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Bolsonaro não abre agenda para Bebianno

por Simone Marques 15 de Fevereiro de 2019 às 12:43
categoria: Política

Com o cargo ameaçado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, passou a quinta-feira (14) num hotel, em Brasília, recebendo aliados. Ignorado pelo presidente Jair Bolsonaro, que não o recebeu, chegou a ter um pico de pressão no meio da tarde.

O ministro convocou para seu front o empresário Paulo Marinho, amigo de longa data e suplente de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no Senado. Marinho estava em São Paulo e voou para a capital tão logo foi chamado, ainda na tarde de quarta-feira.

Os dois se encontraram no hotel já tarde da noite e tiveram pelo menos duas conversas, segundo relato de uma pessoa próxima. Uma das reuniões foi com um integrante do Judiciário e a outra com um parlamentar. Os dois encontros foram agendados para que Bebianno pudesse compreender melhor "o cenário", disse essa fonte.

A pedido do ministro, Marinho permaneceu em Brasília na quinta. Ele atuou em duas frentes: dando conselhos a Bebianno sobre como reagir à crise e em conversas pontuais com integrantes do governo por telefone. Não houve contato, porém, com Flávio Bolsonaro. A interlocutores, Marinho dizia não acreditar que Bebianno deixaria o governo e que ele logo se entenderia com o "capitão", como costuma se referir a Jair Bolsonaro.

Marinho também é visto com desconfiança pelos filhos de Bolsonaro. Nos bastidores, atribuem a ele uma articulação, em conjunto com Bebianno, para cassar o mandato de Flávio no Senado Assim, Marinho assumiria.

No início do dia, Bebianno tinha diversos compromissos previstos na agenda. Entre eles, participaria de uma reunião interministerial no Planalto e da cerimônia de transmissão do cargo de chefe do Centro de Comunicação do Exército. Acuado, cancelou todos os compromissos no meio da manhã.

O ministro tentava articular a sua permanência no governo ou, pelo menos, uma saída honrosa. Para isso, esperava ser recebido por Bolsonaro, o que não aconteceu. No lugar, foi recebido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, no Palácio do Planalto.

À noite, divulgou uma nota para se defender e ganhar uma sobrevida no cargo. No texto, alega que não foi responsável pelas candidaturas de Pernambuco e destaca que era responsável apenas pelas contas do então candidato Jair Bolsonaro.

"Meu trabalho foi executado com total transparência e lisura. As contas da chapa do então candidato Jair Bolsonaro, que estavam sob minha responsabilidade, foram aprovadas e elogiadas pelos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)", escreveu.

Antes, em entrevista à revista Crusoé no fim da tarde, Bebianno voltou a negar que deixará o cargo e declarou que foi "jogado aos leões".

"Ele (Carlos Bolsonaro) não é nada no governo. Eu sou um ministro. Tenho de respeitar a liturgia do cargo. Eu respeito o meu presidente. Eu estou sendo jogado aos leões de maneira injusta, mas eu continuo exercendo o meu papel de proteger o presidente da República, de seguir a liturgia. Eu não sou moleque para ficar batendo boca em rede social", disse.

Na avaliação de Bebianno, o presidente tem receio de que o caso envolvendo candidaturas laranjas possa "respingar" nele. O ministro presidiu a legenda durante a campanha eleitoral e recaem sobre ele suspeitas de desvio de verba pública por meio de candidaturas laranjas.

Integrantes do PSL que o visitaram afirmaram que ele estava abatido. A avaliação é de que a crise tem como fundamento as desavenças de Bebianno com o vereador Carlos Bolsonaro. Os desentendimentos vêm ainda do período da transição. O filho do presidente se revoltou quando o então presidente do PSL precipitou uma articulação na cúpula do futuro governo e divulgou que ele, Carlos, comandaria a comunicação do Planalto.

A permanência de Bebianno é vista como difícil mesmo por pessoas próximas ao ministro. A negativa de Bolsonaro para recebê-lo para conversar foi vista como sinal de desprestígio.(JConline)


'Não fui responsável por candidatas em Pernambuco, diz Bebianno

por Simone Marques 15 de Fevereiro de 2019 às 10:54
categoria: Polêmica

Com a ajuda de aliados, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, elaborou uma nota para expor a sua defesa e ganhar uma sobrevida no cargo. No texto, alega que não foi responsável pelas candidatas de Pernambuco consideradas laranjas e destaca que era responsável apenas pelas contas do então candidato Jair Bolsonaro. 

