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Deputado Betinho Gomes quer continuidade das investigações contra Temer

por Redação Nossa Voz 20 de Setembro de 2017 às 08:01
categoria: Corrupção

O deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) esteve em Petrolina na última semana e concedeu entrevista exclusiva à redação do Nossa Voz. Ele comentou sobre a atual situação política e financeira que o Brasil enfrenta, que segundo ele, está fragilizada. Ele teceu críticas ao governo temer e culpou o presidente por parte da crise.

“É um quadro preocupante com esse embate que não se encerra. O presidente tem sido denunciado precisa responder esses problemas porque ele é parte dessa crise e essa questão precisa ser esclarecida, não dá para esconder esses problemas embaixo do tapete”, destacou o parlamentar.

O deputado falou ainda sobre o novo processo do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da república. Ele disse que os fatos precisam ser esclarecidos e que as denúncias precisam de uma atenção especial no sentido de autorizá-las, ou não, por parte da Câmara, mas que espera que elas tenham encaminhamento.

“Tem que buscar o esclarecimento. Preciso atender a expectativa da sociedade que é esclarecimento e vamos aguardar que a denúncia seja efetivada e espero que o mais rápido possível porque o Brasil não pode ficar paralisado diante de mais uma denúncia, o meu posicionamento será pela continuidade das investigações e espero que seja a da maioria na Câmara também porque é isso que a população quer”, enfatizou Betinho Gomes.

De acordo com informações do portal G1, Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reunirão nesta quarta-feira (20) para decidir se suspendem o envio, à Câmara dos Deputados, da nova denúncia contra o presidente Michel Temer. A sessão está marcada para as 14h. A acusação foi apresentada na semana passada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e aponta Temer como líder de organização criminosa formada por políticos do PMDB da Câmara. O presidente também é acusado de obstrução de Justiça nas investigações da Operação Lava Jato.

A Constituição determina que a denúncia deve ser encaminhada à Câmara, a quem cabe autorizar, por no mínimo 2/3 dos deputados, a análise da acusação pelo STF.

Gabriela Canário


Polícia faz ação para prender oito suspeitos de sonegação fiscal e outros crimes tributários em PE

por Redação Nossa Voz 19 de Setembro de 2017 às 07:18
categoria: Corrupção



A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), uma ação para prender suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em sonegação de impostos e outros crimes tributários. A ‘Operação Destinos Cruzados’ cumpre oito mandados de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão, além de cinco de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento. O trabalho ocorre em seis cidades do Grande Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão.

Entre os crimes tributários atribuídos ao grupo estão ocultação de notas fiscais, emissão de notas fiscais em desacordo com a realidade, ocultação de mercadorias transportadas, desvio de destino de produtos comercializados, além de embaraço à fiscalização tributária. Segundo a polícia, o grupo abria e fechava empresas e tinha participação em corrupção.

Segundo a polícia, estão sendo realizadas diligências em mais 21 estabelecimentos comerciais, para verificação de regularidade cadastral e das mercadorias existentes em estoque. A investigação abrange também indícios de operações comerciais envolvendo empresas “laranjas” e “filtros”, simulações e utilização de créditos fiscais irregulares.

Os agentes atuam em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, bem como em Vitória de Santo Antão e em Pombos, na Zona da Mata. A ação também está sendo realizada em Bom Conselho, no Agreste, e Arcoverde e Salgueiro, no Sertão.

A ‘Destinos Cruzados’ é a 34ª operação de repressão qualificada realizada este ano pela Polícia Civil de Pernambuco. Os agentes contam com apoio da Secretaria da Fazenda. A investigação foi realizada pela Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deccot).

Cem policiais civis, entre delegados, agentes, comissários e escrivães, participam dos trabalhos. Eles contam com apoio de 74 auditores da Secretaria da Fazenda estadual. A corporação utiliza uma central de monitoramento remoto, um caminhãopara remoção de mercadorias apreendidas e 31 viaturas.

