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Petrolina registra cinco homicídios nos últimos cinco dias

por Karine Paixão 13 de Setembro de 2018 às 11:44
categoria: Violência

Desde o último domingo (09), Petrolina não teve um dia sem homicídio registrado. Os sinistros vitimaram apenas homens e ocorreram não apenas na zona rural, onde a população reclama constantemente da falta de segurança, mas também em bairros periféricos da cidade. 

Na manha de domingo, um corpo masculino sem identificação foi encontrado no canal do Projeto Maria Tereza. Na segunda (10) outro homem morto foi encontrado próximo ao bairro Vale do Grande Rio, no loteamento denominado, Nossa Senhora de Fátima. A vítima teria morrido após receber golpes de arma branca (facão). 

Por motivo fútil foi morto a tiros ainda na noite desta segunda-feira, o funcionário do Fórum de Petrolina, Francisco de Assis Rezende da Silva, de 40 anos. O fato ocorreu no bairro Jardim Amazonas. Segundo testemunha, a vítima foi tirar satisfação com um vizinho que agrediu seu filho por causa de uma pipa e foi assassinado. O suspeito permanece foragido. 

Nesta terça-feira (11) um homem de 28 anos foi morto a tiros na tarde desta terça-feira (11) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O crime aconteceu no Núcleo 10 do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho. Wanderson de Souza Silva foi surpreendido por dois homens que estavam em uma moto e efetuaram os disparos. A vítima cumpria prisão domiciliar por roubo e porte de armas e utilizava uma tornozeleira eletrônica.

Por fim, nesta quarta-feira (12), Cícero Wellington Bezerra Alexandre, de 25 anos, estava na Rua da Cerca, no bairro Jardim Petrópolis, próximo de casa, quando dois homens chegaram em uma moto e atiraram contra o jovem. Três dos disparos atingiram a cabeça da vítima. Cícero chegou a ser socorrido, mas morreu dentro da ambulância do Samu.

A Delegacia de Homicídios em Petrolina estão investigando os casos. Até o momento ninguém foi preso. 


Autor do atentado diz que agiu a mando de Deus

por Neya Gonçalves 6 de Setembro de 2018 às 22:34
categoria: Violência

Responsável por ter esfaqueado o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Adelio Bispo de Oliveira, 40, afirmou que a ação foi feita por motivos pessoais e declarou que o agrediu a mando de Deus, segundo informações da Polícia Militar.

Em depoimento na delegacia, Oliveira afirmou que saiu de casa com uma faca escondida para acompanhar a comitiva, já com a ideia de utilizá-la contra o deputado.

Oliveira foi filiado ao PSOL de Uberaba (MG) de 2007 a 2014 e em julho visitou escola de tiro de Santa Catarina frequentada por dois filhos do candidato, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

A assessora da ".38 Clube e Escola de Tiro" Julia Zanata, que é mulher de um dos donos da empresa, disse que há registro da ida de Bispo em 5 de julho deste ano.

"Ele [Adélio Bispo de Oliveira] foi uma vez. Toda vez que tu vai, tem um cadastro. Ele só foi uma vez lá, dia 5 de julho. O Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro são associados do clube e frequentadores assíduos. Está todo mundo do clube abalado", disse Zanata.

A ".38 Clube e Escola de Tiro" --o nome é uma referência ao calibre do revólver 38"-- diz ser "referência no país em treinamento de tiro policial e combate urbano".

Uma sobrinha de Oliveira afirmou à Folha que o tio mudou seu comportamento nos últimos três anos. Jussara Ramos disse que ele já havia tido um episódio de surto, falava palavras desconexas e ficava dias preso no quarto.

"Foi um susto. A gente não entendeu o que aconteceu com ele. Ele mudou muito nos últimos anos, não falava coisa com coisa", disse, por telefone.

De acordo com a sobrinha, o suspeito de esfaquear o presidenciável era missionário da igreja evangélica. Segundo Jussara, o tio não falava muito de política e a família não sabia da filiação ao PSOL. "Ele sempre foi muito discreto na questão política, nunca relatou nada em relação a isso. Ele só falava que ele queria um mundo melhor, é o que todo mundo quer, né?".

Em sua página no Facebook, Oliveira tem várias postagens críticas a Bolsonaro e chegou a compará-lo a um asno. Há também fotos contra o presidente Michel Temer, pedindo a sua saída do cargo.

