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Elismar Gonçalves rebate líder da oposição sobre indeciso: “Temos que desarmar os palanques”

por Karine Paixão 26 de Maio de 2017 às 11:12

Chamado de indeciso pelo líder da oposição e colega de partido, Paulo Valgueiro (PMDB), o vereador Elismar Gonçalves (PMDB) garante que não está preocupado com o lado político em sua atuação na Câmara de Vereadores de Petrolina. Em entrevista na manhã de hoje (26) ao programa Nossa Voz, Gonçalves assumiu ter proximidade com o prefeito Miguel Coelho e revelou que o gestor tem atendido as suas solicitações, mas pregou uma postura independente na Casa.

“Eu acredito que enquanto os interesses políticos, do ponto de vista de siglas e partidário estiverem acima dos interesses coletivos, nós vamos viver essa desgraça que vivemos no país hoje. E no momento oportuno eu vou discutir a questão política com o prefeito, mas tenho sido recebido pelo prefeito, tenho conversado e ele tem sido sempre solícito as nossas demandas porque não são minhas são da comunidade”, definiu. Exaltando ensinamentos aprendidos na sua trajetória política, Elismar prega que os palanques sejam desarmados. “Eu tive o privilégio e a oportunidade de conversar muito no meu primeiro mandato e tive o privilégio de participar de uma das últimas agendas de Osvaldo Coelho, na Lagoa dos Cavalos eu estava com ele. Na oportunidade a gente conversava muito sobre política, sobre o povo, sobre educação e de como chegar as ações. Ele me dizia o seguinte: 'caminho para a casa do eleitor não pode criar mato, político tem que estar sempre presente'. E para eu trazer essas ações chegarem, nós temos que buscar o prefeito. Mas no momento oportuno vamos discutir a questão política e questão partidária. Temos que desarmar os palanques, a eleição já passou e a resposta para o povo de Petrolina é o trabalho”.

Sobre a posição de Paulo Valgueiro, Gonçalves reforça que seu posicionamento político estará embasado no seu julgamento e não na orientação da bancada. “Eu respeito a opinião do líder, não concordo, cada um tem sua posição. Inclusive na semana passada teve o requerimento do vereador Gabriel Menezes que pedia informações sobre o São João, votei com o requerimento. Foi derrotado, mas votei a favor por uma posição minha. O que eu entender e entendo que for a favor de petrolina vou votar a favor se entender que não é a favor vou votar contra. (…) Sobre o projeto de ontem, eu tenho votado com o executivo e quando eu entender que não é interessante para a população serei o primeiro a votar contra, mas eu fiquei ontem porque entendi que era um projeto de avanço, votei a favor”, assegurou.  


Líder não cita nomes de Elismar e Elias Jardim como integrantes do grupo de Oposição

por Redação Nossa Voz 26 de Maio de 2017 às 10:37

Em recente entrevista ao programa Nossa Voz, o líder de situação, o vereador Ruy Wanderley, disse que a Casa Plínio Amorim possui 16 parlamentares ao lado do Governo Executivo. Entretanto, segundo ele, esse número pode ser ainda maior, tendo em vista que mais dois vereadores – os quais ele não citou os nomes – estão mantendo um diálogo com o grupo e que, em breve, devem estar ao lado dos vereadores de situação.

Questionado pela nossa redação, o Líder de Oposição, o vereador Paulo Valgueiro, disse que não existe esse acordo e que o grupo se mantém inalterado. “Não existe essa demandada de forma alguma. Tem alguns que ainda não disseram se são de situação ou de oposição. Nenhuma alteração, por enquanto, prevista no quadro”, explicou.

De acordo com o vereador, o grupo de oposição possui cinco vereadores: Gilmar Santos, Cristina Costa, o próprio Paulo Valgueiro, Gabriel Menezes e Domingos de Cristália. O líder não citou os nomes dos vereadores Elias Jardim (PHS) e Elismar Gonçalves (PMDB), que tiveram o apoio do ex-prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB) e do partido nas últimas eleições.