"Meu trabalho foi executado com total transparência e lisura. As contas da chapa do então candidato Jair Bolsonaro, que estavam sob minha responsabilidade, foram aprovadas e elogiadas pelos Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)", escreveu.

O documento possui três páginas, duas com um ponto a ponto da sua defesa e outra com gráficos sobre as regras de distribuição de recurso no partido e as competências da Executiva Nacional, da qual fazia parte, e dos diretórios estaduais e municipais.

Bebianno destaca que assumiu interinamente a presidência do PSL entre fevereiro e outubro de 2018 para cuidar da candidatura de Bolsonaro. "Jair Bolsonaro nunca ocupou nenhum cargo de direção no partido, portanto, não tem qualquer relação com outras candidaturas. Responde apenas pela sua própria, como qualquer outro candidato", alega.

O ministro também escreve que a Executiva Nacional distribui os recursos do Fundo Partidário, garantindo o repasse de 30% para candidatas mulheres, mas que cabe ao diretório estadual formar suas chapas locais, incluindo a indicação das candidatas mulheres e respeitando o porcentual.

"Todos os repasses para os candidatos das eleições proporcionais e aos governos dos estados são realizados pela Executiva Nacional POR CONTA E ORDEM dos diretórios estaduais, que recebem diretamente os recursos em suas contas ou indicam os nomes dos candidatos a serem beneficiados. Compete a cada um dos candidatos a prestação de contas de sua própria campanha, cabendo-lhes também a responsabilidade pelos atos praticados."

"Por todas essas razões, reafirmo que não fui responsável pela definição das candidatas de Pernambuco que foram beneficiadas por recursos oriundos do PSL Nacional. Reitero meu incondicional compromisso com meu país, com a ética, com o combate à corrupção e com a verdade acima de tudo", conclui Bebianno.

Para planejar sua reação e elaborar o documento, o ministro convocou para seu front o empresário Paulo Marinho, amigo de longa data que se tornou suplente de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no Senado. Marinho estava em São Paulo e voou para capital tão logo foi chamado. Os dois se encontraram já tarde da noite da quarta-feira, 13, e tiveram ao menos duas conversas, segundo relato de uma pessoa próxima. Uma das reuniões foi com um integrante do Judiciário e a outra com um parlamentar. 

Reportagem da Folha de S.Paulo revelou que o PSL teria financiado duas candidaturas de laranjas em Pernambuco nas últimas eleições, quando Bebianno era o presidente do partido.

Na terça-feira, 12, em entrevista ao jornal O Globo, o ministro negou ser motivo de instabilidade no governo após essa revelação e, para afastar rumores de mal-estar, afirmou que teria falado três vezes com o presidente Bolsonaro naquele dia.

A crise se intensificou quando um dos filhos do presidente, o vereador no Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), disse que Bebianno mentiu ao afirmar que conversou com o presidente. Mais tarde, o próprio presidente retuitou o post do filho e repetiu, em entrevista à RecordTV, que o seu ministro mentiu.(Diario de PE)


Luciano Bivar gastou R$ 250 mil do Fundo Partidário com empresa do filho

por Simone Marques 15 de Fevereiro de 2019 às 10:46
categoria: Política

O deputado federal Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, gastou R$ 250 mil recebidos do fundo eleitoral para contratar a empresa de um dos seus filhos durante as últimas eleições em 2018. Sediada em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), a Nox Entretenimentos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a segunda maior fornecedora da campanha de Bivar e está registrada em nome de Cristiano de Petribu Bivar.

Segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão, a contratação está na mira da Procuradoria Eleitoral de Pernambuco. Em parecer sobre a prestação de contas de Bivar, o procurador Francisco Machado Teixeira se posicionou pela aprovação com ressalvas das contas e citou a necessidade de se investigar o possível “desvio de finalidade” no gasto destinado à empresa do filho do cacique do PSL.

“Foram realizadas despesas com fornecedores de campanha que possuem relação de parentesco com o prestador de contas, o que pode indicar desvio de finalidade. O Ministério Público Eleitoral informa que extrairá cópia dos autos para investigação dos fatos”, afirma o documento da Procuradoria Eleitoral sobre a prestação de contas de Bivar ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso.

Na época da contratação, a distribuição dos valores recebidos via fundo eleitoral para os candidatos do PSL, conforme ata do partido registrada na Justiça Eleitoral, era de responsabilidade do atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que presidiu a legenda durante a campanha eleitoral.

