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Araripina: Segunda Edição da Mostra de Música Vozes do Sertão começa nesta terça (27)

por Milena Pacheco 27 de Agosto de 2019 às 16:00
categoria: Cultura e Arte

A segunda edição da Mostra de Música Vozes do Sertão em Araripina, no Sertão de Pernambuco. O evento segue até o sábado (31) no Sesc Ler, localizado na Rua Vereador José Barreto de Alencar.

O evento acontece no Sesc Ler Araripina (Foto: Reprodução/ Google)

O objetivo da Mostra é impulsionar produções autorias de artistas da região. A programação conta com apresentações culturais gratuitas. Além disso, doze compositores selecionados participarão de oficinas de formação musical.

Outras informações no telefone (87) 3873-0812.

Veja programação completa:

27/08 (Terça-feira)

19h| Apresentações – Cia de Dança do Sesc Araripina | Balé Clássico do Sesc Araripina | Grupos de Dança do ETE

28/08 (Quarta-feira)

19h|Espetáculo – Palco Semeado | Grupo Sementes Sonoras do Sesc Araripina | Apresentação de música dos artistas Toninho de Olinda e Tustão

29/08 (Quinta-feira)

19h| Apresentação de Música do Grupo Triato da Cidade de Araripina | Apresentação de música do artista Rudiney.

30/08 (Sexta-feira)

19h| Apresentação musical da Rabequeira Aglaia Costa de Recife PE.

31/08 (Sábado)

19h| Apresentação dos 12 artistas selecionados com suas canções autorais.

Fonte: Blog Nossa Voz


Aldeia do Velho Chico celebra 15 anos com grande programação

por Milena Pacheco 13 de Agosto de 2019 às 09:49
categoria: Cultura e Arte

Entre as atrações musicais do festival estão os cantores Rita Beneditto, Mariana Aydar, Larissa Luz, Almério e Alessandra Leão

Durante o mês de agosto Petrolina vai se tornar a capital cultural do Sertão pernambucano.  De 16/8 a 31/8 o Sesc, em parceria com a Prefeitura Municipal,  movimentará a cidade com a realização da 15ª edição da Aldeia do Velho Chico – Festival de Artes do Vale do São Francisco. A programação comemorativa de 15 anos do festival, que acontecerá em Petrolina, Juazeiro (BA) e Lagoa Grande (PE), foi lançada na manhã desta quinta-feira (8/8)  no Teatro Dona Amélia. Consolidado como importante projeto multicultural do Vale do São Francisco, a Aldeia é um desdobramento do Palco Giratório, maior projeto de artes cênicas em circulação no país, e contará com a participação de mais de cem artistas regionais e nacionais.

Foto: Fernando Pereira

O homenageado desta edição será o Grupo TPA (Teatro Popular de Arte) de Petrolina, companhia que contribuiu para a construção do movimento teatral na região, com uma trajetória de mais de 30 anos. O tema escolhido para a edição é a hashtag  #SOMOSALDEIA, para designar um jeito de pensar coletivo que se desdobra a partir da diferença potencializada pela multiplicidade que a arte e a cultura na contemporaneidade propõem. “O projeto solidificou uma política de cultura. Desde 2005, se a gente for fazer uma avaliação, a quantidade de grupos que surgiu a partir da expectativa do festival, para acolher suas produções, é muito grande. Percebemos ao longo dos anos o crescimento das linguagens artísticas, mostrando que é possível profissionalizar a arte. É o festival que tem trazido espetáculos atuais, contemporâneos, artistas que trazem outros modos de produzir. É um festival atento ao tempo, as discussões atuais, como: racismo, intolerância, violência contra a mulher, homofobia. Pensar isso dentro dos recortes curadoriais também são demandas deste festival, que acaba sendo também um lugar de educação através da arte”, destaca o supervisor de cultura do Sesc Petrolina, Jailson Lima.

