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Gilmar Santos comenta disputa por presidência de comissão e esclarece boatos sobre mal estar no PT de Petrolina

por Redação Nossa Voz 21 de Fevereiro de 2019 às 12:03

Nesta quinta-feira (21) o vereador de Petrolina-PE, Gilmar Santos (PT) participou do programa Nossa Voz para divulgar a campanha voltada aos direitos humanos no carnaval deste ano. O vereador também comentou assuntos polêmicos como a reivindicação de Osinaldo Souza (PTB) pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Casa Plínio Amorim e um possível mal estar que estaria acontecendo dentro do diretório municipal do PT com a notícia da indicação do irmão de Odacy Amorim como canditado a vereador em 2020 pelo partido.

Sobre a possível candidatura de Odomy Amorim, o vereador Gilmar Santos, disse que são apenas rumores. "Eu fiquei sabendo desses rumores ontem e em nenhum momento havia me manifestado anteriomente de estar aborecido, de estar chateado. Então tem  muita especulação e até uma tentativa de dividir e criar esse clima de divergência mais intenso entre o Partido dos Trabalhadores", explicou.

Gilmar Santos ainda destacou que não vê como ameaça essa indicação, mas disse que, como em qualquer outra, é preciso respeitar e discutir todos os nomes dentro da instância partidária. "Não vejo como ameaça porque é sempre a população que vai julgar. (...) Para o diretório, para comissão executiva é uma surpresa", declarou o petista. 

Sobre Osinaldo Souza e a Comissão de Direitos Humanos

Gilmar Santos se mostrou tranquilo quando à reivindicação de Osinaldo Souza. O vereador disse que o regimento interno foi respeitado quando foram formadas as Comissões Permanentes. "Nós temos uma normativa que diz o seguinte: Os líderes do partido indicam os membros e os membros elegem o presidente, ponto! O líder do PTB, Manoel da Acosap, estava presente, me indicou pra comissão e o indicou também. Só que dentro da comissão foram dois votos a um. Eu penso que é muita perca de tempo do vereador em polemizando essa questão. Porque no fim das contas, o que mais importa é que dentro da comissão você mostre serviço. O vereador faz tanta questão de assumir a presidência, mas durante dois anos, nós não tivemos uma convocação oficial de reunião", alfinetou o vereador do PT.

Ainda segundo Gilmar Santos, as reuniões que aconteceram foi por insistência dele e do colega de bancada Paulo Valgueiro (MDB). "É muito triste a gente saber que vereadores querem assumir determinados espaços em comissões mais por ego do que, propriamente, para servir a popuçação. O vereador (Osinaldo) enquanto presidente, tinha posição de ataque aos direitos da Mulher, é intolerante com a comunidade de terreiros, apresentou projeto pra perseguir professores (referência ao projeto Escola Sem Partido), que por sinal foi totalmente vetado pela prefeita em exercício (Luska Portela) e eu espero que a Câmara mantenha o veto. Porque é vergonhoso apresentar a Câmara apresentar um projeto e ele ser vetado totalmente por inconstitucionalidade", argumentou.

“Direito humano não é fantasia, carnaval é massa com democracia”

No sábado (23), às 18h, o vereador e os membros do mandato coletivo vão lançar a campanha 'Direito humano não é fantasia, carnaval é massa com democracia' na folia de momo em Petrolina. "Essa campanha representa o nosso compromisso com a defesa da dignidade de todo ser humano aqui no município. Nós acreditamos que a campanha em defesa do direito humano, da dignidade humana deve ser permanente. Vivemos numa sociedade onde a vida humana é constemente ameaçada. (...) e o nosso grande objetivo é sensibilizar os governos", explicou o Gilmar.

Além do trabalho de sensibilização e panfletagem no circuito do carnaval, todo o material da campanha também vai ser disponilizado para compartilhamento na internet.


