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“Deputado da tatuagem” admite o embuste: desenho era de hena

por Redação Nossa Voz 10 de Agosto de 2017 às 07:31
categoria: Cotidiano

O deputado Wladimir Costa (SD-PA) é o tipo de político que o brasileiro não precisa mais, mas continua elegendo. Nesta quarta-feira (9), ele finalmente admitiu que a tatuagem que fez no ombro, em apoio ao presidente Michel Temer (PMDB), não era definitiva. “Era de hena. A intenção era zoar o pessoal da oposição. Era uma brincadeira”, disse o deputado, na maior tranquilidade. À imprensa o “deputado dos confetes” – como ficou conhecido após soltar um rojão de confetes na tribuna da Câmara, na sessão do impeachment de Dilma Rousseff (PT) – havia dito que pensou em Temer “para suportar a dor da tatuagem”, que agora admite ser falsa. Resta saber se depois disso seus eleitores irão confiar nele outra vez.

A mentira deu ao “deputado da tatuagem” uma projeção inédita, nunca obtida por ele ao longo dos seus quatro mandatos consecutivos. Este último, inclusive, ameaçado de ser cassado pela Justiça Eleitoral, que o acusa de não ter declarado R$ 400 mil na campanha. Desde a divulgação das imagens da tatuagem de hena, o parlamentar foi abordado diversas vezes por jornalistas que queriam atestar se a história era verdadeira ou não. Todos pediam para que mostrasse o desenho no ombro, e ele se recusava.

Nesta quarta-feira (9), ele se tornou alvo de uma representação do PSB no Conselho de Ética da Câmara para investigar uma acusação de assédio à jornalista Basília Rodrigues, repórter da rádio CBN em Brasília. O episódio ocorreu no dia 1º de agosto, véspera da votação da denúncia contra Temer. Durante um jantar com vários deputados na casa do primeiro vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), Basília, junto com outros jornalistas, perguntou a Wladimir Costa se ele poderia mostrar a tatuagem para comprovar a versão de que seria definitiva. “Para você, só (mostro) se for o corpo inteiro”, respondeu o deputado, diante dos presentes. Depois, ele postou fotos de Basília em sua conta no Facebook e escreveu ofensas à jornalista.

Nesta tarde, Wladimir Costa disse não ver como “dor de cabeça” a representação contra ele. “Sei o que é quebra de decoro (parlamentar). Tenho certeza que não cometi qualquer quebra de decoro. Estou tranquilo”, afirmou o deputado. Na terça-feira (8), ele divulgou, via WhatsApp, imagem de caráter homofóbico, cujo alvo é o jornalista Ricardo Boechat, apresentador do grupo Bandeirantes.

A reportagem da Folha de S.Paulo recebeu o meme do deputado: uma montagem em que o microfone do jornalista foi substituído por um órgão sexual masculino. O título da mensagem é “Ricardo Bichat e o microfone de nervo” e balões de texto trazem mensagem de cunho homofóbico. Costa também foi flagrado por fotógrafos utilizando o whatsapp durante a sessão da Câmara dos Deputados para pedir a uma garota com quem conversava pela rede social que “mostrasse a bunda”, após ela ter pedido para ver a tatuagem. Depois, ele classificou o episódio como “natural”.

Diário de PE, Com agências