A abertura acontece no dia 16 de agosto, a partir das 15h, no Sesc Petrolina, com a Mostra Pedagógica das Oficinas que terão início no dia 12/8, seguida pelo Painel de Visualidades da Aldeia, apresentação do Reisado da Comunidade Quilombola Mata de São José (Orocó-PE) e Maracatu Beira-rio (Petrolina). Logo depois, às 17h, o tradicional cortejo Abre Alas pro Velho Chico parte do Sesc e vai percorrer as principais ruas do centro comercial da cidade com a Frevuca, até a Orla. A partir das 18h, a programação acontecerá no palco montado na Orla de Petrolina, com apresentações do Reisado da Comunidade Quilombola do Lambedor (Lagoa Grande-PE), São Gonçalo de Amarante de Zezinho do Vira Beiju (Petrolina), Quadrilha Explode Coração (Petrolina) e Quadrilha Buscapé (Juazeiro-BA). Os shows musicais serão abertos às 19h30 com a cantora caruaruense Gabi da Pele Preta e logo depois o grupo Mande in Quebrada (Juazeiro-BA). A noite de abertura será encerrada com o show Tecnomacumba, da cantora maranhense Rita Beneditto.

Até o dia 31 diversas atrações se revezarão na Aldeia, que contará com espetáculos musicais no Teatro Dona Amélia com a cantora Mariana Aydar (São Paulo –SP),  que se apresentará no dia 23, às 20h30, e a cantora pernambucana Alessandra Leão, no dia 29/8, às 20h30. Os cantores Larissa Luz (Salvador-BA) e Almério (Caruaru-PE), farão seus shows no Virarte, no último dia do festival. Com apresentações em Petrolina, em Juazeiro e Lagoa Grande, a programação ainda contará com grandes apresentações de teatro, como “Se eu fosse Iracema”, do 1Comum Coletivo (Rio de Janeiro-RJ), que integra o projeto Palco Giratório. As crianças também terão espaço na grade do Aldeia com espetáculos voltados especialmente para elas, como “Estelita entre fadas e outros bichos”, da Trup Errante (Petrolina-PE).  

O último dia do festival (31/8) começará às 16h, com a intensa programação do Virarte. Além dos cantores Larissa Luz e Almério, o encerramento do festival contará com apresentações teatrais e de dança.  Durante o Virarte, o Mercado Cultural vai funcionar no corredor do Sesc comercializando diversos produtos. A programação completa da Aldeia do Velho Chico pode ser conferida no site do Sesc Pernambuco (www.sesc.org.br) .

Toda a programação do Aldeia do Velho Chico é gratuita, com exceção dos espetáculos realizados no Teatro Dona Amélia, que terão ingressos vendidos a R$ 20 (Inteira) e R$ 10  (Meia). Trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo têm desconto, pagando apenas R$ 5. Para o show  de Mariana Aydar  o ingresso custa R$ 30 se for comprado antecipadamente, R$ 40 (Inteira), R$ 20 (Meia) e R$10 (Trabalhadores do Comércio e dependentes). Este ano, Para ter acesso à programação do Virarte o público pode optar por pagar R$10 ou doar 2 Kg de alimento não perecível que será doado ao Banco de Alimentos do Sesc Petrolina. Um programa de responsabilidade social do Sesc que atua para diminuir o abismo da desigualdade social no país, minimizando os efeitos da fome e da desnutrição.

A aldeia do Velho Chico conta com o apoio do Instituto Federal do Sertão Pernambucano – IFSertão, TV Grande Rio, Janela 353, Vapor do Vinho, Café de Bule e JB Hotel. (Fonte: Ascom)


Passeata de sanfoneiros homenageia 30 anos da morte de Luiz Gonzaga

por Milena Pacheco 2 de Agosto de 2019 às 09:41
categoria: Cultura e Arte

Petrolina recebe nesta sexta-feira (2) a 1ª Sanfoneata, passeata de sanfoneiros da região. O objetivo é homenagear os 30 anos da morte do rei do baião Luiz Gonzaga. O evento é promovido pelo sanfoneiro Luiz Rosa.

Foto: Karine Paixão/ Nossa Voz

A concentração está acontecendo na Praça do Galo, que fica localizada na rua da Simpatia, centro de Petrolina. A data 2 de agosto, é a data da morte de Luiz Gonzaga e os sanfoneiros seguem ás ruas e avenidas da cidade até a orla onde vão sair de barca pelas águas do rio São Francisco em celebração.

