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Gabriel Menezes vai propor CPI e Aero Cruz dispara: “Não pode ficar jogando para a plateia”

por Redação Nossa Voz 23 de Novembro de 2017 às 12:30

 

Certo da participação de cargos comissionados da Prefeitura de Petrolina que não frequentam seus locais de trabalho e só recebem para elogiar o governo nos veículos de comunicação, o vereador Gabriel Menezes adiantou na sessão da última terça-feira (21) que vai solicitar a abertura da CPI dos Cargos Comissionadas na Câmara de Petrolina. 

“A gente sabe que em Petrolina existe gente sendo paga com dinheiro público par entrar nas rádios para elogiar o governo e desqualificar as denúncias que estamos fazendo. Recentemente, tivemos uma senhora que é cargo comissionado do município que ligou para uma rádio local, até naquela celeuma do Nova Semente, e eu confesso que passei para o apresentador do programa que a pessoa era nomeada como auxiliar de serviços gerais e ela mesma no ar admitiu que não cumpre as funções de uma auxiliar de serviços gerais , mas trabalhava na própria comunidade prestando serviço as famílias carentes. Então é isso que vamos investigar. Provavelmente na quinta-feira (23) ou na terça-feira (27)”. 

Em entrevista, o parlamentar reforça que sua proposta é investigar desde a gestão de Fernando Bezerra até o governo Miguel Coelho. “Nós vamos propor a CPI dos Cargos Comissionados nos últimos 20 anos. Vamos pegar a gestão de Fernando Bezerra Coelho, de Odacy Amorim, Júlio Lóssio e também a atual gestão do governo Miguel Coelho. Petrolina precisa precisa saber se tem gente sendo paga com dinheiro público e faltando aos seus locais de trabalho, deixando de cumprir as atribuições dos cargos para os quais foram nomeados”. 

Questionado sobre o propósito do oposicionista, o vereador de situação, Aero Cruz garantiu que se houver informações que embasem a formação de uma comissão parlamentar de inquérito sua bancada também será favorável, mas afirma também que é necessário perceber se Gabriel Menezes não usaria tal proposição apenas para aparecer politicamente.

“É bom a gente lembrar que não pode apenas ficar jogando para a plateia. Quando você quiser fazer algum levantamento, saber quem está na prefeitura, toda e qualquer nomeação que o prefeito fizer é por obrigação colocar no Diário Oficial. É só olhar que estará lá. A bancada vai se reunir e analisar. Todo e qualquer requerimento que passe na Câmara, a bancada se reúne, analisa. Se tiver coerência no requerimento nós vamos fazer. Agora se for uma CPI para fazer palanque, discurso político para o vereador, para a oposição a gente não vai atrás disso porque na verdade a gente tem que procurar trabalhar com transparência e isso estamos fazendo”. 


Temer oferece jantar no Alvorada para convencer base aliada a votar Previdência

por Redação Nossa Voz 23 de Novembro de 2017 às 08:55

O presidente da República, Michel Temer, ofereceu na noite desta quarta-feira (22) um jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília, a deputados da base aliada em uma tentativa de angariar apoio para aprovar na Câmara a reforma da Previdência.

Entre os presentes estavam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros Dyogo Oliveira (Planejamento), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Leonardo Picciani (Esporte).

O governo federal precisou desidratar a proposta original, que sofreu resistência entre os partidos aliados. As mudanças nas regras para a aposentadoria são consideradas polêmicas para serem aprovadas em ano eleitoral.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, precisará receber o aval de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação na Câmara e depois em dois turnos no Senado.

Por volta das 20h30, o movimento de carros se intensificou na porta do Alvorada. O presidente, porém, só chegou ao local por volta das 21h30. Isso porque, antes, se reuniu no Palácio do Planalto com prefeitos.

Após o jantar, o relator da matéria, deputado Arthur Maia (PPS-BA), irá dar uma entrevista à imprensa detalhando o teor do novo texto.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou que o tempo mínimo de contribuição para que um trabalhador possa se aposentar diminuiu de 25 anos - da proposta de reforma anterior - para 15 anos no novo texto da reforma da Previdência.