"A aprovação de Bolsonaro é maior entre os menos estudados, ou seja, só analfabetos e semianalfabetos votam em Bolsonaro", escreveu em 18 de julho. Dez dias depois, compartilhou um meme do raio-x de um crânio com fezes, acompanhado da frase: "RX da cabeça de um fã de Bolsonaro".

Muitos posts dele tratam de supostas maquinações da maçonaria, que controlaria empresas e seria representada por vários políticos e organizações de direita no Brasil.

Oliveira escreve contra a desnacionalização de empresas. Defende o fim do Estado laico e sugere lei que transforme o Brasil em Estado cristão; publica textos e imagens desfavoráveis a homossexuais (um contra a Parada Gay).

No comentário a um vídeo do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, parece defender o "comunismo" e ataca a "direita maçônica".

Ele também argumenta ou explica situações com base em números ou algo parecido com numerologia. Discute ou apresenta desenhos animados que teriam mensagens subliminares, terroristas inclusive.

O autor dos posts frequentemente se diz criador de planos que foram apropriados por políticos ("é meu plano de 2015?). Desenvolve ideias desconexas para a reforma da Previdência ou para a revitalização do São Francisco, entre muitas outras.

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, afirmou que o partido não deve responder pelo ex-filiado. "Queremos que ele seja julgado no rigor da lei. Parece que é uma pessoa bem confusa. Se fosse ligado ao PSOL, seria minha responsabilidade. Como não é filiado, não acho que seja da nossa alçada", disse o dirigente partidário. Folha de S.Paulo

 


Suspeitos de tráfico são presos em Petrolina e Juazeiro

por Gabriela Canário 9 de Agosto de 2018 às 07:33
categoria: Violência

Três pessoas foram presas, ontem, dia 08, suspeitas de tráfico de drogas nas cidades de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. De acordo com informações da polícia, uma mulher aparentava atitudes suspeitas no bairro Jardim Guararapes. Francisca Eloísa Nunes Bezerra foi abordada e tinha consigo uma quantidade de Maconha. Na residência da mesma foi constatado que haviam várias pessoas fazendo o uso de entorpecentes. Foi ainda encontradona posse do senhor Jose Welton Vidal Alves, uma peteca de Cocaína além de Cocaína espalhada na mesa onde ele assumiu ser de sua autoria. 



Ao perguntar onde haveria comprado a Maconha, a senhora Francisca informou que foi a um homem chamado de nome Hugo Nunes Sá, e que haveria solicitado mais droga ao mesmo, e que o mesmo disse para ela ir buscar na casa dele em Juazeiro BA. 



Diante dos fatos o BIEsp entrou em uma Ação Conjunta com o PETO BA, Rondesp BA e Canil BIEsp com apoio do Cão Taurus, que ao chegar na casa do imputado Hugo Nunes Sá, o mesmo estava saindo para entregar a droga e que ao avistar as Guarnições correu para dentro de sua residência portando a droga, mas o mesmo foi alcançado pelas Guarnições, e próximo a ele havia um Revólver Calibre 38 Marca Taurus com 6 munições intactas, que ao ser indagado onde estaria a droga, o mesmo informou que havia jogado no telhado. Os Policiais encontraram muita droga, dinheiro trocado, duas balanças e um Celular que o mesmo havia arremessado. 



Diante dos fatos as viaturas seguiriam para a DP, mas havia de passar na residência inicial da ocorrência para pegar o documento da imputada, que ao revistar novamente a casa foi encontrado novamente Cocaína, dessa vez uma quantidade de aproximadamente 34g, com ajuda do Canil, onde novamente o senhor José Welton, assumiu ser dele, ao ser indagado onde tinha mais droga o mesmo assumiu que em sua casa haveria, e as Guarnições seguiram para o local indicado pelo suspeito, com a autorização do mesmo entramos na casa e ele entregou onde a droga estava, sendo possível visualizar grande quantidade de Cocaína e principalmente Crack e ainda uma peteca de maconha juntamente com uma quantia em dinheiro, ainda foi encontrado balança de precisão, sacos e pinos para embalagem das drogas, 5 Celulares foram apreendidos com o mesmo e também um produto de 20 ml para fabricação de drogas. 



Diante dos fatos conduzimos todos os imputados para as DP's, onde o senhor “Hugo” foi Autuado em Flagrante na DP de Juazeiro BA, o senhor “José” Autuado em Flagrante na DP do Ouro Preto em Petrolina PE, e a Senhora “Francisca” apenas Um TCO. 



Os Mesmo foram algemados segundo súmula vinculante N°11/STF mediante receio de fuga. Nenhum dos imputados sofreu qualquer tipo de agressão física ou psicológica por parte de todo efetivo. 



