhadores, em grande quantidade sem condições e a gente imaginar que um vereador desta casa recebe R$ 15 mil, com os descontos, R$ 11.300, para chegar aqui nesta casa hoje com uma hora de atraso, fazer um discurso fascista de promoção ao ódio, presidente da Comissão de Direitos Humanos, recebendo R$ 11.300 mil, não apresentou nenhuma justificativa oficial porque saiu. Eu desafio se ele tem apresentado alguma justificativa oficial. Passou aqui meia hora por R$ 11.300 sendo que quem paga esse salário...” e nesse momento houve a interrupção. 

Gilmar Santos não gostou e solicitou que o colega o respeitasse pois estava com a palavra. “Você me respeite, faça silêncio, fique calado e respeite a minha palavra. Eu estou com a palavra. Faça silêncio, o senhor me respeite”. 

“Eu estou lhe respeitando, eu não tenho medo de você”, rebateu Zenildo que foi contido pelo presidente da mesa diretora, Osório Siqueira.

A sessão teve prosseguimento, quando, antes de conceder o direito da palavra ao vereador Zenildo, Osório tentou apaziguar a situação convocando todos a baterem palmas para o situacionista que estava aniversariando. “Vamos registrar, parabenizar e pedir a todos, não é vereador Gilmar?! Vamos bater palmas para o vereador Zenildo que está aniversariando hoje”. Porém o vereador Gilberto Melo não perdeu a chance de colocar lenha na fogueira. “Vereador Gilmar deu um grande presente a Zenildo hoje”, disparou. 

Quando Zenildo começou seu discurso, falou sobre a abertura do diálogo entre o Sindsemp e a Prefeitura de Petrolina “Eu ouvi o companheiro aí reclamando que no ano passado o prefeito Miguel Coelho não dialogou, não sentou para discutir a respeito do reajuste e nós sabemos que o ano passado foi um ano de arrumação e eu fiquei feliz, Walber, porque ele sentou com vocês esse ano mesmo com a dificuldade, a receita muito pouca na nossa cidade, mesmo assim ele fez de tudo pra poder realmente atender aos anseios de vocês. A gente sabe que é muito pouco, a gente entende”.

Mas, em seguida começou a rebater as críticas feitas pelos colegas sobre a falta de medicamentos nas unidades de saúde. “Eu via aí muita gente reclamando a respeito das dificuldades do Município, de companheiro reclamando de algumas dificuldades nos postos de saúde. Mas não foi apenas nessa gestão”. 

Atento a situação, o vereador Gabriel Menezes deu o troco e interrompeu o aniversariante cobrando uma postura coerente. “Discuta o projeto vereador, o senhor estava reclamando do companheiro Gilmar agora. Para o senhor ver que faz a mesma coisa. Hipocrisia pura”.

Zenildo rebateu. “E tem gente aqui dizendo que homens aqui dessa terra não fazem nada. Eu acho que esse rapaz não é daqui do município, porque se a gente for tirar as grandes obras e os grandes prefeitos que passaram pela nossa cidade, Petrolina não é nada”. 

“Olha a gasolina, vereador”, debochou Gabriel Menezes. 

“Você não é educado, eu estou com a palavra. Tem gente que diz que vai fazer campanha pra não votar em ninguém. Eu quero ver. Ele é mentiroso e disse que o Nova Semente ia acabar. Eu estou com a palavra”, reforçou Zenildo. O situacionista ainda taxou novamente o colega de “mentiroso”. “O senhor é mentiroso, falou que ia fazer uma campanha pra ninguém votar em ninguém”.

“Principalmente no senhor”, disparou em resposta Menezes. Ao fundo era possível ouvir as gargalhadas da vereadora Cristina Costa.

Por fim, Osório Siqueira encerrou o embate. “Vamos discutir o projeto e deixar as discursos paralelas para lá”. 


Alvo de protestos e ação no MP, vereador Osinaldo não retira declarações feitas sobre a vereadora Marielle: “Sinto-me surpreso”

por Karine Paixão 27 de Março de 2018 às 12:09

 

Indignados com as declarações feitas pelo vereador Osinaldo Souza, integrantes do diretório Municipal do Psol vieram a Câmara de Petrolina nesta terça-feira (27) reivindicar a destituição do parlamentar da Comissão de Direitos Humanos. Empunhando cartazes que diziam “#ForaOsinaldo”, os socialistas permaneceram na plateia mas se fizeram ouvir com gritos de “Mariele, presente”.

