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Brasil é o 3º país em que pessoas passam mais tempo em aplicativos

por Karine Paixão 16 de Janeiro de 2020 às 11:52
categoria: Tecnologia

As pessoas passaram 3 horas e 40 minutos, em média, utilizando aplicativos (também conhecidos como apps) em 2019. O índice é 35% maior do que em 2017. As informações são do principal relatório sobre o tema no mundo, da consultoria App Annie. A edição de 2020 foi divulgada ontem (15).

O Brasil ficou na terceira colocação no ranking dos países em termos de tempo gasto em apps, levemente acima da média, com 3 horas e 45 minutos.

O país foi superado pela China, onde as pessoas mexem com esses programas durante quase 4 horas, e a Indonésia, onde o tempo diário chegou a 4 horas e 40 minutos. Em seguida, vêm a Coreia do Sul (3h40) e Índia (3h30).

Na comparação entre 2019 e 2017, a China obteve a maior ampliação (60%), seguida pela Índia, o Canadá e a França (25%), a Indonésia (20%) e o Brasil, a Alemanha, Coreia do Sul, o Japão e Reino Unido (15%).

No recorte por idade, a chamada geração Z (nascida entre 1997 e 2012) passou 3 horas e 46 minutos por app por mês e teve 150 sessões por mês nos principais aplicativos.

O download anual de aplicativos cresceu 45% nos últimos três anos: saiu de 140 bilhões em 2016 para chegar a quase 204 bilhões em 2019.

No Brasil, esse aumento foi de 40%, atingindo cerca de 5 bi no ano passado. Entre as nações, o maior aumento no período foi da Índia: 190%.

Tipos

Os apps de finanças foram acessados 1 trilhão de vezes em 2019, um crescimento de 100% na comparação com 2017. O Brasil também ficou em terceiro no ranking desse tipo de programa, atrás apenas da Índia e da China.

Mas enquanto alguns países já têm a maioria de acessos em carteiras virtuais (China e Coreia do Sul), no Brasil e em outros (como Indonésia, França e Alemanha) as transações digitais são realizadas em sua maioria por apps de bancos. Os apps mais baixados nessa categoria foram Nubank, FGTS, Picpay, Caixa e Mercadopago.

O Brasil seguiu na terceira colocação também no ranking do crescimento em tempo gasto em apps de compras, atrás da Índia e Indonésia.

Entre 2018 e 2019, os brasileiros ampliaram em 32% a sua presença nesse tipo de ferramenta. Os apps mais baixados com essa finalidade foram Mercadolivre, Americanas, Magazine Luiza, AliExpress e Wish.

A colocação foi mantida também no caso dos apps de entrega de comida. O número de sessões nesse tipo de ferramenta entre os usuários daqui foi de 8 bilhões, ficando atrás dos Estados Unidos (10 bi) e da Indonésia (20 bi).

Nas aplicações voltadas ao entretenimento, o Brasil ficou em 7º lugar no ranking de crescimento entre 2018 e 2019, ainda assim com um índice de 32%.

Entre os locais onde o uso desse tipo de app foi maior estão Índia (78%), França (60%) e Japão (58%). Os mais baixados dessa modalidade foram Netflix, Youtube Go, Amazon PrimeVideo, Globoplay e Viki.

Entre as redes sociais, o estudo não divulgou ranking mundial, mas registrou a força do app chinês Tik Tok. A lista de mais baixados no Brasil é formada por Whatsapp, Status Saver, Snapchat, Telegram e Hago.


Portal de Consulta de Linhas Pré-pagas entra em funcionamento

por Adriana Rodrigues 7 de Janeiro de 2020 às 16:00
categoria: Tecnologia

(foto: Folha PE)

Já está em funcionamento o Portal de Consulta de Linhas Pré-Pagas, ferramenta pela qual os consumidores poderão verificar a existência de linhas pré-pagas ativas cadastradas nos seus CPFs. A consulta pode ser feita no endereço, onde será possível identificar cadastros indevidos, de modo a evitar a ocorrência de fraudes com linhas a eles associadas indevidamente.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o serviço será implantado de maneira gradual. Nesse primeiro momento, o acesso estará disponível apenas para os consumidores da Região Norte. A partir do dia 15 de janeiro, o acesso estará disponível para os clientes das regiões Centro-Oeste e Nordeste. Já os clientes das regiões Sul e Sudeste, terão acesso à base do portal a partir do dia 22 de janeiro.

