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Pronunciamento sobre afastamento de Aécio Neves na Câmara gera novo embate PT x PSDB

por Karine Paixão 18 de Maio de 2017 às 19:00

O terremoto político com epicentro em Brasília também repercutiu em Petrolina e na sessão desta quinta-feira (18) na Câmara de Vereadores Ronaldo Silva, integrante do PSDB e o vereador Gilmar Santos, do Partido dos Trabalhadores protagonizaram um duro embate ao se pronunciarem sobre o cenário nacional.

Ronaldo Silva fez uso da palavra para rebater uma publicação nas redes sociais que dizia “E agora Ronaldo Silva”, fazendo referência ao pronunciamento em que ele chamou o ex-presidente Lula de ladrão e o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB) após denúncia feita pelo presidente da JBS, Joesley Batista, onde Neves teria pedido R$ 2 milhões para, supostamente, pagar a defesa dele na Lava Jato. Silvar afirmou que os culpados devem ser punidos e garantiu não ter ladrão de estimação. “Eu só quero dizer aos nobres vereadores e ao povo de Petrolina que deixemos a Justiça agir. Temos instituições sólidas. O Brasil está sendo passado à limpo, sairemos deste muito mais forte. Eu quero dizer a população de Petrolina e nestes que votaram em Michel Temer que eu não tenho ladrão de estimação não. Quem for ladrão, quem roubou, tem um ir para a cadeia. Seja Aécio, Michel Temer, Lula, Maria ou João”.

O vereador Gilmar Santos pediu concessão da palavra, mas foi advertido pelo presidente em exercício, Major Enfermeiro, que deixasse o assunto de Brasília lá em Brasília. Professor Gilmar insistiu, outros vereadores tentaram evitar e o tumulto se formou na Casa Plínio Amorim. Mesmo assim, o professor Gilmar  conseguiu o espaço pleiteado e não poupou críticas a Ronaldo Silva, chamando o colega de demagogo por afirmar ter fé na Justiça. “A gente quer sim Justiça, o que a gente não quer é demagogia aqui dentro dessa casa e gente se comportando de forma violenta e depois se comportando como vítima, como se fosse a pessoa mais injustiçada do mundo”.


Ronaldo Silva tentou rebater e um novo tumulto se formou. O parlamentar ainda iniciou seu revide, mas teve o microfone cortado pelo presidente em exercício, Major Enfermeiro, que chegou a ameaçar encerrar a sessão caso a plateia e os vereadores não se comportassem de acordo com regimento da Casa. Com as ânimos acalmados, a sessão pode prosseguir.