Os presos e os materiais apreendidos serão encaminhados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

G1 PE


Nova Procuradora-Geral anuncia troca de toda a equipe da Lava Jato por aliados de Temer

por Redação Nossa Voz 13 de Setembro de 2017 às 07:22
categoria: Corrupção

Raquel Dodge, que toma posse da Procuradoria Geral da República na próxima segunda (18), no lugar de Rodrigo Janot, anunciou ontem a nova força-tarefa da Lava Jato em Brasília. Segundo informações do Ministério Público Federal, a equipe será coordenada pelo procurador José Alfredo de Paula Silva, que atuou no mensalão e na Zelotes.

A equipe também será composta por Luana Vargas, José Ricardo Teixeira e Hebert Mesquista. Este último procurador assina a mais nova denúncia contra Lula na Zelotes. O ex-presidente foi acusado de cobrar propina para editar uma Medida Provisória que teria beneficiado montadoras.

Do Conjur - O procurador regional da República José Alfredo de Paula Silva será o novo coordenador do grupo de trabalho da “lava jato” na Procuradoria-Geral da República. Ele já atuou nas investigações e processos da Ação Penal 470, o processo do mensalão, no Supremo Tribunal Federal, e da zelotes, que apura venda de sentenças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11/9) pela procuradora-geral da República nomeada, Raquel Dodge. Ela também chamou os procuradores Hebert Mesquita, Luana Vargas e José Ricardo Teixeira para compor o grupo da “lava jato” em Brasília.

Mesquita integra atualmente a força-tarefa da zelotes, e Luana faz parte do grupo que atua dentro da greenfield, que apura desvios de recursos públicos e fraudes na administração de quatro dos maiores fundos de pensão de empresas públicas do país. Já Teixeira possui experiência em ações de combate ao trabalho escravo e à corrupção.

Dodge, que toma posse na próxima segunda-feira (18/9), apresentou outros nomes de pessoas que vão compor sua futura gestão à frente do Ministério Público Federal. Para chefe de gabinete, foi indicada a procuradora da República Mara Elisa de Oliveira, lotada em Petrolina (PE), onde exerce a chefia administrativa da unidade.

A secretaria de Comunicação Social será ocupada pela servidora do MPF, Dione Tiago, com 22 anos de experiência na área de jornalismo. A Secretaria de Direitos Humanos e Defesa Coletiva será ocupada pelo procurador regional da República André de Carvalho Ramos. Já a Secretária da Função Constitucional terá à frente o subprocurador-geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco, que já exerce funções perante o Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PGR, Dodge levou em conta aspectos como a especialização jurídica, o conhecimento dos problemas do país e a experiência profissional dos indicados e a participação profissional feminina. No dia 22 de setembro, ela já havia divulgado parte da sua equipe. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

Fonte: Jornal GGN


PF vê indícios de organização criminosa em investigação sobre PMDB da Câmara

por Redação Nossa Voz 12 de Setembro de 2017 às 08:09
categoria: Corrupção

A Policia Federal concluiu nesta segunda-feira (11) o inquérito que apura se integrantes do PMDB da Câmara formaram uma organização criminosa para desviar recursos de órgãos públicos.

O relatório com as conclusões do inquérito foi enviado para o Supremo Tribunal Federal porque entre os apontados como responsáveis estão políticos com foro privilegiado no STF.

De acordo com o relatório da PF, os investigadores encontraram indícios de formação de organização criminosa que envolvem o presidente Michel Temer, os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, todos do PMDB.

>> SAIBA MAIS ABAIXO O QUE TODOS OS CITADOS DISSERAM

O Supremo Tribunal Federal enviará o inquérito para a Procuradoria Geral da República, que, se concordar com os argumentos da PF, apresentará denúncia contra os envolvidos ao STF. Na última sexta-feira, a PGR apresentou denúncia ao Supremo contra integrantes do PMDB no Senado.