“A gente lamenta que uma autoridade fazer declarações odiosas contra uma pessoa que defendia os direitos humanos. Quando você ver que um parlamentar que além de ser uma autoridade municipal, dizer que tem princípios religiosos fazer declarações odiosas contra uma militante dos direitos humanos, isso indigna toda a sociedade. Então a gente repudia e o Psol entrará com uma ação no Ministério Publico denunciando e viemos a Câmara para dar o nosso recado protestando contra esse e outros abusos e tantas outras autoridades do nosso país”, explanou o secretário do Psol de Petrolina, Rosalvo Antônio.

O protesto teve o apoio da bancada do PT na Câmara de Vereadores. Gilmar Santos inclusive apoiou a reivindicação dos socialistas de retirar Osinaldo Souza da presidência da Comissão de Direitos Humanos. “Não é admissível que esta casa tenha um presidente  da Comissão de Direitos Humanos que desrespeita os Direitos Humanos e principalmente a memória de uma vereadora que assim como nós se diz lutar pela população, Mariele efetivamente lutou para defender a população mais desfavorecida e nós não podemos admitir que o presidente da Comissão de Direitos Humanos desrespeite a democracia, os direitos humanos e a memória dessa vereadora”.

Para a vereadora Cristina Costa, Osinaldo apresentou um discurso machista e fascista buscando atrair a atenção da imprensa. “É preciso tomar atitude contra o machismo, desrespeito, o preconceito, despreparo e a desinformação do colega que se postou de forma arrogante, prepotente e me chamou a atenção mais ainda, mentirosa. É preciso que uma pessoa que é presidente da Comissão de Direitos Humanos venha pleitear aqui na nossa Casa reforçar o machismo, incentivar a violência, não venha aqui com discurso fascista para chamar atenção dos holofotes da imprensa”.

O detalhe é que Osinaldo Souza estava ausente na Câmara de Vereadores quando a manifestação iniciou. Porém, ao chegar no plenário não se furtou de participar do debate. “Eu me sinto surpreso com algumas colocações aqui. Porque se tem alguém comovido com a morte da vereadora sou eu. Agora tem alguém que quer usar a morte da vereadora como trampolim político, está usando a morte da vereadora pra ver se aparece, dá entrevista na mídia. O PT, o Psol precisa levar Marielle para os quatro cantos do mundo para fazer trampolim político. Agora, sentido eu estou profundamente”, justificou enquanto ouvia da plateia os gritos de fascista. Ele foi interrompido pelos manifestantes e finalizou suas declarações solicitando que, caso seja eleito deputado estadual, que a presidência da Comissão dos Direitos Humanos àquele de fende “o mal, o erro, a imoralidade, a pornografia , a quem defende as quadrilhas desse país”.

Ao final da manifestação na Câmara, os integrantes do Psol seguiram para o Ministério Público onde cumpriram a promessa de ingressar com uma denúncia contra o posicionamento de Osinaldo.


Farra de combustíveis II: Vereadores deixariam cartão de abastecimento com frentistas e quem paga a conta é você

por Karine Paixão 26 de Março de 2018 às 11:56



A denúncia feita pela vereadora Cristina Costa (PT) deixou claro que a farra do combustível na Câmara Municipal pode estar acima do uso indevido de veículos oficiais por familiares e amigos dos parlamentares. “Já ouvi de muitos frentistas quando vou abastecer: 'Ô vereadora abasteça aqui o meu. (…) Vereador tal faz isso, vereador tal deixa o cartão aqui’”, relatou Costa durante a sessão da última quinta-feira (22). Assim, esse suposto desprendimento dos vereadores de Petrolina pode revelar um esquema de regalias e arregimentação de eleitores com recursos que deveriam ser usados exclusivamente quando estivessem em atividade legislativa. 

É sabido por todos que o município tem uma grande extensão territorial e o valor mensal de R$ 1.500 disponível para o abastecimento dos veículos oficiais e até particulares dos vereadores deveria cobrir deslocamentos até a comunidade de Atalho, por exemplo, que fica a mais de 80 km do Centro da cidade. Mas aí pergunta-se: qual foi a última vez que um edil da Casa Plínio Amorim esteve lá? Em contrapartida, quantos gastam altos valores dessa cota abastecendo os carros para lazer ou atividades particulares? Outra pergunta que não cala: executar favores e prestar assistencialismo aos eleitores está na lista oficial de atividades de um vereador? Cabe o uso de dinheiro público ou o edil que utiliza dessa prática deveria arcar com os custos? 

