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WhatsApp ultrapassa 2 bilhões de usuários em todo o mundo

por Milena Pacheco 14 de Fevereiro de 2020 às 09:45
categoria: Tecnologia

O WhatsApp anunciou, nesta quarta-feira (12), que ultrapassou a marca de 2 bilhões de usuários em todo o mundo. O mensageiro é o segundo aplicativo de propriedade do Facebook a conquistar o feito desde que a rede social atingiu o mesmo número, em 2017.

Lançado em 2009, o app de mensagens celebra o recorde histórico prestes a completar 11 anos e passados pouco mais de cinco anos desde que foi adquirido pela empresa de Mark Zuckerberg por US$ 16 bilhões, em 2014.

Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo

O anúncio foi feito no blog oficial do WhatsApp, em que o mensageiro aproveitou a oportunidade para reiterar seu compromisso em proteger a privacidade dos usuários. "O WhatsApp nasceu com o objetivo de oferecer um serviço simples, confiável e privado. Continuaremos com o mesmo compromisso inicial: ajudar a conectar o mundo com privacidade e proteger a comunicação pessoal de 2 bilhões de usuários em todo o mundo", disse a empresa.

O recorde veio pouco mais de dois anos após o WhatsApp atingir a marca de 1,5 bilhão de usuários ativos por mês, em 2018. Desde então, a popularidade do mensageiro só fez crescer: em janeiro, o aplicativo chegou a 5 bilhões de instalações na Google Play Store, loja de apps para celulares com sistema Android.

No Brasil, o WhatsApp foi o aplicativo mais usado em 2019, segundo relatório da empresa de monitoramento App Annie. O mensageiro também ocupou a liderança no ranking mundial de usuários ativos por mês, que leva em conta celulares Android e iPhone (iOS).

O último ano foi, de fato, importante para o WhatsApp: um levantamento da empresa de análise de dados Sensor Tower aponta, ainda, que o WhatsApp terminou 2019 como o aplicativo mais baixado do mundo. Foram cerca de 850 milhões de downloads, somadas as lojas Google Play Store e App Store. (Fonte: Techtudo/Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo)


Podcast Remexendo a Notícia traz panorama sobre mudanças previstas para Eleições Municipais

por Karine Paixão 28 de Janeiro de 2020 às 14:47
categoria: Tecnologia

O que já era bom, agora ficou melhor. O Remexendo a Notícia saiu da grade de programação da Grande Rio FM para proporcionar ao seu público uma experiência personalizada e única, passando agora ao formato de Podcast para ser acessado onde e quando o ouvinte/internauta quiser.

Todas as semanas, aqui no Blog Nossa Voz, você acompanha a análise dos assuntos que foram pauta das grandes redações brasileiras, mas com o olhar diferenciado e análise inteligente de Vanda Torres e Cristina França.

Na estreia, as meninas remexeram o cenário da eleição municipal que se avizinha. Em 2020, o pleito traz novidades nas disputas pelas Câmaras Municipais em todo o Brasil e também o uso do Fundo Eleitoral, fixado em R$ 2 bilhões.

Quais fatores determinam a divisão desse montante? O que muda na eleição para vereador? A eleição deste ano vai influenciar em 2022 quando serão eleitos deputados, governadores e presidentes?

Ouça as repostas aqui, no Podcast Remexendo a Notícia.


Marketing Digital é tema de curso gratuito em Petrolina

por Adriana Rodrigues 23 de Janeiro de 2020 às 12:22
categoria: Tecnologia

(Foto: Sebrae)

Com o objetivo de abordar as principais estratégias de relacionamento no mundo online, a Faculdade UNINASSAU Petrolina promove, na próxima terça-feira (28) o minicurso sobre Marketing Digital. Evento acontece na Instituição a partir das 18h30.

O evento é direcionado a qualquer pessoa que tenha interesse pessoal e/ou profissional na temática. O curso será ministrado pelo jornalista, professor universitário e especialista em jornalismo digital, Cecílio Bastos.