Segundo a PF, "o grupo mantinha estrutura organizacional com o objetivo de obter direta e indiretamente vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta".

A PF atribui ao grupo a prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e evasão de divisas, entre outros crimes.

Temer

Entre os depoimentos analisados pela PF estão o do operador Lúcio Funaro, que teve a delação premiada homologada pelo STF. Funaro disse aos investigadores, por exemplo, que Temer o pediu que repassasse para campanhas comissões obtidas por negócios feitos na Caixa. Funaro também relatou que o presidente interveio para defender interesses de grupos privados aliados durante a tramitação da MP dos Portos.

Segundo a Polícia Federal, Temer e o ex-deputado Eduardo Cunha tinham hierarquia semelhante no grupo, mas o presidente tinha "a função de conferir oficialidade aos atos que viabilizam as tratavias acertadas por Eduardo Cunha, dando aparente legalidade e legitimidade em atos que interessam ao grupo."

Em relação à inclusão de Temer no relatório da PF, a Constituição diz que o presidente da República só pode responder por atos cometidos no exercício do mandato.

Os investigadores argumentam que a suposta organização criminosa continuava em operação quando Temer assumiu a Presidência da República. Mas qualquer eventual denúncia apresentada pela PGR contra o presidente terá de ser autorizada pela Câmara.

O inquérito concluído nesta segunda pela PF deve subsidiar a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República, por organização criminosa, contra o presidente Michel Temer. A denúncia pode ser apresentada nesta semana, antes do fim do mandato de Rodrigo Janot como procurador-geral da República. Na segunda-feira, Janot será substituído no posto pela procuradora Raquel Dodge.

Versões dos citados

Saiba abaixo o que os citados disseram:

A assessoria de Michel Temer enviou a seguinte nota: "O Presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha, como foi publicado pela imprensa, deste 11 de setembro. O Presidente tampouco fez parte de qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”. O Presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela justiça."

A assessoria de Eliseu Padilha divulgou a seguinte nota: "O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta."

O advogado de Eduardo Cunha, Délio Lins e Silva, afirmou: "A defesa nega as acusações e prestará os devidos esclarecimentos oportunamente, quando convocado pelas autoridades."

A assessoria de Moreira Franco divulgou a seguinte nota: "Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático."

O advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal, enviou a seguinte nota: "Henrique Eduardo Alves faz parte do PMDB há mais de 40 anos e não de uma organização criminosa. A tentativa de criminalizar a atividade política enfraquece a democracia e a sua inocência será provada ao longo do processo."

G1 buscava contato com todos os demais citados até a última atualização desta reportagem.

Nota da Polícia Federal

Leia a íntegra da nota da Polícia Federal sobre o assunto:

PF conclui inquérito do STF

Brasília/DF – A Polícia Federal concluiu na data de hoje (11/09), o inquérito 4327 do Supremo Tribunal Federal, instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo chamado grupo do “PMDB DA CÂMARA”, onde ficou comprovado indícios da prática do crime de organização criminosa (previsto no Artigo 1°, § 1° e Artigo 2° da lei n° 12.850/2013).

Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.

O grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.

Considerando decisão que integra os autos, será encaminhada cópia integral dos autos do inquérito 4327/STF para fins de instrução do inquérito 4483/STF.

As informações se restringem à nota.

G1


PF faz buscas no apartamento de ex-procurador da República Marcello Miller

por Redação Nossa Voz 11 de Setembro de 2017 às 08:23
categoria: Corrupção



Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal tentam cumprir, na manhã desta segunda-feira (11), cinco mandados de busca e apreensão na casa do ex-procurador Marcello Miller, na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro, e nas casas dos empresários Joesley Batista e Ricardo Saud, na sede do grupo J&F, em São Paulo, e na casa de Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da JBS, que também firmou acordo de delação. Joesley e Saud foram presos neste domingo (10) após determinação judicial.