Resultado: 



Uma Prisão em Flagrante por Tráfico. 



Uma Prisão em Flagrante por Tráfico e Posse Ilegal de Arma de Fogo. 



Um TCO por Posse de Entorpecente. 



Um Revolver CAL. 38 Taurus. 



Seis Munições Intactas. 



Aproximadamente 933 Gramas de Maconha. 



Aproximadamente 337 Gramas de Cocaína. 



Aproximadamente 527 Gramas de Crack. 



Seis Celulares Apreendidos 



Três Balanças de Precisão. 



417 Reais em Espécie e mais uma nota de 100 Reais Falsificada 



20 ml de Cloridrato de Lidocaína para fabricar Drogas. 



Apoio: 



Canil 5050 



PETO BA 



RONDESC-BA 



B.O M-9935475. 



TEN CEL Bantim, CMT do 2° BIESP. 



POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO. 



SDS - PMPE - DPO - DIRESP - 2° BIESP - BATALHÃO MAJOR PM OPTATO GUEIROS.


Mulher agride cadela com paulada e animal fica sem andar em Juazeiro

por Adriana Rodrigues 8 de Agosto de 2018 às 07:22
categoria: Violência

Na manhã desta terça-feira (07), uma denúncia veio à tona na imprensa local. Uma mulher teria agredido uma cadela com uma paulada nas costas. O ataque foi tão brutal que, aparentemente, fraturou a coluna do animal, já que a cadela não consegue mais se locomover.

Um vídeo gravado pelo denunciante mostra o sofrimento do animal que foi jogado próximo a um ponto de mototáxis na Travessa Bento Gonçalves, Alto da Aliança, em Juazeiro (BA). A cadela ainda está no local agonizando, segundo a denúncia.

Maus tratos a animais

Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime. A pena é de detenção e pode variar de três meses a um ano, e multa.

Caso o ato resulte na morte do animal, a pena é aumentada de um sexto a um terço.(Vale em Foco)


Pastor acusado de matar filho e enteado é indiciado por mais um estupro no ES

por Gabriela Canário 9 de Julho de 2018 às 14:12
categoria: Violência

O pastor George Alves, acusado de estuprar, agredir e matar o filho e o enteado vivos no Espírito Santo, foi indiciado por mais um estupro, nesta quarta-feira (4). A informação foi divulgada com exclusividade pela TV Gazeta, nesta segunda-feira (9).

Depois da prisão de George, uma mulher procurou a polícia para denunciar o crime que aconteceu em 2015. Inquérito foi encerrado e, agora, o pastor responde por mais um estupro.

A defesa diz que a perícia será contestada, que o casal é “vítima de uma tragédia” e que a acusação “usa a mídia” para criar uma “culpa inexistente”.

Os irmãos Kauã e Joaquim, de 6 e 3 anos, morreram carbonizados em um incêndio em Linhares, no dia 21 de abril. Para a polícia, George Alves, padrasto de Kauã e pai de Joaquim, foi responsável pelas mortes. Ele foi preso no dia 28 de abril.

A perícia apontou que o acusado estuprou as crianças, agrediu e colocou fogo nelas ainda vivas. Inicialmente, o pastor George Alves, que estava sozinho em casa com os meninos, disse que eles morreram em um incêndio que atingiu apenas o quarto onde as vítimas dormiam.

Na primeira entrevista à imprensa, ele chorou e disse que tentou salvar as crianças. Mas, segundo a polícia, a versão dele não estava de acordo com os fatos apurados durante as investigações.

A mãe dos meninos, a pastora Juliana Sales, também foi presa por omissão no caso da morte dos filhos. No dia do incêndio, a mãe disse que estava em um congresso em Minas Gerais com o filho mais novo do casal.

Segundo a decisão da Justiça, Juliana sabia dos “supostos abusos sexuais” sofridos pelos filhos e ela e o marido tinham planos de usar a morte das crianças como forma de ganhar notoriedade e ascensão religiosa.

O filho mais novo dos pastores foi entregue ao avô materno depois da prisão dos pais. Ele estava com a mãe no momento da prisão e chegou a ficar no Conselho Tutelar.

G1


Homem é assassinado na estrada das Pedrinhas

por Karine Paixão 11 de Junho de 2018 às 09:49
categoria: Violência

O corpo de um homem foi encontrado na via pública, sem identificação e com várias perfurações causados por arma de fogo. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima foi encontrada por populares por volta das 7h30 da manhã deste domingo (10), próximo à Chácara Milenium, em Petrolina. 

