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Discussão sobre artista nu no Museu de Arte Moderna gera troca de farpas na Casa Plínio Amorim

por Redação Nossa Voz 5 de Outubro de 2017 às 14:40
categoria: Polêmica

Polêmica na Casa Plínio Amorim: sem projetos de lei em pauta a serem votados, os vereadores iniciaram um debate sobre o vídeo da apresentação do artista Wagner Schwartz, que ocorreu no dia 26 de setembro, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo e que tem gerado muita polêmica. A performance foi na estreia do 35ª Panorama de arte Brasileira, uma tradicional exposição que mostra a arte no país e busca uma reflexão sobre a identidade brasileira.

A polêmica teve início após o artista aparecer nu e deitado ao lado de uma criança, de aproximadamente quatro anos de idade, que próxima da mãe começa a se movimentar e toca o pé e a mão de Wagner Schwarts. As imagens dividiram opiniões se o que foi apresentado incitava a pedofilia ou se era arte.

O vereador Ronaldo Silva (PSDB) também deu início a essa discussão durante o discurso no plenário da Casa Plínio Amorim. Ele disse que repudia a peça e que era preciso respeito às famílias, alegando que o que foi feito não representa a cultura e muito menos a arte. Ele chamou o movimento de esculhambação e cultura da pornografia. “Eu acho que o respeito sobre a família acima de tudo. Muitos defendem a cultura. Mas o que se tá fazendo no Brasil é uma esculhambação. Cultura da pornografia, cultura da falta de respeito com as famílias. Isso é cultura? Isso é uma falta de vergonha, uma falta de respeito e justiça”, enfatizou o parlamentar.

O vereador Osinaldo Souza (PTB) concordou com o discurso de Ronaldo Silva, e acrescentou que o tipo de arte apresentado no Museu representa a imoralidade e a pedofilia. “Alguns chamam de arte. Mas é a arte da safadeza, da imoralidade, da canalhice. Ele [artista] não merece respeito da sociedade. O que ele merece é cadeia. Ser excluído da sociedade. Tirar a ingenuidade de uma criança é um crime”, defendeu.

O vereador Alex de Jesus (PRB) também entrou na polêmica e fez questão ainda de adentrar um outro assunto: a forma como a homossexualidade está sendo debatida dentro das escolas. Ele disse que essa orientação tem surgido dentro da educação escolar, mas que essa cultura está destruindo as famílias. “A gente coloca no filho para ser educado e aprender e ele chega em casa e diz 'papai, pode beijar na boca de menino'. É isso que ensinam nas escolas. E a gente se preocupa e ver essas coisas para destruir as famílias”, disse sobre a discussão a respeito da homossexualidade nas escolas.

Entretanto, nem todos os parlamentares concordaram com o discurso conservador. O vereador Gilmar Santos (PT) não mediu palavras ao criticar o posicionamento dos colegas, mencionando que a pornografia que eles deveriam se importar se trata da corrupção. Ele defendeu os artistas e disse que não é esta a classe responsável pela roubalheira no Brasil. Gilmar Santos ainda acrescentou que falsos religiosos e falsos evangélicos têm apoiado a pornografia da corrupção. “Os senhores tanto falaram em pornografia, mas a pornografia que temos que denunciar é a corrupção. A pornografia de quem se beneficia dos recursos dos trabalhadores. Sei que os artistas têm uma forma de se expressar, mas eles não estão contribuindo para a roubalheira no Brasil. O que temos que denunciar são os pornográficos que apoiam toda essa corrupção, que são, por sinal, falsos religiosos, falsos profetas e falsos evangélicos” alfinetou.

Em nota, o Museu de Arte Moderna informou que a exposição era aberta para todos os públicos, mas que a sala estava "devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística". "Importante ressaltar que o material apresentado nas plataformas digitais não apresenta este contexto e não informa que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada e supervisionada por sua mãe", explica o MAM.

O Ministério Público abriu uma investigação para apurar se houve alguma violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por parte do museu, da mãe da menina ou do artista.

 

A matéria possui informações do Jornal do Brasil