Atualmente, o serviço pré-pago contabiliza 122,3 milhões de linhas, cadastradas pelas operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo. Segundo a Anatel, a iniciativa do portal visa “garantir uma base cadastral do serviço correta e atualizada, a fim de evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, proporcionar mais segurança aos consumidores”.

Segundo a Anatel, o serviço não traz informações para quem possui linhas de celular pós-pagas. E a página disponibiliza orientações para quem identificar a existência de linhas cadastradas indevidamente em seu nome. Nesse caso, o cliente deverá entrar em contato com a operadora para correção das informações.

“É válido destacar que o pedido de cancelamento/desvinculação do consumidor deverá ser atendido em até 24 horas caso a solicitação seja executada por meio de atendente e até 48 horas úteis se solicitada no call center ou portal da prestadora sem a intervenção de atendente. Por questão de segurança dos consumidores, para realizar este cancelamento, será necessário confirmar dados demonstrando que é o titular do CPF”, informou a Anatel. (com informações Agência Brasil)


WhatsApp vai parar de funcionar em alguns celulares em 2020

por Milena Pacheco 18 de Dezembro de 2019 às 16:27
categoria: Tecnologia

Aparelhos com versões desatualizadas do Android e do iOS não serão mais compatíveis com o aplicativo

Se você é usuário de um smartphone antigo, é melhor começar a pensar em um novo aparelho para o ano que vem. Isso porque alguns smartphones não poderão mais rodar o WhatsApp a partir de fevereiro de 2020.

Foto: Pixabay/Reprodução

O motivo se deve a incapacidade de sistemas operacionais desatualizados – e que já não recebem novos updates – rodarem as versões mais novas do aplicativo de mensagens.

Segundo o próprio WhatsApp, nos smartphones que utilizam o Android é preciso estar pelo menos com a versão 4.0.3 do sistema operacional instalada – disponibilizada ainda em outubro de 2011. Usuários de iPhone precisam realizar o update do iOS para a versão 9.0. (Fonte: Exame)


Whatsapp é principal fonte de informação do brasileiro, diz pesquisa

por Milena Pacheco 10 de Dezembro de 2019 às 11:24
categoria: Tecnologia

Uma pesquisa realizada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado mostrou o Whatsapp como principal fonte de informação dos entrevistados: 79% disseram receber notícias sempre pela rede social. O ambiente possui mais de 136 milhões de usuários no Brasil, sendo a plataforma mais popular juntamente com o Facebook.

Depois do Whatsapp, outras fontes foram citadas, misturando redes sociais e veículos tradicionais na lista dos locais onde os brasileiros buscam se atualizar. Apareceram canais de televisão, a plataforma de vídeos Youtube , o Facebook, sites de notícias, a rede social Instagram e emissoras de rádio. O jornal impresso também foi citado por 8% dos participantes da sondagem e o Twitter, por 7%.

A pesquisa também avaliou os hábitos dos entrevistados nas redes sociais. O tipo de ação mais comum foi a curtida de publicações, ato realizado sempre por 41% dos participantes da sondagem. Em seguida, vieram compartilhamento de posts (20%), publicar conteúdos (19%) e comentar mensagens de outros (15%).

Método

A pesquisa ouviu 2.400 pessoas com acesso à internet em todos os estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas por telefone no mês de outubro.

A amostra foi composta de modo a buscar reproduzir as proporções da população, como as de gênero, raça, região, renda e escolaridade. Segundo os autores, o nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois para mais ou para menos. (Fonte: Agência Brasil)


Instagram e Facebook passam por instabilidade nesta quinta-feira

por Milena Pacheco 28 de Novembro de 2019 às 15:58
categoria: Tecnologia

Usuários relataram problemas na manhã desta quinta (28)

O Instagram e Facebook passaram por uma instabilidade na manhã desta quinta-feira (28). Usuários tanto do Android quanto do iOS relataram em outras redes sociais problemas com o aplicativo.