Além disso, não serão mais afetados os trabalhadores rurais, para quem as regras vão permanecer como são atualmente.

A avaliação geral, tanto no governo quanto no Congresso, é que ainda não há votos suficientes para aprovar a reforma.

Em uma tentativa de obter o aval das legendas do Centrão, Temer deu posse nesta quarta o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO), integrante do grupo, para o Ministério das Cidades. Ele foi para o lugar de Bruno Araújo (PSDB-PE), que deixou o cargo diante da divisão interna do PSDB em relação ao governo.

Havia ainda a expectativa de que Temer fizesse outra troca ministerial, com a nomeação outro deputado para a Secretaria de Governo, mas acabou recuando.

Texto original

O projeto inicial da pasta previa uma economia nos gastos com aposentadorias de pouco menos de R$ 800 bilhões em 10 anos, e a proposta aprovada em maio deste ano na comissão especial representava 75% daquela originalmente enviada ao Congresso.

Ou seja, se a nova Previdência for aprovada e representar 60% da original, a economia será de pouco menos de R$ 480 bilhões em uma década, ou R$ 320 bilhões a menos do que o previsto inicialmente.

G1


Polícia Federal prende ex-chefe da Casa Civil do governo Cabral e cumpre outros mandados de prisão

por Redação Nossa Voz 23 de Novembro de 2017 às 08:53
categoria: Corrupção

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (23), o ex-chefe da Casa Civil do Rio Régis Fichtner e o empresário Georges Sadala. A operação, que é mais uma fase da Lava Jato no Rio, foi batizada como C'est fini, que em francês significa "é o fim". O nome seria uma alusão ao fim das Farra dos Guardanapos, que é como ficou conhecido um jantar em Paris do qual participaram ex-secretários do Rio, empresários e o ex-governador Sérgio Cabral. Em fotos tiradas durante o jantar, eles usavam guardanapos na cabeça.

A ação desta quinta-feira é um desdobramento das investigações da Operação Calicute, desencadeada em novembro do ano passado e que resultou na prisão de Sérgio Cabral. Além de Fichtner e Sadala, ainda estão sendo cumpridos outros três mandados de prisão, sendo dois para o mesmo suspeito. Os agentes também visam cumprir mandados de condução coercitiva - que é quando a pessoa é levada para depor - e de busca e apreensão.

Os agentes chegaram ao endereço de Fichtner, na Barra da Tijuca, por volta das 6h. O ex-chefe da Casa Civil é suspeito de receber propina no valor de R$ 1,6 milhão. Ele acompanha ex-governador há muito tempo, desde que Cabral foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e foi seu suplente no Senado.

Os procuradores investigam também um esquema de corrupção no uso de precatórios por empresas que tinham dívidas, tributos e impostos com o governo do estado e também por empresas que tinham interesse em fazer negócios com o governo do Rio e procuravam o escritório de advocacia de Fichtner.

Também foi preso na manhã desta quinta, o ex-presidente do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) Henrique Alberto Santos Ribeiro. Segundo a denúncia, era responsável por recolher vantagens indevidas para assegurar o pagamento de propina para agentes políticos. Ele atuava recolhendo vantagens indevidas junto às construtoras às e empreiteiras e repassava aos integrantes da organização criminosa chefiada por Cabral. Em abril desse ano o ex-presidente do DER foi testemunha de defesa de Cabral e disse, na época, que não tinha conhecimento do recebimento de vantagem econômica indevida em obras.

Cavendish é levado para prestar depoimento

O empresário Fernando Cavendish foi levado para prestar depoimento. Ele estava em casa, em um prédio da Avenida Delfim Moreira, no Leblon, e saiu pouco depois das 6h em direção à PF. Cavendish foi o fundador da empreiteira Delta, uma das principais construtoras do Rio e do Brasil durante a gestão de Cabral e também já é réu na Lava Jato.

O empresário foi preso em julho de 2016 na Operação Saqueador e desde agosto do ano passado está em prisão domiciliar. Em agosto desse ano, ele prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas e admitiu que, de fato, pagou 5% de propina em dinheiro para o ex-governador para que a Delta participasse da reforma do Maracanã. A PF e o MP investigam a participação dele para que a Delta vencesse licitações para a reforma do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e de obras no Rio Tietê, em São Paulo.

