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Em nova tentativa de pôr fim à greve de caminhoneiros, Temer anuncia redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias

por Neya Gonçalves 27 de Maio de 2018 às 22:09
categoria: Greve

O presidente da República, Michel Temer, fez na noite deste domingo (27) um pronunciamento na TV para anunciar a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias.

De acordo com o presidente, a partir daí, o diesel terá apenas reajustes mensais, decisão que visa dar "previsibilidade" aos motoristas.

Temer também anunciou que vai editar uma medida provisória isentando de pagamento de pedágio os eixos suspensos de caminhões vazios. A medida, de acordo com ele, vale para rodovias federais e estaduais.

O anúncio deste domingo é mais uma tentativa do governo de pôr fim à paralisação de caminhoneiros que entrou no sétimo dia e provocou uma crise de desabastecimento de combustíveis e alimentos em todo o país.

Segunda tentativa de acordo

Na quinta (24), o governo já havia anunciado uma série de medidas para atender às reivindicações dos caminhoneiros e colocar fim à paralisação.

Entre as propostas estava a redução a zero da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), em 2018, sobre o óleo diesel; e a manutenção, por 30 dias, de uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias, que havia sido anunciada pela Petrobras, redução pela qual a empresa seria ressarcida pela União.

O movimento do governo, porém, não surtiu efeito, e os caminhoneiros mantiveram a paralisação. Diante disso, Temer autorizou o uso das Forças Armadas para desbloquear as estradas e editou um decreto permitindo ao governo assumir o controle de caminhões. Fonte: G1 e TV Globo)


Temer autoriza atuação de forças federais para liberar rodovias

por Mário Souza 25 de Maio de 2018 às 16:03
categoria: Nacional

O governo federal autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento. O anúncio foi feito há pouco pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros e do presidente.

"Quero anunciar um plano de segurança imediato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo tem, como tem sempre, a coragem de dialogar; agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro." 

Ontem (24), os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) anunciaram acordo para suspensão dos protestos da categoria por 15 dias. Depois disso, as partes voltarão a se reunir.

Hoje (25), no entanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país.

Em seu pronunciamento, Temer disse que uma "minoria radical" está impedindo que muitos caminhoneiros cumpram o acordo e voltem a transportar mercadorias. O presidente enfatizou que o governo atendeu às principais demandas da categoria. "O acordo está assinado e cumpri-lo é naturalmente a melhor alternativa. O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra seu papel."

O ministro Eliseu Padilha disse, também nesta sexta-feira, que o governo confia no cumprimento do acordo firmado ontem com as lideranças do movimento.

A decisão de suspender a paralisação não foi unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, duas delas, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores, recusaram a proposta.

Hoje a associação divulgou nota na qual afirma que, ao contrário de outras entidades, "que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros". "Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União", diz o texto.

 


O Perfil em notícia

por Nélia Lino 25 de Maio de 2018 às 13:23
categoria: Perfil

O Petrolina Palace Hotel recebeu no ultimo dia 23 o ' 3º Workshop Gelo Só Com Selo' evento promovido pelo Sindicato das Industrias de Gelo de Pernambuco que com o apoio da Agencia Pernambucana de Vigilância Sanitária do estado recebeu produtores e agentes da Vigilância Sanitária de Petrolina e cidades circunvizinhas. No registro fotográfico Jaime Brito - Gerente Geral APEVISA, do SINDIGELO/PE, Fábio Falcão - Presidente, Milton Dantas e Mardônio Passos - Diretores, Flávia Dourado - Ger. Executiva, Natasha Borges - Consultora e Fernanda Meira. (NMML)

A medica Priscylla Aragão em recente premiação, homenageada como uma das melhores profissionais do Vale do São Francisco.