Foto: Reprodução

A falha começou por volta das 10h50, conforme relatado pelos usuários. A reclamação mais comum era de que o aplicativos não abriam ou não atualizavam.

De acordo com o site DownDetector, que relata reclamações de usuários em diversas ferramentas da internet, foram mais de quatro mil registros de problemas, sendo 56% deles sobre falhas gerais dos aplicativos.  

À tarde, a empresa fez pronunciamento oficial através do Twitter, onde dizia estar ciente dos problemas nos aplicativos derivados do Facebook. O Instagram também afirmou que estava buscando solucionar os erros o mais rápido possível. (Fonte: Folhape)


Telefonia móvel e banda larga podem entrar nos recursos do FUST

por Milena Pacheco 28 de Novembro de 2019 às 09:32
categoria: Tecnologia

PL quer acrescentar outros serviços de telecomunicações ao fundo; FUST foi criado para universalizar serviços de telefonia fixa, hoje em desuso com o crescimento de celulares e internet

O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) pode ter agora uma nova destinação. Criado inicialmente para levar serviços de telefonia fixa para todos os brasileiros no ano de 2000, o Fundo pode incluir agora os serviços de telefonia móvel e de banda larga. A proposta do PL 1293/2019, de autoria do deputado Marcelo Ramos (PL-AM), quer transformar o FUST em um fundo de aval de empréstimos para implantar, ampliar e modernizar redes de telecomunicações.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), divulgados em agosto deste ano, o Brasil tem hoje mais celulares ativos (230 milhões) do que habitantes (210 milhões) no país. O número de telefones fixos em uso nesse mesmo período foi de 35 milhões.

“O grande problema do FUST é que ele foi criado para ser aplicado na telefonia fixa na época. Como a telefonia fixa alcançou as pessoas que queriam ter esse serviço, a demanda foi atendida. Então, com isso, a aplicação do FUST para telefonia fixa ficou prejudicada porque já não existia mais demanda”, explica o conselheiro da Associação Brasileira de Telecomunicações (ABTelecom), Márcio Patusco, acrescentando que, por esse motivo, os recursos ficaram contingenciados.

Com a banda larga, o número chegou a 32,5 milhões de acessos nas residências dos brasileiros – em 2018, o País ocupava a 6ª posição mundial, perdendo somente para países como China, EUA e Japão. “Em banda larga, onde é a intenção de se aplicar o FUST, tem insuficiência principalmente no Norte e no Nordeste do Brasil. É interessante que se possa aplicar esse fundo principalmente nessas regiões – embora ele seja insuficiente para a tarefa que a gente tem de levar a universalização da banda larga a todas as residências do Brasil”, avalia Patusco. Hoje, o FUST rende em torno de R$ 1 bilhão por ano.

Nas contas do conselheiro, para que esse serviço atingisse todas as regiões, seria necessário muito mais que a verba do FUST. “Levaria dezenas de anos para se fazer a universalização da banda larga somente com o FUST. Mas, sem dúvida nenhuma, é uma parcela importante”, afirma.

Modernização

Para Marcelo Ramos, autor do PL na Câmara dos Deputados, o FUST perdeu o verdadeiro significado. “O FUST gera um custo a mais nas contas de telefone de todos os brasileiros, mas, infelizmente, virou um fundo utilizado única e exclusivamente para fins de superávit primário.”  Ele explica que a intenção não é retirar essa função de superávit primário, mas transformar o fundo em um aval e levar tecnologia para quem mais precisa.

“As empresas operadoras de telefonia teriam dinheiro retirado do FUST a juro subsidiado para montar a infraestrutura de telecomunicações em locais que não têm viabilidade econômica para o serviço. Então o FUST não perderia a função de superávit fiscal porque o dinheiro não seria fundo perdido, ele seria pago pelas empresas, e nós criaríamos condições para que as empresas, a juros baixos, conseguissem instalar a infraestrutura em áreas inóspitas”, diz.

