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Codevasf contesta denúncias e diz que houve 'recusa dos invasores' de deixarem o Pontal

por Gabriela Canário 15 de Maio de 2018 às 09:08
categoria: Polêmica

Depois de denúncias de famílias de que teriam sofrido 'truculências' e não terem sido previamente avisados sobre a ação de reintegração de posse, no último dia 08, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), afirmou à redação do Nossa Voz, através de nota, que houve “recusa dos invasores de deixarem o local” e que existia um prazo para a “desocupação espontânea da área, além da suspensão do fornecimento da água e a energia cinco dias antes da data prevista para a desocupação”.

Foram cumpridos dois mandados de reintegração de posse do Projeto Pontal, em respeito às decisões proferidas nas ações de reintegração de posse nº 0800257-59.2016.4.05.8308 e 0801054-98.2017.4.05.8308, ambas movidas pela CODEVASF perante a 8ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, Subseção Judiciária de Petrolina.

“De acordo com a Codevasf, eeferida decisão, proferida em 04/12/2017*, tinha estipulado o prazo de até 28/02/2018 para fins de desocupação espontânea da área, além da suspensão do fornecimento da água e a energia cinco dias antes da data prevista para a desocupação, ou seja, em 23/02/2018, tendo os invasores sido devidamente cientificado nos autos do processo, na pessoa do Sr. Florisvaldo de Araújo Neris, líder do MST”, diz o texto.

Ainda segundo a nota, “diante da recusa dos invasores de deixarem o local, os mandados de reintegração foram cumpridos com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Miliar e Corpo de Bombeiros”.

A CODEVASF finaliza o pronunciamento dizendo que “não tem qualquer obrigação de realocação dos invasores em outra área, cabendo tal atribuição ao INCRA, mas somente àqueles invasores com perfil para reforma agrária, nos exatos termos da decisão judicial".