O ministro é o epicentro de uma crise instalada no governo Bolsonaro, depois de suspeitas de irregularidades no uso do dinheiro do Fundo Partidário e de o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, chamá-lo de mentiroso por Bebianno ter afirmado que conversou com Bolsonaro sobre o tema.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as notas fiscais apontam que a empresa teria prestado serviços de produção de vídeo para a campanha de Bivar. O telefone registrado pela empresa na Receita Federal é o mesmo do escritório de advocacia Rueda e Rueda, no Recife, que não explicou se divide o espaço com a Nox nem qual sua ligação com a família Bivar. Um dos sócios do escritório de advocacia é Antonio Rueda, presidente do diretório do PSL de Pernambuco no período eleitoral. Outra empresa em que Cristiano Bivar é sócio, a Mitra Participações, aluga salas para o diretório do PSL no Recife.

Bivar é presidente do PSL desde 1998 e, atualmente, ocupa o cargo de segundo-vice-presidente da Câmara. O parlamentar, que deixou o comando da sigla apenas durante a eleição a pedido de Bolsonaro para dar lugar a Bebianno, foi candidato a presidente da República em 2006. Ele foi um dos parlamentares que mais receberam valores do fundo eleitoral. Dos R$ 9,2 milhões recebidos pelo PSL, a campanha do deputado amealhou R$ 1,8 milhão, o que representa 19,5% da totalidade.

Na prestação de contas de campanha, a Nox Entretenimentos, do filho de Bivar, aparece na segunda colocação entre as empresas que mais receberam. Em primeiro lugar está a Vidal Assessoria e Gráfica Ltda., de Luis Alfredo Vidal Nunes da Silva, que é vogal (dirigente com direito a voto) do PSL de Pernambuco. A gráfica está sedidada em Amaraji, na Zona da Mata do Estado.

Especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo disseram não haver proibição legal na contratação de empresas de familiares com dinheiro do Fundo Partidário, mas afirmaram que a citação a um possível “desvio de finalidade” significa que a Procuradoria Eleitoral vai investigar se os serviços foram efetivamente prestados e a preços de acordo com o mercado.

O deputado federal Luciano Bivar afirmou, por meio da assessoria, que a contratação da Nox Entretenimentos se “deveu ao fato de ela ter oferecido o menor preço para produzir os vídeos da campanha” e que “há contrato, notas fiscais, tudo perfeitamente legalizado”. Sobre as salas em que fica a sede do PSL em Pernambuco, o deputado disse que “o aluguel é em forma de comodato e que, na verdade, ele empresta a sala para o partido, sem custo”.

O filho do presidente do PSL, também via assessoria do deputado, declarou que sua empresa foi contratada por vários candidatos e que, no caso de seu pai, prestou serviços de produção de vídeos, jingles e decoração do comitê. Cristiano Bivar disse ainda que, para desempenhar essa função, também pagou “o projeto arquitetônico, som, palco, projetor, gerador de energia, diesel, mobiliário e as gravações para o programa gratuito de TV”.

A Nox Entretenimentos, por e-mail, afirmou que o serviço foi efetivamente prestado e a preço de mercado. “Inexiste impeditivo legal na contratação. Tendo inclusive as contas do candidato sido aprovadas sem ressalva pelos órgãos competentes”, afirmou a empresa.(JConline)


Petrolina deve receber R$ 17,6 milhões para mobilidade urbana

por Redação Nossa Voz 15 de Fevereiro de 2019 às 08:33
categoria: Política

Um total de R$ 17,6 milhões deverá ser liberado pelo governo federal, nos próximos 15 dias, para investimentos em mobilidade urbana no município de Petrolina-PE. A garantia foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, ao senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) na noite desta quarta-feira (13), em Brasília.

Durante a audiência, na sede do ministério, o senador também solicitou ao ministro a concessão de recursos do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) para a conclusão de 140 casas em construção em Poço Dantas e Cacimba do Baltazar, zona rural de Petrolina. “O ministro Canuto foi muito receptivo às nossas demandas e demonstrou grande disposição para que os recursos sejam liberados no menor tempo possível”, conta Fernando Bezerra.

Tanto os financiamentos direcionados à mobilidade urbana quanto ao PNHR passaram para o âmbito do Ministério do Desenvolvimento Regional (até o governo anterior, eles estavam sob a gestão do Ministério das Cidades). No último dia 31 – acompanhado pelo prefeito Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (DEM-PE) – o senador reuniu-se com o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães. 