Segundo Ramos, o estado do Amazonas ainda é carente dessa infraestrutura. “O interior do Amazonas não tem quase nada de cabeamento de fibra ótica. É um custo muito alto que não tem sentido para a iniciativa privada fazer, porque a quantidade de pessoas nos municípios não justificaria o investimento. No momento em que você disponibiliza recursos a juros baixos, você permite que essa infraestrutura seja feita de forma subsidiada e, ainda que a praça do município não seja uma praça viável economicamente, eles vão ter melhoria na qualidade do serviço”, acredita o parlamentar.

Ainda de acordo com dados da Anatel, o acesso à tecnologia por meio da fibra ótica cresceu 6,62% entre 2007 e 2019, mas quase 10% da população ainda não conta com a presença desse tipo de cabeamento. Amazonas está na vice lanterna, com cerca de 60% dos municípios sem a presença da fibra – o que diminui também a presença de banda larga e o alcance da telefonia móvel nessa região.

“Hoje, nós temos lacunas muito grandes. Os atendimentos às classes sociais C, D e E ainda são muito precários, em todos os serviços – não é só em banda larga, é também em telefonia, telefonia celular e em outros serviços. A gente ainda precisa caminhar muito, principalmente as áreas Norte e Nordeste do Brasil, que são muito mal atendidas em termos de telecomunicações”, alerta Márcio Patusco.

Histórico

Embora instituído somente no ano de 2000, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) foi idealizado ainda em 1997, quando foi aprovada a Lei Geral de Telecomunicações. A ideia, na época, era que a criação do FUST assegurasse a oferta de serviços de telecomunicações às populações de baixa renda, instituições públicas de ensino, estabelecimentos de saúde, órgãos de segurança pública e regiões geográficas onde a exploração econômica do serviço se mostrasse inviável para as grandes concessionárias, tudo isso de forma gratuita ou a preços mais razoáveis.

Optou-se, então, pela criação de um fundo formado por recursos que viriam, basicamente, de contribuições pagas pelos próprios assinantes dos serviços de telecomunicações. Porém, a LGT e outras normas aplicáveis naquele momento limitaram o uso do FUST somente a projetos de universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado, também conhecido como telefonia fixa. Com o crescimento da telefonia móvel e da banda larga, o uso do FUST em investimentos para telefonia fixa se tornaria inviável com o decorrer do tempo.

Com o PL, a ideia é transformar o FUST em Fundo de Universalização e Massificação dos Serviços de Telecomunicações e ampliar a oferta dos serviços de telecomunicações de acordo com a realidade de hoje.

Tramitação

O projeto de lei 1293/2019 foi apensado PL 7249/2017, que se encontra na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. (Fonte: Agência do Rádio)


Criador da WWW propõe contrato para "consertar" internet

por Milena Pacheco 26 de Novembro de 2019 às 10:32
categoria: Tecnologia

Um grupo de 80 organizações, lideradas pelo criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, divulgou proposta de novo contrato para a internet, com o objetivo de servir como guia para a formulação de medidas e políticas públicas relacionadas ao ambiente online. Governos, empresas e entidades da sociedade civil são convidadas a endossar o documento, disponível em um site específico.

A iniciativa surge em meio a críticas acerca de malefícios associados ao mundo virtual, da difusão de notícias falsas e discurso de ódio ao abuso no tratamento dos dados e falta de segurança, com vazamentos e crimes cibernético. O propósito é que a internet seja acessível aos cidadãos e possa voltar a ser um espaço seguro para seus usuários.

O documento é formado por um conjunto de princípios, materializados em metas a serem assumidas pelos diversos agentes. Para os governos, um dos compromissos é garantir que todos possam se conectar à internet. Entre as metas estão conectividade a 90% da população até 2030, assegurar que pacotes de 1 giga não custem mais de 2% da renda média em 2025 e 70% dos jovens com habilidades de lidar com tecnologias digitais até 2025.

