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De pai pra filho: Senador comenta possibilidade de indicar Fernando Filho à disputa pelo Governo do Estado

por Karine Paixão 22 de Setembro de 2017 às 10:56
categoria: Política

Após a saída do PSB, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB)passou a explicitar ainda mais o seu projeto político de governar Pernambuco. Mas ainda não se sabe se haverá viabilidade política para que ele possa diretamente realizar esse projeto. Ainda sob os relexos dos conflitos com o diretório estadual do PMDB e com a sombra da Operação Lava Jato, FBC teria como plano B lançar o nome do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB) e assim, por vias indiretas passar a administrar o Estado. 

Questionado sobre o assunto, o senador não nega a disponibilidade tanto do pai quanto do filho. “A disposição e a vontade é grande, tanto de Fernando Filho quanto nossa, mas não é hora da gente definir e nem tratar de nomes”, despistou em entrevista concedida a imprensa na noite desta quinta-feira (21), na Prefeitura de Petrolina, logo após o desfile cívico que comemorou os 122 anos de emancipação política da cidade. 

Segundo Fernando Bezerra, todos os partidos estão alinhando suas estratégias e o mais prudente é esperar. “A hora e momento agora é que a gente possa definir que frente política será possível armar. Os partidos todos, com exceção do PSB que tem Paulo Câmara como candidato a eleição, os demais partidos estão avaliando para onde vão se perfilar para as eleições do próximo ano, quais serão as frentes políticas que serão formadas. O próprio partido dos trabalhadores discute a possibilidade de uma candidatura própria ou formar em uma frente política”, analisou. 

Ainda em entrevista ao Nossa Voz, senador reforça sua expectativa de reunir todas as oposições ao governo Paulo Câmara numa única proposta. “Eu acredito que existe um campo muito propício para se formar uma frente política forte, que possa reunir Armando Monteiro (PTB), Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Raul Jungmann (PPS), nós, possivelmente já a frente do PMDB, pra poder definir qual será o tamanho dessa frente e depois trabalharmos uma proposta. Acho que existe uma frustração quanto ao desempenho do atual governo e eu acho que nosso desafio é apresentar uma proposta que possa animar, encantar o povo pernambucano para construção de um novo momento no nosso Estado”. 

 


Deputado Federal de PE Betinho Gomes não apoiará Fernando Bezerra Coelho nas eleições de 2018

por Redação Nossa Voz 22 de Setembro de 2017 às 08:41



O deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) esteve em Petrolina na última semana e concedeu entrevista exclusiva à redação do Nossa Voz. Ele comentou a respeito da saída do senador da República, Fernando Bezerra Coelho, do PSB. “A saída dele é um abalo no governo Paulo Câmara e causa estragos. Acho que é um assunto preocupante para o governo, mas é preciso aguardar o desdobramento e a posição do PMDB porque o Jarbas Vasconcelos já mostrou que quer o controle do partido em Pernambuco”, destacou.

Apesar de admitir o poder e influência de Fernando Bezerra Coelho, o deputado tem outro nome para apoiar nas eleições de 2018. Ele acredita que o partido dele, o PSDB, tem uma base forte para lançar um governador, e que não vai ficar refém das forças políticas que vem monopolizando a administração do estado. “As forças de oposição precisam se organizar. Eu tenho defendido que o meu partido, a partir da base que tem, temos a ousadia de lançar um candidato a governador. Não vamos ficar reféns das mesmas politicas de sempre que se alternam no governo de Pernambuco. Por isso estamos fazendo esse debate”, enfatizou.

Ele acrescenta que é preciso apresentar algo novo para o estado e que apoiará o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes para o governo de Pernambuco.


Maia quer concluir votação da segunda denuncia de Temer ainda em outubro

por Karine Paixão 21 de Setembro de 2017 às 09:55
categoria: Política

 

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, afirmou que acredita que a votação da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer será concluída em outubro. "Tem o feriado de 12 de outubro. Tem de esperar para ver quando o texto sai da comissão. Dependendo do dia, pode votar antes ou depois do feriado. Mas durante o mês de outubro certamente esta matéria estará resolvida", afirmou, após participar de comemoração da data nacional do Chile, na noite desta quarta-feira, 20, na embaixada do país. 

