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Educadora questiona ausência de bônus para estudantes locais na Univasf: 'é negada uma política de inclusão'

por Gabriela Canário 30 de Janeiro de 2019 às 09:28
categoria: Educação

Quatro das dez maiores notas de corte parciais da ampla concorrência do primeiro semestre de 2019 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) são para cursos de medicina, e sete são notas que incluem bônus de até 20% na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para estudantes que já residem nas regiões das instituições participantes. Os dados são de um levantamento feito pelo Portal G1 com base nas informações divulgadas pelo Ministério da Educação.

Assim como as cotas, o bônus é um tipo de política para auxiliar um determinado universo de candidatos. Entretanto, esse modelo não foi adotado pela Universidade Federal do Vale do São francisco, por exemplo. A educadora petrolinense, Mary Ann Saraiva, que trabalha com estudantes que tentam ingressar na Universidade, explica que esse modelo já foi adotado por diversas universidades em todo o Brasil.

Ela é defensora desse bônus e já conversou com diversos políticos, inclusive com o Doutor Osvaldo Coelho, ainda em vida, sobre essa possibilidade de trazer o bônus para a Univasf. Uma dificuldade, ela explica, é a disseminação de um discurso de desqualificação sobre este bônus. “Não é que eles não estudam não. É diferente. Aqui não tem política de bonificação e o nosso entorno tem”, explicou a educadora.

Em outras palavras, para ela, a região do Vale do São Francisco é prejudicada porque oferta vagas para todo o Brasil, mas não pode usufruir de outros locais. “O Conselho Universitário da Univasf tem que ter esta sensibilidade. Nós estamos tendo negada uma política de inclusão. Estudante de escola particular não é necessariamente rico não”, acrescentou Mary Ann.

O espaço está aberto para pronunciamento da Univasf.