Os autores sugerem políticas públicas de incentivo fiscal para estimular investimentos, compartilhamento de infraestrutura e medidas de acesso aberto nas grandes redes de atacado, além de autoridades regulatórias com poder para promover essas ações. Essas estratégias devem ser estruturadas em torno de planos nacionais de banda larga voltados a atender parcelas excluídas da população.

Direitos

Também dirigido aos governos está o princípio de respeito à privacidade e a direitos relacionados aos dados dos usuários. A concretização passa por leis disciplinando a coleta e o tratamento de dados, assegurando como base a obtenção do consentimento livre, informado, específico e não ambíguo. Tais normas devem trazer os direitos aos titulares de acessar suas informações, opor-se a um tratamento ou a uma decisão automatizada, corrigir registros e fazer a portabilidade para outros controladores.

A promoção desses direitos envolve também limitar o acesso a dados de pessoas por autoridades ao que é necessário e proporcional ao objetivo, ancoradas em leis claras, vinculadas a ações motivadas pelo interesse público e sujeitas à análise do Judiciário. O texto recomenda que os próprios órgãos públicos diminuam a coleta de dados dos cidadãos e fiscalizem essa prática pelas empresas, de modo a verificar se ela corresponde à legislação e é feita de forma transparente.

Inclusão

Para as empresas, o contrato inclui princípios como ofertar internet acessível, que não exclua ninguém de seu uso e construção. Esse compromisso está ligado à presença de serviços e ferramentas que atendam à diversidade da população, especialmente aos grupos mais marginalizados. É o caso da disponibilidade de recursos em diversas linguagens, inclusive de minorias étnicas.

Uma internet inclusiva envolve também um serviço com continuidade, o fomento a redes comunitárias, a proteção do princípio da neutralidade de rede (o tratamento não discriminatório dos pacotes que trafegam) e a preservação de velocidades equivalentes de download e upload, de modo que os usuários possam ser não somente consumidores mas produtores de informação.

Outro compromisso proposto às empresas é o de desenvolver tecnologias que promovam o bem-estar e combatam abusos, de modo a potencializar a web como bem público e colocar as pessoas no centro. Essas companhias devem considerar e serem acompanhadas sobre como suas inovações geram riscos e impactos ao meio ambiente ou promovem direitos humanos, equidade de gênero e os objetivos de desenvolvimento das Nações Unidas.

A efetivação da prática envolve, segundo os autores do contrato, a consideração da diversidade da sociedade por meio da criação de canais de escuta aos públicos usuários e atingidos por essas tecnologias. A representação de grupos diversos deve estar também na composição da força de trabalho empregada na produção desses equipamentos.

Cidadãos

Para os cidadãos, o contrato convoca à participação na web como criadores e colaboradores, construindo comunidades fortes e comprometidas com o respeito à dignidade humana, e não utilizando as tecnologias digitais para práticas nocivas, como abuso, assédio ou difusão de informação íntima que viole a privacidade dos indivíduos.

O documento conclama os cidadãos a lutar por uma internet mais democrática e empoderadora. A mobilização passa pelo alerta por ameaças contra a internet e seu emprego como instrumento que provoque danos por parte de governos, empresas ou grupos privados. Os agentes do setor devem olhar para o futuro da internet como um bem público e um direito básico, conclui o texto. (Fonte: Agência Brasil)


Facebook e Instagram vão fiscalizar fake news

por Milena Pacheco 23 de Outubro de 2019 às 11:46
categoria: Tecnologia

Uma péssima notícia aos mentirosos digitais: as duas maiores redes sociais do Brasil e do mundo, Facebook e Instagram, vão sinalizar quando fotos e notícias forem consideradas falsas em seus feeds ou nos stories. Se a imagem ou o vídeo tiver conteúdo considerado “fake” por uma agência independente de checagem de fatos, será borrado e terá o aviso de que a informação não procede. E mais: aqueles que tentarem publicar esse tipo de conteúdo receberão um aviso de que se trata de “fake news”, com links para saber mais a respeito. As novas medidas foram anunciadas nesta semana, antes do início oficial da corrida presidencial nos Estados Unidos, em 2020.