O evento tem a participação da quadrilha junina Buscapé, do bairro do Quidé, em Juazeiro. Este ano, a quadrilha participou dos festivais de Juazeiro, na Bahia, e também de Petrolina, onde apresentou a história de amor entre Diadorim e Riobaldo do clássico da literatura brasileira Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa.

Luiz Rosa já confirmou a presença de mais de 120 sanfoneiros. Também estará presente tocadores de São Raimundo Nonato, do Inocêncio (Piauí), Senhor do Bonfim (Bahia), Remanso (Bahia), Jacobina, Recife e Salvador, além daqueles que residem em Petrolina e Juazeiro. (Fonte: Blog Nossa Voz)

 


Forró pode virar Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro até 2022

por Milena Pacheco 24 de Julho de 2019 às 09:43
categoria: Cultura e Arte

Enraizado no Nordeste e consagrado por nomes como os pernambucanos Luiz Gonzaga e Dominguinhos, também, o paraibano Jackson do Pandeiro, o forró vem sendo pesquisado para se tornar um Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O processo teve início em 2001, com o pedido de registro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) feito pela Associação Cultural Balaio Nordeste. Atualmente, as entidades envolvidas realizam seminários e fóruns para debater o assunto e, ao que tudo indica, até 2022 a demanda deve ser concluída. 

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Segundo a presidente da associação, Joana Alves da Silva, em seguida, é a vez de solicitar junto à Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento das Matrizes Tradicionais do forró como patrimônio mundial. “Ele já é considerado um legado do Brasil, é um ritmo muito arraigado, que gera emprego, renda e turismo. O país inteiro cuida dessa identidade há muito tempo, mas ninguém tinha isso no papel registrado. É um ofício que precisa ser reconhecido para que não morra com quem faz”, afirma Joana.

Ela explica que o processo de pesquisa e debate tem sido de extrema importância para esclarecer não só para que serve o registro, mas, sobretudo, para entender a relevância do cuidado com o bem. “Cada estado tem um conceito de música, de instrumento, de dança. Estamos definindo o que é forró e formalizando uma identidade”, complementa. Por isso, a solicitação junto ao Iphan é das Matrizes Tradicionais e inclui as festas de São João, os adereços e os estilos tocados e dançados em cada região. Para Joana, a certificação também influencia nas políticas públicas para preservação e respeito à raíz do forró.

Regulamentado em 2000, o registro do Iphan reconhece como patrimônio modos de criar, fazer e viver, conhecimentos tradicionais, celebrações e formas de expressões e saberes. “Ele se diferencia do material porque, enquanto um tem as coisas, o outro tem os sujeitos humanos como detentores”, explica o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz. Ele destaca que a mobilização social nesse processo é essencial e as pessoas podem e devem apresentar ao Estado o que entendem sobre seus patrimônios.

Para obter o registro, é necessário demonstrar a relevância do bem para a memória nacional, sua continuidade histórica e de que forma ele carrega as referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. “Ele não serve apenas, como muitos pensam, como um simples título. Aponta expectativas desde uma maior difusão de produção de conhecimento, sua valorização, inserção nas escolas, como também privilegia a contratação de mestres e detentores”, explica Queiroz. 

O diretor do Iphan afirma, contudo, que a salvaguarda do bem é transversal e não depende única e exclusivamente do instituto. É fundamental engajar outros atores políticos e da sociedade civil para implementar ações de apoio e fomento. “Chamar a atenção para o sucesso da salvaguarda não depende apenas do reconhecimento formal do Iphan. Somente será possível se os poderes públicos municipais, estaduais e federais estiverem engajados.  A comunidade é a principal guardiã do seu patrimônio, é a união que fará a força no sentido de engrandecimento do bem”, conclui. (Fonte: diariodepernambuco/viver)


2ª edição do 'Sonora Brasil' celebra a diversidade musical e estética dos povos indígenas em Petrolina

por Milena Pacheco 17 de Julho de 2019 às 16:25
categoria: Cultura e Arte

Com apresentação cultural e exibição de filmes, a 2ª edição do Sonora Brasil será realizada nesta quinta (18) e sexta (19).

Com apresentação cultural e exibição de filmes, a 2ª edição do Sonora Brasil será realizada nesta quinta (18) e sexta (19) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Com o tema 'Música dos Povos Originários do Brasil', o projeto tem o objetivo de celebrar um dos elementos mais ricos da cultura indígena.