O Líder de oposição enfatizou que o grupo respeita a opinião dos parlamentares, mas mostrou interesse em aumento o número de vereadores de oposição dentro da Câmara. “Cada um age de acordo com as suas convicções. Mas quem estiver na situação e quiser voltar para a situação, todos serão bem vindos”, disse.

Ele falou ainda sobre os parlamentares que estão em posição de neutralidade dentro da Casa. “Eles serão julgados pelos eleitores no futuro. Cabe a eles a decisão”, concluiu. 


Manoel da Acosap defende Ditadura e Gilmar Santos rebate: 'um absurdo'

por Redação Nossa Voz 26 de Maio de 2017 às 10:03
categoria: Política

O assunto debatido na sessão da última quinta-feira, dia 25, na Câmara de Vereadores de Petrolina, era a atual situação do Brasil com relação à corrupção, quando os ânimos dos parlamentares foi à flor da pele. Manoel da Acosap, que diz estar revoltado com o cenário atual da política nacional, disse que é preciso que o Brasil regresse à época da Ditadura Militar para que a corrupção não faça mais parte do cotidiano dos brasileiros.

O vereador Gilmar Santos, repudiou a opinião do colega de bancada, alegando que o retrocesso calaria a voz do povo, que seria, segundo ele, vítima de imposições políticas. “Serão tratados no chicote!”, disse o parlamentar. “Eu acho incrível e um absurdo quando um vereador vem para a Tribuna defender a Ditadura. Parece que o voto do povo deve ir para a caixa do lixo. Imagina: dizer que a política da Ditadura não tinha corrupção”, enfatizou.

Manoel da Acosap não gostou de ser repreendido por Gilmar Santos. “Eu tenho minha opinião e a minha ideologia política e mereço respeito como eu respeito a opinião dos outros. Eu falei aqui o retrato do país. Não vamos ser ignorantes por paixão política partidária”, concluiu.


Amargando derrota, oposição se retira e “difícil acesso” é estendido aos secretários escolares

por Karine Paixão 25 de Maio de 2017 às 20:30

 

O Projeto de Lei nº 015/2017, que trata da inclusão dos secretários escolares  tabela de pagamento de gratificação de difícil acesso como professores e trabalhadores da saúde que atuam na zona rual, ao entrar na pauta em meio a sessão dessa quinta-feira (25) trouxe polêmica e resultou na retirada da bancada de oposição, que deixou o plenário em protesto contra o valor proposto para essa categoria.

Inicialmente, orientado pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp), Walber Lins, o líder desse grupo, o vereador Paulo Valgueiro (PMDB), solicitou que o PL não fosse votado argumentando a necessidade de um debate mais aprofundado. A solicitação foi negada pelo líder da situação Ruy Wanderley (PSC), justificando que, se a proposta fosse aprovada naquela sessão os secretários escolares já começariam a receber o benefício. Os petistas Cristina Costa e Professor Gilmar Santos questionaram o valor pago a esses trabalhadores, que seria inferior ao recebido por outras categorias que fazem o mesmo deslocamento, discurso reforçado por Gabriel Menezes (PSL).

Esses argumentos foram ignorados e o projeto foi a votação. Ao perceber a derrota iminente, os oposicionistas (Paulo Valgueiro, Professor Gilmar, Cristina Costa, Gabriel Menezes) deixaram o plenário da casa, abstendo-se do voto. O Projeto de Lei nº 015/17 foi aprovado com 15 votos favoráveis e nenhum contrário. Domingos de Cristália não foi visto no local. Contrariando a decisão do colega de partido, o vereador Elismar Gonçalves (PMDB) manteve-se no plenário e votou a favor da proposta do prefeito.