O diretor da Instituição, Sérgio Murilo, destaca que “o curso abrange todas as áreas de atuação, todas as profissões, afinal, todos estão imersos no mundo online e é preciso conhecimento para traças estratégias coerentes e de sucesso para alcançar as metas estabelecidas”, disse.

Para participar basta se inscrever no site extensao.uninassau.edu.br e doar 1 kg de alimento não perecível. (Ascom)


Brasil é o 3º país em que pessoas passam mais tempo em aplicativos

por Karine Paixão 16 de Janeiro de 2020 às 11:52
categoria: Tecnologia

As pessoas passaram 3 horas e 40 minutos, em média, utilizando aplicativos (também conhecidos como apps) em 2019. O índice é 35% maior do que em 2017. As informações são do principal relatório sobre o tema no mundo, da consultoria App Annie. A edição de 2020 foi divulgada ontem (15).

O Brasil ficou na terceira colocação no ranking dos países em termos de tempo gasto em apps, levemente acima da média, com 3 horas e 45 minutos.

O país foi superado pela China, onde as pessoas mexem com esses programas durante quase 4 horas, e a Indonésia, onde o tempo diário chegou a 4 horas e 40 minutos. Em seguida, vêm a Coreia do Sul (3h40) e Índia (3h30).

Na comparação entre 2019 e 2017, a China obteve a maior ampliação (60%), seguida pela Índia, o Canadá e a França (25%), a Indonésia (20%) e o Brasil, a Alemanha, Coreia do Sul, o Japão e Reino Unido (15%).

No recorte por idade, a chamada geração Z (nascida entre 1997 e 2012) passou 3 horas e 46 minutos por app por mês e teve 150 sessões por mês nos principais aplicativos.

O download anual de aplicativos cresceu 45% nos últimos três anos: saiu de 140 bilhões em 2016 para chegar a quase 204 bilhões em 2019.

No Brasil, esse aumento foi de 40%, atingindo cerca de 5 bi no ano passado. Entre as nações, o maior aumento no período foi da Índia: 190%.

Tipos

Os apps de finanças foram acessados 1 trilhão de vezes em 2019, um crescimento de 100% na comparação com 2017. O Brasil também ficou em terceiro no ranking desse tipo de programa, atrás apenas da Índia e da China.

Mas enquanto alguns países já têm a maioria de acessos em carteiras virtuais (China e Coreia do Sul), no Brasil e em outros (como Indonésia, França e Alemanha) as transações digitais são realizadas em sua maioria por apps de bancos. Os apps mais baixados nessa categoria foram Nubank, FGTS, Picpay, Caixa e Mercadopago.

O Brasil seguiu na terceira colocação também no ranking do crescimento em tempo gasto em apps de compras, atrás da Índia e Indonésia.

Entre 2018 e 2019, os brasileiros ampliaram em 32% a sua presença nesse tipo de ferramenta. Os apps mais baixados com essa finalidade foram Mercadolivre, Americanas, Magazine Luiza, AliExpress e Wish.

A colocação foi mantida também no caso dos apps de entrega de comida. O número de sessões nesse tipo de ferramenta entre os usuários daqui foi de 8 bilhões, ficando atrás dos Estados Unidos (10 bi) e da Indonésia (20 bi).

Nas aplicações voltadas ao entretenimento, o Brasil ficou em 7º lugar no ranking de crescimento entre 2018 e 2019, ainda assim com um índice de 32%.

Entre os locais onde o uso desse tipo de app foi maior estão Índia (78%), França (60%) e Japão (58%). Os mais baixados dessa modalidade foram Netflix, Youtube Go, Amazon PrimeVideo, Globoplay e Viki.

Entre as redes sociais, o estudo não divulgou ranking mundial, mas registrou a força do app chinês Tik Tok. A lista de mais baixados no Brasil é formada por Whatsapp, Status Saver, Snapchat, Telegram e Hago.