Foto: Pixababy

De acordo com ambas as redes sociais, durante o mês de novembro, elas vão rotular com mais destaque o conteúdo “que tenha sido marcado como falso ou parcialmente falso por uma agência de checagem de fatos independente de parceira”, conforme destacou a companhia, em comunicado. O rótulo de “informação falsa” será mostrado por cima de fotos e vídeos, inclusive no Instagram Stories, e terá um link para a agência de checagem de fatos desmentindo a fake news. Além disso, se um usuário tentar publicar uma foto ou vídeo com informação falsa, ele será alertado com um novo pop-up. Haverá o link para a agência de checagem de notícias, e o aviso de que o post vai incluir um aviso dizendo que é falso. Será possível compartilhar o post mesmo assim.

Ainda não se sabe qual será o efeito prático dessas medidas. Nos últimos anos, o Facebook já havia tentado colocar um aviso em posts associados a notícias falsas, só que eles acabavam sendo mais compartilhados ainda mais. O carimbo da “mentira” seduzia ainda mais os usuários para fake news, aumentando o engajamento e a audiência.

Num primeiro momento, o Facebook não vai checar todos os fatos de anúncios políticos, nem vai removê-los da plataforma. A decisão é do próprio CEO, Mark Zuckerberg, que defendeu a livre publicação de conteúdo em sua plataforma. No entanto, sabe-se que muitas empresas têm reduzido suas cotas publicitárias em redes sociais e páginas que são proliferadoras de notícias falsas.

O problema é que checar notícia custa caro e leva tempo. Enquanto não puder acabar com elas, o Facebook vai reduzir temporariamente a distribuição de posts que tiverem sinais de conteúdo falso, enquanto a verificação for feita para checar os fatos. Segundo o Facebook, isso vai ocorrer em muitos países, incluindo nos Estados Unidos. Notícias comprovadamente falsas têm distribuição reduzida no feed de notícias do Facebook, e são removidas da aba Explorar e das hashtags no Instagram. As duas redes sociais também diminuem o alcance de contas que publicam desinformação repetidamente.

Na esfera política, o Facebook vai alertar quando uma notícia vier de uma “organização totalmente ou parcialmente controlada pelo governo de um país”. A definição foi criada com a contribuição de mais de 40 especialistas, e permitiu criar uma lista chamada “mídia controlada por Estado”.

No início de 2020, o aviso deve aparecer também no Instagram. Para a companhia, isso parece ser uma questão de segurança nacional. Estudo divulgado pelo Senado dos Estados Unidos encontrou evidências de interferência eleitoral vinda da Rússia, por meio do Facebook, Instagram, YouTube, Twitter e Tumblr. Isso teria sido feito pela IRA, que tem ligações com o governo de Vladimir Putin. (Fonte: Diário de Pernambuco/Foto: Pixababy)


Adoção de criptografia em mensagens do Facebook gera polêmicas

por Milena Pacheco 10 de Outubro de 2019 às 10:56
categoria: Tecnologia

Órgãos públicos e redes de direitos digitais divergem sobre recurso

O Facebook discute a adoção da criptografia em seus serviços de mensagem após seu diretor-executivo, Mark Zuckerberg, divulgar neste ano que a empresa passaria a se preocupar mais com a privacidade dos usuários diante de diversos escândalos envolvendo a companhia. Entretanto, o plano provoca uma batalha entre, de um lado, agências governamentais relacionadas à segurança pública e de Estado e, de outro, organizações da sociedade civil com atuação na área de defesa dos direitos dos usuários.

A criptografia é uma tecnologia que protege o conteúdo de uma comunicação realizada pela Internet. Hoje este tipo de recurso é adotado nas mensagens do Whatsapp, aplicativo controlado pelo Facebook. Entretanto, o intuito manifestado pelo diretor-executivo da empresa é que ele seja estendido para todos os serviços de mensagem do grupo, como o FB Messenger.

