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Comerciante do São Gonçalo relata ter atendimento negado pela Polícia Militar

por Karine Paixão 14 de Maio de 2018 às 12:06
categoria: Segurança


Quando iniciou o atendimento em sua lanchonete localizada no bairro São Gonçalo, Maria do Socorro Souza não imaginava que iria se deparar com a impunidade a qual desfrutam alguns infratores de Petrolina. Ao participar do programa Nossa Voz desta segunda-feira (14) a ouvinte reatou que no último sábado foi vítima de um golpe e ai tentar acionar a Polícia Militar teve o atendimento negado. 

“Um cliente chegou, lanchou, colocou banca, escolheu o tipo de refrigerante que preferiu tomar e na hora na pagar saiu correndo. Um dos meus funcionários foi atrás dele e recebeu um empurrão, caiu e outras pessoas saíram correndo atrás do acusado. Saíram umas 40 pessoas atrás desse senhor para tentar pegar. Enquanto isso eu liguei para a polícia e fui surpreendida com um questionamento. Ela (atendente da Central de Operações), perguntou se a população já tinha detido o acusado e eu falei que não e reforcei que se ele fosse alcançado, com certeza, seria linchado. A atendente então me disse que a polícia não poderia fazer nada e que se o acusado fosse detido eu deveria ligar novamente”, explicou Socorro. A comerciante ainda tentou convencer a policial militar da importância de enviar uma equipe para atender ao seu chamado. “Eu questionei se eu deveria esperar que o homem fosse linchado pra entrar em contato novamente. A atendente alegou que a polícia não tinha como ir pegar porque não saberiam nem para onde o acusado foi”, completou. 

O acusado conseguiu escapar e a comerciante se sentiu desassistida e indignada com a situação. “Eu tive essa resposta quando liguei para o 190. Deixa a gente ciente de que a gente está desamparado nessa questão de segurança pública. Se fosse algo mais sério... A sorte é que não conseguiram pegar, ele ficou jogando pedra nas pessoas e foi por pouco. Mas se ele fosse alcançado, com certeza, teria acontecido até o pior”.

Ainda de acordo com Maria do Socorro, enquanto sua lanchonete permaneceu em funcionamento, nenhuma viatura da Polícia Militar passou pelo local. “Nenhuma viatura, nem sequer apareceram. Isso aconteceu sábado mais ou menos umas nove e meia e eu fiquei com o comércio aberto até a meia-noite e não apareceu ninguém lá. A gente está desamparado em questão de segurança pública. Eu gostaria de chamar a atenção do governador, deputados, todos que foram eleitos pelo povo que olhassem por nós. Porque você carro-forte sendo explodido em pleno centro da cidade. Eu quero ver o que falta acontecer ainda em Petrolina e a gente fica revoltada com essa situação”, declarou.