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Lucas Ramos reconhece falhas da Compesa em Petrolina: 'É inadmissível’'

por Gabriela Canário 10 de Dezembro de 2018 às 12:14

O deputado estadual reeleito, Lucas Ramos, reconheceu que a Compesa, que é de poder do Governo do Estado, é falha quanto ao abastecimento de água e saneamento básico de Petrolina, afirmando que é 'inadmissível o mal abastecimento na cidade' e que a situação está a par do governador Paulo Câmara.

“A Compesa tem deixado a desejar. Entendemos que a capacidade de atendimento tem sido alvo de investimentos da companhia estatal, mas que foram insuficientes porque muitas famílias recebem água com irregularidade. A tolerância do petrolinense está cada dia mais distante. O que nos preocupa é que uma cidade na beira do rio sofra com a falta de água. Isso é inadmissível e tem sido alvo de crítica de nossa parte e de cobrança junto Paulo Câmara, que tem se mostrado preocupado”, disse.

Sobre o pedido do Prefeito Miguel Coelho em assumir atividades que seriam de competência da Compesa, Lucas Ramos reforçou que a briga traz prejuízos para os petrolinenses e que o momento seria de diálogo para a renovação do contrato de prestação de serviços. “Eu enxergo que o caminho do confronto que o prefeito Miguel Coelho decidiu travar judicialmente com a Compesa traz prejuízos gravíssimos. Talvez fosse o momento de sentar e tratar da renovação do contrato com novos critérios de atendimento”, justificou.


Na onda dos ministros do Supremo, Câmara quer reajuste salarial

por Karine Paixão 7 de Dezembro de 2018 às 10:08

 

 

O aumento de 16,38% concedido pelo Congresso ao Judiciário despertou nos parlamentares o ímpeto de reajustar os próprios salários. A pressão se intensificou após reunião da Mesa, na quarta-feira, quando o tema voltou à discussão com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Deputados reclamaram do acréscimo nas remunerações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo cálculos feitos pelos assessores legislativos, terá impacto entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões aos cofres públicos. Os vencimentos dos magistrados pularam de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil, com potencial para beneficiar toda a carreira num efeito cascata.

O deputado Fernando Giacobo (PR-PR), primeiro-secretário da Câmara, afirmou que o Legislativo deve fazer um estudo para analisar a viabilidade do aumento para os parlamentares. Ele disse haver vedação ao reajuste previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que é aprovada pelo Congresso e usada como base para elaborar o Orçamento federal para o ano seguinte. O projeto para 2019, inclusive, está em tramitação. Portanto, segundo Giacobo, a ideia é fazer uma análise jurídica para saber se na votação poderá ocorrer uma mudança da lei, permitindo alterar a questão envolvendo o próprio aumento. “Se der para suprimir, será feito”, avisou.

A medida, colocada entre itens com impacto financeiro ao Congresso, está dentro de uma série de ajustes conhecida como “pacotão de Natal”, devendo ser aprovada até o fim do ano. Uma parte delas foi aprovada e, agora, precisa passar pelo crivo do presidente Michel Temer (MDB). A Câmara afrouxou a Lei de Responsabilidade Fiscal para os municípios, permitindo que as prefeituras ultrapassem o limite de gastos com pessoal sem sofrer punições. Apenas o PSDB e o PSL orientaram a bancada a votar contra.

Apesar das declarações de Giacobo, Rodrigo Maia desmentiu o colega, afirmando que não existe nada em andamento sobre reajuste. Os dois são pré-candidatos à Presidência da Câmara no biênio 2019-2020. A eleição ocorrerá em fevereiro e será definida, em votação secreta, pelos 513 deputados eleitos.

Em cadeia

Desde que o Congresso aprovou o reajuste do Judiciário, que pode atingir mais de 17 mil juízes na ativa e quatro mil aposentados, segundo levantamento da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), existe interesse dos parlamentares em aumentar o próprio salário. O reforço no contracheque contemplaria os 513 deputados e 81 senadores eleitos para a 56ª legislatura. Para que haja o aumento, basta a aprovação de um decreto legislativo pela Câmara e pelo Senado, por maioria simples, sem necessidade de sanção do presidente da República.