Foto: Célia Santos/ Divulgação

Nesta quinta (18), no Teatro Dona Amélia, às 20h30, os grupos Teko Guarani – Mbya Guarani (RS) e Nog Gã – Kaingang (RS) vão celebrar a diversidade musical e estética dos povos indígenas. Já na sexta (19), às 19h, será exibido no auditório do campus Petrolina do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), o filme 'O Abraço da serpente'.

O evento é promovido pelo Sesc Petrolina, em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Afrobrasileiros e Indígena (NEABI), do IF Sertão - PE. (Fonte: G1)


Meryl Streep vai estrelar musical da Netflix ao lado de Nicole Kidman e Ariana Grande

por Milena Pacheco 27 de Junho de 2019 às 09:58
categoria: Cultura e Arte

A trama da série se centra em quatro figuras dos musicais da Broadway que, após o fracasso de um espetáculo, buscam uma causa para retomar suas carreiras

Meryl Streep, Nicole Kidman e Ariana Grande farão parte do elenco do musical The Prom, que o diretor Ryan Murphy prepara para a Netflix, informou nesta terça-feira o site especializado Deadline

Como produtor, roteirista e diretor, Murphy, um dos grandes nomes da televisão nos últimos anos, deixou sua marca em séries como Glee, American Horror Story, American Crime Story e Feud.

Murphy, que em 2018 assinou um acordo com a Netflix para desenvolver diferentes projetos para a plataforma digital, dirigirá e produzirá este filme, uma adaptação do musical The Prom, e que terá no elenco James Corden, Awkwafina, Keegan-Michael Key e Andrew Rannells.

A trama de The Prom se centra em quatro figuras dos musicais da Broadway (que no filme serão interpretadas por Streep, Corden, Kidman e Rannells) que, após o fracasso de um espetáculo, buscam uma causa para retomar suas carreiras.

O plano começa a dar fruto quando encontram uma menina de Indiana (EUA) que não pode ir ao baile de formatura de sua escola porque não a deixam ir à festa acompanhada de sua namorada.

O Deadline indicou que as estrelas que estão no elenco do filme se uniram sem hesitar a este projeto pelas ideias de inclusão e tolerância do roteiro.

A ideia de Murphy é começar a rodar este longa-metragem em dezembro para que estreie no final de 2020, primeiro nos cinemas e depois na Netflix, de maneira que possa concorrer ao Oscar de 2021.

The Prom unirá novamente os caminhos de Streep, detentora de três Oscar, e Kidman, que tem uma estatueta da Academia de Hollywood, após trabalharem em Big Little Lies, aclamada série da HBO que atualmente está na segunda temporada. (Fonte: cultura.estadao/Foto: Jordan Strauss/Invision for The Weinstein Company/AP Images)


'Fico na bilheteria, faço faxina como ninguém. O teatro não fecha', garante Andrea Beltrão

por Milena Pacheco 11 de Junho de 2019 às 16:15
categoria: Cultura e Arte

Após perder patrocínio e ver gente comemorando a notícia, atriz conta o que ela e a sócia, Marieta Severo, estão fazendo para manter o Poeira

Desde abril, o Teatro Poeira não tem mais o patrocínio da Petrobras que mantinha há anos. Criado e administrado desde 2005 por Andrea Beltrão e Marieta Severo (prestes a completar 15 anos, portanto), o espaço não foi o único a sentir a faca. Mas sua perda gerou a reação mais forte: pela internet, as artistas receberam apoio, mas também várias mensagens celebrando “o fim da mamata”. Uma fonte secou, mas o teatro não fecha, diz Andrea.

 Fico na bilheteria, faço faxina como ninguém. A gente ( Marieta e ela ) vem e cuida sozinha, se precisar. — diz a atriz, que complementa. — É uma falta de informação absoluta. Essas duas casas ( o Teatro Poeira e o Poeirinha ) foram compradas com recursos próprios da Marieta Severo e meus. Dinheiro de pessoa física, trabalhado e declarado na Receita Federal. As reformas foram feitas com recursos próprios. A Petrobras entrou cinco anos depois ( da abertura ). O patrocínio que a gente tinha da Petrobras não era salário para Andrea e Marieta, era para artistas do mundo inteiro virem ministrar oficinas, para montar espetáculos para plateias lotadas com gratuidade. Não entendo por que comemorar o fim de uma coisa que dava acesso a todos.