Vereador reclama da falta dágua e denúncia gastos excessivos da Prefeitura de Lagoa Grande

por Karine Paixão 20 de Fevereiro de 2019 às 16:41
categoria: Política

Além das críticas contumazes da oposição de Lagoa Grande contra a administração daquele Município, outro órgão público virou alvo da reverberação das reclamações da população. Em entrevista ao Nossa Voz nesta quarta-feira (20), o vereador Carlinhos Ramos relatou as dificuldades dos clientes da Compesa, que mesmo morando a beira do Rio São Francisco estão enfrentando um rodízio no abastecimento de água na cidade. Ramos também cobrou a fiscalização da Prefeitura. “Você tem que ser aliado mas não pode ser alienado”.

Ainda de acordo com o parlamentar, uma obra iniciada ainda na gestão de Eduardo Campos serviria para ampliar a rede no município, mas esta segue inacabada. “Houve um aumento na captação de água e toda a rede. Duas caixas dágua foram construídas nos bairros Agrovila e outro na Morada Nova. O que o projeto dizia é que construindo essa obra Lagoa Grande não teria mais problemas com o abastecimento de água pelo menos nos próximos 20 anos. As caixas estão prontas o local onde fica o tratamento está praticamente pronto e não sei porque essa obra não se conclui”, relatou.

Enquanto há a conclusão, os moradores precisam acordar de madrugada para armazenar água. “Acho muita omissão por parte da prefeitura. Inclusive, o prefeito quando esteve nas ruas pedindo voto para o governador prometia que essa situação seria resolvida, que a obra seria concluída. Mais uma vez o povo foi enganado”, lamentou complementando no distrito de Vermelhos o abastecimento foi interrompido por oito dias, depois de uma bomba d’água queimou. “Veja a irresponsabilidade da Compesa, trouxe aqui pra Petrolina passou oito dias a população sem água. Não tem nem o cuidado de ter uma bomba reserva”.



Falta de recursos na Educação

Carlinhos Ramos ainda denunciou a cobrança de material escolar nas creches municipais. Segundo o vereador, as gestoras solicitariam material de higiene e material escolar dos pais dos alunos. O parlamentar entende que seria obrigação da Prefeitura de fornecer o material. “Infelizmente Lagoa Grande está exigindo materiais escolares que talvez em escolas particulares não estão exigindo tanto. Não é obrigatório. Mas o vereador questiona se não haveria problemas na aprendizagem dos alunos cujos pais não teriam a condição de comprar”.

Ramos reforçou ainda que a solicitação não está relacionada a falta de recursos e denunciou o suposto mau uso dos recursos públicos. “Dizem que os recursos são poucos, mas não são. São mal gerenciados, estão colocando o dinheiro da educação onde não deviam. Ano passado foram gastos mais de meio milhão de reais com palcos e som contratados pela Secretaria de Educação. Eu não tenho visto esses eventos onde coube esse volume de dinheiro tão grande como esse”.

 

Problemas na saúde

O vereador também comentou a situação no Hospital Municipal de Lagoa Grande, que teria passado vários meses com o equipamento de análise laboratorial danificado e agora está com o aparelho de Raio-X está quebrado.

Além disso, Carlinhos Ramos também denunciou gastos excessivos com a alimentação na unidade. “Durante 2018 foram gastos mais de R$ 1,5 milhão com alimentação no Hospital. “Fiz as contas rápidas, se servirem no hospital mais de 3 mil refeições por mês, cada uma sairia com o valor aproximado de R$ 43. Por R$ 43 uma refeição, seria num restaurante mais elevado e você chegar no hospital de Lagoa Grande você vê que a refeição não é esse nível todo, infelizmente”.

Diante dos fatos listados por Ramos, o parlamentar credita as dificuldades alegadas pela gestão municipal ao mau gerenciamento dos recursos públicos. “Gastam demais, é excessivo em um setor em que a gente sabe aquele recurso não está sendo aplicado, que está indo para algum lugar. Pode estar havendo algum desvio de finalidade ou até mesmo do recurso. E aí faltam medicamentos básicos, essenciais que faltam corriqueiramente nas unidades de saúde, de uso controlado, inclusive de hipertensos, diabéticos. Infelizmente essa ingerência, falta de aplicar corretamente os recursos termina prejudicando as pessoas que mais precisam”.