Foto: Divulgação



 


Zé Batista tece duras críticas à Compesa por cobrança de taxa na conta de água e chama empresa de "como pesa"

por Simone Marques 14 de Fevereiro de 2019 às 19:50
categoria: Polêmica

O vereador Zé Batista da Gama fez o uso da tribuna na Câmara nesta quinta-feira (14) e tachou a Compesa de "como pesa" no bolso do Petrolinense. Ele teceu duras críticas ao serviço prestado pela empresa em Petrolina.

O edil relembrou que desde 2003 existe a queda de braço entre o município e o governo de PE, e tudo isso ocorre nas entrelinhas por causa de confrontos políticos. "Paulo Câmara tem interesse em continuar com a Compesa porque é a menina de ouro do governo. Só em Petrolina se arrecada em torno de 10 a 11 milhões de reais por mês, e não se aplica se quer 1 milhão ao município, agora pasmem os senhores, eu estou aqui com contas de Petrolina onde nós consumidores pagamos por 10 metros cúbicos de água R$ 41,30, agora você vai bem ali em Juazeiro, lá eles pagam pelos mesmos 10 metros R$ 21, 22 centavos, 50% do valor que é cobrado em Petrolina. É ou não é uma roubalheira? Isso é assalto, é roubo".

A conta de água e esgoto ficou mais cara em Pernambuco e entrou em vigor em maio do ano passado. A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Pernambuco (Arpe) homologou o reajuste de 2,78% nas tarifas da Companhia Pernambucana de Saneamento. Com o aumento autorizado, uma conta de R$ 100 subiu para R$ 102,78, por exemplo.

Zé Batista atrelou a falta de água constante na cidade pela incapacidade de operação da empresa. "Foram investidos milhões de reais em uma nova ETA em Petrolina mas a água não chega aos consumidores. As estações elevatórias só agora após várias lutas da AMMA só agora eles estão repondo essas bombas reserva, as redes de distribuição de água em Petrolina são muito antigas,  da década de 60/70". 

 

 

 


Cristina Costa faz apelo contra ação da Guarda Municipal de Petrolina com uso de spray de pimenta

por Simone Marques 14 de Fevereiro de 2019 às 17:09
categoria: Política

A vereadora Cristina Costa (PT) trouxe um relato para a sessão plenária desta quinta-feira (14) sobre a Guarda Civil de Petrolina e o "spray de pimenta".

Através de um encaminhamento, Cristina lia a pedido de uma pessoa  que dizia ter ficado feliz ao ir almoçar no Restaurante Popular da cidade quando encontrou a viatura da Guarda Municipal fazendo segurança no local, quando tentavam retirar do restaurante um homem aparentemente alcoolizado e insistia em comprar comida. 

Segundo ela, os guardas tentavam conduzir o rapaz para fora e sem conseguirem em meio a fila de clientes que aguardavam, esses guardas atiraram spray de pimenta no homem, atingindo outras quatro pessoas, inclusive a moça que encaminhou a carta para Cristina. "O homem caiu imediatamente e eu não conseguia respirar e nem abrir os olhos, foi a pior sensação que já vivi. Sem esperar, sem motivo algum cidadãos que esperavam na porta de um restaurante atingidos por um produto que não sabemos que consequências trazem a saúde, pois homens treinados para garantir a segurança pública decidiram que para conter uma pessoa varias outras seriam atingidas", continuou.

Após finalizar a leitura Cristina se dirigiu ao líder Aero Cruz, e o vereador Ronaldo Cancão, ela criticou que seja rediscutida a atuação do spray de pimenta. "Essa nova medida foi colocada em prática agora na gestão do prefeito Miguel Coelho, o secretário que ele trouxe de Recife instituiu e criou esse spray de pimenta aqui na população. Eu já fui vitima, não por ter jogado em mim, mas para combater trabalhadores e vi prontamente quando o secretário jogava  no evento Grito dos Excluídos, no chão. Eu peço providências do dialogo no uso do spray de pimenta para que a imagem da Guarda Municipal não seja arranhada e o respeito do cidadão que está na fila não possa ser atingido", concluiu.


Candidata do PSL na mira da Polícia Federal e Procuradoria Eleitoral

por Simone Marques 13 de Fevereiro de 2019 às 13:00
categoria: Política

A Polícia Federal ouvirá nesta quinta (14), no Recife, a secretária administrativa do PSL, Maria de Lourdes Paixão, 68 anos, que disputou como candidata a deputada federal pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. Há suspeita que o grupo do vice-presidente da Câmara dos Deputados, Luciano Bivar, criou uma candidatura laranja para receber dinheiro. Nesta terça-feira (12), a Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco (PRE-PE) informou que propôs ação de impugnação de contas eleitorais da ex-candidata.