O Instituto de Criminalística foi até o local periciar a cena do crime. O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML).


Violência em quatro estados teve aumento acima de 100% nos homicídios

por Gabriela Canário 6 de Junho de 2018 às 08:37
categoria: Violência

 

Resultados do Atlas 2018 divulgado ontem (5) com base em dados oficiais do Ministério da Saúde, no intervalo de 2006 a 2016, mostram que quatro estados tiveram aumento maior do que 100% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes. Rio Grande do Norte teve a maior variação, indo de uma taxa de 14,9 em 2006 para 53,4 em 2016, um aumento de 256,9%.

Além dele, Sergipe saiu de 29,2 para 64,7 no mesmo período, um crescimento de 121,1%, o que levou o estado à maior taxa de homicídios do país. E Tocantins aumentou 119%, indo de uma taxa de 17,2 por 100 mil em 2006 para 37,6 em 2016. Alagoas é o segundo estado mais violento, com taxa de 54,2.

De acordo com o estudo, o Rio de Janeiro interrompeu em 2012 o ciclo de diminuição no número de homicídios (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Seis estados tiveram redução na taxa de homicídios no período. Além de São Paulo, o Espírito Santo reduziu 37,2%, indo de 50,9 em 2006 para 32 em 2016; o Rio de Janeiro reduziu 23,4%; Mato Grosso do Sul diminuiu 15,8%; Pernambuco reduziu a taxa em 10,2%; e o Paraná registrou queda de 8,1% no período.

Enquanto o Rio de Janeiro interrompeu em 2012 um ciclo de diminuição no número de homicídios, São Paulo persiste nessa queda desde o ano 2000. Segundo o estudo, o final das Olimpíadas Rio 2016 marcou a transição para o forte crescimento no índice, unido às crises econômica e política no estado. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes no estado caiu de 47,5 em 2006 para 29,4 em 2012 e saltou para 36,4 em 2016.

Os dados do Atlas da Violência 2018 foram coletados e analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo a análise, a taxa de homicídios no Brasil corresponde a 30 vezes a da Europa, e o país ultrapassou o patamar de 62  mil homicídios por ano.

Monopólio do PCC

Os pesquisadores apontam que São Paulo obteve algum sucesso em políticas de controle das armas de fogo; melhorias no sistema de informações criminais e na organização policial; diminuição acentuada na proporção de jovens na população e melhorias no mercado de trabalho.

O estudo levanta também a hipótese da “pax monopolista do Primeiro Comando da Capital (PCC)”, com o tribunal da facção criminosa controlando o uso da violência letal e gerando efeitos locais sobre a diminuição de homicídios em algumas comunidades.

A taxa no estado de São Paulo caiu de 20,4 por 100 mil em 2006 para 10,9 em 2016, uma queda de 46,7%, desbancando Santa Catarina como a taxa mais baixa no país. Os dois estados são as únicas unidades da Federação com taxas abaixo de 20 por 100 mil. O estado do sul saiu de 11,2 em 2006 para 14,2 em 2016. O terceiro estado com a menor taxa é o Piauí, com 21,8.

O estudo aponta, ainda, a intervenção de governos estaduais na melhoria dos índices, com o lançamento, em 2011, na Paraíba e no Espírito Santo, dos programas Paraíba pela Paz e o Estado Presente, que fizeram os dois estados saírem da 3ª e 2ª unidades da Federação mais violenta do país para a 18º e 19º colocações em 2016, respectivamente.

Em números absolutos, a Bahia foi o estado com mais assassinatos no país em 2016, com um total de 7.171 mortes, seguida de Rio de Janeiro, com 6.053 e São Paulo, com 4.870 homicídios. Os estados com menos homicídios foram Roraima, com 204 pessoas mortas, o Acre teve 363 assassinatos e o Amapá registrou em 2016 381 mortes violentas intencionais.

Panorama global

O estudo fez um panorama global dos homicídios, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas (ONU) entre os anos 2000 e 2013. A taxa global oscila entre 6 e 9 assassinatos por 100 mil habitantes no período analisado, enquanto nas Américas sobe para 15 e na Europa, Oceania e na Ásia a taxa fica sempre abaixo de 2 por 100 mil.

A pior região em termos de violência é a América Central, com Honduras chegando a 85 e El Salvador. Guatemala e Belize estão na faixa de 40 homicídios por 100 mil habitantes. Na América do Sul, a Venezuela aparece nos dados da ONU com 54 homicídios por 100 mil habitantes em 2012.