Portal de Consulta de Linhas Pré-pagas entra em funcionamento

por Adriana Rodrigues 7 de Janeiro de 2020 às 16:00
categoria: Tecnologia

(foto: Folha PE)

Já está em funcionamento o Portal de Consulta de Linhas Pré-Pagas, ferramenta pela qual os consumidores poderão verificar a existência de linhas pré-pagas ativas cadastradas nos seus CPFs. A consulta pode ser feita no endereço, onde será possível identificar cadastros indevidos, de modo a evitar a ocorrência de fraudes com linhas a eles associadas indevidamente.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o serviço será implantado de maneira gradual. Nesse primeiro momento, o acesso estará disponível apenas para os consumidores da Região Norte. A partir do dia 15 de janeiro, o acesso estará disponível para os clientes das regiões Centro-Oeste e Nordeste. Já os clientes das regiões Sul e Sudeste, terão acesso à base do portal a partir do dia 22 de janeiro.

Atualmente, o serviço pré-pago contabiliza 122,3 milhões de linhas, cadastradas pelas operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo. Segundo a Anatel, a iniciativa do portal visa “garantir uma base cadastral do serviço correta e atualizada, a fim de evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, proporcionar mais segurança aos consumidores”.

Segundo a Anatel, o serviço não traz informações para quem possui linhas de celular pós-pagas. E a página disponibiliza orientações para quem identificar a existência de linhas cadastradas indevidamente em seu nome. Nesse caso, o cliente deverá entrar em contato com a operadora para correção das informações.

“É válido destacar que o pedido de cancelamento/desvinculação do consumidor deverá ser atendido em até 24 horas caso a solicitação seja executada por meio de atendente e até 48 horas úteis se solicitada no call center ou portal da prestadora sem a intervenção de atendente. Por questão de segurança dos consumidores, para realizar este cancelamento, será necessário confirmar dados demonstrando que é o titular do CPF”, informou a Anatel. (com informações Agência Brasil)


WhatsApp vai parar de funcionar em alguns celulares em 2020

por Milena Pacheco 18 de Dezembro de 2019 às 16:27
categoria: Tecnologia

Aparelhos com versões desatualizadas do Android e do iOS não serão mais compatíveis com o aplicativo

Se você é usuário de um smartphone antigo, é melhor começar a pensar em um novo aparelho para o ano que vem. Isso porque alguns smartphones não poderão mais rodar o WhatsApp a partir de fevereiro de 2020.

Foto: Pixabay/Reprodução

O motivo se deve a incapacidade de sistemas operacionais desatualizados – e que já não recebem novos updates – rodarem as versões mais novas do aplicativo de mensagens.

Segundo o próprio WhatsApp, nos smartphones que utilizam o Android é preciso estar pelo menos com a versão 4.0.3 do sistema operacional instalada – disponibilizada ainda em outubro de 2011. Usuários de iPhone precisam realizar o update do iOS para a versão 9.0. (Fonte: Exame)


Whatsapp é principal fonte de informação do brasileiro, diz pesquisa

por Milena Pacheco 10 de Dezembro de 2019 às 11:24
categoria: Tecnologia

Uma pesquisa realizada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado mostrou o Whatsapp como principal fonte de informação dos entrevistados: 79% disseram receber notícias sempre pela rede social. O ambiente possui mais de 136 milhões de usuários no Brasil, sendo a plataforma mais popular juntamente com o Facebook.

Depois do Whatsapp, outras fontes foram citadas, misturando redes sociais e veículos tradicionais na lista dos locais onde os brasileiros buscam se atualizar. Apareceram canais de televisão, a plataforma de vídeos Youtube , o Facebook, sites de notícias, a rede social Instagram e emissoras de rádio. O jornal impresso também foi citado por 8% dos participantes da sondagem e o Twitter, por 7%.

A pesquisa também avaliou os hábitos dos entrevistados nas redes sociais. O tipo de ação mais comum foi a curtida de publicações, ato realizado sempre por 41% dos participantes da sondagem. Em seguida, vieram compartilhamento de posts (20%), publicar conteúdos (19%) e comentar mensagens de outros (15%).