Maria Elena comenta briga pela Comissão de Diretos Humanos e pede mais atenção governo estadual para mulheres

por Redação Nossa Voz 20 de Fevereiro de 2019 às 07:58

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta quarta-feira (20), a vereadora Maria Elena (PRTB) comentou sobre a reivindicação do vereador Osinaldo Souza (PTB) que quer assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara de Vereadores de Petrolina-PE. De acordo com Maria Elena, antes de viajar o vereador manifestou a sua vontade. "Ele deixou dito que queria a presidencia da Comissão de Direitos Humanos. (...) Ele vem de uma bancada de três partidos, mas eles não se articularam bem".

Ainda segundo a vereadora do PRTB, apesar de ter votado em Osinaldo Souza, o nome de Gilmar Santos (PT) para assumir o cargo foi bem aceito entre os membros da comissão. "A gente sabe que a comissão passou esses últimos dois anos trabalhando de uma forma, digamos assim, vagarosa em relação às demandas que chegavam. (...) E diante da vontade de Gilmar, a gente sabendo do afinco dele, da vontade de fazer, porque tem muitas pautas desde o ano passado. Pautas inclusive que não foram resolvidas no seio da comissão (...) porque não houve um empenho dos integrantes. Essas coisas todas levaram o nome de Gilmar a ficar forte. O próprio líder do partido dele (Osinaldo) disse que seria uma incoerência o nome de Gilmar não ser avaliado", pontuou Maria Elena.

Na opinião da vereadora, não vale a pena brigar para reorganizar a comissão. "Se ele (Osinaldo) tiver direito e os líderes aceitarem... mas eu não estimulo ele a fazer isso. Não estimulo porque o voto já foi dado. Eu até pedi a ele ontem pra deixar isso pra lá", contou.

Diferente da maioria dos vereadores, Maria Elena disse que não enfrentou problemas para garantir espaços nas comissões. "Sobre a Comissão das Mulheres existia uma brincadeira velada. 'Deixa com Maria Elena, deixa com Cristina...' Mas aí eles se tocaram porque nós não podemos admitir que os homens tratem as lutas das mulheres como uma coisa menor", declarou a vereadora.

E por falar em luta pelos direitos das mulheres, a vereadora conseguiu aprovar um requerimento para promover uma audiência pública e discutir como asseguar que as leis protetivas (Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio) cheguem a todas as mulheres no município. "A gente sabe que essa violência vem ganhando uma notoriedade, mas não amenizou. Mesmo a grande mídia reservando espaço pra noticiar isso, as mulheres da periferia têm dificuldades. (...) Se os agentes suavizam na ponta, o crime não vai ser julgado com o peso que precisa ter", explicou. 

Maria Elena também teceu críticas ao Governo do Pernambuco. "O governador não inaugura mais delegacias, não tá acontecendo plantão 24 horas na gestão de Paulo Câmara. Cadê o Hospital da Mulher? Nós temos severas queixas e muitos pontos pra cobrar do Governo do Estado", reclamou.

Segurança da Mulher em Petrolina

A vereadora Maria Elena destacou na entrevista ao Nossa Voz o trabalho da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Petrolina, que tem como juiz titular Sydnei Alves Daniel. Segundo ela, está tendo mais celeridade na tramitação processual da grande demanda de crimes contra as mulheres na cidade. "São sendo expedidas 12 medidas protetivas por semana em Petrolina. Esse é um número muito expressivo", comemorou.  

A vereadora também cobrou que prefeitura coloque nas ruas a Patrulha Maria da Penha. "A Patrulha não tá circulando. Eu conversei com o secretário Silvestre e ele disse que os Guardas Municipais estão em treinamento para fazer as abordagens. Ele me garantiu que, até março, esse treinamento vai ter terminado e a viatura vai estar nas ruas", informou.

