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Coordenadora regional diz que política para as mulheres avançou em Petrolina

por Redação Nossa Voz 10 de Agosto de 2017 às 08:42
categoria: Regional

Em 2006 foi criada uma lei que tornou crime a violência doméstica e familiar contra a mulher - a Lei Maria da Penha – ela completou 11 anos nesta semana. Em Petrolina,  os dados ainda são alarmantes, ocupando a quinta colocação no estado nesses tipos de caso. Somente no primeiro semestre deste ano, mais de 700 mulheres sofreram algum tipo de violência.

Entretanto, a coordenadora Regional no Sertão do São Francisco da Secretaria Estadual da Mulher, Normeide Farias, disse que esses números estão relacionados à conscientização da mulher.  “As mulheres estão perdendo o medo de denunciar e isso é um avanço na política”, destacou.

De acordo com ela, Além da conscientização sobre a importância das denúncias, as políticas públicas de proteção às mulheres são eficientes na cidade. “A gente não pode reclamar que falta essa política aqui em Petrolina. Mas sempre há uma necessidade de se melhorar. Cada vez mais as mulheres estão entendidas [sobre a Lei e as denúncias] e as políticas precisam estar próximas delas”, disse. Uma nova solução, segundo ela, seria um atendimento itinerante para casos de violência contra a mulher. “Isso para que as mulheres não precisem ter um deslocamento tão grande”, ressaltou.

Normeide explica que a Lei Maria da Penha tem objetivos definidos de acolhimento a mulher e que a rede assegura medidas protetivas para que elas saiam da área de risco, além do apoio social para, por exemplo, mulheres que não tem condições de sair de suas casas. “Tem vários casos nesse sentido e o que pode ser feito para ela ficar livre está sendo feito na nossa região”, destacou.  

Tipos de violência – a coordenadora explicou que a violência contra a mulher não se restringe apenas às agressões físicas e que, por este motivo, a ela precisa ter consciência das tipificações para que possa denunciar. “Violência não são apenas as que deixam marcas. Tem também a patrimonial e psicológica, por exemplo. A mulher precisa saber se defender”, explicou.