Análise: inofensivo no ataque, Petrolina cria pouco e perde para o Náutico nos Aflitos

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A Fera perdeu por 1 a 0. A equipe completou três rodadas sem vencer no Pernambucano


Melhores momentos de Náutico 1 x 0 Petrolina, pelo Pernambucano.

O Petrolina amargou a segunda derrota no Campeonato Pernambucano. Diante do Náutico, nos Aflitos, a Fera Sertaneja perdeu pelo placar de 1 a 0 e chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer. Apesar das mudanças promovidas pelo técnico William Lima na equipe titular, mexendo em todos os setores, o time voltou a jogar mal.

A estratégia das duas equipes ficou clara logo nos minutos iniciais do jogo. O Náutico reivindicou a posse da bola para tentar criar jogadas ofensivas e o Petrolina recuou seus jogadores para buscar o contra-ataque. No entanto, William Lima não teve tanta felicidade quanto o técnico do Timbu, Allan Aal. Antes dos 10 minutos de partida, já era possível ver a facilidade que o alvirrubro trocava passes e chegava a área e como a Fera Sertaneja tinha dificuldades para tomar qualquer ação ofensiva no jogo.

Essa facilidade que o Náutico encontrou em ter a bola se reflete no número de passes trocados: enquanto o Timbu conseguiu completar 255 trocas no primeiro tempo, o Petrolina completou 95. Quase três vezes menos passes completos da Fera em relação ao seu adversário. A dificuldade em circular o jogo ficou muito nítida também na quantidade de finalizações: três do Petrolina na primeira etapa, contra 10 do Náutico. Apesar do volume de finalizações, os erros nos chutes e as boas defesas do goleiro Alan impediram que o Timbu abrisse o placar mais cedo no jogo.

As tentativas do Petrolina de jogar em contra-ataque tanto não foram efetivas, como geraram ao adversário chances de subir. O Náutico aproveitou os espaços gerados nas costas da defesa da Fera nos momentos ofensivos para ele próprio tentar ali criar jogadas de perigo. Muitas dessas jogadas foram geradas pelo lado direito de ataque, com Belão e Barcia nas costas de Igor Tavares, que saiu lesionado ainda no primeiro tempo.

Diferente de outras partidas, por exemplo, contra o Retrô, o Petrolina não executou bem a marcação na entrada da grande área. O Náutico encontrou muita facilidade para invadir o espaço, fosse em tabelas ou jogadas individuais. Essas invasões aconteceram principalmente com Ray Vanegas e Paulo Sérgio. Do outro lado, a Fera não conseguiu ocupar o mesmo espaço no ataque.

Na volta para a segunda etapa, William quebrou um padrão próprio no campeonato e não fez mudanças no intervalo. O Petrolina reiniciou o jogo com os mesmos jogadores e os problemas também permaneceram iguais. O time não conseguia jogar e parecia cansado, enquanto o Náutico manteve o ritmo do primeiro tempo e foi em busca do seu gol.

Aos nove minutos do segundo tempo sai o gol da vitória do Náutico. A jogada foi construída com trocas de passes rápidos e uma tabela pelo lado direito de ataque, a defesa do Petrolina não conseguiu acompanhar os jogadores adversários. Paulo Sérgio cruzou na área e Ray Vanegas empurrou para o fundo das redes.

Apesar de ter conseguido ficar mais tempo com a bola, o time finalizou apenas uma vez durante o segundo tempo, com Emerson Galego. Após sair de campo sem fazer nenhum gol, o ataque da Fera é atualmente o segundo pior da competição. O time só marcou cinco vezes em seis jogos.

Com a derrota, o Petrolina permanece na sexta colocação, com 6 pontos, mas ainda pode sair do G6, em caso de vitórias de Maguary ou Afogados, que ainda jogam na rodada. A Fera Sertaneja volta a campo na terça-feira, às 16h30, contra o Santa Cruz. A partida válida pela sétima rodada do será no estádio Paulo Coelho.

(GE Petrolina)