Insatisfeito, o presidente do Sinsemp lamentou. “Em termo de avanço o que foi garantido, inclusive na negociação, é que teria a gratificação dos secretários escolares, que era uma categoria que não recebia. Beleza, foi garantido, então vamos discutir a gratificação. O que ocorreu? Não houve, não da forma aprofundada como a gente queria e realmente valorizando o servidor da forma que a gente pontuou”. Pela proposta do executivo, os secretários escolares receberão acréscimos de R$ 170 em seus salários. Para Lins o valor é insuficiente. “Se a gente tem, por exemplo, um gasto de R$ 12 de ida e R$ 12 de volta, são R$ 24, vezes em média 20 dias letivos, são R$ 480 por mês. Como é que eu vou receber R$ 170 para pagar R$ 480 de passagem?”

 

Em discurso no plenário, o líder do governo, Ruy Wanderley insiste na importância da aprovação para autorizar o Executivo a pagar o adicional a esses profissionais que até ate então não recebiam o auxílio para deslocamento. “O prefeito não enviou para essa casa um projeto para tratar de todas as faixas, de todos os níveis e de todas as categorias. O que ele está fazendo é pedindo permissão a essa casa para incluir uma categoria que estava fora da tabela de salários e vantagens dos professores efetivos desse Município  através da Lei nº2814 de 1º de abril de 2016. A tabela que foi aprovada na legislatura anterior o ano passado com todas as faixas e níveis de difícil acesso nas faixas de 30km, 70km e acima de 70km. Nessa tabela não estavam incluídos os secretários escolares foram incluídos para que o prefeito garantisse ao trabalhador esse benefício de difícil acesso”


Temer quer prolongar ação de cassação no TSE

por Simone Marques 25 de Maio de 2017 às 12:00
categoria: Política

O presidente Michel Temer se reuniu hoje com os seus principais assessores e advogados para discutir o agravamento da crise política após a delação da JBS.Como o chefe do Execucutivo federal descarta a renúncia e não acredita no processo de impeachment via Câmara, a preocupação do governo é a ação ajuizada no TSE pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. O julgamento será retomado em 6 de junho.

O governo já trabalha com a possibilidade de um placar contrário para Temer no TSE. Mas, mesmo assim, está "disposto a enfrentar" para "prolongar" o resultado. Isto é, vai trabalhar por um julgamento longo, apostando em um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso), sem desfecho em junho.

A estratégia discutida- que estava descartada antes da delação da JBS- é um pedido de vista por algum ministro. Desta forma, o governo ganha tempo no tribunal já que o julgamento seria, mais uma vez, interrompido por um ministro para que ele tivesse mais tempo para analisar o processo.

Antes da delação da JBS, Temer queria finalizar o processo no TSE agora em junho. O Planalto tinha segurança do resultado favorável ao governo e queria eliminar focos de pressão exatamente por temer o avanço das investigações da Lava Jato envolvendo peemedebistas e quadros importantes do governo.

Mas o cenário mudou. Como o blog antecipou nesta semana, no entanto, o governo já conta com três votos contrários a Temer. Está em dúvida em relação ao quarto voto. São sete ministros ao total na corte.

Na dúvida, Temer prefere, segundo seus auxiliares, aposta em um cenário de crise prolongada.(Com informações do Blog do Magno)


Governo revoga decreto que autorizava uso das Forças Armadas na Esplanada

por Simone Marques 25 de Maio de 2017 às 12:00
categoria: Política

O presidente Michel Temer revogou na manhã desta quinta-feira (25) o decreto de ontem que autorizava o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal. O decreto de revogação foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

A revogação foi publicada enquanto o presidente Temer estava reunido no Palácio do Planalto em Brasília com os ministros Raul Jungmman, da Defesa; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República; Antônio Imbassahy, da Secretaria de Governo e com o general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Na quarta-feira (24), o objetivo do governo ao autorizar a presença das Forças Armadas em Brasília era de garantir a integridade dos prédios públicos na Esplanada dos Ministérios, bem como a segurança de servidores que lá trabalham, depois que um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação Ocupa Brasília – contra o governo do presidente Michel Temer e as propostas de reformas apresentadas pelo governo.

