Após rei Charles III ser diagnosticado com câncer, saiba o que ocorre caso monarca seja afastado

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 Agência O Globo07/02/24 às 06H47 atualizado em 07/02/24 às 06H50

Após o diagnóstico de câncer do rei Charles III, o príncipe William de Gales, herdeiro da coroa britânica, deverá assumir algumas funções em nome do pai, segundo o jornal britânico The Guardian.

monarca de 75 anos, coroado em maio do ano passado, iniciou o tratamento na segunda-feira. Em caso de afastamento do rei, a coroa britânica estabelece um conselho para assumir as atividades reais. Saiba quem faz parte.

Diferente da linha de sucessão, obedecida quando o rei ou a rainha morrem, casos como o de Charles seguem uma ordem distinta de substituição. Nesse cenário, em que o monarca fica afastado das funções reais, um conselho formado com quatro membros da nobreza assume as atividades.

Um conselheiro de Estado, de acordo com as normas da monarquia britânica, é um membro da família real a quem o soberano pode delegar algumas das suas funções em caso de doença ou viagem ao estrangeiro.

Os cinco conselheiros seriam a rainha Camila e os quatro primeiros membros da família real maiores de 21 anos, na ordem de sucessão ao trono.

No entanto, os príncipes Andrew e Harry, que renunciaram aos seus deveres como membros da família real britânica, não podem assumir o papel de conselheiros de Estado para substituir o rei Charles III em caso de incapacidade. O veto foi estabelecido pela Coroa em 2022 e revelado nesta sexta-feira.

Dessa forma, em caso de afastamento, o conselho será composto também pelo príncipe William, filho mais velho; a princesa Anne, irmã de Charles e o príncipe Edward, irmão.

 

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Harry e sua mulher, Meghan Markle, decidiram deixar a família real em 2020 e se estabelecerem nos Estados Unidos. Por sua vez, o príncipe Andrew também renunciou aos deveres reais devido aos seus laços com o falecido empresário americano Jeffrey Epstein, pivô de um escândalo de exploração sexual de menores de idade.

De acordo com uma lei aprovada pelo Parlamento britânico em novembro de 2022, “apenas membros ativos” podem atuar como conselheiros de Estado, embora os membros não ativos mantenham este título.

Nesta lei aprovada no final de 2022, Charles III decidiu atribuir a função de conselheiro de Estado aos seus outros dois irmãos, a princesa Anne e o príncipe Edward.

Seja como for, o Palácio de Buckingham anunciou que o rei não precisará convocar os seus conselheiros de estado na próxima semana, quando for submetido a tratamento na próstata.

O príncipe William é muito mais popular que o próprio rei (e o mais popular entre os membros da família real britânica), com 68% de aprovação, de acordo com uma pesquisa recente do YouGov. Ele está à frente de sua tia, a princesa Anne, com 67%, e de sua esposa Kate, com 63%. O rei, por sua vez, aparece apenas na sexta posição, com 51%.

Já o irmão mais novo de Wiliiam, Harry, desembarcou nesta terça-feira em Londres para ver o pai. O duque de Sussex tem uma relação turbulenta com o restante da família real britânica, incluindo o irmão. Não se sabe se eles se encontrarão.

Atualmente, Harry mora na Califórnia com sua família, a duquesa de Sussex Meghan Markle e seus dois filhos, Archie e Lilibet, desde que abdicou de suas funções reais em 2020. A família não viajou com ele para Londres.

Com o duque afastado e os problemas de saúde sucessivos, além da retirada do príncipe Andrew da vida pública após um escândalo de abuso sexual de menores, o círculo de membros ativos da família real britânica foi reduzido quase pela metade, deixando a rainha Camilla, de 76 anos, na linha de frente, com diversos compromissos semanais.

Como é a linha de sucessão
Charles teve dois filhos com a princesa Diana, morta em 1997 após um acidente de carro. Por isso, William fura a fila e fica em primeiro na linha de sucessão ao trono. Em segundo lugar, vem o príncipe George, filho mais velho de William e Kate Middleton, que atualmente tem 10 anos. Depois, vem os outro filhos do casal: a princesa Charlotte, de 8 anos e o príncipe Louis, de 5.

Segundo filho de Charles, Harry rompeu com a família e abdicou das obrigações reais em 2020. Mesmo assim, ele segue na quinta posição na fila do trono.

Na sequência, estão os filhos dele com Meghan Markle: Archie e Lilibet, que ficam na sexta e sétima colocação, respectivamente.

Outro membro da família real envolto em polêmicas é o príncipe Andrew. Ele continua na fila, em oitavo lugar, mesmo com a ligação do britânico com o magnata Jeffrey Epstein, envolvido em uma rede de abuso e exploração sexual de menores de idade. Em nono lugar está a filha de Andrew, Beatrice, seguida pela própria filha, Sienna.

O diagnóstico do rei
Charles foi aconselhado pelos médicos a suspender suas aparições e compromissos públicos devido ao tratamento contra o câncer, sobre o qual está “totalmente confiante”. Contudo, é esperado que o rei continue a receber as suas “caixas vermelhas”, que contém documentos do governo a serem revisados pelo monarca, e a “tratar de negócios do Estado e da papelada oficial”.

A princípio, ele também seguirá realizando o seu encontro semanal com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e as reuniões do Conselho Privado, embora não tenham sido divulgados mais detalhes.

No fim de janeiro, Charles deu entrada em um hospital de luxo de Londres, no Reino Unido, para fazer uma cirurgia por um quadro de próstata aumentada — comum entre homens a partir dos 60 anos. Mas, na segunda-feira, o palácio revelou que, durante seu recente procedimento hospitalar, “testes diagnósticos identificaram uma forma de câncer”.

Apesar disso, uma fonte próxima à Buckingham, citada pela agência Reuters, afirmou que não se trata de câncer de próstata, como se especulava quando a notícia foi divulgada.

(Folha de Pernambuco)