Diante dessa possibilidade, órgãos públicos dos governos dos Estados Unidos, da Austrália e do Reino Unidos enviaram uma carta a Zuckerberg criticando o propósito e defendendo que qualquer medida assegure o que chamaram de “segurança e acesso legal ao conteúdo das comunicações para proteger nossos cidadãos”.

“Melhorias na segurança no mundo virtual não deveriam tornar-nos mais vulneráveis no mundo físico. Devemos descobrir como equilibrar a necessidade de dar segurança aos dados com a segurança pública e a aplicação da lei no acesso à informação necessária para salvaguardar o público, investigação de crimes e prevenir futuros episódios criminosos”, assinalaram os autores do documento.

Segundo as agências governamentais, empresas não poderiam desenvolver sistemas que dificultem o acesso a comunicações virtuais. Tais mecanismos dificultam, na avaliação das instituições, a investigação e o combate à atividade criminosa na Internet.

Defesa da criptografia

Uma outra carta endereçada a Mark Zukerberg, assinada por mais de 50 organizações e redes de defesa de direitos digitais, contrapôs a iniciativa dos governos e argumentou pela promoção da criptografia ponta-a-ponta nos serviços do Facebook.

Segundo as entidades, o pleito das agências governamentais é equivocado e não ataca o problema da segurança. “Cada dia em que plataformas que não apoiam fortemente a segurança ponta-a-ponta é uma oportunidade para que esses dados sejam vazados, tratados de forma errada ou obtido por entes poderosos para explorá-los”.

Considerando o alcance global dos serviços de mensagem do Facebook (que chegam a quase dois bilhões de pessoas em todo o mundo), continua o texto, a segurança nas trocas de mensagens entre usuários vai viabilizar uma melhoria da liberdade nas comunicações mundiais, da segurança e dos valores democráticos.

“Reivindicamos que você proceda com seus planos de criptografia e resista às posições de criar brechas (backdoords) ou formas de acesso excepcional para as mensagens dos usuários, que vão enfraquecer a criptografia, a privacidade e a segurança de todos os usuários”, destacam as organizações signatárias.

Falsas polêmicas

Especialistas brasileiros se manifestaram a favor da criptografia e contrários a sua quebra no mais importante evento sobre privacidade do país, organizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, realizado em São Paulo há duas semanas. Cristine Hoepers, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, foi uma das vozes neste sentido. “Temos que pensar o papel da criptografia para garantir segurança na sociedade digital. Tudo que pode dar errado se começarmos a mexer na maneira como ela funciona”.

Fábio Maia, do centro de tecnologia Cesar.org, do Recife, afirmou que o tema é complexo, mas que há quase um “consenso” contra a introdução de backdoors na comunidade científica. “Nós sabemos que trata-se de problema complexo e multifatorial, quando tem não existe solução perfeita. Você perde muito mais introduzindo essas vulnerabilidades, inclusive para segurança pública, do que encontrando alternativas de investigação diferentes da interceptação”, ponderou. (Fonte: Diário de Pernambuco/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


Instagram adiciona suporte para modo escuro do iOS 13

por Milena Pacheco 8 de Outubro de 2019 às 16:00
categoria: Tecnologia

Instagram ainda não permite ativar ou desativar a opção de modo noturno no próprio aplicativo

O Instagram atualizou seu aplicativo para iPhone para aproveitar o suporte ao modo escuro nativo no iOS 13. Agora, sua versão noturna, facilita muito a visualização e suaviza a luz nos olhos, para aqueles que não são fãs das cores fortes e das bordas brancas da rede social.

Porém, por mais bonito que pareça, o Instagram ainda não permite ativar ou desativar a opção de modo noturno no próprio aplicativo. Ou seja, para ter o seu app da rede social nos tons escuros, você precisará alterar toda a configuração do sistema do seu celular para essa paleta. 

Alguns podem não gostar da ideia de ter outros aplicativos transformados para o modo noturno automaticamente, mas o design do Instagram ficou realmente mais agradável aos olhos. A nova atualização está disponível na App Store. (Fonte: olhardigital/Foto: Reprodução Internet)