O decreto de quarta-feira foi criticado pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg que, em comunicado, se disse “surpreso” com a medida adotada pelo presidente Michel Temer. Na nota, Rollemberg lamentou os episódios de violência que ocorreram durante a manifestação, resultando em depredação do patrimônio público e privado.

Conhecida como GLO, a Garantira de Lei e da Ordem é regulada pela Constituição Federal e concede provisoriamente aos militares a faculdade de atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade.

Na quarta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu a presença da Força Nacional de Segurança na capital. O governo então determinou que tropas federais protejessem os prédios da Esplanada dos Ministérios.

O Palácio do Planalto disse que a decisão do presidente Michel Temer de usar as Forças Armadas foi tomada com base na informação de que não havia policiais da Força Nacional suficientes para atender à solicitação de Maia.

“[...] o Presidente da República, após confirmada a insuficiência dos meios policiais solicitados pelo Presidente da Câmara dos Deputados, decidiu empregar, com base no Artigo 142 da Constituição Federal, efetivos das Forças Armadas com o objetivo de garantir a integridade física das pessoas [...]”, diz um trecho da nota divulgada no início da noite de ontem.(Com informações da Folha de PE)


Em meio à crise, Temer se reúne com senadores do PMDB no Planalto

por Simone Marques 24 de Maio de 2017 às 15:28
categoria: Política

No esforço para garantir sustentabilidade ao governo após a crise política causada pela delação dos executivos da JBS, o presidente Michel Temer se reuniu na manhã desta quarta-feira (24) com a bancada do PMDB no Senado.

O encontro estava marcado para as 10h no Palácio do Planalto, começou depois das 10h30 e terminou por volta das 14h30.

Dos 22 senadores que o partido tem, 17 se reuniram com o presidente de acordo com o Planalto. Segundo o Blog da Andréia Sadi, Temer não convidou para o encontro o líder do partido na Casa, Renan Calheiros.

Após reiteradas críticas às reformas encampadas por Temer, o senador alagoano decidiu romper de vez com o presidente e passou a defender sua renúncia.

Veja a lista dos senadores na reunião:

Airton Sandoval (SP)

Dário Berger (SC)

Edison Lobão (MA)

Elmano Férrer (PI)

Eunício Oliveira (CE)

Garibaldi Alves Filho (RN)

Hélio José (DF)

Jader Barbalho (PA)

João Alberto Souza (MA)

José Maranhão (PB)

Marta Suplicy (SP)

Raimundo Lira (PB)

Romero Jucá (RR)

Rose de Freitas (ES)

Simone Tebet (MS)

Valdir Raupp (RO)

Waldemir Moka (MS)

O senador José Maranhão foi o último a chegar, quando a reunião já havia começado. Também participou o ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo). Eliseu Padilha (Casa Civil) esteve no Planalto durante a reunião, mas saiu em seguida.

Segundo a TV Globo, Renan teria participado na noite desta terça-feira (23) de uma reunião com senadores da oposição e dissidentes do PMDB na casa da senadora Katia Abreu (PMDB-TO). Também foram convidados os senadores Paulo Paim (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Rocha (PT-PA).

No mesmo horário, Temer recebia deputados da base aliada na última agenda do dia. O encontro se deu após um dia tumultuado no Congresso. Entre manifestações da oposição e discussões que quase levaram parlamentares às vias de fato, o governo conseguiu mais tempo para tentar reorganizar a base.

Na Câmara, o adiamento do relatório favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das eleições diretas em caso de vacância da Presidência da República foi, para o Planalto, um sinal de que a fidelidade do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao governo ainda é capaz de garantir alguns momentos de alívio.

Na iminência da votação do relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Maia decidiu dar início à ordem do dia no Plenário. A manobra obrigou a comissão a suspender os trabalhos e adiar a discussão sobre a possibilidade de eleições diretas antecipadas, que deverá ser retomada nesta quarta.

No Senado, uma confusão entre os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi a justificativa para que o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), desse como lido o relatório da reforma trabalhista.