Diferentemente do Judiciário, não haveria efeito cascata imediato nos escalões inferiores. Deputados estaduais e distritais e vereadores, no entanto, têm remuneração limitada a um percentual dos congressistas. E dizem que o reajuste vai criar, sim, reação em cadeia. (Correio Braziliense/DP)

 


TSE mantém indeferimento do registro de candidatura de Isaac Carvalho

por Gabriela Canário 6 de Dezembro de 2018 às 10:13

Em votação realizada na noite desta quarta-feira, 05, o Tribunal Superior Eleitoral manteve o indeferimento do registro de candidatura de Isaac Carvalho, confirmando decisão do TRE-BA. Eleito com votação superior a 100 mil votos, o ex-prefeito de Juazeiro prepara novos recursos no TSE e na esfera da justiça comum.

“Temos plena convicção da legitimidade da nossa eleição. Recebemos do povo baiano mais de 100 mil votos e continuaremos nossa luta de fazer valer a escolha democrática dos eleitores. A própria justiça reconheceu que não provoquei danos ao erário”, declarou Isaac.

Os advogados de defesa partirão agora para os recursos ainda permitidos, tanto no âmbito da justiça comum quanto na esfera eleitoral.


PSDB vai votar com Bolsonaro nas reformas, diz líder

por Gabriela Canário 6 de Dezembro de 2018 às 09:15

O líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), disse nesta quarta-feira (5) que a bancada tucana vai apoiar as propostas do governo Jair Bolsonaro que coincidirem com a pauta do partido. “O governo Bolsonaro vai ter apoio para tudo aquilo que for agenda tucana”, afirmou, depois do encontro dos parlamentares do PSDB com o presidente eleito.

Segundo o deputado, as reformas unem o PSDB e Bolsonaro. “Reforma tributária, reforma da Previdência, pacto federativo, redução da máquina pública são temas que foram debatidos, e é isso que ele deseja”, afirmou.

Conforme relato do líder, o presidente eleito pediu ajuda do PSDB para governar. “Ele quer ajuda da bancada tucana naquilo que nos conforta em colaborar. Ele deixou claro que o PSDB entra e sai desta reunião com a consciência de que precisa ajudar o Brasil e que não precisa estar dentro do governo para isso”, disse. 

O tucano citou ainda projetos em tramitação no Congresso em relação ao licenciamento ambiental e a reformulação da secretaria nacional do índio, que estão em sintonia com pronunciamentos de Bolsonaro. “Obviamente terá o apoio no Congresso Nacional, não em questões de cargos ou ministérios”, afirmou.

Propostas

Para o líder, está se desenhando uma nova configuração no Congresso em que a base parlamentar do governo se formará em torno de propostas. “Muitos blocos vão se formar, mas a maior adesão se dará nas reformas. Base aliada para a Previdência, base aliada para tributação e outros temas”, disse.

O tucano defende que o presidente eleito use o seu capital político para aprovar as reformas. “Essa é a vontade da bancada tucana”, afirmou. 

O líder disse que o futuro governo poderá aproveitar temas da reforma da Previdência que já foram debatidos na Câmara para colocar em votação, entre eles, a idade mínima para aposentadoria. “Aquilo que não está pronto vem em uma segunda etapa, mas não pode desperdiçar tudo aquilo que foi aprofundado”, argumentou.

Segundo o líder, outro tema que pode ser adotado é a separação dos benefícios assistenciais dos previdenciários, inclusive a aposentadoria rural. “É preciso rever o modelo disso tudo”, afirmou. “O que não pode é continuar com rombo [na Previdência]”, completou o tucano, defendendo una fiscalização dos benefícios assistenciais. 

Agência Brasil 


Discussão sobre demissões de Sementeiras tem troca de ofensas, acusações e até apelidos na Câmara de Vereadores

por Gabriela Canário 29 de Novembro de 2018 às 14:21

A Sessão desta manhã (29) na Câmara de Vereadores de Petrolina foi marcada por troca de ofensas, acusações e teve até mesmo parlamentar colocando apelido no colega de bancada. Tudo começou quando Domingos de Cristália teceu duras críticas ao prefeito da cidade, Miguel Coelho, pelas demissões de cerca de 400 sementeiras nesta semana.

O oposicionista utilizou uma música da campanha para Prefeito de 2012 e aproveitou para chamar o gestor municipal de trambiqueiro, o que, segundo Domingos, teria aprendido com o pai, o Senador Fernando Bezerra Coelho. “A parte da letra da música dizia assim 'quem é mais trambiqueiro do que eu? Só papai'. A gente vÊ que a campanha de Miguel enganou o povo de Petrolina quando levou o Nova Semente para a campanha de 2016. Ontem ele fez uma reunião e disse que todas as sementeiras estão demitidas”, afirmou Domingos de Cristália.