Se o caso relatado pelos frentistas for real, deveria motivar uma auditoria do Tribunal de Contas de Pernambuco na Câmara de Petrolina. Porém, a fórmula mágica de prestação de contas parece infalível e práticas como essa se perpetuam independente dos anos de mandato e esfera legislativa. No caso do deputado estadual Joel da Harpa (Podemos), que está sendo investigado por suspeita de improbidade, ele teve a má sorte do veículo ter sido roubado quando sua esposa saia de um aniversário no bairro de Boa Viagem. Mas quantos vão até a outros Estados nos carros alugados pelas Câmaras, usando a verba de combustível por motivos particulares e você, eleitor, paga a conta? No caso da Câmara de Petrolina é bem difícil saber. No próprio site do órgão não há informações sobre as despesas da Casa conforme é possível ver na imagem abaixo:

E se não há quem cobre a transparência com a prestação de contas dos gastos, nem a bancada de situação nem de oposição, aguarda-se apenas que as carapuças caiam nas cabeças de quem faz mal uso dos recursos oriundos das exorbitantes taxas e impostos cobrados do cidadão. 


Vereadores debatem segurança e Gilmar Santos dispara: “Criminosos estão nas Câmaras Municipais”

por Redação Nossa Voz 22 de Março de 2018 às 16:14



Segurança pública foi um dos assuntos mais discutidos na sessão da Câmara desta quinta-feira (22). O vereador Gabriel Menezes (PSL), levantou o tema criticando o governador do Estado, Paulo Câmara, pelo descaso com Petrolina. 

"Não venha a Petrolina pedir voto para sua reeleição porque a queda do cavalo será enorme. Pernambuco tá pagando o preço por ter eleito um governador pela comoção da morte de outro", disparou.

Menezes posicionou-se contra a Lei do desarmamento e disse que a Lei que viabiliza a audiência de custódia “precisa ser revista”. Osinaldo (PTB), apoiou o discurso do colega e sugeriu uma audiência pública para tratar do assunto. 

Gilmar Santos (PT), atribuiu o problema da insegurança à falta de investimentos do Estado em educação. Sem citar nomes, ele criticou os vereadores pelo posicionamento favorável ao armamento. "Se a gente quiser ser honesto, sincero, não entrar no cretinismo político, vamos saber que os primeiros criminosos estão nas Câmaras Municipais, no Congresso Nacional e no Judiciário. É a ausência do Estado em política de saúde de qualidade, em cultura. Eu fico impressionado vereador gritar fazer sensacionalismo, usar o sentimento da população, porque na dor da violência, vereadores se aproveitam, políticos se aproveitam para ganhar o sentimento do povo e manipular a população, mas não apresenta uma proposta concreta para enfrentar o problema da violência e muitas vezes apresentam propostas que vão criar mais situação de violência. A gente distribuir arma para resolver o problema da violência, isso chega a ser uma situação extremamente ridícula, patética e preocupante", lamentou. Santos questiona se o prefeito Miguel realmente tem investido em educação.

Osinaldo (PTB) não gostou do que ouviu do petista e insinuou que mal caráter é aquele que defende ladrão. "O pior cabra safado, é aquele que defende bandido. Você dizer que a culpa do cidadão estar roubando, matando é do desemprego? É brincadeira. A vereadora Marielle que defendia vagabundo, olha o que ela sofreu. Será que foi um militar ou um homem de bem que a matou? Ou foi um vagabundo da favela que era protegido por ela? Não estou louvando o que aconteceu, eu estou lamentando que mulheres sejam vítimas da violência, mas não justifica dizer que o homem que faz o mal é vítima das políticas públicas. Isso é mentira, é safadeza, é malandragem. Para mim quem defende mal caráter, vagabundo é igualzinho a ele", disparou.

Gilmar a rebateu o colega e disse que preocupa-se com discursos desonestos e com acusações indevidas. "É preocupante, vereadores que se comportam como falastrões. Eu fico triste em ouvir que Marielle defendia vagabundo. No culto ecumênico a Marielle o discurso mais bonito foi de um pastor evangélico. Eu fico pensando se o pastor Henrique Vieira souber que um outro evangélico faz acusações desrespeitando o evangelho, estimulando a violência em nossa sociedade”, refletiu o petista.


Insatisfeitos com demissões podem cassar reeleição de Osório: “Quem responde é o presidente”

por Karine Paixão 21 de Março de 2018 às 11:20



Vereadores insatisfeitos com as demissões de funcionários na Câmara de Petrolina estariam dispostos a entrar na Justiça para anular a reeleição antecipada de Osório Siqueira(PSB) à mesa diretora no biênio 2019/2020. Essas informações circularam pelos corredores da Casa Plínio Amorim e deixaram Siqueira surpreso, já que segundo o presidente da mesa, todos haviam concordado com as razões elencadas para os desligamentos. 

