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Sobe para oito o número de políticos Pernambucanos que tiveram celulares clonados

por Milena Pacheco 2 de Agosto de 2019 às 11:21
categoria: Policial

O fato aconteceu entre a noite da última quarta-feira (31) e a manhã desta quinta (1º). No início da tarde, três deputados estaduais e três prefeitos relataram em suas redes sociais os ataques. No decorrer do dia, outros casos surgiram.

Foto: Reprodução

Segundo relatos dos próprios políticos e das suas equipes, os responsáveis pelos ataques usaram as contas das vítimas no Whatsapp ou mensagens de texto para pedir que os seus contatos realizassem depósitos em uma conta no Banco do Brasil. A Polícia Civil está investigando os casos.

O golpe foi aplicado nos números dos prefeitos Clebel Cordeiro (MDB, Salgueiro), Marcílio Cavalcante (MDB, Cabrobó) e Dr. Manoel (PR, Carnaubeira da Penha), e também nos celulares dos deputados estaduais Sivaldo Albino (PSB), Joaquim Lira (PSD), Professor Paulo Dutra (PSB), Jô Cavalcanti (PSOL) e Doriel Barros (PT). Algumas das vítimas conseguiram perceber as irregularidades e alertar os seus contatos antes que qualquer transação bancária fosse realizada, mas também há relatos de conhecidos das vítimas que chegaram a transferir R$ 10 mil para os criminosos.

“Ontem (31/07) à noite meu celular ficou sem sinal e eu não consegui mais acessar o Whatsapp. Pela manhã fiquei sabendo que alguém, se passando por mim, mandou mensagens de texto para alguns dos meus contatos solicitando que eles fizessem depósitos em uma conta bancária”, relatou o deputado estadual Doriel Barros. O parlamentar contou, ainda, que registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Garanhuns e que já conseguiu resgatar o número clonado.

A assessoria de imprensa do deputado Joaquim Lira, bem como a equipe da deputada Jô Cavalcanti, que integra o mandato coletivo Juntas, afirmaram que as pessoas que invadiram os números dos parlamentares agiram da mesma maneira. No caso de Lira, porém, quatro dos seus contatos teriam seguido as instruções dos criminosos e transferido quantias de dinheiro para a conta indicada nas mensagens. Os valores repassados variam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil.

Através de nota, a Polícia Civil afirmou que “está investigando cada caso” e que inquéritos foram instaurados para identificar os autores dos crimes. A corporação informou, ainda, que “as investigações serão presididas pelas delegacias onde foram registrados os casos” e que “os métodos de investigação são confidenciais”.

Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado Eriberto Medeiros (PP) disse que as invasões aos celulares dos deputados são casos particulares, mas que nada impede que a instituição procure se aprofundar no assunto e investigar os ataques. A reportagem também procurou os prefeitos hackeados, mas não conseguiu localiza-los. (Fonte: Jornal do Commercio)