Georges Sadala é um dos empresários que também aparece na foto da "Farra dos Guardanapos". Sadala era um dos sócios de empresas que administrava o serviço Rio Poupa Tempo e também era representante de um banco que fazia empréstimos consignados para servidores públicos. Ele é conhecido por ser uma pessoa muito leal ao ex-governador Cabral. Ele foi preso em casa em um prédio luxuoso da Avenida Vieira Souto, em Ipanema.

Quem mora no mesmo prédio é Alexandre Accioly, empresário que é dono de uma rede de academias, que vai ser intimado a depor. Ainda não se sabe qual é o tipo de ligação que Acioly tem com o esquema de corrupção que o Ministério Público investiga.

G1


Ato na Câmara dos Deputados marca lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura

por Redação Nossa Voz 23 de Novembro de 2017 às 08:49
categoria: Política

A Frente Parlamentar em Defesa da Cultura foi relançada na tarde desta quarta-feira (22), com um ato durante a abertura do Seminário Festivais de Teatro do Brasil,  da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. A iniciativa é da deputada Luciana Santos (PCdoB/PE), que irá presidir o colegiado.

O ato foi aberto pela deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que foi a primeira presidente da Frente em Defesa da Cultura e também da Comissão da Cultura. Ela apresentou um breve histórico dos trabalhos da Frente, bem como os objetivos do coletivo.

Em seguida a deputada Luciana defendeu a criação da Frente como instrumento de mobilização para fortalecimento das políticas culturais no país. “Essa é mais uma grande ferramenta para fazer valer não só a resistência às ameaças e retrocessos que nós estamos vivendo no âmbito da política cultural, como também para afirmar a necessidade objetiva de tratar a política de cultura como política de Estado”.

Avaliando o papel da Cultura no ambiente que o país vivencia, Luciana argumentou que embora a base da crise seja econômica, ela se estende para a subjetividade e é inadmissível que o país assista de braços cruzados os ataques à sua soberania e sua identidade. Para a deputada essa é uma questão que precisa ser encarada como de interesse nacional.  “Um povo sem o conhecimento da sua história, sem o respeito ao seu jeito de ser e às suas expressões, sem as múltiplas linguagens que ele pode expressar sobre sua história e seu futuro, é um povo subjugado”, defendeu.

O cenário de ataques ao Ministério da Cultura a partir do governo ilegítimo de Temer também foi lembrado pela deputada. “Se não fosse a força dos movimentos sociais para pressionar e retomar a necessidade de termos um Ministério da Cultura ele teria sido extinto”.

Primeiros desafios

Cerca de 300 parlamentares, entre deputados e senadores, assinaram a constituição da Frente. Luciana destacou esse fato como importante para o sucesso de mobilizações importantes para o setor, como por exemplo, a derrubada do veto presidencial à prorrogação do Recine (Regime Especial de Tributação para o Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica) e da Lei do Audiovisual, que será votado na sessão do Congresso Nacional desta quarta-feira (22).

O Recine, criado pela Lei 12.599, em 2012, constituiu grande avanço para a viabilização da produção audiovisual brasileira. Somente em 2016, o Brasil produziu mais de 150 filmes longas-metragens. A área da produção cultural do audiovisual contribui na geração de emprego — são mais de 250 mil empregos diretos e indiretos — renda, reflexão e produção de cidadania.

“Há ainda uma Medida Provisória que trata da Lei do Audiovisual que também precisa ser monitorada, debatida e acompanhada”, lembrou Luciana, que citou ainda pontos importantes do legado de governos anteriores que precisam ser protegidos como  a Lei Cultura Viva e os Pontos de Cultura; o Sistema Nacional de Cultura e sua regulamentação, a manutenção do PAC das Cidades Históricas; o Programa Cinema Perto de Você, da Ancine; e o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, responsável pela atualização dos mapas da Cultura, importante ferramenta para diagnóstico e planejamento da política cultural do país.