Agência Brasil 


Mapa mostra mais de 11 mil assassinados no 1º trimestre do ano no Brasil

por Gabriela Canário 4 de Junho de 2018 às 10:28
categoria: Violência

Ao menos 11.578 pessoas foram assassinadas nos três primeiros meses deste ano no Brasil. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, uma ferramenta que permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. O número de vítimas é ainda maior que esse – isso porque a estatística não comporta os dados de cinco estados, que não divulgam todos os números. Dois deles não informam os números de nenhum dos três meses.

O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. Foram 3.716 casos apenas em março.

mapa faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

PÁGINA ESPECIAL: Mapa mostra mortes violentas no país

ANÁLISE DO FBSP: O buraco negro da informação em segurança pública no Brasil

ANÁLISE DO NEV: Governos frágeis fortalecem tiranias ligadas ao crime e à polícia que se matam na disputa por poder

METODOLOGIA: Monitor da Violência

Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O objetivo é, além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.

Cinco estados, por exemplo, ainda não possuem todos os dados referentes a março – no caso do Mato Grosso do Sul, só parte da estatística é informada. Mais que isso, dois deles (Bahia e Paraná) também não informam os números de janeiro e fevereiro, mesmo vários meses depois.

Veja a justificativa de cada um deles:

Bahia: a secretaria não detalha a quantidade de crimes mês a mês nem a tipologia mensal das ocorrências (quantos são homicídios dolosos, latrocínios ou lesões seguidas de morte). O órgão diz que o setor que trabalha com o fechamento dos dados não determina um prazo para a conclusão e que, quando as informações forem liberadas, serão divulgadas. A pasta afirma apenas que ocorreram, ao todo, 1.993 mortes violentas no estado no período. Já a Ouvidoria diz que "os dados solicitados ainda estão sendo auditados para não correr riscos de erro".

Maranhão: a secretaria não informa os dados de março. “O período obedece ao prazo de três meses legalmente estabelecido pelo Ministério da Justiça, o qual considera as condições de registro de ocorrências disponíveis nas unidades federativas do país, como as dimensões territoriais e oferta de serviço de internet disponíveis nos estados.”

Mato Grosso do Sul: a secretaria diz que só pode fornecer os dados que estão no site oficial – ou seja, apenas os números de homicídio doloso. Por isso, não foram informados os dados de latrocínio e lesão corporal seguida de morte de fevereiro e de março

Paraná: a secretaria diz que ainda não possui a informação sobre todos os meses. “As estatísticas referentes a homicídios, antes da divulgação, passam por quatro ciclos de controle de qualidade. Durante a realização da validação foram encontradas distorções que estão sendo homologadas para, então, ocorrer a divulgação." Segundo o governo, o relatório estatístico referente ao primeiro trimestre deste ano deve ser publicado no site nas próximas semanas

Tocantins: a secretaria diz que as delegacias levam um tempo para informar os números e, por isso, os dados de fevereiro e março ainda não foram consolidados

Página especial

Na página especial, é possível navegar por cada um dos estados e encontrar dois vídeos: um com uma análise de um especialista indicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e outro com um diagnóstico de um representante do governo.

Ambos respondem a duas perguntas:


  1. Quem são os grupos/pessoas que mais matam no estado, por que eles matam e como isso mudou ao longo da última década?

  2. O que fazer para mudar esse cenário?

Apenas 3 dos 27 governos estaduais não enviaram respostas às questões em vídeo: Bahia, Ceará e Rio de Janeiro. Juntos, eles respondem por mais de 1/4 das mortes violentas no ano passado.


Petrolina promove ações na Semana de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

por Adriana Rodrigues 18 de Maio de 2018 às 16:00
categoria: Violência

Através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Prefeitura convoca a sociedade petrolinense para colaborar com as ações de enfrentamento à violência sexual praticada contra crianças e adolescentes.

Através da campanha ‘Mexa-se! A infância precisa da Rede de Proteção’, o município está realizando uma programação referente à Semana de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A proposta da campanha é mobilizar sociedade e autoridades acerca do amparo necessário às vítimas.

Nesta sexta-feira (18), celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida com o objetivo de mobilizar a população e convocá-la para o engajamento contra a violação dos direitos sexuais do público alvo da campanha. Petrolina contará com a parceria da Polícia Rodoviária Federal durante as atividades.