O Casal Pr. Ademar  Alberto de Souza/Vânia Pinheiro de Souza levam para as cerimônias de casamento que realizam o testemunho de vida em comum pautada na fé. (Jaquelyne Costa) 

 

Renato Oliveira - Bailarino, coreografo e professor, viaja com o Ballet Jovem do Vale do São Francisco na próxima semana para participar pelo segundo ano, do 'Ballace Festival de Nacional Dança' que esse ano acontece em Camaçari/BA. Na primeira participação o Ballet Jovem VSF, trouxe 02 medalhas de bronze do evento. Renato assina também  a criação, concepção e coordenação do receptivo que estará no aeroporto de Petrolina saudando os turistas que virão passar  as festas juninas na cidade. (Divulgação)

A 47ª Jecana Oficial do Brasil acontece dias 02 e 03 de junho no povoado do Capim em Petrolina PE.  Maira Amaríz, que este ano assumiu o programa Malhadão na GRAM,  honrado o nome de seu pai Carlos Augusto Amaríz Gomes, não deixou morrer seu legado de radialista e criador do evento que visa a preservação do Jegue. (Divulgação)

06 - A nutricionista Georgia Tereza comemorou seu niver em festa com temática tropical quando recepcionou família e amigos. (Divulgação)


Sobre desistência, Maria Elena relata dificuldade da sua base apoiar Antônio Coelho: “Candidato da casa grande”

por Karine Paixão 25 de Maio de 2018 às 11:02
categoria: Eleições 2018

Alegando dificuldades em conseguir apoios a sua pré-candidatura a vereadora Maria Elena anunciou a desistência do sonho de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Segundo a vereadora, a demora na confirmação do apoio do grupo de Fernando Bezerra Coelho gerou essa dificuldade e por isso, na presença dos seus familiares, que compareceram a Câmara de Petrolina nesta quinta-feira (24) para apoiá-la, Maria Elena afirmou que não se aventuraria num pleito onde ela reconhece já ter as cartas marcadas. 

“O combinado foi tratado. É claro que o Antônio é candidato da casa grande. Mas em momento nenhum eles me trataram fora do combinado. Disseram que ia ter a pessoa da casa deles e eu seria a segunda e dentro dessa segunda eu iria trabalhar. Dentro dessa margem é que fica muito difícil. Avalie você obter 15 mil votos que eu preciso, dada a exiguidade. Foi lançado com muito atraso e a gente já fica preocupado que não consiga e ainda tem que buscar 15 mil votos em outras cidades que já estão extremamente sitiadas por candidatos que estavam se preparando há mais tempo do que eu”, explicou. 

Segundo a vereadora, não há mágoa. Apenas a percepção de que a sinalização do apoio veio tarde demais. “Eu não digo magoada, mas eu acho que devia ter avaliado lá atrás que dentro de quatro ou cinco meses o momento político não surgiria. Se eles anunciassem mais rapidamente... Em quatro ou cinco meses não se constrói uma candidatura de deputada com peso, considerando as forças políticas importante que tem aqui e que não podemos negar. A de Miguel Coelho, Fernando, com Antônio, a de Odacy com a candidatura da esposa dele, Julio Lóssio com a candidatura dela (Andréa Lóssio), o próprio Lucas Ramos e aí viria a minha, eu colocaria a quinta , mas mesmo assim com a dificuldade muito grande para chegar lá”. 

Em entrevista ao Nossa Voz, Maria Elena também relatou que os motivos da sua desistência geraram insatisfação do seu grupo político e ela não sabe se conseguirá unir sua base em apoio a Antônio Coelho. “Não sou mulher de meias palavras, nem mulher de dobrar a esquina. O momento é difícil, agora o que eu puder fazer o meu grupo de uma forma coesa. Eu nunca impus, as coisas normalmente surgem naturalmente. A nossa vontade, a gente vai se colocar como os meus irmãos, meus sobrinhos, as minhas lideranças, a gente vai quebrar essas arestas, a campanha vai chegar as pessoas vão se motivar. Eu não posso gerar afeto, levar lealdade, consideração, levar as lideranças que esse povo exerce nas cidades”.  