A decisão corrobora com a manutenção do calendário para a tramitação da medida na Casa, vista como uma das prioridades do governo Temer. No Planalto, a manutenção da agenda de reformas econômicas é vista como a garantia mais forte que Temer tem de resistir à crise política.(G1)


Partidos nanicos e médios querem Rodrigo Maia na Presidência

por Simone Marques 24 de Maio de 2017 às 15:24
categoria: Política

Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), começaram uma campanha em defesa do nome do parlamentar como candidato a presidente da República em uma eventual eleição indireta, caso o presidente Michel Temer renuncie, seja cassado ou sofra impeachment. A candidatura dele já é defendida publicamente por líderes de partidos médios e nanicos e, nos bastidores, por lideranças de grandes partidos da base aliada e pela oposição.

"O momento ainda é de muita incerteza, mas o Rodrigo seria um bom candidato. Tudo que ele promete ele cumpre", afirmou Luis Tibé (PTdoB-MG) à reportagem. Líder do PEN, outro partido nanico como o PTB, o deputado Junior Marreca (MA) também defende a candidatura. "Defendo o Rodrigo como candidato. Ele tem conduzido a Câmara com tranquilidade e é a opção mais viável que existe hoje. Não tem outro nome", afirmou.

Uma eventual candidatura de Maia, que é alvo da Lava Jato, tem apoio até de deputados que já fizeram oposição ao parlamentar. "Se o presidente sair, acho que ele é uma boa alternativa. Ele tem condições de ser eleito", disse o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente do Solidariedade. Paulinho era um dos líderes do antigo "Centrão", grupo de siglas médias que disputava espaço na base com o grupo de Maia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Com informações do JConline)


Vereadores da situação respondem colocações de Zé Batista na Casa Plínio Amorim

por Simone Marques 24 de Maio de 2017 às 10:18
categoria: Política

Uma entrevista dada na manhã de ontem (23), pelo secretário José Batista da Gama, então vereador licenciado. As declarações feitas por ele de que ouve muito falar que a câmara de Petrolina virou uma casa de discussão paralela e pessoal e deixam os problemas da cidade para trás, não soou nada bem entre os seus colegas.

O Vereador Aero Cruz, que inclusive ocupou a cadeira antes de Zé Batista disse que reconhece a grande experiência que ele tem na casa e que sempre foi voltado aos bons projetos e reconheceu que houve situações negativas e discussões paralelas que ao invés de se aprofundar no debate acabou indo para o lado partidário. "Isso denegriu um pouco a imagem da câmara, mas tenho certeza que isso não vai continuar acontecendo, tanto por parte da situação como a oposição. Vamos trabalhar e fazer o melhor por Petrolina".

Em relação às discussões constantes entre a base aliada do prefeito Miguel Coelho na Casa Plínio Amorim, o vereador esclareceu que reuniões mensais vem ocorrendo para ajustar algumas coisas e garantiu que o grupo está unido. 

Já Ronaldo Cancão disse que ver com muita naturalidade o ponto de vista de Zé Batista. "Ele avalia e tem uma forma de pensar e eu tenho que respeitar. A câmara tem uma composição de 23 vereadores e ele faz a sua avaliação e eu respeito com serenidade sobre a postura da Casa. Eu prefiro não fazer nenhum tipo de julgamento referente a cada fator pessoal de cada um, e não cabe a mim julgar, eu cumpro o meu papel e cumpro a risca", esclareceu.

Cancão em meio ao assunto, chegou a dizer que está em seu terceiro mandato, e que a situação quando se trata de ânimos alterados já foi bem pior em tempos passados. O vereador relembrou até de uma situação que uma arma usada em punho dentro da Casa Plínio Amorim.