Luciana disse também que a Frente pretende acompanhar e cobrar a execução de emendas parlamentares, visto que o orçamento do MinC foi cortado ano passado em 43%, e lutar pela consolidação das políticas regionais de conteúdo artístico, pela criação de alternativas à Lei 8.666/93, que dificulta a produção cultural brasileira;  e pelos editais da Economia Criativa.

“É preciso disputar o legado que nós construímos como Política de Estado. No caso da Economia Criativa, por exemplo, nós conseguimos absorver os conceitos que a própria UNESCO atribuiu a esse campo, dando a dimensão que a Cultura merece também no que diz respeito à sua contribuição para a economia, que embora invisibilizada é importante e real”.  

Composição da Frente da Cultura

Além da deputada Luciana Santos, na presidência; participam da direção da Frente o deputado Chico D’Ângelo (PT/SP), na vice-presidência; as senadoras Lídice da Mata (PSB/BA) e Lucia Vânia (PSB/GO) e os deputados Jean Wyllys (PSOL/RJ), Alice Portugal (PCdoB/BA), Professora Marcivânia (PCdoB/AP), Jandira Feghali (PCdoB/RJ), Flávia Morais (PDT/GO), Maria do Rosário (PT/RS) e Thiago Peixoto (PSD/GO).

Um conselho consultivo com representantes dos movimentos sociais e culturais também será composto para contribuir com os debates e formulações do colegiado.


Gonzaga Patriota assume presidência da Frente Parlamentar Mista de Apoio às Empresas Franqueadas

por Redação Nossa Voz 22 de Novembro de 2017 às 16:35
categoria: Política

O deputado federal Gonzaga Patriota assumiu, na manhã desta terça-feira (21), a presidência da Frente Parlamentar Mista de Apoio às Empresas Franqueadas, composta por 212 parlamentares e 12 senadores. A cerimônia foi realizada no restaurante da Câmara dos Deputados.

O grupo visa a apoiar estes pequenos negócios a conquistar leis que regulamentem o setor, além de políticas públicas voltadas para acesso ao crédito, ao mercado, à inovação, tecnologia, apoio e orientação.

Em seu discurso na tribuna da Câmara, o parlamentar destacou o impacto gerado na economia pelos empreendedores de franchising. “As franquias faturaram R$ 151,2 bi em 2016, e seu impacto na economia pode ser facilmente verificado pelo expressivo número de empregos gerados nas 142,6 mil unidades franqueadas em operação em todas as regiões brasileiras, gerando 1.192.000 empregos diretos. “Se considerarmos três pessoas por grupo familiar nessas unidades franqueadas, estamos falando de cerca de 3.576.000 pessoas que dependem social e economicamente da renda desses empreendedores”, contabilizou. 


Aero admite que Câmara não conseguiu notificar Lóssio e quer punir quem vazou a informação

por Redação Nossa Voz 22 de Novembro de 2017 às 11:52

Sem fazer alarde, a comissão de finanças da Câmara de Petrolina continua analisando as contas do ex-prefeito Julio Lóssio, aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas de Pernambuco. Segundo vereador Aero Cruz, relator da comissão, para finalizar o parecer e para que a votação seja levada ao plenário, é necessário notificar o ex-gestor.  Com esse intuito foram enviadas duas funcionárias da Casa Plínio Amorim ao consultório de Lóssio e estas não foram recebidas pelo ex-prefeito. 

“Solicitamos ao nosso presidente Osório Siqueira para que fosse comunicado ao ex-prefeito Júlio Lóssio, como manda a Lei, que as suas contas estariam na casa e que ele deveria fazer a sua defesa num prazo de 15 dias para que nós da comissão pudéssemos elaborar o parecer e trouxesse para esse plenário dando o direito a cada vereador em votar e justificar o seu voto. Foram duas servidoras aqui da casa até o consultório do ex-prefeito e médico Júlio Lóssio. Lá foram atendidas pela secretária Juci, que as atendeu muito bem, mas passou que o ex-prefeito estava em cirurgia e não poderia recebê-las. Ficou marcado para as 14h30 da última segunda-feira (20) quando elas seriam recebidas e elas dariam conhecimento do julgamento das suas contas. Por volta das 13h30 as funcionárias da Câmara foram informadas que o atendimento ficou remarcado para quinta-feira (23)”. 