Maia, que reassume hoje a presidência da Câmara, com o fim da viagem de Michel Temer a Nova York, disse que quer votar o texto "o mais rápido possível, mas respeitado o regimento". O parlamentar considera importante que "a gente possa avançar nesta pauta", que reconheceu que atrasou a votação das reformas no Congresso. 

Sobre o processo em si, ele pretende não opinar. "Eu vou ficar bem distante desse assunto. Não vou conversar com deputado ou emitir opinião porque, na primeira denúncia, minha opinião foi mal interpretada pelo Palácio do Planalto", disse. "As vozes do Palácio agora terão o meu silêncio absoluto. Nenhuma opinião. Nem contra, nem a favor."

Os prazos estimados por Maia levam em conta o trâmite da votação da denúncia anterior, na qual Temer não usou todo o prazo da defesa. "O presidente tem até dez sessões para apresentar a defesa. O relator tem até cinco sessões, a comissão vota, 48 horas depois o plenário estará pronto para votar da mesma forma, um a um no microfone", afirmou Maia.

O presidente em exercício eximiu ainda a Câmara dos Deputados de ser responsável pelo atraso da votação das reformas no Congresso. "Quero deixar claro que o atraso na votação das reformas não é culpa da Câmara dos Deputados. Nós não temos responsabilidade pela denúncia. Hoje, alguns ministros falaram do atraso. Mas o atraso infelizmente aconteceu. Nós, aqui, temos de cumprir nosso papel. Não pode o presidente estar denunciado e ficar esse processo esperando", observou. (Agência Estado)


Câmara recua e fim das coligações valerá somente para 2020

por Karine Paixão 21 de Setembro de 2017 às 09:49
categoria: Política



Uma das medidas mais esperadas da reforma política ficou para 2020. Os deputados aprovaram nesta quarta-feira, 20, o fim das coligações para as eleições de deputados e vereadores, mas a nova regra não será aplicada na disputa do ano que vem.

O texto inicial, relatado pela deputada Shéridan (PSDB-RR), previa a medida já para 2018. Os deputados, no entanto, fizeram um acordo e aprovaram um destaque do PPS para que a medida valha somente a partir de 2020. Foram 348 a favor, 87 contra e 4 abstenções.

Os deputados ainda têm outras alterações para analisar do texto, entre elas, a sugestão de criar uma nova janela para permitir a migração partidária.

A ideia do presidente da Câmara em exercício, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), é concluir a votação ainda nesta quarta-feira, 20. Ele fez um apelo para que os deputados permaneçam em plenário durante a madrugada. "Vamos votar, nem que tenhamos que ficar aqui até as 6h da manhã", disse.

Por se tratar de uma emenda à Constituição, após finalizar a análise dos destaques, a proposta ainda precisará passar por uma nova votação na Câmara antes de ir para o Senado. Para que essa segunda votação possa acontecer ainda nesta quarta, será preciso votar um requerimento para ignorar o período regimental exigido entre o primeiro e o segundo turno - o chamado interstício.

Pelo texto aprovado até agora, no lugar das coligações, os partidos poderão se juntar em federações a partir de 2020. A diferença para o sistema atual é que as federações não podem se desfazer durante o mandato, isto é, as legendas terão de atuar juntas como um bloco parlamentar durante toda a legislatura.

Além dessas regras, a PEC cria uma cláusula de desempenho (ou cláusula de barreira) para que os partidos possam ter acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV.

Coligações

Pelas regras atuais, e que permanecem valendo em 2018, diferentes partidos podem fazer alianças para eleger seus candidatos ao Legislativo. Dessa forma, se dois partidos antagônicos se coligam, é possível que o voto em um candidato ajude a eleição de outro. Em um exemplo hipotético, o eleitor vota em um nome do PT, mais a esquerda, mas pode ajudar a eleger um nome do PP, um partido de centro-direita.

