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Inspirado em Guilherme Uchôa, Osório consegue permissão para disputar 5º mandato

por Karine Paixão 11 de Outubro de 2017 às 14:11

Entre os projetos em pauta na sessão desta terça-feira (10), o vereador Osório Siqueira colocou de última hora uma alteração na Lei Municipal que permite sua candidatura a reeleição para a presidência da mesa diretora da Câmara Municipal. 

A proposta contou inicialmente com 21 assinaturas dos vereadores, colocando-se contra tal alteração apenas os vereadores Cristina Costa (PT) e Gilmar Santos (PT), integrantes da bancada de oposição. Até o líder da oposição, Paulo Valgueiro, assumiu ser favorável a reeleição de Osório como presidente da mesa diretora. “Não tenho nada contrário. Se há permissão ara reeleição do mandato do vereador não vejo nenhum problema em haver também reeleição para a mesa diretora. Cabe o poder de convencimento”, assinalou. 

O vereador Gabriel Menezes, que faz campanha contra a reeleição, também assinou a proposta de alteração da lei que pode assegurar a recondução de Osório a presidência da Câmara, mas depois de  ouvir questionamentos da imprensa sobre sua adesão voltou atrás e retirou sua assinatura, afirmando primar pela coerência em sua postura parlamentar. “Não vou entrar aqui no mérito, até porque todo mundo sabe que não é assunto que eu trate aqui nesta casa, mas todo mundo sabe de uma campanha que não é minha mas que aderi sobre o fim da reeleição. Então eu gostaria, e com muito respeito aos demais colegas que também assinaram, que meu nome fosse retirado porque vou votar contra esse projeto. Trata-se de reeleição também e quero manter a coerência comigo”. Com a decisão de Menezes, a alteração na Lei ficou com 20 assinaturas de apoio à proposta.

E falando em crise de consciência e na busca por manter a coerência, o vereador Ronaldo Cancão, que na legislatura passada foi o autor de um projeto de lei que proibia a candidatura do presidente da mesa a reeleição, na sessão de ontem (10) não só assinou a alteração da lei que permitirá Osório Siqueira a disputar a permanência na mesa, como também defendeu a vontade da maioria e já deu Osório como reeleito numa disputa que só vai ocorrer em 2019. “Eu entrei com o projeto retirando o direito a reeleição porque era um desejo da legislatura passada. Teve nove ou 10 votos. Coerência é quando você olha para o colegiado e percebe o desejo do colegiado. Eu assinei o projeto da alteração da Lei Orgânica para a reeleição porque 20 vereadores tem o desejo de reconduzir o presidente. Eu não olho para o meu umbigo, não mudo o meu caráter, não estou mudando o meu caráter. Apenas entendi que para o processo eleitoral da Câmara tem que ter voto e eu não tive e não tenho”. 

Ao ouvir a declaração de Cancão, Osório Siqueira fez questão de corrigir afirmando que a alteração da lei não consolida sua recondução. “Vereador, só para fazer uma correção, não é a recondução, é o direito de disputar a eleição novamente”. Ronaldo Silva também corrigiu o colega. “Não é candidato ainda não, está só aprovando a reeleição Mas Cancão não quis sair por baixo e afirmou que um projeto que contou com 20 assinaturas traduz o desejo da maioria. “Quando alguém assina para dar o direito a reeleição é porque tem o desejo de votar. Eu aqui não sou bobo. Se não tivesse o desejo ninguém assinava, o senhor não tinha nem 10 assinaturas. Eu nem vivo de faz de conta e nem enganando ninguém”.