Método

A pesquisa ouviu 2.400 pessoas com acesso à internet em todos os estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas por telefone no mês de outubro.

A amostra foi composta de modo a buscar reproduzir as proporções da população, como as de gênero, raça, região, renda e escolaridade. Segundo os autores, o nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois para mais ou para menos. (Fonte: Agência Brasil)


Instagram e Facebook passam por instabilidade nesta quinta-feira

por Milena Pacheco 28 de Novembro de 2019 às 15:58
categoria: Tecnologia

Usuários relataram problemas na manhã desta quinta (28)

O Instagram e Facebook passaram por uma instabilidade na manhã desta quinta-feira (28). Usuários tanto do Android quanto do iOS relataram em outras redes sociais problemas com o aplicativo.

Foto: Reprodução

A falha começou por volta das 10h50, conforme relatado pelos usuários. A reclamação mais comum era de que o aplicativos não abriam ou não atualizavam.

De acordo com o site DownDetector, que relata reclamações de usuários em diversas ferramentas da internet, foram mais de quatro mil registros de problemas, sendo 56% deles sobre falhas gerais dos aplicativos.  

À tarde, a empresa fez pronunciamento oficial através do Twitter, onde dizia estar ciente dos problemas nos aplicativos derivados do Facebook. O Instagram também afirmou que estava buscando solucionar os erros o mais rápido possível. (Fonte: Folhape)


Telefonia móvel e banda larga podem entrar nos recursos do FUST

por Milena Pacheco 28 de Novembro de 2019 às 09:32
categoria: Tecnologia

PL quer acrescentar outros serviços de telecomunicações ao fundo; FUST foi criado para universalizar serviços de telefonia fixa, hoje em desuso com o crescimento de celulares e internet

O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) pode ter agora uma nova destinação. Criado inicialmente para levar serviços de telefonia fixa para todos os brasileiros no ano de 2000, o Fundo pode incluir agora os serviços de telefonia móvel e de banda larga. A proposta do PL 1293/2019, de autoria do deputado Marcelo Ramos (PL-AM), quer transformar o FUST em um fundo de aval de empréstimos para implantar, ampliar e modernizar redes de telecomunicações.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), divulgados em agosto deste ano, o Brasil tem hoje mais celulares ativos (230 milhões) do que habitantes (210 milhões) no país. O número de telefones fixos em uso nesse mesmo período foi de 35 milhões.

“O grande problema do FUST é que ele foi criado para ser aplicado na telefonia fixa na época. Como a telefonia fixa alcançou as pessoas que queriam ter esse serviço, a demanda foi atendida. Então, com isso, a aplicação do FUST para telefonia fixa ficou prejudicada porque já não existia mais demanda”, explica o conselheiro da Associação Brasileira de Telecomunicações (ABTelecom), Márcio Patusco, acrescentando que, por esse motivo, os recursos ficaram contingenciados.

Com a banda larga, o número chegou a 32,5 milhões de acessos nas residências dos brasileiros – em 2018, o País ocupava a 6ª posição mundial, perdendo somente para países como China, EUA e Japão. “Em banda larga, onde é a intenção de se aplicar o FUST, tem insuficiência principalmente no Norte e no Nordeste do Brasil. É interessante que se possa aplicar esse fundo principalmente nessas regiões – embora ele seja insuficiente para a tarefa que a gente tem de levar a universalização da banda larga a todas as residências do Brasil”, avalia Patusco. Hoje, o FUST rende em torno de R$ 1 bilhão por ano.

Nas contas do conselheiro, para que esse serviço atingisse todas as regiões, seria necessário muito mais que a verba do FUST. “Levaria dezenas de anos para se fazer a universalização da banda larga somente com o FUST. Mas, sem dúvida nenhuma, é uma parcela importante”, afirma.