Essa medida beneficia partidos pequenos, que costumam se aliar a legendas mais fortes para garantir vagas na Câmara. Deputados do PCdoB, por exemplo, comemoraram a aprovação do destaque.

Alguns parlamentares, no entanto, criticaram a decisão de adiar o fim das coligações para 2020. "A coligação é a raiz causadora dos problemas que estamos vivendo hoje. Você junta na mesma coligação partidos que pensam diferentes, o que não representa a vontade do eleitor", disse o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA). (Estadão Conteúdo)


Prefeito Humberto Mendes veta projeto de Lei que diminui carga horária da enfermagem

por Davi Mendonça 21 de Setembro de 2017 às 09:31
categoria: Polêmica

Autor da lei, vereador Anderson Harlem, pede derrubada do veto



O prefeito do município de Santa Maria da Boa Vista, Humberto Mendes (PTB) vetou integralmente o projeto de Lei nº 07/2017 de autoria do vereador Anderson Harlem. O projeto trata sobre a diminuição da carga horária dos profissionais de enfermagem de 40h para 30h semanais. Após tramitar na câmara de vereadores o projeto de lei foi aprovado por unanimidade pelos vereadores o que gerou muita comemoração por parte da categoria e do vereador autor da lei.

Na última terça feira (19) o vereador Anderson Halem foi surpreendido pela notícia de que o prefeito teria vetado integralmente seu projeto, alegando entre outros pontos, que a iniciativa geraria despesa para o município e que é inconstitucional.

Muito chateado com a decisão do executivo o edil defendeu seu projeto e pediu fidelidade aos demais vereadores para derrubar o veto, “não estou brincando de fazer projeto, isso não é coisa da minha cabeça, que eu inventei, para isso eu estudei durante sete meses e consultei todos os órgãos que tratam sobre o tema e essa lei não irá aumentar o gasto com pessoal, como o prefeito argumenta, afinal na gestão atual de Humberto, já estão trabalhando com a carga horária de 30h semanais, então eu só coloquei no papel o que já acontece aqui na cidade, é por isso nobres edis que peço o apoios dos pares para derrubada do veto no projeto de minha autoria”, defendeu Harlem.

Para anular o veto será preciso obter maioria absoluta dos vereadores, por tanto, 7 votos dos 13 membros da casa. Na ultima sessão alguns vereadores já mostraram que vão votar contra o veto, a situação mais complicada é do Vereador Ronaldo Sá, que votou a favor quando estava na oposição e agora é líder da situação na câmara e vive o impasse de se posicionar a favor do governo e mudar de voto ou manter seu voto inicial e ficar contra o próprio executivo. Agora o projeto vai seguir para as comissões e deve voltar para a pauta da câmara na próxima sessão.

Entramos em contato com a assessoria do Prefeito, mas até o fechamento dessa matéria não recebemos retorno.


Deputado Betinho Gomes quer continuidade das investigações contra Temer

por Redação Nossa Voz 20 de Setembro de 2017 às 08:01
categoria: Corrupção

O deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) esteve em Petrolina na última semana e concedeu entrevista exclusiva à redação do Nossa Voz. Ele comentou sobre a atual situação política e financeira que o Brasil enfrenta, que segundo ele, está fragilizada. Ele teceu críticas ao governo temer e culpou o presidente por parte da crise.

“É um quadro preocupante com esse embate que não se encerra. O presidente tem sido denunciado precisa responder esses problemas porque ele é parte dessa crise e essa questão precisa ser esclarecida, não dá para esconder esses problemas embaixo do tapete”, destacou o parlamentar.

O deputado falou ainda sobre o novo processo do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da república. Ele disse que os fatos precisam ser esclarecidos e que as denúncias precisam de uma atenção especial no sentido de autorizá-las, ou não, por parte da Câmara, mas que espera que elas tenham encaminhamento.

“Tem que buscar o esclarecimento. Preciso atender a expectativa da sociedade que é esclarecimento e vamos aguardar que a denúncia seja efetivada e espero que o mais rápido possível porque o Brasil não pode ficar paralisado diante de mais uma denúncia, o meu posicionamento será pela continuidade das investigações e espero que seja a da maioria na Câmara também porque é isso que a população quer”, enfatizou Betinho Gomes.