Foto: Milena Pacheco


Operador do PSDB colocava dinheiro ao sol 'para não mofar', diz Lava Jato

por Simone Marques 19 de Fevereiro de 2019 às 18:30
categoria: Corrupção

O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB, colocava notas de dinheiro ao sol "para que elas não mofassem". A declaração foi dada pelo procurador da República Roberson Pozzobon, baseada em relatos de delatores da Operação Lava Jato.

Paulo Vieira de Souza foi preso nesta terça-feira (19) na Operação Ad Infinitum, fase 60 da Lava Jato, que fez buscas contra o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (Governo Temer/Relações Exteriores), hoje presidente da Investe São Paulo (Agência Paulista de Promoção de Investimento e Competitividade) do governo João Doria.

Uma das bases da investigação é a delação premiada do operador de propinas Adir Assad. "O escárnio era tão grande que Adir Assad revelou que não conseguiu buscar todos os valores por si, mandou emissários buscarem o dinheiro nesse endereço de Paulo Preto (Paulo Vieira). Esses emissários falaram: 'olha, às vezes a gente ia buscar o dinheiro nesse apartamento, tinha um quarto só para guardar notas de dinheiro. Só que como era um quarto úmido, algumas vezes a gente via Paulo Preto colocando as notas de reais para tomar sol, porque senão elas emboloravam'", relatou Roberson.

"Paulo Preto (sic) possuía um grande volume de recursos em espécie no Brasil. Segundo Adir Assad relatou, ele pretendia remeter esses valores ao exterior e fez isso com essa operação casada para a Odebrecht."

Segundo o procurador, Paulo Vieira de Souza "é investigado no âmbito da Lava Jato em Curitiba como um operador financeiro".

"Na investigação aqui em curso o que se revelou foi que Paulo Preto (sic), no interesse da Odebrecht, participou de um esquema de lavagem de mais de R$ 100 milhões. Foi ele o responsável, segundo o averiguado por diversas fontes de prova, por fornecer R$ 100 milhões ou R$ 110 milhões, a quantia gira em torno disso, em dinheiro, para o setor de propinas da Odebrecht, o Setor de Operações Estruturadas da empresa", afirmou.

"Os gastos remontam à identificação de transferência de valores desse operador financeiro que foi alvo da operação a idos de 2010 e 2011. Entretanto, há atualidade nos fatos em virtude de que o dinheiro recebido por esse operador no exterior está sendo mantido até hoje em contas de forma oculta. A gente está falando de algo em torno de R$ 130 milhões, um valor bem significativo "

O Ministério Público Federal informou que a operação mergulha em "complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu os operadores Paulo Vieira de Souza, Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017".

Roberson Pozzobon declarou que "a atribuição da força-tarefa Lava Jato para investigar o caso foi definida pelo Supremo Tribunal Federal, pelo ministro Fachin, que remeteu a investigação do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht para Curitiba no ano de 2017".

"Essa operação é um desdobramento do aprofundamento das investigações que dizem respeito ao setor de propinas da Odebrecht, particularmente o que procuramos aqui é obter mais provas do quebra-cabeça criminoso desse sistema de lavagem, especificamente como o dinheiro em espécie era gerado em favor da empreiteira para que ela efetuasse pagamento de propina para diversos agentes. No caso, como pudemos averiguar, também efetuar pagamento de propina para funcionários públicos da Petrobras e agentes políticos que haviam os alçado ao poder e lá mantido esses agentes", disse.

"Adir Assad revelou que Paulo Preto (sic) possuía entre cerca de R$ 100 milhões e R$ 110 milhões no Brasil, em espécie, em notas. Imaginem o volume desse dinheiro. É muito volume. Este dinheiro estava acondicionado em dois endereços. Estava acondicionado em uma residência em São Paulo e também num apartamento que, segundo revelado por Adir Assad, era local onde Paulo Preto (sic) tinha um bunker para guardar as propinas".