Mesmo surpreso, Osório garante não temer tal retaliação. “Não vejo nenhum problema até porque essa estrutura é dos vereadores. Houve a necessidade a gente vai cortar e qualquer um que estivesse na minha situação faria o mesmo. Então se estiver acontecendo isso é até uma falta de reconhecimento e de entender que a gente não pode continuar com uma coisa que pode trazer irregularidade, digamos assim. Não estamos cometendo ilegalidade, estamos trazendo uma situação para os próprios vereadores, então, quem realmente está com essa intenção que coloque a sua revolta e aí a gente vai justificar o porque está acontecendo. Ninguém quer perder, mas quem responde é o presidente. Então é uma forma de cada um querer dar pressão e eu não vou ceder porque a pressão de A, B ou C quer me causar um sacrifício grande. Eu tive que fazer isso”, justificou. 

Siqueira ainda se mostrou decepcionado com os colegas, já que segundo ele, os termos das demissões ficaram acertados em reunião e cada parlamentar foi o responsável pela indicação dos assessores que seriam desligados. “Infelizmente todos que perdem o emprego ficam insatisfeitos, vereador perde estrutura e fica insatisfeito, ou seja, a gente não pode tirar leite de pedra não, a gente não pode dar o que não tem, então a gente não pode vender facilidade e peço a todos que entendam até porque quem responde é o presidente. Eu coloquei para os vereadores essa situação, se alguém na reunião concordou e lá fora está pensando de outro jeito a gente já está estranhando. Esperávamos um repasse melhor nesse ano e não foi o esperado e a gente teve que cortar infelizmente. Peço desculpa a todos que estão sendo cortados mas, cada vereador procurou seus assessores e comunicou. Cada vereador que passou e os assessores que se entrosem com seus vereadores para que estes possam explicar a situação”. 

Sobre o concurso público para contratar funcionários para a Câmara Municipal, o presidente da mesa diretora ainda explica o processo mesmo recomendado pelo Tribunal de Contas do Estado permanece emperrado porque empresas que participaram da licitação teriam entrado na Justiça questionando o certame. “A vontade nossa é fazer (o concurso), mas colocamos a licitação, participou várias empresas, mas esse processo vem sendo questionado por empresas que estão entrando com recursos querendo anula e o Tribunal de Contas está acompanhando isso. O Tribunal pediu para a gente informar toda a documentação e a gente informou e estamos aguardando o parecer para convocar a empresa vencedora e aplicar as provas dos concurso”. 


Edilsão aceita “sacrifício” e assume coordenação na Ammpla para retorno de Ibamar

por Karine Paixão 20 de Março de 2018 às 11:00

Confirmando o que a reportagem do Nossa Voz já antecipava, o vereador Edilsão (PSL) deixou na manhã desta terça-feira (20) a Câmara de Municipal para assumir a Coordenação de Assessoria Especial na Autarquia Municipal de Mobilidade Urbana (Ammpla). Com esse licenciamento, volta o vereador Ibamar Fernandes (PRTB) que havia deixado a Casa Plínio Amorim com o retorno de Maria Elena (PSB).

Em entrevista anterior, Edilsão afirmava que, caso fosse convocado pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB) estaria pronto para fazer esse sacrifício. Questionado sobre a declaração, o vereador licenciado garante ter aceitado o cargo na esperança de que o segundo suplente da coligação, Paulo Afonso (PSB), assumisse mas o retorno de Maria Elena inviabilizou tal substituição. “Foi um convite do prefeito, ele achou que eu ia contribuir mais nessa área e aqui como é para ajudar ao prefeito ou ao partido eu resolvi ajudar ele. Estava saindo também para que assumisse o vereador Paulo Afonso, tinha conversado com ele há dois meses e tinha colocado o meu mandato a disposição para que ele pudesse vir. Infelizmente a vereadora Maria Elena voltou para casa e o segundo suplente é o vereador Ibamar. Mas se sair mais algum vereador aqui, como Paulo Afonso é o terceiro suplente ele poderá assumir”. Lembrando que o primeiro suplente da coligação que elegeu boa parte da bancada de Miguel Coelho na Câmara é o vereador Aero Cruz (PSB).

Animado com seu retorno, Ibamar Fernandes promete defender os interesses da população. “As expectativas são as melhores possíveis. Entramos no segundo ano do governo Miguel Coelho e eu estou retornando a Casa mais uma vez. Já tenho uma certa experiência, já cumpri três mandatos completando o quarto mandato com essa vacância do vereador Edilsão que aceitou o convite do chefe do executivo”.