Aero garante que essa tramitação deveria se manter em sigilo, mas o fato de não ter conseguido ainda notificar Júlio Lóssio vazou na imprensa e até memes nas redes sociais foram elaborados com os dizeres: PROCURA-SE. “Ontem para a minha estranheza saiu em um blog da cidade que nós estaríamos procurando o prefeito Júlio Lóssio. Saíram algumas coisas nas redes sociais dizendo que procura-se Júlio Lóssio. Nós estamos trabalhando nessas contas com muita responsabilidade. O ex-prefeito não saiu da cidade, ele não se negou a receber a notificação porque em momento algum esteve com as funcionárias da Câmara”. 

Aero Cruz garante não ter participado desse vazamento e cobra do presidente Osório Siqueira a investigação e punição do araponga que divulgou essas informações. “Nós da Comissão de Finanças vamos ao seu gabinete e quero dizer que foram poucos os servidores da casa que tiverem conhecimento disso. Se isso vazou aqui da casa, nós temos que tomar uma atitude, não podemos aceitar isso porque passa a impressão que nós estamos brincando de ser comissão de finanças. Nós estamos fazendo um trabalho sério”. 


Gabriel Menezes cobra explicações sobre contrato milionário da prefeitura e Ronaldo Cancão diz que vereador aprendeu a legislar na Escolinha do Professor Raimundo

por Redação Nossa Voz 22 de Novembro de 2017 às 09:42

Após uma pesquisa no site do Tome Conta do Tribunal de Contas do Estado, o vereador Gabriel Menezes deparou-se com a informação que o levou a elaborar o requerimento Nº 402/2017, onde solicitou informações sobre um contrato firmado entre a prefeitura de Petrolina e um escritório de advogacia de Maceió no valor de R$ 40 milhões.

Segundo Gabriel, o serviço seria prestado por apenas um ano e no portal do TCE não há maiores informações sobre essa prestação de serviço. “Miguel contrata por quase 40 milhões por um período de um ano através de uma modalidade que não pode e nós temos profissionais qualificados para fazer esse papel. A gente pede as informações ao Governo Municipal”, destacou.

Segundo o líder do governo, que pediu destaque do requerimento de Gabriel Menezes proporcionando o voto separado de solicitação, o contrato diz respeito a luta judicial por pagamento de diferenças do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O Município estaria movendo a ação contra o Governo federal buscando pagamento desse recurso e os advogados só receberiam se ganhasse a causa em cima de uma porcentagem do valor recuperado.

Ruy Wanderley explicou que o ex-prefeito Júlio Lóssio fez esse mesmo contrato com outro escritório e que essa contratação foi cancelada sob recomendação do Tribunal de Contas da União. “O governo passado foi contratado uma empresa com a mesma finalidade. A Lei permitia. Como o tribunal fez essa recomendação, Miguel Coelho acatou e reincidiu esse contrato”, explicou o parlamentar.

Ronaldo Cancão foi mais um a rebater as colocações do vereador Gabriel Menezes e disparou que o colega está se formando a partir da Escolinha do Professor Raimundo. Também acusou o oposicionista de jogar para a plateia numa perseguição ao governo Miguel Coelho. “Intolerável criar fatos que não existem. Parece que está recebendo informações da Escola do Professor Raimundo. Miguel não fez contrato com a empresa, quem fez foi Júlio Lóssio. O contrato era orientado pelo TCU. O prefeito rescindiu e está no Diário oficial, no portal da transparência. Não jogue palavras ao vento. Saia da futrica política e venha discutir tecnicamente. Vossa excelência mentiu para a sociedade petrolinense”, explicou.

Gabriel Menezes rebateu avisando que os berros de Cancão não iam intimidá-lo. Segundo o parlamentar, o situacionista deveria relembrar sua postura na legislatura passada quando, segundo Menezes, perseguiu o prefeito anterior. “Nível tão baixo que frequente Ronaldo Cancão me convida. O senhor já mostrou que é obcecado por Julio Lossio e meu nome é Gabriel Menezes. Com relação a esse contrato, que bom que o prefeito voltou atrás. Seus berros não me amedrontam, o senhor não vai ganhar no grito. Quem joga palavras ao vento é o senhor, se retrate com o povo de Petrolina”, rebateu. Ronaldo Cancão não gostou das colocações de Gabriel, exigiu respeito. “Aqui não tem vaca para você dizer que está berrando. Eu exijo respeito”, finalizou o parlamentar de situação.