De acordo com informações do portal G1, Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reunirão nesta quarta-feira (20) para decidir se suspendem o envio, à Câmara dos Deputados, da nova denúncia contra o presidente Michel Temer. A sessão está marcada para as 14h. A acusação foi apresentada na semana passada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e aponta Temer como líder de organização criminosa formada por políticos do PMDB da Câmara. O presidente também é acusado de obstrução de Justiça nas investigações da Operação Lava Jato.

A Constituição determina que a denúncia deve ser encaminhada à Câmara, a quem cabe autorizar, por no mínimo 2/3 dos deputados, a análise da acusação pelo STF.

Gabriela Canário


Vereadores de oposição querem explicações sobre demissões das sementeiras e afirmam que prefeitura está fazendo um desserviço à população

por Redação Nossa Voz 20 de Setembro de 2017 às 07:33
categoria: Polêmica

Circulou na imprensa local, nesta semana, a informação de que as sementeiras estão cumprindo aviso prévio e que logo logo devem deixar a função que ocupavam nas creches do programa Nova Semente, que foi desenvolvido pelo ex-prefeito Julio Lossio.

A vereadora Cristina Costa disse que a má política tende a desfazer o que o outro fez e deu certo. Ela entrou com um requerimento e aguarda um parecer do prefeito Miguel Coelho sobre qual a proposta que tem para o programa que atende milhares de criança aqui em Petrolina.

“Uma das coisas da má política no Brasil, é um prefeito desfazer o que o outro fez. O próprio prefeito Miguel Coelho se comprometeu que não fecharia o Nova Semente. Eu faço parte do Conselho Municipal de Educação e entendo que ele tem direito de criar uma política para a educação infantil, mas queremos discutir como vão ser essas políticas. Queremos saber qual a proposta que o prefeito vai apresentar. Não é terrorismo, precisamos ser coerentes com o que diz e com a prática. Todas as sementeiras estão de aviso prévio. Precisamos dessa mão de obra qualificada”, destacou a vereadora.

O líder de oposição, Paulo Valgueiro, disse que vai a bancada vai aguardar retorno do poder executivo para que depois seja tomada uma decisão mais dura. Entretanto, ele não poupou críticas ao dizer que o governo municipal está prestando um desserviço para a população, alegando que a prefeitura não tem trabalhado pelos mais pobres.

“A gente vai aguardar a resposta por parte do executivo para que a gente tome uma decisão. O nova Semente traz um benefício enorme para Petrolina. Recebemos queixas de mães que não conseguem mais trabalhar por causa do trabalho. O governo dito Novo Tempo não é voltado para as pessoas mais carentes e sim para quem tem mais recursos. Não se pode deixar o social, a educação e a saúde dos petrolinenses de lado”, criticou. 

Gabriela Canário 


STF decidirá nesta quarta-feira se suspende envio à Câmara da denúncia contra Temer

por Redação Nossa Voz 20 de Setembro de 2017 às 07:02
categoria: Polêmica

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reunirão nesta quarta-feira (20) para decidir se suspendem o envio, à Câmara dos Deputados, da nova denúncia contra o presidente Michel Temer. A sessão está marcada para as 14h.

A acusação foi apresentada na semana passada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e aponta Temer como líder de organização criminosa formada por políticos do PMDB da Câmara. O presidente também é acusado de obstrução de Justiça nas investigações da Operação Lava Jato.

A Constituição determina que a denúncia deve ser encaminhada à Câmara, a quem cabe autorizar, por no mínimo 2/3 dos deputados, a análise da acusação pelo STF.

A defesa de Temer, no entanto, quer que, antes de remeter a denúncia à Câmara, o STF aguarde o fim das investigações sobre suposta omissão de executivos da J&F nas delações premiadas.

O assunto começou a ser analisado no plenário da Corte na semana passada, mas só houve tempo para manifestação da defesa e da PGR.