Os agentes deixaram a casa de Miller por volta das 7h50 carregando uma bolsa e uma mochila. Eles procuravam por documentos que provem a ligação entre o ex-procurador e os empresários. Os policiais federais e os agentes do Ministério Público Federal chegaram à casa de Miller às 6h. Na última sexta-feira (8), o ex-procurador prestou depoimento por 10h na sede da PF no Rio.

Enquanto prestava depoimento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu à Justiça que decretasse a prisão de Miller, assim como dos empresários do grupo J&F. Segundo Janot, há indícios de que o ex-procurador cometeu os crimes de organização criminosa, obstrução das investigações e exploração de prestígio.

O empresário Joesley Batista (centro), um dos donos do grupo J&F, que teve prisão decretada pelo ministro Edson Fachin por violação do acordo de colaboração premiada, se entrega na tarde de domingo (10), na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, na zona oeste de São Paulo. Ele chegou acompanhado do advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay (esq.) 

O empresário Joesley Batista (centro), um dos donos do grupo J&F;, que teve prisão decretada pelo ministro Edson Fachin por violação do acordo de colaboração premiada, se entrega na tarde de domingo (10), na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, na zona oeste de São Paulo. 

O pedido de prisão contra o ex-procurador Marcello Miller foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O nome de Marcelo Miller aparece em áudios das conversas entre o empresário Joesley Batista e Ricardo Saud da JBS. Ambos se entregaram neste domingo (10) depois que tiveram a prisão temporária decretada.

Em São Paulo, cinco a sete equipes deixaram a sede da Polícia Federal ainda na madrugada para cumprir mandados de busca e apreensão. A procuradora da República Janice Ascari, que trabalha diretamente com Janot, participa da operação.

Em nota, a defesa de Marcello Miller disse que "repudia veementemente o conteúdo fantasioso e ofensivo das menções ao seu nome nas gravações divulgadas na imprensa e reitera que jamais fez jogo duplo ou agiu contra a lei".

O advogado de Joesley e Saud, Pierpaolo Bottini, disse que encarou com naturalidade os mandados de busca após a prisão dos executivos. Sobre as prisões, a defesa de Joesley e Saud disse considerar desnecessária, alegando que eles "cumpriram rigorosamente tudo o que lhes era imposto" desde a assinatura da delação.

Presos devem ser transferidos nesta segunda

Joesley e Ricardo Saud passaram a noite na superintendência da PF em São Paulo e devem ser transferidos para Brasília nesta segunda. Houve impasse sobre a realização do exame de corpo de delito neste domingo (10). Os advogados dos executivos pediram para os dois não realizarem os exames no Instituto Médico Legal Central de São Paulo para não expor a intimidade de seus clientes. Diante do impasse, Fachin autorizou a realização dos exames em Brasília.

A prisão foi um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que alegou que havia indícios de má fé dos delatores, que não contaram no processo de acordo de delação premiada que foram orientados por Miller a filtrar informações e a ajustar depoimentos nesse acordo de delação premiada.

O ministro do STF decretou a prisão temporária de Joesley e de Saud, mas negou o pedido de prisão da Procuradoria da República contra o ex-procurador Marcelo Miller. Fachin também suspendeu parcialmente os benefícios das delações de ambos, ressaltando que é necessário que se busque novas medidas e provas sobre os indícios de crimes atribuídos ao ex-procurador.

G1


Geddel é levado em carro da PF após pedido de prisão preventiva do MPF

por Redação Nossa Voz 8 de Setembro de 2017 às 07:13
categoria: Corrupção

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, deixou na manhã desta sexta-feira (8) o prédio em que vivia, em Salvador, levado pela Polícia Federal, após um pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público Federal.

Geddel deixou o prédio pouco antes das 7h, no banco de trás de uma viatura da PF. Sete agentes e dois carros da PF chegaram ao prédio antes das 6h. Segundo a TV Bahia (afiliada da Rede Globo), um vendedor ambulante, que estava na região, foi levado para dentro do condomínio, possivelmente para servir de testemunha.