Maria Elena não assume estar magoada mas questiona porque não foi ela o nome escolhido para total apoio do grupo de FBC. “Eu gostaria muito que o meu nome fosse sozinho. Tantos foram, porque o meu não foi? Mas a avaliação é deles. Não tinha o direito de pedir nada a eles, eu aceitei. Vocês me escolheram, o que é que eu tenho? A que eu vou ter direito? O que eu vou ter de vereador para ajudar. A gente acordou algumas coisas que achei pouco, mas acordei e agora na prática estou vendo que elas não vão ser suficientes”. 


Equipe da TV Grande Rio é hostilizada durante cobertura de protesto na BR 407

por Gabriela Canário 25 de Maio de 2018 às 09:35
categoria: Polêmica

Uma equipe da TV Grande Rio está sendo, neste momento, ameaçada, hostilizada e agredida por manifestantes na BR 407 sentido a Afrânio-PE. Eles estiveram no local depois de realizar uma cobertura jornalística no município e, logo em seguida, fazer imagens da manifestação dos caminhoneiros contra o aumento da gasolina que chegou ao seu quinto dia. O repórter Paulo Ricardo Sobral, o cinegrafista Lucimário Sousa e o auxiliar Luciano José foram surpreendidos por um grupo em motos e vans.

Em contato com a produção, o jornalista detalhou os momentos de tensão e, temendo mais agressões, pediu que a polícia fosse acionada para fazer a segurança da equipe. “Hostilizaram a gente. Bateram no nosso carro. Não querem que a gente pare. Disseram que se a gente não passasse iam quebrar tudo. Eles disseram que não querem a nossa presença aqui. Não consegui nem fazer nada pelo celular porque foi bem tenso. Atacaram a gente. Quiseram agredir os meninos e pegar nosso equipamento. Foi muito tenso, muito mesmo”, narrou Paulo Ricardo Sobral.

O trabalho, como a captação de imagens e depoimentos, que já haviam sido feitos e deveriam ser reproduzidos no GRTV 1ª Edição, ao meio dia, de hoje, foram todos apagados de forma agressiva. “Obrigaram a gente a apagar todas as imagens que tinhamos feito. Disseram que não poderíamos voltar por aqui se não eles incendiavam nossos carros e nossos equipamentos. Eles bateram valendo no carro, algumas partes ficaram danificadas. Eles vieram atrás da gente numa moto em carros e numa van. Juntou uns 10. Obrigaram a gente a apagar tudo que tinha gravado. Até o do meu celular. Eles estão seguindo a gente ainda. Não sei o que fazer. Não podemos voltar”, completou o jornalista.

Caminhoneiros negam que tenha sido o movimento

De imediato, um integrante do protesto que acompanhava o Nossa Voz entrou em contato com o programa e disse que as agressões não partiram da classe caminhoneira e que o movimento é pacífico. O caminhoneiro Orlando, como se identificou por telefone, conta que não estava no momento, mas que os 100 motoristas de caminhão que estão na área estão em comunicação. “Isso não tem nada a ver com a nossa manifestação. Não foi caminhoneiro que fez isso aí. Lá tem muita gente, mototaxistas, vans e Ubers. Isso foram baderneiros. Não estamos aqui para hostilizar ninguém, estamos aqui em busca de nossos direitos”, explicou.

Neste momento, a Polícia Rodoviária Federal está a caminho do local para fazer a segurança da equipe.

O Sistema Grande Rio de Comunicação, através da TV Grande Rio e da Rádio Grande Rio FM acompanha o movimento desde o início, há cinco dias, e deu toda a visibilidade precisa ao ato, destacando a luta da classe pelo aumento dos combustíveis em todo o país. 


Governo e caminhoneiros anunciam proposta de acordo para suspender paralisação por 15 dias

por Gabriela Canário 25 de Maio de 2018 às 08:29
categoria: Cotidiano

Após uma reunião de mais de seis horas com representantes de entidades de caminhoneiros, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) anunciaram na noite desta quinta-feira (24) a proposta do governo de um acordo para a suspensão da paralisação da categoria, que há quatro dias provoca bloqueios de rodovias e desabastecimento em todo o país.

Pelo texto do acordo, os representantes das entidades de caminhoneiros que ficaram até o final da reunião se comprometeram (à exceção de um) a "apresentar aos manifestantes" os termos do acordo.

