Mineração da Braskem não seguia a autorização dada, diz PF após operação

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A mineração na Braskem estava em “discordância entre o que foi realizado efetivamente na mina e aquilo que estava na autorização dada à empresa”, segundo afirmou a superintendente da Polícia Federal, Luciana Paiva Barbosa, nesta quinta-feira, 21. A declaração foi dada à TV Globo, após a operação da PF que cumpriu 14 mandados judiciais de busca e apreensão relacionados à empresa.

A superintendente não se prolongou em sua fala, por respeito ao segredo de Justiça. Mas a PF já informou que foram apurados indícios de que as atividades de mineração desenvolvidas no local não seguiram os parâmetros de segurança previstos na literatura científica e nos respectivos planos de lavra, que visavam garantir a estabilidade das minas e a segurança da população que residia na superfície.

Além disso, foram identificados indícios de apresentação de dados falsos e omissão de informações relevantes aos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização da atividade, permitindo assim a continuidade dos trabalhos, mesmo quando já presentes problemas de estabilidade das cavidades de sal e sinais de subsidência do solo acima das minas.

Ainda segundo Luciana Paiva Barbosa, no cumprimento dos mandados foram recolhidos computadores, HDs, celulares e outros equipamentos, além de documentos da empresa.

A PF diz que os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de poluição qualificada, usurpação de recursos da União, apresentação de estudos ambientais falsos ou enganosos, inclusive por omissão, entre outros delitos.

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Aproximadamente 60 policiais federais cumprem 14 mandados judiciais de busca e apreensão, em endereços ligados aos investigados nas cidades de Maceió, no Rio de Janeiro e em Aracaju, capital de Sergipe. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no estado de Alagoas.

O nome da Operação Lágrimas de Sal é referência ao sofrimento causado à população pela atividade de exploração de sal-gema.

O que diz a Braskem?
Em nota, a empresa afirmou que acompanhou a operação da PF nesta manhã e está à disposição das autoridades, como “sempre” atuou. “Todas as informações serão prestadas no transcorrer do processo”, diz o texto.

(TERRA)