Fortuna em outro imóvel

Na terça-feira (5), a PF apreendeu R$ 51 milhões em um apartamento que seria utilizado por Geddel em Salvador. O dono do imóvel afirmou à PF que havia emprestado o imóvel ao ex-ministro para que ele guardasse pertences do pai, que morreu no ano passado.

Segundo o jornal "O Globo", a PF reuniu 4 provas que reforçam a ligação Geddel com o dinheiro.

As impressões digitais de Geddel foram encontradas no próprio dinheiro, uma outra testemunha confirmou que o espaço tinha sido cedido ao ex-ministro, e uma segunda pessoa é suspeita de ajudar Geddel na destinação das caixas e das malas de dinheiro. Além disso, a PF identificou risco de fuga, depois da divulgação da apreensão do dinheiro.

 

Ex-minisitro de Lula e Temer

 

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) deixou o cargo de ministro da Secretaria de Governo em novembro de 2016. Ele foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado para liberar uma obra na Ladeira da Barra, áre nobre de Salvador. Geddel era um dos principais responsáveis pela articulação política do governo Temer com deputados e senadores. Ele ficou no cargo por seis meses.

O peemedebista também foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, entre 2007 e 2010, depois de ter sido crítico ferrenho do primeiro mandato do petista e defensor do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No ministério, encampou a transposição do Rio São Francisco, que prometeu efetivar em seu mandato.

Atuou como vice-presidente de Pessoa Jurídica na Caixa entre 2011 e 2013, cargo do qual chegou a pedir exoneração pelo Twitter à então presidente Dilma Rousseff, pela possibilidade de concorrer nas eleições seguintes. Quem o convidou para o cargo foi Michel Temer. Foi derrotado por Otto Alencar (PSD) na eleição ao Senado.

Formado em administração de empresas pela Universidade de Brasília, é natural de Salvador, onde foi assessor da Casa Civil da Prefeitura entre 1988 e 1989. Em 1990, filiou-se ao PMDB, partido pelo qual foi eleito cinco vezes deputado federal

Esta reportagem está em atualização

G1


PF contabiliza mais de R$ 51 milhões em 'bunker' que seria de Geddel

por Redação Nossa Voz 6 de Setembro de 2017 às 08:09
categoria: Corrupção

 

Terminou no final da noite desta terça-feira (5) a contagem do dinheiro encontrado de manhã, pela Polícia Federal (PF), num apartamento em área nobre de Salvador, imóvel que seria usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima. O valor total do dinheiro é de pouco mais de R$ 51 milhões (R$ 51.030.866,40) - uma parte em dólares. A PF usou sete máquinas e levou o dia inteiro para finalizar a contagem.

A PF informou que a quantia localizada representa a maior apreensão de dinheiro vivo já feita pelo órgão. Um vídeo divulgado pela PF mostra a contagem das cédulas. 

A ação de busca e apreensão, chamada de Tesouro Perdido, é um desdobramento das investigações sobre fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, a operação Cui Bono. Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco entre 2011 e 2013, durante o governo de Dilma Rousseff. No governo Temer, ele foi ministro da Secretaria de Governo (veja perfil completo mais abaixo).A prisão de Geddel foi decretada em julho. No pedido à Justiça, o Ministério Público Federal afirmou que Geddel é "um criminoso em série" e que faz dos crimes financeiros e contra a administração pública "sua própria carreira profissional". O ex-ministro cumpre prisão domiciliar na Bahia há quase dois meses sem tornozeleira eletrônica.

PF achou malas e caixas com dinheiro em endereço de Salvador que seria utilizado por Geddel Vieira Lima como “bunker”. (Foto: Polícia Federal, Divulgação)

PF achou malas e caixas com dinheiro em endereço de Salvador que seria utilizado por Geddel Vieira Lima como “bunker”. (Foto: Polícia Federal, Divulgação)

As caixas e malas de dinheiro encontradas pela PF nesta terça estavam em um imóvel que fica na Rua Barão de Loreto, no bairro da Graça. O apartamento teria sido emprestado ao ex-ministro para que guardasse os pertences do seu pai, já falecido. Durante as investigações sobre Geddel, surgiu a suspeita de que ele estava usando o local para esconder provas de atos ilícitos e dinheiro em espécie.

