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Requerimento de Cristina Costa sobre reajuste de Agentes de Saúde irrita Manoel da Acosap

por Karine Paixão 14 de Março de 2019 às 14:21

Mais um requerimento na lista de polêmicas da Câmara Municipal de Petrolina. Registrado sob o número 056/2019, o documento formulado pela vereadora Cristina Costa solicita ao prefeito Miguel Coelho que interceda “junto ao secretário municipal de planejamento e gestão administrativa, Plínio Amorim, bem como a Secretaria de Saúde”, para o repasse de informações sobre a previsão de aumento salarial destinados aos agentes comunitários de saúde, instituído através da Lei Federal nº 13.708 de agosto de 2018. Tal proposição parece ter surpreendido o vereador Manoel da Acosap, que se assume como representante dessa categoria. Em discurso no plenário da casa, o situacionista partiu pra defesa imediata do prefeito, o que causou estranheza em Cristina Costa.

“Até eu estou sem entender”, afirmou em entrevista a imprensa. Segundo a parlamentar, recebeu de agentes comunitários de saúde a simulação de contracheques com valores de reajuste escalonados para 2019, 2020 e 2021. “Não se está havendo algum atrito ou descrédito da categoria em relação a atuação do representante deles aqui na Casa Legislativa, mas me estranhou a postura. Me estranhou vírgula, porque ele é um vereador que não tem postura, a falta de cavalheirismo muito grande. Acho que ele tem um problema pessoal com a minha pessoa”.

Costa também negou ter ofendido o Executivo Municipal. “Eu acho que ele vai ter que fazer uma consulta com um psicólogo, com um analista ou um analista porque em nenhum momento eu ofendi o prefeito Miguel Coelho, no meu requerimento estou pedindo informações ao secretário Plínio Amorim”. Diante da postura do opositor, a vereadora garantiu que vai a fundo nessa investigação. “A atitude dele me chamou atenção. Algo contraditório, algo de errado tem nisso aqui”.

Questionado sobre a atitude, Manuel Acosap defendeu sua atuação alegando que Cristina Costa está “atrapalhando”. “Ela não está ajudando a categoria. E quem mais entende das demandas da categoria sou eu que estou a frente da luta há mais de 16 anos”. Fazendo uma retrospectiva da tramitação da Lei que assegura o piso da categoria, o vereador alega que a presidente Dilma Rousseff vetou o trecho que tratava do reajuste anual do piso. “Do mesmo partido da trabalhadora”, fixou. “No que nós derrubamos o veto, ficou a seguinte redação - que o piso salarial do ACS seria de R$ 1.550 com a seguinte intercalação: R$ 1.250 a partir de 1º de janeiro de 2019, R$ 1.400 em 2020 e R$ 1.550 em 2021 independentemente de quem seja o prefeito ou presidente. Já conversei com o prefeito e com o procurador, já está tudo acertado (…) O projeto do piso está entrando de hoje para amanhã e vai ser votado na semana que vem ”.

O vereador ainda assegurou agir de acordo com a legalidade em relação aos supostos contracheques apontados pela oposicionista. Não é contracheque, é um demonstrativo de quanto vai impactar em cada orçamento e para que cada companheiro saiba o que vai ganhar depois do reajuste. Não tem nome de ninguém, timbre de ninguém. É um modelo de contracheque que a gente faz no nosso meio e que apresenta as categorias para as negociações. Ela pode procurar o direito dela até na Lei dos Estados Unidos. Eu estou pronto e preparado para responder onde ela quiser”.