Questionado se, com o anúncio, haverá normalização da situação, Padilha disse acreditar que a “qualquer momento” o movimento dos caminhoneiros começará a ser “desativado”. Mas protestos já começam a ser registrados em diversos estados na manhã desta sexta-feira(25).

Ontem, o ministro previu que, até segunda-feira (28), estará normalizada a situação nas rodovias. “Se nós começarmos hoje [quinta, 24], como imagino que vá acontecer, possivelmente nós deveremos ter um fim de semana, quem sabe até segunda-feira, todos os pontos normalizados”, declarou Padilha.

Ele mencionou a dificuldade para a entrega de medicamentos a hospitais e de produtos aos supermercados e fez um apelo aos manifestantes: “Nós precisamos que todos vocês, caminhoneiros, retomem a atividade. O Brasil precisa de vocês”, afirmou.

O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, disse que vai repassar à categoria o acordo firmado com o governo para definir o fim da greve. “A categoria vai analisar, e o entendimento é deles, se isso foi suficiente para eles ou não”, declarou.

Ele também disse que não pode “dimensionar” quanto tempo levará para o movimento ser desmobilizado. “Acho que os caminhoneiros vão ter a responsabilidade, ter o entendimento do que foi conquistado para eles e começar uma desmobilização de forma pausada, organizada, sem correria. Não posso precisar quanto tempo vai levar. Acho que deveria encerrar a partir de amanhã [sexta-feira, 25] de manhã”, afirmou.

No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) anunciou redução de 16% para 12% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel em troca da suspensão do movimento nas rodovias do estado.

Greve dos caminhoneiros chega ao quarto dia com bloqueios em estradas

Greve dos caminhoneiros chega ao quarto dia com bloqueios em estradas

Os pontos do acordo

Pela proposta, o governo federal assume os seguintes compromissos:


  • reduzir a zero a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), em 2018, sobre o óleo diesel;

  • manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos 30 dias, com compensações financeiras da União à Petrobras;

  • assegurar a periodicidade mínima de 30 dias para eventuais reajustes do preço do óleo diesel na refinaria;

  • reeditar, no dia 1º de junho de 2018, a Tabela de Referência do frete do serviço do transporte remunerado de cargas por conta de terceiro e mantê-la atualizada trimestralmente;

  • promover gestão junto aos estados da federação para implementação da isenção da tarifa de pedágio sobre o eixo suspenso em caminhões vazios;

  • editar medida provisória, em até 15 dias, para autorizar a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a contratar transporte rodoviário de cargas, dispensando-se procedimento licitatório, para até 30% de sua demanda de frete, para cooperativas ou entidades sindicais da categoria dos transportadores autônomos;

  • não fazer a reoneração da folha de pagamento das empresas do setor de transporte rodoviário de cargas;

  • requerer a extinção das ações judiciais propostas pela União em razão do movimento dos caminhoneiros;

  • informar às autoridades de trânsito sobre a celebração do acordo para instrução nos eventuais processos administrativos instaurados em razão do movimento;

  • manter com as entidades reuniões periódicas para acompanhamento do cumprimento dos termos do acordo, com o próximo encontro em 15 dias;

  • buscar junto à Petrobras oferecer aos transportadores autônomos livre participação nas operações de transporte de cargas como terceirizados das empresas contratadas pela estatal;

  • solicitar à Petrobras que seja observada a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em relação à renovação da frota nas contratações de transporte rodoviário de carga.

Caminhoneiros

Pelo texto da proposta de acordo, os representantes dos caminhoneiros se comprometem a "apresentar aos manifestantes" a proposta.

"As entidades reconhecem o empenho do governo federal em buscar soluções para atender às demandas das categorias representadas pelas entidades, bem como se comprometem a apresentar aos manifestantes o presente termo para a suspensão do movimento paredista por 15 dias, quando será realizada nova reunião com o governo federal para acompanhamento do adimplemento dos compromissos estabelecidos nesse termo", diz o texto.

