Pessoa mais velha do mundo viva comemora aniversário de 117 anos

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Maria Branyas Morera nasceu em 4 de março de 1907, em São Francisco, nos Estados Unidos

Por Agência O Globo

pessoa mais velha do mundo comemorou, nesta segunda-feira, seu 117º aniversário. Reconhecida pelo Guinness Book of World RecordsMaria Branyas Morera nasceu em 4 de março de 1907, em São Francisco, nos Estados Unidos.

Aos oito anos, ela e a família aos migraram para a Catalunha, na Espanha, onde vive até hoje. Na região, ela mora na mesma casa de repouso há 23 anos. Em janeiro de 2023, após a morte da francesa Lucile Randon, de 118 anos, assumiu o título de pessoa mais velha viva.

Apesar de ter deficiência auditiva e problemas de mobilidade, Maria não tem problemas de saúde física ou mental. Devido à enfermidade, a família usa um dispositivo de voz para texto para se comunicar com a idosa. Ela ficou permanentemente surda de um ouvido ainda criança, quando caiu enquanto brincava com seus irmãos durante uma viagem à Espanha, em 1915. Além disso, seu pai morreu devido a tuberculose pulmonar no final da excursão.

Maria viveu a pandemia de gripe espanhola de 1918 e a Guerra Civil Espanhola. Se casou em 1931 com um médico catalão chamado Joan Moret, com quem teve três filhos. O marido faleceu em 1976; também perdeu seu único filho, August, que morreu em um acidente de trator aos 86 anos.

Devido sua longevidade, concordou em passar por testes científicos realizados por pesquisadores que esperam obter mais informações sobre os segredos para uma vida longa. Amostras de saliva, sangue e urina de Maria foram coletadas e serão comparadas com as de sua filha, que tem 80 anos. Os estudiosos esperam que a avaliação dos genes ajude no desenvolvimento de medicamentos que possam combater doenças associadas ao envelhecimento.

Além da “sorte e da boa genética”, Maria também atribui a sua longevidade à “ordem, tranquilidade, boa ligação com a família e amigos, contato com a natureza, estabilidade emocional, sem preocupações, sem arrependimentos, muita positividade e afastamento de pessoas tóxicas”.

Mais de um século após a pandemia de 1918, ela também sobreviveu à COVID-19. A idosa contraiu o vírus algumas semanas depois de completar 113 anos, em 2020, mas se recuperou em poucos dias, se tornando a sobrevivente mais velha da COVID-19 do mundo.

Maria é ativa no X — anteriormente conhecido como Twitter — com a ajuda de sua filha. Sua biografia afirma: “Sou velha, muito velha, mas não sou idiota”. Apesar de admitir que está “cada vez mais perto da morte” em um post no X em fevereiro, Maria mantém uma visão positiva da vida e acredita que há sempre algo novo para aprender todos os dias, mesmo na sua velhice.

— Ela está muito grata por todas as felicitações recebidas e pelo interesse que tantas pessoas demonstraram pelo seu estado de saúde —, disse Eva Carrera Boix, diretora da casa de repouso em que a idosa vive.