A Operação Ad Infinitum foi deflagrada por ordem da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba.

Vieira de Souza já é réu da Lava Jato em São Paulo. Ligado a governos do PSDB no Estado, ele foi diretor da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), estatal paulista. Suas relações com tucanos é muito antiga. Ele desfruta da fama de que detém informações privilegiadas.(JConline)


Bolsonaro disse a Bebianno que é ‘desonestidade’ empurrar para ele ‘batata quente’ de PE

por Simone Marques 19 de Fevereiro de 2019 às 16:33
categoria: Polêmica

“Querer empurrar essa batata quente desse dinheiro lá pra candidata em Pernambuco pro meu colo, aí não vai dar certo. Aí é desonestidade e falta de caráter”. Foi o que afirmou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em um dos áudios publicados pela Revista Veja na tarde desta terça-feira (19), que haviam sido enviados ao agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. A suspeita de que uma candidata que recebeu R$ 400 mil do PSL em Pernambuco tenha sido “laranja” foi o ponto de partida da crise que levou à demissão de Bebianno, que responsabiliza nas gravações o deputado federal pernambucano Luciano Bivar (PSL).

“Agora, todas as notas pregadas nesse sentido foram nesse sentido exatamente, então a Polícia Federal vai entrar no circuito, já entrou no circuito, pra apurar a verdade. Tudo bem, vamos ver daí… Quem deve paga, tá certo? Eu sei que você é dessa linha minha aí. Um abraço”, afirma ainda Bolsonaro a Bebianno em um dos áudios vazados. A conversa entre os dois foi pelo WhatsApp.

“A minha tarefa como presidente interino nacional foi cuidar da sua campanha. A prestação de contas que me competia foi aprovada com louvor, é… Agora, cada Estado fez a sua chapa. Em nenhum partido, capitão, a nacional é responsável pelas chapas estaduais. O senhor sabe disso melhor do que eu. E, no nosso caso, quando eu assumi o PSL, houve uma grande dificuldade na escolha dos presidentes de cada Estado, porque nós não sabíamos quem era quem. É… Cada chapa foi montada pela sua estadual”, explica ao presidente, a quem chama de “capitão”.

“No caso de Pernambuco, pelo Bivar, logicamente. Se o Bivar escolheu candidata laranja, é um problema dele, político. E é um problema legal dela explicar o que ela fez com o dinheiro. Da minha parte, eu só repassei o dinheiro que me foi solicitado por escrito. Eu tenho tudo registrado por escrito. Então é ótimo que a Polícia Federal esteja, é ótimo que investigue, é ótimo que apure, é ótimo que puna os responsáveis”, diz ainda.

Bebianno nega responsabilidade no caso e diz que Bolsonaro está “envenenado”.

“Eu não tenho nada a ver com isso. É… Depois a gente conversa pessoalmente, capitão, tá? Eu tô vendo que o senhor está bem envenenado. Mas tudo bem, a minha consciência está tranquila, o meu papel foi limpo, continua sendo. E tomara que a polícia chegue mesmo à constatação do que foi feito, mas eu não tenho nada a ver com isso. O Luciano Bivar que é responsável lá pela chapa dele. Abraço, capitão”, conclui no áudio.

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rego Barros, anunciou em pronunciamento nessa segunda-feira (18) que o Bolsonaro havia decidido demitir Bebianno. A crise envolvendo os dois aumentou na última quarta-feira (13) e o seu prolongamento preocupava o governo.

Presidente do PSL no período eleitoral, por causa da licença de Luciano Bivar, Bebianno foi acusado de repassar recursos do partido para candidatas “laranja” em Minas Gerais e em Pernambuco. O ex-ministro negou as acusações e disse ter conversado “três vezes” com Bolsonaro enquanto ele estava internado para se recuperar da cirurgia para retirar a bolsa de colostomia.

