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Num embate histórico com Gilmar Santos, Ronaldo Cancão ameaça: “Resolvo o seu problema fora daqui”

por Karine Paixão 5 de Dezembro de 2018 às 13:10

A votação da Lei Orçamentária Anual foi tumultuada na sessão desta terça-feira (04) na Câmara Municipal de Petrolina, mas nada comparada a discussão sobre a Reforma Administrativa da casa. Este episódio superou qualquer outra rusga já registrada nessa legislatura, onde Ronaldo Cancão (PTB) e Gilmar Santos (PT) protagonizaram cenas assustadoras. Cancão inclusive ficou tão exaltado, que todos os parlamentares temeram que ele infartasse no local.

Primeiro a se pronunciar, o vereador Gilmar Santos criticou a alteração dos membros da comissão formada para acompanhar as alterações no regimento da casa. “ Próximo ano será por mês R$ 1,5 milhão, a previsão é essa. A pergunta é: esses R$ 1,5 milhão está sendo usado e apresentado para a população de forma transparente ou está tendo esquema, arrumadinho? A pergunta é: a Lei que vai ser votada aqui hoje vai garantir que a população tenha melhores serviços a partir dessa casa? Os profissionais que serão contratados, serão contratados porque o vereador que é presidente desta casa vai indicar os seus amigos, correligionários, cabos eleitorais ou serão servidores que estão com qualificação que estão com formação adequada para servir a nossa população?”

O parlamentar além de levantar esses questionamentos sobre supostos arrumadinhos na casa entre o presidente da mesa, Osório Siqueira, e seus apoiadores Santos também criticou a falta de transparência na gestão dos recursos da Câmara. “Essa casa suportaria um minuto de investigação do Ministério Público? São perguntas. Eu encaminhei outro dia um ofício solicitando cargo a cargo dessa casa e queria saber onde estavam localizados esses cargos. A informação que chegou foi uma lista de cargos, mas omitiram onde estava cada cargo. Eu tenho o direito como representante da população de explicar a população onde está cada cargo e se realmente está trabalhando. Se não são funcionários fantasmas, se não são Laranjas”.

O que Gilmar usou para arguir Osório, pegou em Ronaldo Cancão. Sentindo-se atingido, o situacionista pediu direito de resposta e aos gritos exigiu respeito. “Quando vossa excelência diz que junta comissão para fazer acordos, arrumadinho, vossa excelência insinua que sou corrupto. (…) Senhor é indisciplinado, o senhor não tem moral de colocar corretivo em ninguém. Respeite. O senhor não tem moral, eu estou afirmando e sabe por quê? Porque faz acusações levianas. Cale a boca, o senhor não está onde imagina não”, disparou.

Cancão mandou Gilmar “calar a boca”, mais de uma vez, afirmou que o colega não merecia ser chamado de vossa excelência e ainda declarou que poderia resolver as coisas fora da Câmara assumindo ter com Gilmar uma questão pessoal. “O senhor usa máscara. Ele quer transformar a gente em bandido. Eu resolvo o seu problema fora daqui. Está aqui um homem, viu?! Estou cansado de assistir essas agressões e depois vê-lo se fazer de vítima. Tire a máscara. Vamos abrir, eu e você as contas. Vamos pegar os carros da Câmara eu e você? Tire a máscara. Você usa máscara. (…) Eu nunca tive aqui um problema pessoal com ninguém. Mas eu me cansei hoje de ser ofendido. Hoje o problema é pessoal eu e você. Eu não vou te chamar de vossa excelência não que o senhor não merece porque o senhor não tem respeito a ninguém. (…) A partir de primeiro de janeiro eu sou o primeiro-secretário (da mesa diretora). Rodrigo é o segundo, Osório é o presidente. A página está virada. A mesa hoje é essa, a mesa a partir de primeiro de janeiro será outra e eu estarei nela. E aí nós vamos nos encontrar”, determinou.