Após passar três anos viajando pelo Brasil com sua premiada montagem de “Antígona”, a atriz volta ao Poeira com o monólogo. Nesta entrevista, ela conta como a história da filha de Édipo e Jocasta — que tenta enterrar o irmão, desafiando o tio, o rei Creonte — dialoga com a busca por justiça em 2019. Comenta também os planos para o teatro e o ódio contra artistas, além de como encara o desafio de fazer “Hebe — a estrela do Brasil” . No filme que estreia em agosto, ela interpreta a apresentadora que era “um ícone contestador, à direita, mas que gostava do pessoal da esquerda”. (Fonte: O Globo/Foto: 

Roberto Moreyra / Agência O Globo)


Chico Buarque recebe o Prêmio Camões 2019

por Milena Pacheco 21 de Maio de 2019 às 17:27
categoria: Cultura e Arte

O cantor, compositor e escritor brasileiro Chico Buarque ganhou o Prêmio Camões 2019. O anúncio foi realizado nesta terça-feira, 21, no Rio de Janeiro, após uma reunião na sede da Biblioteca Nacional. Chico é o 13º brasileiro a levar a honraria, que premia escritores lusófonos pelo conjunto da obra com 100 mil euros.

Foto: AFP/Arquivos

O vencedor foi escolhido por uma equipe de seis jurados indicados pela Biblioteca Nacional do Brasil, pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela comunidade africana. São eles os portugueses Clara Rowland e Manuel Frias Martins, os brasileiros Antonio Cicero Correia Lima e Antônio Carlos Hohlfeldt, a angolana Ana Paula Tavares e o moçambicano Nataniel Ngomane. O Prêmio Camões dá a seus vencedores a quantia de 100 mil euros.

Chico Buarque já havia vencido, em 2010, o Jabuti, principal prêmio literário brasileiro, pelo seu romance Leite Derramado, em 2006, com Budapeste, e em 1992, com Estorvo.

Embora sua carreira musical seja a mais proeminente, Chico já escreveu peças de teatro, como Roda Viva, Gota d’Água, Calabar e Ópera do Malandro, e livros como Estorvo, Benjamim, Budapeste, Leite Derramado e O Irmão Alemão.

O prêmio

O primeiro vencedor do Prêmio Camões foi o escritor português Miguel Torga (1907-1995), em 1989. O primeiro autor brasileiro a ser eleito foi João Cabral de Melo Neto (1920-1999), no ano seguinte. Em 1991, o moçambicano José Craveirinha (1922-2003) se tornou o primeiro escritor africano a receber a premiação. Já a primeira mulher a ser galardoada foi a brasileira Rachel de Queiroz (1910-2003), em 1993.

Ao todo, um angolano, dois cabo-verdenses, dois moçambicanos, 12 portugueses e 12 brasileiros receberam a honraria. Em 2006, o luso-angolano José Luandino Vieira se tornaria o segundo representante de Angola, depois de Pepetela, a ganhar o Camões, mas recusou o prêmio por, na época, estar há 30 anos sem escrever.

O último brasileiro a vencer o Prêmio Camões foi Raduan Nassar, autor de clássicos como Lavoura Arcaica e Um Copo de Cólera, eleito em 2016. Além dele, os brasileiros ganhadores do Camões são: João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antonio Candido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2005), João Ubaldo Ribeiro (2008), Ferreira Gullar (2010), Dalton Trevisan (2012) e Alberto da Costa e Silva (2014). (Fonte: istoe/Foto: AFP/Arquivos)


Entre espetáculo e exposição APAE Petrolina sediou projeto de dança

por Milena Pacheco 2 de Maio de 2019 às 15:58
categoria: Cultura e Arte

Os alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae Petrolina) puderam vivenciar nesta quinta-feira (02) pela manhã a linguagem da dança. O pátio da instituição foi palco para o projeto ‘Batuques nos terreiros’ da Cia. Balançarte, que levou sua temporada gratuita de apresentações e também uma exposição que conta a história do trabalho que desenvolvem na região há 13 anos.

