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Igrejas e templos religiosos de Petrolina estão autorizados a funcionar respeitando regras

por Milena Pacheco 8 de Junho de 2020 às 09:24
categoria: Regional

Desde março, as celebrações não eram abertas ao público e estavam sendo realizadas apenas

Começou essa semana a primeira fase do plano de retomada da economia em Petrolina, que possibilitou a reabertura gradual das atividades e serviços, incluindo as igrejas e os templos religiosos. Desde março, as celebrações não eram abertas ao público e estavam sendo realizadas apenas com transmissões pela internet.

Nesta primeira fase do decreto municipal, os templos religiosos estão liberados para funcionar com 50% da capacidade. Mesmo assim, com algumas regras: Deverá haver bloqueio de assentos e distanciamento dos bancos. A orientação é que os fiéis não deem as mãos. A formação de grupos deve ser restrita para garantir o teto de ocupação determinado. O não cumprimento das medidas ou a ausência de um plano de contingenciamento pode resultar na suspensão do alvará de funcionamento.

Em Petrolina existem cerca de mil igrejas evangélicas. Para o presidente da União dos Pastores de Petrolina, Juazeiro E Região (Upepe), Jailson Crispim, a liberação das atividades religiosas com 50% da ocupação não é viável.

"Não fica viável nem agora na bandeira vermelha, nem tão pouco na bandeira azul, dia 1º de julho, que no decreto diz que pode ser 100%, também fica inviável, porque na bandeira vermelha, o exemplo que eu dei, uma igreja de 100 metros, só cabe 12 pessoas, e na bandeira azul, que lá fala 100%, só vai caber 20 pessoas. Fica inviável tanto agora quanto daqui a um mês", explicou.

A diretoria do Grupo Espírita de Petrolina nos enviou uma nota explicando como fica o funcionamento dos centros com esse novo decreto. Segundo a diretoria, todas as atividades presenciais continuam suspensas. De acordo com a nota, esta decisão é para preservar a vida dos frequentadores e colaboradores e na segunda quinzena deste mês será divulgado um calendário de retomada gradual das atividades presenciais.

Para os representantes das religiões de matrizes africanas, mesmo com o decreto liberando o funcionamento com 50% da ocupação, não há como retornar às atividades neste momento.

"Diferente de outros seguimentos religiosos, nós povos de terreiros temos um pouco mais de dificuldade para abertura no momento, aqui existe contatos físicos, apertos de mãos, danças, aglomeração é um pouco mais diferente. Eu particularmente, aqui da casa, continuo só atendendo pessoas específicas para não ter muito contato", disse Pai adilson de oxóssi-babalorixá do terreiro Ilêe Ayo Axé Odé Ibualamo.

"Diante do que eu sinto, que as energias pedem, é que a gente continue fechado. A casa vai continuar fechada ainda uns 15 dias a 20 dias em quarentena para ver até onde vai durar e como vai ser", afirmou o babalorixá, Adeilson de Logun-Edé.

Já as missas no Centro serão realizadas na igreja Catedral, que tem capacidade para mil e 500 pessoas mas terá a ocupação restrita. A paróquia Nossa Senhora Rainha dos Anjos vai seguir todas as medidas de segurança.

"Vamos realizar a reabertura das igrejas para a celebração das santas missas, observando os quantitativo determinados pelo poder público, governo municipal, e também, todas as medidas, que visem garantir a segurança daqueles que haverão de frequentar os nossos templos para as celebrações", esclareceu o vigário da paróquia Nossa Senhora Rainha dos Anjos, padre Carlos Junior.

Segundo o padre, os fiéis estão ansiosos pelo retorno das celebrações, mas cientes das limitações que o mundo enfrenta."As pessoas estão muito ansiosas naturalmente para nutrirem a vida de fé no ambiente comunitário, no templo e igreja, e não há como prever se daqui há 15 dias, se vai puder dar o avanço. O que importa é que a gente vai estar avaliando muito seriamente, os riscos e as possibilidades, para garantir que seja feito da maneira mais adequado possível”, destacou. (Fonte: G1 Petrolina/Foto: reprodução)