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Secretária confirma superlotação na Maternidade de Juazeiro e pede regulação para outras unidades: “Gente internada em macas e cadeiras”

por Karine Paixão 17 de Dezembro de 2018 às 12:45
categoria: Saúde

Depois de emitir um comunicado sobre a superlotação no Hospital Materno Infantil de Juazeiro, a Secretária Municipal de Saúde da vizinha cidade, Fabíola Ribeiro reforçou em entrevista ao Nossa Voz desta segunda-feira (17) a necessidade de que os municípios restrinjam os encaminhamentos para aquela unidade hospitalar. De acordo com a gestora não há negativa de atendimento, mas as condições de internação não são ideais, com a possibilidade de pacientes acomodados em macas e cadeiras pela falta de leitos disponíveis.

Ao detalhar o cenário atual, dra. Fabíola explica que a demanda passou de 1700 atendimentos mensais para 2 mil. “Novembro, dezembro e janeiro, a gente tem um aumento do número de pacientes. A gente fez essas notificações ao Ministério Público, a Sesab, os órgãos competentes para que a gente consiga outras vias de nascimento que não apenas como maternidade de baixo risco a maternidade de Juazeiro”.

Ainda segundo a gestora, o Hospital Materno Infantil de Juazeiro é referência para 27 municípios baianos, além de 26 pernambucanos. “Para o lado da Bahia temos uma certa dificuldade de conseguir outro ponto de nascimento para as mulheres baianas. Aqui em Pernambuco a gente ainda consegue em outros municípios. Mas de fato infelizmente a gente tem uma capacidade instalada que é concreta em relação a número de leitos”.

Questionada se ainda são admitidos novos pacientes, Fabíola Ribeiro reafirma a manutenção da política de portas. “Nosso objetivo não é que a população fique temerosa, nossa unidade está aberta, funcionando. O que está chamando a atenção é que situação de superlotação é concreta, real, então de uma forma muito direta, o tempo de espera vai ser maior, as condições para instalação e internação não serão as ideais porque a gente tem o número de leitos e quando estiverem ocupados vai ter gente internada em macas e cadeiras, que não é o que a gente acredita e vê como adequados para uma mulher parir”.

Denúncias de pacientes

A secretária de saúde de Juazeiro também comentou as denúncias feitas por parturientes que perderam os filhos após o parto na maternidade municipal. Entre elas estão um grupo de mulheres que protocolaram queixa junto ao Ministério Público alegando negligência da unidade. “Nós enquanto gestores, enquanto diretores de unidades hospitalares, em hipótese alguma fica contente, feliz, com o desfecho desfavorável que aconteceu naquela unidade. No ano passado, tivemos 5600 partos ma maternidade e nós tivemos 14 óbitos neonatais. Se formos para o que se fala em estatísticas, a gente sabe que a cada 1000 nascidos vivos, a gente certamente a gente vai ter uma média de três a quatro óbitos neonatais. Eu sei que para aquela mãe que perdeu o bebê, para ela é 100%. Então o que a gente tem feito e trabalhado é para que casos como esses não se repitam. De setembro do ano passado, quando aconteceu a mobilização de algumas mulheres, percebam que graças a Deus conseguimos aumentar o número de plantonistas na unidade”.

Segundo a gestora, atualmente 300 300 funcionários incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistentes sociais atuam no Hospital Materno Infantil de Juazeiro, mas o efetivo ainda não consegue dar conta da demanda absorvida. “A maternidade começou com 250 partos por mês e tivemos meses esse ano em que tivemos 540 partos. É desproporcional o que a gente vem aumentando de número de mulheres tendo necessidade assistência no nosso serviço”.