A busca e apreensão no apartamento foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília. No mandado judicial, datado de 30 de agosto, consta que "há fundadas razões de que no supracitado imóvel existam elementos probatórios da prática dos crimes relacionados na manipulação de créditos e recursos realizadas na Caixa Econômica Federal".

Decisão da Justiça Federal que resultou em busca e apreensão no bairro da Graça, em Salvador (Foto: Reprodução)

Decisão da Justiça Federal que resultou em busca e apreensão no bairro da Graça, em Salvador (Foto: Reprodução)

Um morador do edifício disse ao G1 que viu quando os policiais federais chegaram entre 6h e 7h desta terça-feira. Eles se dirigiram ao segundo andar do prédio.

De acordo com a polícia, os valores apreendidos foram transportados a um banco, para ser contabilizado e, depois, depositado em conta judicial.

G1 tenta, desde o final da manhã desta terça-feira, falar com a defesa de Geddel, mas ainda não conseguiu contato com o advogado que representa o político.

Dinheiro encontrado pela Polícia Federal (Foto: Polícia Federal)

Dinheiro encontrado pela Polícia Federal (Foto: Polícia Federal)

Réu

Justiça Federal em Brasília aceitou, no final de agosto, denúncia da Procuradoria da República no Distrito Federal e transformou em réu o ex-ministro Geddel Vieira Lima por obstrução de justiça. Geddel foi denunciado após a Operação Cui Bono, por tentativa de atrapalhar as investigações sobre desvios no FI-FGTS, o fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

De acordo com o MPF, entre 2011 e 2013, Geddel agia para beneficiar empresas com liberações de créditos e fornecia informações privilegiadas para os outros membros da quadrilha que integrava. A denúncia foi aceita pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília.

Em nota divulgada após a decisão da Justiça, a defesa de Geddel afirmou que: "Rechaça com veemência as fantasiosas acusações contidas na denúncia, fruto de verdadeiro devaneio e excesso acusatório. Tão logo notificado pelo juízo da 10ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, será apresentada a peça de defesa, oportunidade que demonstrará a inocorrência de qualquer ilícito e a necessidade de rejeição da inepta e inverídica acusação."

Trecho da decisão que autorizou a PF a fazer busca e apreensão em endereço atribuído a Geddel Vieira Lima (Foto: Reprodução)Trecho da decisão que autorizou a PF a fazer busca e apreensão em endereço atribuído a Geddel Vieira Lima (Foto: Reprodução)

Trecho da decisão que autorizou a PF a fazer busca e apreensão em endereço atribuído a Geddel Vieira Lima (Foto: Reprodução)

A denúncia

Segundo a denúncia da procuradoria, após as tratativas do operador Lúcio Funaro para fechar um acordo de delação premiada, Geddel começou a atuar para atrapalhar as negociações. O político fez contatos telefônicos constantes com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita.

Ainda segundo o MP, as investidas de Geddel foram reveladas em depoimentos dados por Lúcio Funaro e a esposa e confirmadas por meio de perícia da PF no aparelho telefônico de Raquel Pita. Entre os dias 13 de maio e 1º de julho de 2017, foram 17 ligações.

Aos investigadores, o casal também revelou ter ficado com receio de sofrer intimidações e retaliações por parte de Geddel, uma vez que o político possuía influência e poder, inclusive no primeiro escalão do governo.

