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Peça apresentada em Festival de Inverno de Garanhuns é motivo de polêmica na Câmara de Petrolina

por Adriana Rodrigues 8 de Agosto de 2018 às 08:40
categoria: Polêmica

No retorno das sessões na Câmara de Petrolina e sem nenhum projeto em pauta, os vereadores debateram as indicações e requerimentos feitos pelos próprios parlamentares nesta terça-feira (07). Entre eles estava a moção de repúdio aos artistas que participaram do Festival de Inverno de Garanhuns exaltando a apresentação da peça “O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu”, um monólogo que conjecturava como seria se Jesus voltasse a terra como um travesti. O autor da moção, o vereador evangélico Elias Jardim (PHS), direcionou suas críticas à fala do cantor Johnny Hooker, que durante sua apresentação no mesmo festival, criticou a censura à encenação e disparou que “Jesus é travesti, sim, Jesus é transexual, sim, Jesus é bicha, sim”. O parlamentar considera a atitude uma blasfêmia contra o nome de Deus."Houve um exagero tremendo da parte de quem profanou aquele evento. Não é cultura quando se atinge o Deus do céu, as religiões. O que dá a entender é que esse pessoal não quer liberdade e sim libertinagem. Infringindo a moral das pessoas, das religiões e o nosso Deus todo poderoso. Deus vai cobrar caro os que levantam contra ele, pois a bíblia diz que o que levantarem contra ele serão punidos", justificou. Apoiando a iniciativa de Elias Jardim, o vereador evangélico Alex de Jesus (PRB), chegou a listar artistas e políticos que fizeram declarações polêmicas envolvendo o nome de Deus e tiveram morreram de forma trágica. “Ficamos tristes, porque são atitudes dos que se dizem artistas”. Atribuiu o fim de Cazuza, por ter fumado um cigarro de maconha e oferecido a Jesus. Citou John Lennon que considerou-se mais famoso que Jesus e foi assassinado por um fã. Fez referência a Tancredo Neves, que disse que nem Jesus o impediria de eleger, foi eleito a presidente, mas não conseguiu assumir. Mais radical em sua análise, Ronaldo Cancão (PTB), citou trechos da Bíblia que, segundo ele, condenam a relação homoafetiva e cobrou respeito às famílias. "As agressões provocadas em Garanhuns foi para toda nação brasileira. Eu como pai de família, como cidadão de bem que preservo as doutrinas exigimos respeito. Tenho pena, não tenho ódio. Homem nasceu para mulher e mulher para homem. Eu respeito todo ser humano, mas não posso ficar calado diante de uma agressão dessa". Em meio a essa polêmica, o vereador Gilmar Santos (PT), questionou a aplicação do conceito “Deus é amor”, defendendo a liberdade de expressão dos artistas citados e disparou que diante de tanta discriminação, se Jesus voltasse a terra hoje, seria crucificado pelas pessoas intolerantes que afirmam amá-lo. "Jesus amor, é acolhimento e é misericórdia. Fico muito preocupado com esses que dizem que são cristãos, que dizem amar e adorar Jesus, mas odeia o próximo, exclui o próximo, faz discurso violento contra pessoas que não são iguais a ele. Preocupa-me muito esse Jesus que foi idealizado por essas pessoas. Ora, me preocupa porque provavelmente Jesus seria apedrejado por essas pessoas que dizem adora a Ele. Me preocupa a intolerância, a falta de respeito com a diversidade. Eu sou de uma igreja, e tem pessoas de diversas religiões, não somos obrigados a pensar igual, mas somos obrigar a respeitar a diferença. Temos milhões de pessoas excluídas e violentadas e Jesus pode estar nessas mulheres. Porque Jesus não pode estar em um travesti, em um transexual, gays, lésbicas ou em qualquer ser humano?" questionou.