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Editorial: Que vitória da democracia venha reunir o Brasil

por Karine Paixão 28 de Outubro de 2018 às 21:13
categoria: Eleições 2018

Encerrada as votações, o povo brasileiro elegeu seu novo presidente e com ele, toda a esperança da nação se renova. Vivemos nesse momento uma mistura de sentimentos onde até aquele que diz que não se importa com a política começa a imaginar como será a sua vida a partir do próximo ano.

O que vai mudar? Não sabemos. Mas temos algumas certezas sobre como devemos nos comportar a partir de agora.

A prioridade é descer do palanque, fazer as pazes com amigos e parentes, promover a paz. O Brasil se dividiu numa disputa acirrada que finalmente teve fim. A torcida agora é pelo desenvolvimento socioeconômico, geração de empregos, mais investimento na saúde, na educação, no cuidado com o meio ambiente. Sem revanchismo, sem punição pra quem votou diferente de você.

Na África do Sul Nélson Mandela uniu o país através do esporte. Aqui não precisamos esperar por uma nova Copa do Mundo pra ter o verde e amarelo representando a todos. Moramos no mesmo território, falamos a mesma língua, somos identificados pelo mesmo adjetivo pátrio: Somos BRASILEIROS.

Jair Bolsonaro assume em meio a grandes desafios. Entre eles corresponder as expectativas de uma massa de 13 milhões de desempregados. Será necessário direcionar e implementar sua política macroeconômica , criar a segurança do mercado e principalmente das pessoas, para voltar a consumir. Temos o Dólar em alta, deficit público em ascensão, juros de ponta cobrados de pessoa física e jurídica em patamares estratosféricos, balança comercial aquém do ideal, PIB patinando. E isto tudo reflete em falta de confiança de investimentos e contenção do consumo.

O crescimento do crime organizado acontece em um país que tem prisões com taxa de ocupação média de 197% - há 729 mil detentos no país.

Ainda tem a conhecida lei que determina o Teto dos Gastos que entrou em vigor no ano passado e, no caso dos investimentos na saúde e educação, passou a valer a partir deste ano. A duração é de 20 anos, podendo ser revista a partir do décimo ano. Será que Jair Bolsonaro vai revogar?

Enfim, a solução desses problemas trará a mudança que o país tanto precisa. E o que desejamos para esse novo Brasil é que os partidos convivam em harmonia no Congresso Nacional, que novo presidente possa se concentrar no que realmente importa: prover o desenvolvimento da nação. Habitamos um território geograficamente delimitado e habitado por uma coletividade com história própria. Somos todos habitantes do Brasil.