Karine Paixão 


Jantar faz parte de última cartada de Temer para aprovar Previdência

por Redação Nossa Voz 22 de Novembro de 2017 às 08:42
categoria: Polêmica

O presidente Michel Temer tentará, nesta quarta-feira (22), virar o jogo da reforma da Previdência e convencer os deputados de sua base aliada a aprovarem a proposta ainda neste ano.

O Palácio do Planalto ainda não dispõe dos 308 votos necessários para atingir seu objetivo, mas avalia que o clima pode mudar no jantar que irá oferecer hoje a seus aliados no Palácio da Alvorada.

Segundo assessores de Temer, o encontro faz parte da última cartada do governo para garantir a aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria do país.

A estratégia inclui a reorganização da base aliada com a entrega do Ministério das Cidades a um apadrinhado do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a apresentação de uma nova versão da reforma.

“Não será a reforma dos sonhos de todos, mas será a reforma possível.” (Michel Temer)

O jantar, na avaliação da equipe presidencial, será o termômetro para medir as reais chances de aprovar a medida ainda neste ano. Um primeiro indicador será a presença dos deputados no encontro acertado entre Temer e Rodrigo Maia.

O presidente tem buscado vender otimismo nos últimos dias, mas sua equipe sabe que o governo terá de dar uma demonstração de força hoje reunindo pelo menos mais de 200 deputados no Alvorada. Um público menor será um sinal de fraqueza política.

Durante a reunião, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), vai apresentar a versão mais enxuta da reforma, focada em três pontos: idade mínima de 65 para homens e 62 para mulheres, regra de transição de 20 anos e unificação dos sistemas de aposentadoria dos setores público e privado.

Temer disse que o novo texto deve garantir uma economia de R$ 468 bilhões num prazo de dez anos, menos do que a previsão original, de R$ 760 bilhões. “Mas é melhor do que nada”, tem dito.

Para convencer os deputados da base aliada, o Palácio do Planalto convidou economistas para explicarem a reforma e sua importância. Devem estar presentes Marcos Lisboa, Samuel Pessoa e José Márcio Camargo.

G1


Segovia põe em dúvida se 'uma única mala' é suficiente para apontar se Temer praticou corrupção

por Karine Paixão 21 de Novembro de 2017 às 09:18
categoria: Corrupção

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou nesta segunda-feira (20) que a investigação que levou a Procuradoria Geral da República (PGR) a denunciar o presidente Michel Temer poderia ter sido mais longa. Para ele, se a apuração estivesse “sob a égide” da PF, e não da PGR, a corporação pediria mais tempo para avaliar “se havia ou não corrupção”.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou que não cabe a Fernando Segovia emitir opinião sobre as denúncias na operação.

Segovia afirmou que "uma única mala" "talvez" seja insuficiente para comprovar se os investigados cometeram crime de corrupção. O diretor da PF se referia à mala com R$ 500 mil em dinheiro – supostamente propina – entregue em abril deste ano pelo executivo Ricardo Saud, do frigorífico JBS, para o então deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-MG). Ex-assessor e homem de confiança de Temer, Rocha Loures foi preso em razão do episódio. A suspeita da PGR na denúncia é de que Temer seria o destinatário final do dinheiro.

 

"A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria que ter durado mais tempo, porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime e quem seriam os partícipes e se havia ou não corrupção."

 

Em relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), em junho, a própria Polícia Federal afirmou que as evidências colhidas na investigação indicavam "com vigor" que Temer cometeu o crime de corrupção passiva.

Na entrevista coletiva que concedeu após a posse, Segovia foi questionado se o ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que apresentou a denúncia contra o presidente, seria investigado.