Por parte das entidades em greve, assinaram a proposta de acordo:


  • Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA)

  • Confederação Nacional do Transporte (CNT)

  • Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens)

  • Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Distrito Federal (Sindicam-DF)

  • Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg)

  • Federação Interestadual dos Transportes Rodoviários Autônomos de Cargas e Bens da Região Nordeste (Fecone)

  • Federação dos Transportadores Autônomos de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetramig)

  • Federação dos Transportadores Autônomos de Carga do Espírito Santo (Fetac-EC)

De acordo com o ministro Eliseu Padilha, a única entidade que participou das negociações, mas não assinou o termo de acordo foi a União Nacional dos Caminhoneiros.

Embora a reunião só tenha acabado à noite, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, deixou a reunião no Planalto por volta das 15h30. Na saída, ele afirmou que a entidade não aceitava a proposta do governo. A Abcam diz representar 650 mil caminhoneiros.

Ministros e representantes dos caminhoneiros durante entrevista no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (24) (Foto: Guilherme Mazui/G1)

Ministros e representantes dos caminhoneiros durante entrevista no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (24) (Foto: Guilherme Mazui/G1)

Petrobras

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, informou que o preço definido para o diesel pela Petrobras na quarta-feira (23) será mantido por 30 dias. A estatal anunciou redução de 10%, sem reajuste por 15 dias.

“O preço ficará fixo nesse patamar que foi definido pela Petrobras por 30 dias. A Petrobras está oferecendo os primeiros 15 dias e a partir do 16º dia isso será pago pela União”, disse Guardia.

O ministro explicou que, após 30 dias, o valor do diesel será reajustado com base na política de preço da Petrobras. Por mais 30 dias, não haverá reajuste.

Guardia afirmou que a União vai compensar a Petrobras, e deverá repassar R$ 4,9 bilhões à estatal neste ano.

"A estimativa que temos hoje é de R$ 700 milhões por mês [que serão repassados pela União à Petrobras]. Se estamos pensando nessa base, até o final do ano dá R$ 4,9 bilhões. Esse valor pode ser menor, porque depende do preço do petróleo e do câmbio. E nós vamos ter que acertar isso mês a mês", disse.

De acordo com o ministro, o governo aguardará a aprovação pelo Congresso do projeto que reonera a folha de pagamento das empresas de 28 segmentos da economia para reduzir Cide ou PIS-Cofins. O ministro lembrou que, ao abrir mão de recursos dos tributos, o governo precisa indicar a fonte que vai compensar as perdas.

“Só podemos fazer decreto da redação, seja da Cide seja do PIS-Cofins, uma vez aprovada a lei que vai reonerar os setores”, disse.

Fim da cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel vai custar R$ 14 bi, diz Marun

Fim da cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel vai custar R$ 14 bi, diz Marun

Projeto no Congresso

Sobre o projeto que elimina a cobrança de PIS-Cofins do óleo diesel até o final de 2018, aprovado nesta quarta-feira (24) pela Câmara, o ministro Carlos Marun voltou a afirmar que a decisão foi tomada com base em “cálculos equivocados”.

proposta aprovada na Câmara prevê a renúncia de R$ 3 bilhõescom a eliminação do PIS-Cofins da composição do preço do diesel e, como compensação, a arrecadação do mesmo valor por meio da reoneração da folha das empresas.

Mas o impacto nas contas públicas seria maior do que o previsto pelos deputados - nas contas do governo, a perda com o PIS-Cofins, em vez de R$ 3 bilhões atingiria R$ 12 bilhões.

Marun declarou que o governo vai negociar mudança no texto no Senado. Uma possibilidade é reduzir o PIS-Cofins em vez de eliminar a cobrança.

“No Senado, nós estabeleceremos uma outra rodada de conversas que podem, sim, resultar em alguma diminuição, em uma outra utilização desses recursos, inclusive nesse aporte que o governo vai ter que fazer para que se mantenham durante 30 dias o preço do diesel na refinaria sem nenhum reajuste”, disse.