Após a entrevista em que Bebianno disse ter falado com o presidente, um dos filhos dele, Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, o chamou de mentiroso no Twitter. A publicação na rede social chegou a ser endossada por Bolsonaro.

O presidente havia sido advertido de que Bebianno poderia sair atirando, trazendo problemas de campanha para a mídia. A um amigo, Bebianno chegou a afirmar: “preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro. Nunca imaginei que ele seria um presidente tão fraco”. (Ne10)


Osinaldo Souza diz que vai brigar pela presidência da Comissão de Direito Humanos

por Redação Nossa Voz 19 de Fevereiro de 2019 às 14:54

É difícil acreditar, mas depois de uma semana da formação das Comissões Permanentes,  essa novela na Câmara de Vereadores de Petrolina-PE vai ganhar um novo capítulo. É que o vereador Osinaldo Souza (PTB) não gostou de ter perdido a presidência da Comissão de Direitos Humanos para Gilmar Santos (PT).

O vereador contou que no dia da formação das comissões ele não participou da reunião porque precisou viajar para cuidar de problemas pessoais. "Deixei que o líder partidário resolvesse isso. Ele (Manoel da Acosap) disse que na hora não resolveu, não conseguiu resolver a demanda depois e eu agora vim pra resolver", declarou.  

O vereador disse que está insatisfeito com o resultado da comissão. "O PTB tinha a presidência da Comissão de Direitos Humanos, da qual eu estava presidente. Viajei e quando cheguei aqui (...) colocaram o vereador Gilmar Santos como presidente e a mim como secretário. (...) Então não concordei! Eu reivindiquei porque o regimento diz que tem que se obedecer a proporcionalidade. Alguém entende que a proporcionalidade é número de vagas, eu entendo que a proporcionalidade tem que seguir o número de vagas e tem que seguir os cargos principais nas comissões", explicou o vereador.

Osinaldo Souza ainda disse que está reivindicando o espaço que o partido merece na Casa Plínio Amorim. Questionado sobre qual o legado deixado por ele quando esteve à frente da Comissão de Direitos Humanos o vereador respondeu apenas que fez "a defesa intransigente do direitos humanos de verdade. Sempre defendi os direitos dos cidadãos de Petrolina e quero continuar defendendo", afirmou o vereador do PTB.

O vereador Osinaldo Souza declarou ainda que não fez acordo com o PT sobre as comissões e que não vai desistir do cargo. "Eu não fiz acordo nenhum com o PT pra poder compor essas comissões. Se alguém do meu partido fez e vai ter que responder por isso", finalizou.


Apesar de denúncias do "laranjão" do PSL, vereador Gabriel Menezes garante que não sai do partido

por Redação Nossa Voz 19 de Fevereiro de 2019 às 14:20

As denúncias de supostas candidaturas laranja do PSL aqui em Pernambuco é um dos assuntos mais comentados da imprensa em todo o Brasil e na Câmara de Vereadores de Petrolina não é diferente. Na sessão desta terça-feira (19) vários veículos de imprensa tentaram uma declaração do vereador Gabriel Menezes (PSL) sobre o caso, afinal além de integrar o partido, ele também foi canditado a deputado nas últimas eleições.

Famoso por não fugir de debates, Gabriel Menezes preferiu não se manisfestar sobre o caso. O vereador anunciou apenas que na próxima sessão, na quinta-feira (21), ele traria para a tribuna "fatos novos". 

Questionado se um dessas novidades seria a sua saída o PSL, Menezes disse com exclusividade ao Nossa Voz que isso não está nos planos dele. É que, segundo o vereador, deixar o partido significa também abandonar a cadeira na Casa Plínio Amorim.

Agora o que resta é aguardar esses "fatos novos" que o vereador garantiu que vai apresentar.

Foto: Nossa Voz


Blitz da Oposição de PE inicia maratona de visitas a hospitais e relatam ter visto “cenário de guerra e inferno na terra”

por Simone Marques 19 de Fevereiro de 2019 às 10:58
categoria: Política

Teve início nesta segunda-feira (18), realizada pela bancada de oposição da Assembleia Legislativa o projeto “Blitz da Oposição”,que visa fiscalizar os equipamentos públicos do Estado, e tem previsão de ocorrer semanalmente.