No início deste ano, quando veio à tona a delação da JBS, Temer se disse alvo de perseguição por parte do ex-procurador-geral – posteriormente, o acordo de delação premiada da JBS, que deu base à denúncia, foi suspenso pela suspeita de que um ex-auxiliar de Janot – o ex-procurador Marcello Miller – orientou os delatores quando ainda estava no Ministério Público.

Segovia respondeu que uma investigação sobre Janot dependeria de um pedido, o que ainda não ocorreu. “Se vamos ou não investigar o dr. Janot, dependerá de abertura de investigação, se é que alguém vai pedir abertura de investigação em relação a tais fatos”, disse.

“Talvez seria bom, para que o Brasil inteiro soubesse, se houvesse transparência maior sobre como foi conduzida aquela investigação. A gente acredita que se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria que ter durado mais tempo, porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime e quem seriam os partícipes e se havia ou não corrupção. É um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro e que poderia ter sido respondido se a investigação tivesse mais tempo”, afirmou.

Segovia disse que quem estabeleceu o “deadline” (tempo limite) para o fim da investigação foi a PGR.

“Talvez ela seja a melhor a explicar por que foi feito aquilo naquele momento e por que Joesley [Batista, sócio do grupo J&F, controlador da JBS] sabia quando ia acontecer para ele poder ganhar milhões no mercado de capitais”, disse, em referência às suspeitas de que os donos da JBS lucraram com a delação premiada, negociando ações e moeda antes de sua divulgação.

O caso da mala

Em junho, antes de a PGR oferecer denúncia contra Temer por corrupção passiva, um relatório da própria Polícia Federal apontou indícios de que Temer e o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) cometeram crime de corrupção passiva.

Loures foi flagrado pela própria PF, numa ação controlada, recebendo mala com R$ 500 mil de um executivo da JBS numa pizzaria em São Paulo – o dinheiro seria a primeira parcela de uma propina em troca de favores no governo.

Em conversa gravada por Joesley Batista, Temer indicou Loures como pessoa de sua confiança para tratar de negócios da JBS no Executivo.

Ao final da entrevista à imprensa, Segovia afirmou que as investigações por corrupção, organização criminosa e obstrução da Justiça já foram concluídas na Polícia Federal com a denúncia da PGR contra Temer.

“Na questão do presidente Michel Temer, ele sofreu já duas investigações, dois inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal, os quais foram concluídos pela antiga gestão da Polícia Federal. O relatório foi encaminhado pelo dr. Janot, e na época o ex-procurador-geral da República ofereceu denúncia contra o presidente da República, as quais hoje se encontram suspensas por decisão do Congresso. Então, nós não temos mais hoje nada a executar dentro dessas investigações, porque em tese já teriam sido concluídas”, disse.

Questionado sobre a terceira investigação sobre Temer, também por corrupção, relacionada a decreto na área de portos que teria beneficiado a concessionária Rodrimar, Segovia disse que o presidente “continuará a ser investigado, sem nenhum problema”.

“Terá toda a celeridade como todos os outros inquéritos no Supremo Tribunal Federal”, finalizou.

G1 / Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo


Geraldo Alckimin se reúne com Guilherme Coelho e demais tucanos de Pernambuco

por Karine Paixão 20 de Novembro de 2017 às 18:01
categoria: Política



Em uma visita com extensa agenda em Pernambuco, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin reuniu na manhã deste domingo (19) a cúpula do PSDB. Durante o encontro com a cúpula do partido, o governador de São Paulo esteve com Guilherme Coelho, Bruno Araújo, Teresinha Nunes, Raquel Lyra, Betinho Gomes, Elias gomes e Joaquim Francisco. O deputado federal Daniel Coelho não compareceu. Quando questionado sobre a candidatura à presidência, Alckimin adiantou que defende um projeto de governo para o país que tem o Nordeste no centro, rebatendo críticas de ausência de um programa para a região.

Ainda durante o encontro com os tucanos, Geraldo Alckmin  (PSDB), também declarou que não precisa ser presidente do partido, mas que a sigla deve alcançar a unidade para poder mudar o Brasil. Nas últimas semanas, a possibilidade de o governador assumir a presidência da sigla foi cogitada por tucanos importantes, como o ex-senador José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.