Prisão de Geddel (Foto: Editoria de Arte/G1)

Prisão de Geddel (Foto: Editoria de Arte/G1)

Perfil de Geddel

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) deixou o cargo de ministro da Secretaria de Governo em novembro de 2016. Ele foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado para liberar uma obra na Ladeira da Barra, áre nobre de Salvador. Geddel era um dos principais responsáveis pela articulação política do governo Temer com deputados e senadores. Ele ficou no cargo por seis meses.

O peemedebista também foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, entre 2007 e 2010, depois de ter sido crítico ferrenho do primeiro mandato do petista e defensor do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No ministério, encampou a transposição do Rio São Francisco, que prometeu efetivar em seu mandato.

Atuou como vice-presidente de Pessoa Jurídica na Caixa entre 2011 e 2013, cargo do qual chegou a pedir exoneração pelo Twitter à então presidente Dilma Rousseff, pela possibilidade de concorrer nas eleições seguintes. Quem o convidou para o cargo foi Michel Temer. Foi derrotado por Otto Alencar (PSD) na eleição ao Senado.

Formado em administração de empresas pela Universidade de Brasília, é natural de Salvador, onde foi assessor da Casa Civil da Prefeitura entre 1988 e 1989. Em 1990, filiou-se ao PMDB, partido pelo qual foi eleito cinco vezes deputado federal.

G1 Bahia 


Para Solla, malas de Geddel poderiam financiar campanha de ACM Neto

por Redação Nossa Voz 6 de Setembro de 2017 às 08:02
categoria: Corrupção

Em pronunciamento na Câmara de Deputados nesta terça-feira (5), o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) criticou a conivência do prefeito ACM Neto (DEM) com o seu aliado Geddel Vieira Lima (PMDB), que teve malas de dinheiro apreendidas pela Polícia Federal nesta manha.

“Quem sabe quanto desse dinheiro não era para fazer campanha ano que vem pra tentar fazer ACM Neto governador? Mas o dinheiro sumiu ACM Neto, sumiu Geddel, não vai ter financiamento empresarial pra vocês ano que vem, vai ter é cadeia. Espero que, pela primeira vez, a justiça seja feita”, disse Solla.

O deputado destacou, em seu discurso, que mesmo com as graves provas contra Geddel, ACM Neto não só mantém a aliança política, como premiará o aliado com a Prefeitura de Salvador em 2018, quando provavelmente sairá candidato a governador do Estado e deixará o vice, Bruno Reis (PMDB), comandado a capital baiana por dois anos.

“O prefeitinho de Salvador, o vice dele é de Geddel. Ele quer sair candidato a governador e largar a prefeitura conduzida por um comparsa de Geddel. Grampinho está cada dia mais envolvido com este governo corrupto e seus aliados completamente escancarados na corrupção. As malas de dinheiro de Geddel fazem parte do esquema que tirou uma presidente honesta e colocou esse presidente corrupto”, completou.


Polícia Federal encontra grande quantia em dinheiro no apartamento que seria utilizado por Geddel

por Neya Gonçalves 5 de Setembro de 2017 às 18:07
categoria: Corrupção

Mais de dez caixas e malas com dinheiro em espécie foram encontradas na manhã desta terça-feira (5) pela Polícia Federal (PF) em um imóvel que seria usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima para esconder as notas em Salvador (BA). A ação faz parte da Operação ‘Tesouro Perdido’, que visa a cumprir mandado de busca e apreensão emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Segundo a PF, os agentes chegaram até o apartamento no edifício Residencial José da Silva Azi, na Graça, a partir de dados coletados em investigação nas últimas fases da Operação ‘Cui Bono’. A grande quantia de dinheiro ainda não foi contabilizada. Os valores apreendidos serão transportados a um banco, onde serão contados e depositados em conta judicial.