Maria de Lourdes recebeu R$ 400 mil de contribuição da direção nacional do partido e obteve apenas 276 votos. Segundo a Procuradoria Eleitoral, a ação busca esclarecer os fatos e elucidar eventuais irregularidades. A PRE-PE informou que o caso está sob sigilo e nenhuma outra informação sobre a ação poderá ser fornecida neste momento. A suspeita de fraude eleitoral envolvendo a secretaria administrativa do PSL foi revelado no último domingo pela Folha de São Paulo.

O caso chamou atenção porque o valor repassado para Maria de Lourdes pela direção nacional do PSL na campanha foi praticamento igual ao que foi repassado para a eleição do presidente Jair Bolsonaro, que foi de R$ 433.346,73. Segundo apurou a Folha de São Paulo, o recurso foi enviado no dia 03 de outubro de 2018.

Do valor total de R$ 400 mil, Maria de Lourdes declarou a Justiça Eleitoral ter gasto R$ 380 mil de recursos públicos em uma gráfica faltando quatro dias para a eleição. Acontece que no local indicado na nota fiscal da Gráfica Itapissu, no Arruda, existe uma oficina de carro que funciona há quase um ano no local, segundo revelou a Folha.

Na semana passada, a reportagem havia relevado que o atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, promoveu um esquema de candidaturas de fachada em Minas Gerais. Nesse caso, a sigla recebeu altos valores Fundo Eleitoral do PSL nacional. Curiosamente, os candidatos não conseguiram receber 2 mil votos. Parte do gasto declarado foi para empresas ligadas ao gabinete de Marcelo Álvaro Antônio, na Câmara dos Deputados. 

Em Recife, Maria de Lourdes será ouvida pela Polícia Federal em um procedimento chamado registro especial, cujo objetivo é obter informações antes da instauração do inquérito policial.(Diario de PE)


Projeto em tramitação pede mais transparência nas multas de trânsito de Petrolina

por Redação Nossa Voz 13 de Fevereiro de 2019 às 08:52

Na sessão desta terça-feira (12) da Câmara de Vereadores de Petrolina-PE, a vereadora Cristina Costa (PT) apresentou um projeto de lei que exige que seja divulgado no Portal da Transparência do município a destinação de valores de multas aplicadas pela Ammpla. De acordo com o texto, todo mês a prefeitura deve tornar as infrações de trânsito e os valores aplicados como informações de domínio público.

“O pessoal fala muito de que tem muitas multas e não dá pra gente aqui responder se isso procede ou não. Então, quando você traz um projeto de lei pedindo transparência e que vai estar lá no Portal da Transparência o montante de multa que acontece no mês em Petrolina e pra onde é repassada essas multa, você tem a oportunidade pra que a sociedade possa perceber realmente se há uma indústria de multa aqui, saber como está sendo investido e pra trazer esses recursos pro trânsito”, justificou a vereadora.

O projeto está em tramitação nas Comissões da Câmara. Depois de receber os pareceres, segue pra votação.


Fogo amigo, troca de farpas e acusações graves marcam sessão desta terça-feira (12), na Câmara de Petrolina

por Simone Marques 12 de Fevereiro de 2019 às 20:42
categoria: Política

Discursos recheados com críticas marcaram a sessão plenária desta terça-feira (12), na Casa Plínio Amorim.

A celeuma das comissões permanentes continuaram rendendo, e quando o assunto de fato foi resolvido, as revelações vieram a tona.

Não é de hoje que o vereador Ronaldo Silva tem falado sobre a "caça as bruxas" sofrida por ele pelos próprios colegas de bancada. 

Pois bem, em um discurso duríssimo feito na sessão de hoje (12), Ronaldo apontou que pessoas do próprio governo estariam fazendo manobras para que o mesmo ficasse de fora de comissões, e que estaria plantando a discórdia o parlamentar e mais três vereadores. "A pessoa da mesma forma que fazia comigo chegava para Gaturiano, Elias Jardim, Alex de Jesus e dizia, não acredite e nem confie em Ronaldo Silva que ele quer te usar. Eu sou é homem, eu não uso e nem brinco com o sentimento das pessoas".