Ações no Interior 

Uma das estratégias foi dar ênfase às ações na zona rural de Petrolina. Por se tratar de uma área com altos índices de violência, bem como, pelo quantitativo de crianças e adolescentes desprotegidos e pela extensa área demograficamente. Esse será um trabalho contínuo. A proposta é ampliar as atividades abrangendo um maior número de territórios.

 Programação:

PANFLETAGEM  (18/05)

PRAÇA DO BAMBUZINHO

Hora: 9h às 11h

BR 407-Sinal de Trânsito do Hospital HGU

Hora: 9h às 11h

BR 428-Próximo do depósito (antigo) da Schin e Policia Rodoviária Federal

Hora: 16h às 18h

PANFLETAGEM: “CREAS e Comunidade, Unidos no Fortalecimento da Rede de Proteção”

Local: Roçado

Horário: 19h


Pontos de exploração sexual de menores aumentam nas rodovias de PE

por Adriana Rodrigues 18 de Maio de 2018 às 10:12
categoria: Violência

Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Crespo, 8 anos, foi raptada, drogada, estuprada e brutalmente morta. O crime aconteceu no Espírito Santo. Exatos 45 anos se passaram, sem que ninguém fosse punido. A data virou símbolo de luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes em todo o País. Mas, quase meio século depois, as violações persistem, ainda invisibilizadas. A violência contra meninos e meninas se esconde nas casas, nas ruas e até mesmo nas estradas. É o que aponta um levantamento realizado entre 2017 e 2018 pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com o instituto Childhood Brasil. Nas rodovias federais brasileiras, foram identificados 2.487 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. 45 estão localizados em Pernambuco.

A quantidade de pontos vulneráveis no Estado aumentou 26% desde o último estudo Mapear, realizado em 2013 e 2014. O número é superior ao aumento de 21% no País, mas não chega a colocar Pernambuco no ranking dos Estados mais propícios à exploração sexual em rodovias. Para a presidente da comissão de direitos humanos da PRF em Pernambuco, Luciana Lima, o aumento não é necessariamente ruim. “Não quer dizer que a violência aumentou, mas que conseguimos verificar outros pontos vulneráveis nas nossas rodovias”, argumenta.

De acordo com o mapeamento, as vítimas são, em 48% dos casos, meninas. 36% são meninos e 16% são transgêneros. Os locais mais vulneráveis são postos de combustíveis, bares, casas de show, pontos de alimentação e de hospedagem. “São lugares onde há venda de bebidas alcoólicas e grande parada ou concentração de veículos. Além disso, também estão associados ao consumo de drogas”, explica Luciana Lima. Para que um ponto seja considerado vulnerável não é necessário que haja flagrante de exploração sexual. Cada característica (escuro, com grande circulação de pessoas, propício ao tráfico de drogas) conta “pontos” que, somados, indicam se o local é crítico, de alto risco, de médio risco ou de baixo risco. No Brasil, são 489 pontos críticos. Em Pernambuco, apenas 10.

Na última edição do Mapear, a utilização de um aplicativo otimizou o trabalho. “Antes, os policiais preenchiam um formulário a mão e, posteriormente, transferiam as informações para uma plataforma online. Dessa vez, eles puderam utilizar o aplicativo, que realiza automaticamente o somatório e indica quais os pontos mais vulneráveis”, explica Eva Dengler, gerente de programas e relações empresariais da Childhood Brasil. “Não temos efetivo para cobrir todas as estradas brasileiras, por isso saber quais os pontos mais críticos nos ajuda a atuar de maneira preventiva”, completa.

MULTIFATORIAL

Para ela, a exploração sexual é consequência de uma série de fatores. “Quando traçamos comparativos entre os locais de maior vulnerabilidade e dados do IBGE, descobrimos que são municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano e com muita desigualdade social. Mas a pobreza não é o único indicativo. Em muitos os casos, a criança foi abusada em casa e, para não continuar vivendo nesse ambiente, resolve se envolver nisso fora de casa, até como maneira de sobrevivência. Muitos se prostituem também para comprar drogas.”

Dengler explica que há dois caminhos que levam os jovens até a prostituição: quando a própria família obriga e quando eles são aliciados. “As redes criminosas não se limitam à exploração sexual. Os menores são usados para vender drogas ou facilitar roubos. Também acabam sendo vítimas de tráfico de pessoas. São vários crimes relacionados.”

Em 2012, Pernambuco se tornou o primeiro Estado a utilizar a metodologia também nas rodovias estaduais, durante um projeto piloto. A iniciativa deve ser retomada nos próximos anos, segundo Eva Dengler.