Os parlamentares oposicionistas são Marco Aurélio (PRTB), o vice-líder Antônio Coelho (DEM), além dos deputados João Paulo Costa (Avante), Clarissa Tércio (PSC), Romero Sales Filho (PTB) e William Brígido (PRB).

O primeiro local visitado pelos deputados foi o Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, no Recife. Os oposicionistas relataram problemas como a ausência de remédios básicos, pacientes em situação insalubre e superlotação.

A deputada Clarissa Tércio disse que o interior do hospital parecia um “cenário de guerra”. 

Já o líder Marco Aurélio criticou o que chama de “Inferno na terra”, e que nenhum ser humano merecia passar pelo que estava acontecendo.

Já o deputado Antônio Coelho explicou que essa será a primeira das muitas ações da frente de oposição ao governo de PE, e que a espécie de vistoria em hospitais do Estado busca uma avaliação da real situação das instituições estaduais que se estenderão também a escolas e batalhões da polícia para que se possa ter uma análise da situação real. “Ontem tivemos a chance de conhecer de perto a lamentável e trágica situação do hospital Getúlio Vargas, encontramos pacientes no chão, uma coisa que nem deveria ser chamada de macas, uma emergência que tinha capacidade para setenta pessoas recebendo quase duzentos pacientes. Uma emergência repleta de goteiras e alagamentos, um banheiro alagado e uma situação precária”, lamentou.

O oposicionista garantiu que será esse tipo de trabalho que fará daqui por diante e que será expandido também para o sertão e interior. “Conversando com a coordenação do hospital tivemos a informação de que 90% dos pacientes não são da capital, mas sim, do interior. Então trabalharemos na assembleia em luta por recursos e construir hospitais de referência no sertão para que possamos ter atendimento digno mais perto da população para que ninguém precise se deslocar até a capital”.

A blitz tem uma proposta semelhante ao “Pernambuco de Verdade”, projeto dos deputados oposicionistas na última legislatura, comandado pelo então líder, o ex-deputado estadual e atual deputado estadual Sílvio Costa Filho (PRB).

Tomara mesmo que essa comissão chegue até Petrolina para fiscalizar também a situação dos hospitais que são de competência do Estado, e que essa ação dos deputados da Alepe não fique apenas na apresentação de relatórios e audiências públicas, pois tudo que foi listado de problemas em hospitais de Pernambuco pelo deputado Antônio Coelho não é nenhuma novidade, nem para a população e muito menos para o governo do Estado, que tem ciência de todos esses problemas.

 


PF investiga desvios em contratos do Ministério do Turismo e do Sistema S

por Redação Nossa Voz 19 de Fevereiro de 2019 às 08:33
categoria: Corrupção

A Polícia Federal desencadeou, nesta terça-feira (19), a Operação Fantoche, que investiga um esquema de corrupção envolvendo um grupo de empresas sob o controle de uma mesma família que vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões.

São cumpridos 10 mandados de prisão e outros 40 de busca e apreensão no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas. Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

A operação conta com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU). A investigação aponta que o grupo costumava utilizar entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar os contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema S.

A maioria dos contratos eram voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados ou que não foram concluídos, com recursos desviados em favor do núcleo empresarial por meio de empresas de fachada, de acordo com a PF. O sistema S inclui entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).

A 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados.

Mandados

São 23 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e sete de prisão temporária. A Casa da Indústria, na região central do Recife, está entre os locais em que as equipes da PF foram durante a manhã.

Entre as empresas alvo da operação desta terça-feira estão o Instituto Origami, Aliança Comunicação e Cultura, Idea Locação de Estruturas e Iluminação, Somar Intermediação e Negócios e Ateliê Produções Artísticas. 

Fonte e Foto: G1