Ronaldo Silva engrossou a sua fala e mencionou o assessor especial do governo Miguel Coelho, Orlando Tolentino que se fazia presente no momento e mandou o recado. "Tolentino, você que se diz meu amigo foi quem fez tudo isso e chegava  essa confusão todinha, não foi oposição, não foi situação, não foi nada, somente o nosso assessor especial que chegava pra mim e falava faça isso, e chegava para os demais colegas e dizia que não era para acreditar e nem confiar em mim. Então irmão isso não acontecerá mais, eu sou é homem, prometi que falaria disso aqui na Casa e estou dizendo", finalizou.

O vereador Gaturiano também abriu o verbo e saiu em defesa de Ronaldo confirmando que de fato fizeram manobras para deixar o vereador de fora das comissões. "Fizeram isso mas eu fui muito homem por ter lhe dado a minha palavra, e palavra não é para todo homem não. Fizeram manobras, desmancharam blocos e ainda me fizeram um convite de fazer parte de um bloco de três vereadores para lhe deixar de fora e eu jamais comunguei pois lhe dei minha palavra. O que temos hoje no Brasil é um bando de políticos prostitutos, políticos que se vendem e não honram a sua palavra e nem o compromisso". E mandou um recado ao povo de Petrolina. "Espero que no próximo ano o povo de Petrolina tenha mais consciência na hora de dar o seu voto. Esses políticos frouxos que se vendem e que não honram os seus compromissos. A engenharia não sei se funcionou, mas o que a gente vê na verdade é um veterinário cuidando de um bando de burros", esbravejou.

O assessor especial do governo Orlando Tolentino por sua vez se defendeu das acusações de Ronaldo e disse que não cabia a quem tem cargo comissionado na prefeitura interferir numa decisão que é da Câmara. "Discordo do vereador Ronaldo Silva e em nenhum momento a gente interferiu ou condicionou nada, pois todos são aliados da base do prefeito Miguel Coelho. Eu acho que Ronaldo no momento em que ele citou meu nome deve estar chateado com alguma postulação dele que não foi atendida pelos seus pares". 


Aero acusa colegas de bancada pela desarmonização na definição de Comissões na Câmara

por Simone Marques 12 de Fevereiro de 2019 às 19:27

Após a queda de braço entre oposição e situação por conta das definições das Comissões na Casa Plínio Amorim, finalmente uma reunião realizada na segunda-feira (11) terminou com a celeuma e pé de guerra entre os edis. Mas engana-se quem pensou que as discussões se encerraram por ali, não por enquanto.

Responsável pelas articulações dentro do seu próprio grupo e líder da situação, o vereador Aero Cruz reconheceu que precisava ter mais harmonia. Em sua fala Aero deixa claro que existiam sete líderes onde todos estavam alinhados com o governo, porém acusou que dois deles estavam conversando com a oposição ocasionando a desarmonia. “Procuramos chamar esses dois líderes, sentamos, nos articulamos para que fossemos  para as Comissões todas já certas e dentro dessa conversa nós colocamos também a participação da oposição, que foi um levantamento de todos e nós achamos por bem não chegar como um trator, passando por cima. Nós teríamos condições de ganhar as Comissões sem a participação da oposição, mas achamos por bem a secretaria de Educação, Direitos Humanos e secretaria da Mulher nós articulamos para colocar a oposição”, esclareceu.

Questionado sobre a sua não participação em nenhuma das Comissões, o situacionista disse ter achado por bem se retirar das Comissões, mas sem abrir mão do espaço do seu partido. “Todo o espaço que nós tínhamos eu poderia ficar, mas indiquei o nosso membro vereador Zé Nildo do Alto do Cocar”, completou.

Por outro lado já a vereadora Cristina Costa elogiou a articulação dos seus colegas de oposição, e rebateu Aero Cruz quando ele disse que teria aberto para os oposicionistas participarem das Comissões. “Nós temos direito de participar das Comissões até porque temos três líderes aqui, articulamos enquanto lideranças de oposição que queríamos ficar em Comissões que nos deixaria mais próximos da população, vamos promover debates, audiências públicas nos bairros pra fortalecer, nós temos que usar estratégias”.

Cristina ainda lamentou a falta de preparo por parte do executivo que não foi capaz de dialogar com as lideranças. “Isso aqui é um espaço público, democrático, um ambiente político, e um ambiente político você tem que ter muito dialogo. A gente não faz política  com radicalismo, fechando as portas tudo querendo pra si, pois nem toda minoria ela é unanimidade, mas uma maioria que se acha unânime isso pra gente é uma burrice”.