Segundo a denúncia, o apartamento teria sido cedido a Geddel para que o ex-ministro guardasse pertences após a morte do pai, em 2016. (fonte: Correio da Bahia/ foto: divulgação)


Moro torna Bendine e publicitários pernambucanos réus da Lava Jato

por Redação Nossa Voz 26 de Agosto de 2017 às 08:34
categoria: Corrupção

Aldemir Bendine Empresário

Aldemir Bendine foi preso na Operação Cobra, acusado de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht (Foto: Ag. Globo)

O juiz federal Sérgio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, na Operação Lava Jato. O executivo é acusado de receber R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht. Além de Bendine, são acusados os publicitários pernambucanos e operadores financeiros André Gustavo Viera da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, e Álvaro José Galliez Novis e os executivos Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, da Odebrecht. “Presentes indícios suficientes de autoria e materialidade, recebo a denúncia contra os acusados”, decidiu Moro.

 

Outros cinco investigados também são acusados pela força-tarefa da Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva, corrupção altiva lavagem de dinheiro, pertinência a organização criminosa e embaraço à investigação de infrações penais. Segundo a denúncia, Aldemir Bendine inicialmente fez um pedido de propina no valor de R$ 17 milhões, quando era presidente do Banco do Brasil, “para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht Agroindustrial”. A acusação aponta que os executivos Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, delatores da Lava Jato, teriam negado o pedido porque entenderam que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato de financiamento do Banco do Brasil.

A força-tarefa afirma que “na véspera” de assumir a presidência da Petrobras, em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis. A denúncia afirma que desta vez o pedido foi feito para que o grupo empresarial Odebrecht não fosse prejudicado em seus interesses na estatal petrolífera, bem como para que pudesse ser beneficiado de alguma maneira, inclusive no que se refere às consequências da Lava Jato.

A empreiteira, de acordo com a investigação, optou por pagar a propina de R$ 3 milhões. O valor, afirma a força-tarefa, foi repassado em três entregas em espécie, no valor de R$ 1 milhão cada, em São Paulo, em apartamento alugado a Antônio Carlos Vieira da Silva. Esses pagamentos foram realizados no ano de 2015, nas datas de 17 de junho, 24 de junho e 1º de julho, pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, com a atuação do doleiro Álvaro José Galliez Novis.

O Ministério Público Federal aponta que parte dos valores da propina ainda foram repassados para Aldemir Bendine, também de forma oculta e dissimulada, com o pagamento, pelo operador André Gustavo Vieira da Silva, de viagem internacional que o ex-presidente da Petrobras realizou no final de 2015 e início de 2016. Outra parte foi entregue durante os diversos encontros pessoais que os acusados tiveram em 2015.

Em contrapartida ao pagamento de propina pela Odebrecht, Aldemir Bendine – já exercendo a função de presidente da Petrobras -, segundo a força-tarefa, chegou a solicitar ao departamento jurídico da companhia parecer sobre a possibilidade de levantamento do bloqueio cautelar imposto pela estatal contra a Odebrecht Óleo e Gás, assim como sobre a contratação direta ou a formação de Sociedade de Propósito Específico com o Estaleiro Enseada Paraguaçu, do qual a empreiteira é sócia. Diante da resposta negativa e dos avanços das investigações na operação Lava Jato, Bendine não deu continuidade a essas tratativas.

A denúncia ainda descreve que, buscando dar aparência lícita para os recursos, André Gustavo Vieira da Silva, Antônio Carlos Vieira da Silva e Aldemir Bendine, após tomarem ciência da existência de investigações contra si, resolveram dissimular os pagamentos de propina como se tivessem origem em serviços de consultoria prestados à Odebrecht. Para tanto, em março e abril de 2017, ou seja, dois anos após os fatos, efetuaram o recolhimento de tributos relacionados à falsa consultoria. Os documentos falsos foram inclusive apresentados nos autos da PET 6646 (autos nº 5022683-50.2017.4.04.7000), com o intuito de embaraçar as investigações.

Ainda, considerando todos os crimes praticados, Aldemir Bendine e seus operadores efetivamente aderiram a organização criminosa capitaneada por Marcelo Odebrecht e instalada para o cometimento de crimes contra a Petrobras, afirma a força-tarefa.

do Estadão Conteúdo