Temer perde dois assessores próximos em menos de 24 horas

por Simone Marques 24 de Maio de 2017 às 10:17
categoria: Política

Em menos de 24 horas, o presidente Michel Temer perdeu dois assessores importantes do seu núcleo mais próximo no Palácio do Planalto. Tadeu Filippelli foi exonerado nesta terça-feira (23) após ser preso pela Polícia Federal (PF) acusado de envolvimento no esquema de superfaturamento das obras do estádio Mané Garrincha, em Brasília. No mesmo dia, o empresário e ex-deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) – importante articulador do presidente no Congresso Nacional – entregou uma carta a Temer pedindo demissão.

Os dois assessores despachavam no terceiro andar do Palácio do Planalto, mesmo pavimento do gabinete presidencial.

Fillipelli foi preso pela Operação Panatenaico para não atrapalhar as investigações sobre o suposto pagamento de propina e superfaturamento na construção do Mané Garrincha. A operação se baseou nas delações premiadas dos executivos da Andrade Gutierrez à Lava Jato.

Segundo os delatores, Filippelli teria sido um dos beneficiados pelo esquema de corrupção que desviou dinheiro da reforma da arena de Brasília.

Construído para a Copa do Mundo de 2014, o estádio foi orçado, inicialmente, em R$ 600 milhões. No fim das contas, a obra acabou custando R$ 1,7 bilhão. Segundo os investigadores, o superfaturamento nas obras pode ter chegado a R$ 900 milhões.

Já Mabel é investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de ter recebido caixa 2 da construtora Odebrecht. Na carta de demissão entregue a Temer nesta terça, ele agradeceu por ter passado dois anos participando das decisões do governo e lembrou que trabalhava como colaborador, sem remuneração, e que tinha pedido para se afastar do cargo algumas vezes para se dedicar à família.

Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, a Procuradoria da República em Goiás – estado que é a base eleitoral do agora ex-deputado de Temer – requisitou, na semana passada, a instauração de um inquérito policial para apurar supostos pagamentos ilícitos feitos, nas eleições de 2010, por ex-executivos da construtora a Mabel.

Além de Filippelli e Mabel, Temer perdeu, nos últimos meses, o amigo e assessor José Yunes – citado na delação de um dos ex-dirigentes da Odebrecht – e, mais recentemente, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Afastado da Câmara por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), Rocha Loures ocupava, nos primeiros meses do governo Temer, uma sala no Palácio do Planalto ao lado de Tadeu Filippelli. Em março, ele assumiu mandato de deputado na vaga do atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e agora foi citado na delação do dono da JBS Joesley Batista.

Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal carregando, no dia 28 de abril, uma mala com R$ 500 mil entregue por um executivo do grupo J&F, holding que controla o frigorífico JBS. De acordo com as investigações, era dinheiro de propina. o que ninguém explicou ainda é onde foram parar os 35 mil reais que estavam na mala, mas desapareceram agora na hora da devolução.

Rocha Loures devolve mala faltando R$ 35 mil da propina

Nesta terça, o deputado afastado entregou à PF a mala com R$ 465 mil reais, além do passaporte.

À época em que despachavam no Planalto, Filippelli e Rocha Loures eram atendidos pela mesma secretária. Depois, ganharam salas maiores, na outra ponta do terceiro andar do palácio, onde ficaram próximos de José Yunes, amigo de Temer que também pediu demissão após ser citado na delação da Odebrecht. As salas eram muito próximas do gabinete do presidente da república.

E essas não foram as únicas baixas de nomes importantes ligados a Temer. O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima teve que deixar o cargo depois que foi acusado de pressionar outro ministro, o da Cultura, a liberar uma obra que estava embargada em um prédio em Salvador. Geddel também foi citado por Joesley Batista.

Já o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o da Secretaria Geral, Moreira Franco, estão respondendo a inquéritos na Lava Jato. Os dois foram acusados por delatores da Odebrecht de terem recedido propina da empreiteira.

A sequência de quedas e escandâlos envolvendo gente da confiança do presidente da República está deixando até parlamentar governista incomodado.

"Ninguém tem dúvida de que um governo não se sustenta em uma sucessão de escândalos e de pessoas que vão caindo a sua volta", afirmou à TV Globo o deputado Marcos Rogério (DEM-RO). (G1)