G1


Greve de caminhoneiros chega ao 5º dia e causa reflexos pelo país

por Gabriela Canário 25 de Maio de 2018 às 08:26
categoria: Nacional

G1

Pelo 5º dia seguido, caminhoneiros fazem manifestações 20 estados e no Distrito Federal. Os atos desta sexta-feira (25) dão continuidade à mobilização contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017.

Na noite de quinta-feira (24), o governo federal e representantes de caminhoneiros anunciaram proposta para suspender a greve por 15 dias.

Abaixo, o G1 lista as principais consequências e, logo depois, detalha os impactos em cada setor e nas regiões do país:


  • há redução nas frotas de ônibus em várias cidades, inclusive em capitais; cidades decretaram calamidade pública;

Transporte

Combustível

Educação

Proposta do governo

Na noite de quinta, o governo federal anunciou uma proposta para suspender a greve por 15 dias, após uma reunião de mais de seis horas com representantes de entidades de caminhoneiros.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) assumem os compromissos de zerar o Cide e fazer com que a Petrobrás mantenha a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias durante 30 dias.


PRF diz que não desbloqueou rodovias por não ter havido bloqueio 'total', mesmo após liminares

por Gabriela Canário 25 de Maio de 2018 às 08:24
categoria: Nacional

G1

Caminhões bloqueiam três faixas do Rodoanel, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, no sentido Anchieta (Foto: TV Globo/Reprodução)

Caminhões bloqueiam três faixas do Rodoanel, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, no sentido Anchieta (Foto: TV Globo/Reprodução)

A série de decisões judiciais obtidas pelo governo Temer contra a greve dos caminhoneiros não foi capaz de desobstruir as rodovias federais do país. Responsável por cumprir as decisões obtidas na Justiça pela Advocacia Geral da União (AGU), a Polícia Rodoviária Federal argumenta que só pode agir quando há obstrução total das estradas – tática que tem sido evitada pelos manifestantes.

Os protestos continuam nesta sexta-feira (25), mesmo após um acordo entre as lideranças do movimento com o governo federal.

Em ao menos quatro estados do país, a Polícia Rodoviária Federal disse não ter desbloqueado rodovias federais justamente porque não houve "bloqueio total", mesmo após decisões da Justiça terem determinado a desocupação das estradas.

G1 obteve essa informação nas superintendências da PRF do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Pará: todos usaram o argumento do "bloqueio total". O comando da PRF em Brasília também foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Até a noite de quinta-feira, a AGU havia obtido na Justiça 19 liminares favoráveis; além das decisões nos quatro estados acima, também houve liminares em São Paulo, Goiás, Ceará, Sergipe, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Rondônia e no Distrito Federal (em alguns estados houve mais de uma ação).

Rodovias federais de 25 das 27 unidades da federação tinham interdição na noite desta quinta --só Amazonas e Amapá não foram afetados. Na grande maioria dos casos, os bloqueios não são totais, mas prejudicam a circulação dos demais veículos e causam longos congestionamentos nas rodovias.

Brecha

É nessa brecha que atuam os caminhoneiros. Relato de um policial rodoviário federal a uma oficial de Justiça aponta que "os manifestantes, à espreita, agindo com dissimulação, sempre que percebiam a aproximação da viatura policial cessavam sua atuação no tocante a impedir a passagem de caminhões e quaisquer veículos de pequeno porte". Ele fazia referência à ocupação de parte da BR-101, na quarta-feira (23), na altura de Joinville (SC). A manifestação continuou, com os caminhoneiros levando outros caminhões para as margens da rodovia.

*Colaboraram Ricardo Gallo (G1), Joana Caldas (G1 SC), Jorge Sauma (G1 PA), Luã Hernandez (G1 RS) e Fernanda Zauli (G1 RN)


Irlanda vota em referendo para abrandar lei do aborto

por Gabriela Canário 25 de Maio de 2018 às 08:22
categoria: Internacional

Irlandeses votam nesta sexta-feira (25) em um referendo sobre a reforma da lei do aborto, uma das mais restritivas da Europa. As urnas foram abertas às 6h e só vão ser fechadas às 21h (horário local).