Para o professor Nilson Castro, momentos como esse são importantes para a inclusão dos alunos. “Quanto mais eles estiverem expostos a manifestações de cultura como foi o espetáculo Batuques, sem dúvidas vão agregar muito na convivência diária de cada um”, afirmou.

O sorriso de Maria Luiza Ana Falcão confirma o impacto positivo da ação na Apae. “Eu achei ótimo o espetáculo, achei tudo muito bonito. E achei a exposição linda”, comentou. O professor também comentou que a exposição tem despertado a atenção dos alunos. “Eles ficam bastante curiosos na exposição, fazem questionamentos à todo tempo para saber detalhes”, disse. (Fonte: Blog Nossa Voz/Foto: Reprodução)


Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, Frevo completa 112 anos neste sábado (9)

por Milena Pacheco 9 de Fevereiro de 2019 às 10:23
categoria: Cultura e Arte

Comemorações serão duplicadas no Paço do Frevo, que faz cinco anos como guardião do ritmo

Das expressões culturais mais representativas de Pernambuco, o frevo é música, dança, cor e alegria. Neste dia 9 de fevereiro, é comemorado o Dia do Frevo, data na qual recebeu título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela ONU e Patrimônio Cultural do Brasil concedido pelo Iphan. O ritmo completa 112 anos e tem sua efervescência representada através do trabalho de maestros, músicos, agremiações e passistas, que mantém vivas as tradições. 

Foto: Teresa Maia

O dia também é marcado pelo aniversário do Paço do Frevo, espaço que celebra cinco anos de funcionamento e comemora a atuação para a salvaguarda do ritmo. “Apesar das crises econômicas e financeiras, tivemos um saldo muito positivo ao longo dos anos. Passaram por aqui 520 mil pessoas. Somente em 2018, foram 120 mil visitantes, média de 10 mil por mês, marca importante para qualquer equipamento do Brasil”, avalia o diretor do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), responsável pela gestão do espaço, Ricardo Piquet. 

O Paço do Frevo promove grade de atividades mensais, dando suporte à produção artística e abraçando a cadeia produtiva. O espaço se aproxima das agremiações, músicos, compositores e grupos culturais e desenvolve projetos como Hora do Frevo, Arrastão do Frevo, rodas de diálogo e aulas de dança. O diretor projeta novas ações para o centro de memória e referência, voltadas para ampliar o diálogo com a comunidade, incluindo a participação dos jovens. 

“Queremos intensificar a relação e discutir as programações de maneira mais intensa. Ouvir as agremiações e a nova geração que vai tomar a frente dos blocos, para trazer esse olhar de renovação”, afirma Piquet. “Também queremos convidar os recifenses, os moradores da cidade, para visitarem o Paço. Trazer os amigos, os turistas e apoiar de forma mais ativa, participando dos equipamentos culturais do Recife, dos museus e centros culturais da cidade.”

PROGRAMAÇÃO

Diversas atividades culturais reverenciam o gênero musical neste sábado. O Paço do Frevo vai abrir com acesso gratuito para todos os visitantes. A partir das 15h, na Praça do Arsenal, haverá orquestra de frevo e passistas para animar os foliões. A Prefeitura também promove passeio do projeto Olha! Recife, às 14h, com visitação às sedes da escola Gigantes do Samba, Troça Abanadores do Arruda e Maracatu Encanto da Alegria. As inscrições são gratuitas através do site www.olharecife.com.br.

Duplo aniversário 

Embora o Dia Nacional do Frevo seja comemorado oficialmente em 14 de setembro no país, o termo foi publicado pela primeira em 9 de fevereiro de 1907 pelo jornalista Osvaldo da Silva Almeida, no Jornal Pequeno, com circulação no Recife. Assim, o ritmo pernambucano também sempre é celebrado nesta data, especialmente no estado onde nasceu. A origem do nome vem de “ferver”, chamado por corruptela na época de “frever”, inspirado nas marchinhas carnavalescas, com influência de danças afro-brasileiras e passos de ballet clássico. (Fonte: Diariodepernambuco/viver/Foto: Teresa Maia)