Provas entregues pelos delatores da J&F integram a acusação contra Temer. A defesa diz que não são válidas, pela suspeita de que os delatores da J&F foram orientados pelo ex-procurador da República Marcelo Miller quando ele ainda trabalhava na PGR.

Para uma decisão sobre a suspensão da denúncia, deverão se manifestar os 11 ministros do STF. O primeiro a votar será Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

Na semana passada, nove ministros que participaram da sessão negaram outro pedido de Temer, para afastar o ex-procurador-geral Rodrigo Janot das investigações e anular os atos dele, Janot, no caso.

Devolução da denúncia

A defesa do presidente Michel Temer também havia pedido ao STF que devolvesse à PGR a nova denúncia.

Os advogados de Temer argumentaram que, ao denunciá-lo, a Procuradoria Geral citou fatos anteriores ao mandato, e a Constituição veda investigações sobre o presidente da República em relação a casos ocorridos fora do exercício das funções.

Ao analisar o caso, o ministro Edson Fachin negou devolver a denúncia à PGR.

Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti, a estratégia da defesa de Temer tem preocupado os articuladores políticos do Palácio do Planalto. A avaliação deles é que os diversos questionamentos atrasam a análise da denúncia e, com isso, o presidente fica exposto "por muito tempo".

G1


Mesmo com ações de combate ao trabalho infantil, crianças pedem dinheiro nos semáforos de Petrolina

por Redação Nossa Voz 19 de Setembro de 2017 às 08:49
categoria: Polêmica

A prefeitura de Petrolina lançou um programa de combate ao trabalho infantil e, em matéria enviada à imprensa, afirmou que a cidade se tornou uma referência neste tipo de ação. Só que nas ruas a realidade ainda é bem diferente. Diariamente, crianças são encontradas pedindo dinheiro em alguns semáforos no Centro, o que é considerado trabalho infantil.

A campanha “Petrolina diz não ao trabalho infantil” tem ações desenvolvidas continuamente e, segundo a administração municipal, até 2018 serão desenvolvidas ações, entre elas, a instalação temporária de stands para envolvimento e entretenimento de crianças, panfletagens para os adultos, mobilizações, entre outras atividades.

Um panorama da infância e da adolescência realizado pela fundação Abrinq apontou que no Brasil cerca de 2,6 milhões de crianças e adolescentes estão em situação de trabalho infantil. O estudo foi feito utilizando dados de fontes públicas, entre elas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com a Secretária de Desenvolvimento Social, Kátia Carvalho, o município vem trabalhando de forma integrada com a promotoria. “A gente já fez o mapeamento do trabalho infantil em Petrolina. Só na feira da Areia Branca fizemos a reintegração de 60 crianças”, explicou.

De acordo com a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Vanessa Patriota, o problema está no setor informal. “No setor formal, responsabilizamos o empregador. É muita criança engraxate, nos semáforos, ambulantes. O município tem que estabelecer programas para solucionar esses casos”, destacou. Segundo ela, o Ministério Público do Trabalho está acompanhando se o programa “Petrolina diz não ao trabalho infantil” está sendo desenvolvido corretamente. “Solicitamos que fossem realizadas ações de desenvolvimento de programas sociais com as crianças e com os pais”, explicou Vanessa Patriota.

A procuradora acrescenta que é importante acabar com o mito de que “melhor trabalhando do que roubando”, tendo em vista que as crianças precisam ser acompanhadas tanto pelos pais quanto pelo poder público. "Tem gente que acha que a criança pobre só tem dus opções: trabalhar ou cheirar cola", enfatizou. 

Em entrevista ao Nossa Voz, no mês passado, Juiz Marco Bacelar, da Vara da Infância e Juventude de Petrolina, esclareceu que o trabalho de crianças nos semáforos da cidade é uma prática comum e teve um aumento significativo em Petrolina. “Tivemos um número crescente de crianças nos semáforos e temos que ter ajuda da população para que não contribua financeiramente para a permanência delas ali”, destacou.

A campanha “Petrolina diz não ao trabalho infantil” é desenvolvida pela Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. As ações contarão com apoio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS); Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agrário; Conselho Tutelar; Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente e do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).