Modernização

Para Marcelo Ramos, autor do PL na Câmara dos Deputados, o FUST perdeu o verdadeiro significado. “O FUST gera um custo a mais nas contas de telefone de todos os brasileiros, mas, infelizmente, virou um fundo utilizado única e exclusivamente para fins de superávit primário.”  Ele explica que a intenção não é retirar essa função de superávit primário, mas transformar o fundo em um aval e levar tecnologia para quem mais precisa.

“As empresas operadoras de telefonia teriam dinheiro retirado do FUST a juro subsidiado para montar a infraestrutura de telecomunicações em locais que não têm viabilidade econômica para o serviço. Então o FUST não perderia a função de superávit fiscal porque o dinheiro não seria fundo perdido, ele seria pago pelas empresas, e nós criaríamos condições para que as empresas, a juros baixos, conseguissem instalar a infraestrutura em áreas inóspitas”, diz.

Segundo Ramos, o estado do Amazonas ainda é carente dessa infraestrutura. “O interior do Amazonas não tem quase nada de cabeamento de fibra ótica. É um custo muito alto que não tem sentido para a iniciativa privada fazer, porque a quantidade de pessoas nos municípios não justificaria o investimento. No momento em que você disponibiliza recursos a juros baixos, você permite que essa infraestrutura seja feita de forma subsidiada e, ainda que a praça do município não seja uma praça viável economicamente, eles vão ter melhoria na qualidade do serviço”, acredita o parlamentar.

Ainda de acordo com dados da Anatel, o acesso à tecnologia por meio da fibra ótica cresceu 6,62% entre 2007 e 2019, mas quase 10% da população ainda não conta com a presença desse tipo de cabeamento. Amazonas está na vice lanterna, com cerca de 60% dos municípios sem a presença da fibra – o que diminui também a presença de banda larga e o alcance da telefonia móvel nessa região.

“Hoje, nós temos lacunas muito grandes. Os atendimentos às classes sociais C, D e E ainda são muito precários, em todos os serviços – não é só em banda larga, é também em telefonia, telefonia celular e em outros serviços. A gente ainda precisa caminhar muito, principalmente as áreas Norte e Nordeste do Brasil, que são muito mal atendidas em termos de telecomunicações”, alerta Márcio Patusco.

Histórico

Embora instituído somente no ano de 2000, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) foi idealizado ainda em 1997, quando foi aprovada a Lei Geral de Telecomunicações. A ideia, na época, era que a criação do FUST assegurasse a oferta de serviços de telecomunicações às populações de baixa renda, instituições públicas de ensino, estabelecimentos de saúde, órgãos de segurança pública e regiões geográficas onde a exploração econômica do serviço se mostrasse inviável para as grandes concessionárias, tudo isso de forma gratuita ou a preços mais razoáveis.

Optou-se, então, pela criação de um fundo formado por recursos que viriam, basicamente, de contribuições pagas pelos próprios assinantes dos serviços de telecomunicações. Porém, a LGT e outras normas aplicáveis naquele momento limitaram o uso do FUST somente a projetos de universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado, também conhecido como telefonia fixa. Com o crescimento da telefonia móvel e da banda larga, o uso do FUST em investimentos para telefonia fixa se tornaria inviável com o decorrer do tempo.

Com o PL, a ideia é transformar o FUST em Fundo de Universalização e Massificação dos Serviços de Telecomunicações e ampliar a oferta dos serviços de telecomunicações de acordo com a realidade de hoje.

Tramitação

O projeto de lei 1293/2019 foi apensado PL 7249/2017, que se encontra na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. (Fonte: Agência do Rádio)


Criador da WWW propõe contrato para "consertar" internet

por Milena Pacheco 26 de Novembro de 2019 às 10:32
categoria: Tecnologia

Um grupo de 80 organizações, lideradas pelo criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, divulgou proposta de novo contrato para a internet, com o objetivo de servir como guia para a formulação de medidas e políticas públicas relacionadas ao ambiente online. Governos, empresas e entidades da sociedade civil são convidadas a endossar o documento, disponível em um site específico.