Pouco mais de três milhões de eleitores poderão participar da consulta convocada pelo governo do partido democrata-cristão Fine Gael, com o objetivo de amenizar a legislação vigente.

As últimas pesquisas indicam que a maioria do eleitorado votará a favor da reforma da lei, embora sua vantagem tenha sido reduzida no último mês, segundo a Efe.

ANÁLISE: o que está em jogo no referendo irlandês sobre o aborto?

O país aplica uma legislação sobre a interrupção da gravidez que, na prática, funciona como uma proibição quase total da intervenção. A interrupção da gravidez é permitida em circunstâncias excepcionais, como quando a vida da mãe está em perigo, o que inclui a ameaça de suicídio. Porém, não contempla casos de incesto, estupro ou malformação do feto.

Padre Tom Harrington chega a um posto de votação do referendo sobre o aborto na Irlanda (Foto: Paul Faith / AFP Photo)

Padre Tom Harrington chega a um posto de votação do referendo sobre o aborto na Irlanda (Foto: Paul Faith / AFP Photo)

As regras sobre o aborto estão contidas na Oitava Emenda à Constituição irlandesa, aprovada em um referendo bastante disputado em 1983, segundo a Deutsche Welle. Nos anos seguintes houve uma pequena flexibilização na proibição depois de casos polêmicos. Em 1992, uma adolescente de 14 anos engravidou após um estupro e tinha pensamentos suicidas por causa da gestação.

A família da jovem entrou na Justiça, e a Suprema Corte do país entendeu que o aborto poderia ser permitido nos casos em que a gravidez representasse um "real e substancial" risco para a vida da mãe.

Outros casos ocorreram desde então, mas a legislação sobre o aborto na Irlanda continua extremamente restritiva quando comparada a outros países da Europa.

Moça espalha folheto em campanha contra o referento a favor do aborto na Irlanda (Foto: Barry Cronin/AFP )

Moça espalha folheto em campanha contra o referento a favor do aborto na Irlanda (Foto: Barry Cronin/AFP )

Atualmente, mulheres que procuram abortos, seja depois de um caso de estupro ou se o feto não tem chances de sobrevivência fora do útero, não podem fazê-lo na Irlanda e têm que viajar ao exterior.

O Executivo, juntamente com os principais partidos da oposição, grupos de direitos humanos e maioria dos coletivos médicos, pediu o "sim" neste referendo, o sexto realizado sobre este tema em 35 anos.

No lado oposto, a Igreja Católica e os grupos pró-vida se opõem à reforma da lei, dizendo que ela abrirá as portas para o "aborto sob demanda" e o fim das gestações de fetos com deficiências físicas ou mentais.

Irlandeses fazem, em Dublin, campanha para plebiscito que pode derrubar a proibição do aborto na Irlanda  (Foto: Clodagh Kilcoyne/ Reuters)

Irlandeses fazem, em Dublin, campanha para plebiscito que pode derrubar a proibição do aborto na Irlanda (Foto: Clodagh Kilcoyne/ Reuters)

Embora o debate de 2018 não tenha repetido o tom virulento da consulta original de 1983, o referendo atual reabriu algumas cicatrizes antigas.

Quase todos os estratos da sociedade estão divididos. Toda vez que um médico ou advogado declara apoio ao "sim", outro aparece para fazer lobby pelo "não" à mudança constitucional.

Embora apenas os cidadãos irlandeses possam votar, a natureza sensível do tema atraiu inevitavelmente a atenção de estrangeiros – e cada lado da questão acusa o outro de receber financiamento do exterior.

G1


Frente das Oposições remarca para 04/06 anúncio do pré-candidato ao governo de PE

por Gabriela Canário 25 de Maio de 2018 às 08:17
categoria: Política

Considerando a grave crise de abastecimento de combustíveis que afeta a vida da população, a Frente das Oposições de Pernambuco decidiu transferir para o dia 4 de Junho, segunda-feira, o anúncio oficial e entrevista coletiva de imprensa para lançamento dos pré-candidatos da chapa majoritária.

Frente das Oposições de Pernambuco