A iniciativa surge em meio a críticas acerca de malefícios associados ao mundo virtual, da difusão de notícias falsas e discurso de ódio ao abuso no tratamento dos dados e falta de segurança, com vazamentos e crimes cibernético. O propósito é que a internet seja acessível aos cidadãos e possa voltar a ser um espaço seguro para seus usuários.

O documento é formado por um conjunto de princípios, materializados em metas a serem assumidas pelos diversos agentes. Para os governos, um dos compromissos é garantir que todos possam se conectar à internet. Entre as metas estão conectividade a 90% da população até 2030, assegurar que pacotes de 1 giga não custem mais de 2% da renda média em 2025 e 70% dos jovens com habilidades de lidar com tecnologias digitais até 2025.

Os autores sugerem políticas públicas de incentivo fiscal para estimular investimentos, compartilhamento de infraestrutura e medidas de acesso aberto nas grandes redes de atacado, além de autoridades regulatórias com poder para promover essas ações. Essas estratégias devem ser estruturadas em torno de planos nacionais de banda larga voltados a atender parcelas excluídas da população.

Direitos

Também dirigido aos governos está o princípio de respeito à privacidade e a direitos relacionados aos dados dos usuários. A concretização passa por leis disciplinando a coleta e o tratamento de dados, assegurando como base a obtenção do consentimento livre, informado, específico e não ambíguo. Tais normas devem trazer os direitos aos titulares de acessar suas informações, opor-se a um tratamento ou a uma decisão automatizada, corrigir registros e fazer a portabilidade para outros controladores.

A promoção desses direitos envolve também limitar o acesso a dados de pessoas por autoridades ao que é necessário e proporcional ao objetivo, ancoradas em leis claras, vinculadas a ações motivadas pelo interesse público e sujeitas à análise do Judiciário. O texto recomenda que os próprios órgãos públicos diminuam a coleta de dados dos cidadãos e fiscalizem essa prática pelas empresas, de modo a verificar se ela corresponde à legislação e é feita de forma transparente.

Inclusão

Para as empresas, o contrato inclui princípios como ofertar internet acessível, que não exclua ninguém de seu uso e construção. Esse compromisso está ligado à presença de serviços e ferramentas que atendam à diversidade da população, especialmente aos grupos mais marginalizados. É o caso da disponibilidade de recursos em diversas linguagens, inclusive de minorias étnicas.

Uma internet inclusiva envolve também um serviço com continuidade, o fomento a redes comunitárias, a proteção do princípio da neutralidade de rede (o tratamento não discriminatório dos pacotes que trafegam) e a preservação de velocidades equivalentes de download e upload, de modo que os usuários possam ser não somente consumidores mas produtores de informação.

Outro compromisso proposto às empresas é o de desenvolver tecnologias que promovam o bem-estar e combatam abusos, de modo a potencializar a web como bem público e colocar as pessoas no centro. Essas companhias devem considerar e serem acompanhadas sobre como suas inovações geram riscos e impactos ao meio ambiente ou promovem direitos humanos, equidade de gênero e os objetivos de desenvolvimento das Nações Unidas.

A efetivação da prática envolve, segundo os autores do contrato, a consideração da diversidade da sociedade por meio da criação de canais de escuta aos públicos usuários e atingidos por essas tecnologias. A representação de grupos diversos deve estar também na composição da força de trabalho empregada na produção desses equipamentos.

Cidadãos

Para os cidadãos, o contrato convoca à participação na web como criadores e colaboradores, construindo comunidades fortes e comprometidas com o respeito à dignidade humana, e não utilizando as tecnologias digitais para práticas nocivas, como abuso, assédio ou difusão de informação íntima que viole a privacidade dos indivíduos.

O documento conclama os cidadãos a lutar por uma internet mais democrática e empoderadora. A mobilização passa pelo alerta por ameaças contra a internet e seu emprego como instrumento que provoque danos por parte de governos, empresas ou grupos privados. Os agentes do setor devem olhar para o futuro da internet como um bem público e um direito básico, conclui o texto. (Fonte: Agência Brasil)