Quem não gostou nada nada das acusações foi Ibamar Fernandes que logo tratou de interromper a fala do colega e revidar questionando se o pai dele era um trambiqueiro também. Daí, foi aquela troca de ofensas e o vereador da base de Miguel Coelho, replicou a fala do gestor e chamou Domingos de Cristália de “Fala-fina”, criticando o timbre de voz do parlamentar que é aguda.

E as brigas não pararam por ai. Ibamar Fernandes, que é suplente de Edilsão do Trânsito, que hoje tem um cargo na gestão de Miguel Coelho, trocou farpas com a vereadora Cristina Costa. No discurso da parlamentar, ela se dirigiu diretamente ao colega e o acusou de fazer as vontades do Prefeito para se manter no cargo, já que em breve, já se comenta nos bastidores, que será feita uma nova reforma administrativa e Ibamar pode perder o cargo no Legislativo de Petrolina.

Ainda sobre a demissão das sementeiras, a Redação do Nossa Voz conversou o vereador Domingos de Cristália, que foi quem puxou essa discussão no plenário. O parlamentar enfatizou que é a favor que a forma de contratação de novas sementeiras seja feita através de concurso público, já que a avaliação curricular beneficiará os interesses políticos, onde vereadores indicarão nomes para preencher as vagas. “Ele vai criar um novo modelo fazendo seleção. Tem que ser prova escrita porque se for por currículo, vai colocar lá as pessoas dos vereadores e vai continuar a mesma coisa”, denunciou o parlamentar.

Sobre o assunto, o líder de situação, Aero Cruz, defendeu a gestão, alegando que as crianças foram tiradas de depósitos e que será aberta uma seleção para melhorar ainda mais a prestação do serviço. “Nós tivemos o prazer de reorganizar o Nova Semente e de tirar as crianças dos depósitos. Está terminando o ano letivo e o Governo está abrindo processo seletivo para dar condições de dar às novas sementeiras condições para serem capacitadas e terem estrutura pela Rede Municipal”, explicou.


Marília Arraes avalia vitória nas Eleições 2018 para o Congresso Nacional e diz que será oposição a Bolsonaro

por Gabriela Canário 26 de Novembro de 2018 às 16:25

Ela está saindo do patamar de vereadora do Recife-PE para o Congresso Nacional. Depois de todo um imbróglio envolvendo o anseio pela disputa ao Governo de Pernambuco, a aliança entre o PT e PSB à nível nacional, e a perda de apoio do Partido dos Trabalhadores, que apoiou Paulo Câmara (PSB) à reeleição, Marília Arraes diz vê toda a situação e avalia que precisa dar o melhor de si em retribuição aos mais de 193 mil votos que teve dentro do estado.

“Nós não tínhamos um parâmetro [de quantidade de votos] porque não foi uma eleição tradicional porque não foi aquela que a gente tinha noção de quantos votos ia ter. Não foi possível a candidatura ao Governo do Estado e [a gente] tentou para a Câmara Federal. Nos dá uma responsabilidade muito maior porque sabemos que esses mais de 193 mil queriam votar na gente para o Governo do Estado e é raro ter alguém no Congresso com essa responsabilidade”, disse a Deputada eleita.

Ela fez ainda uma analise da vitória do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e disse que será oposição ao político. “Vive-se um momento de retirada de direito e de retrocesso. [Vivemos] uma cortina de fumaça que é cortar direitos trabalhistas, [aumentos das] privatizações e tudo isso vai ser discutido e nós estaremos na linha frente para defender o Brasil. Descordamos da linha [política de Bolsonaro]. Foi um governo que se elegeu sem fazer campanha, nas pelo o que se está desenhando, seremos oposição”, concluiu.


Deputada Federal eleita, Marília Arraes acredita que Paulo Câmara fará 'um governo pior do que já fez'

por Gabriela Canário 26 de Novembro de 2018 às 13:01

Eleita para o Congresso Nacional com mais de 193 mil votos, Marília Arraes (PT), continua sendo oposicionista ao atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Mesmo com a aliança, em âmbito nacional entre os Partidos dos Trabalhadores e Socialista Brasileiro, ela taxou a administração do gestor como “vazia”, “muita propaganda” e “cheia de promessas”.

Para a petista, Câmara deve fazer “um governo pior do que já fez”, mesmo tendo sido reeleito ainda no primeiro turno. “O pernambucano teve que votar por eliminação e não por vontade. Ele colou com a imagem do presidente Lula, que é muito querido, e gerou essa neutralidade. Mas discordo da gestão, nada mudou da forma que ele tem de gerir o estado”, avaliou.

Arraes foi além e ainda afirmou que o governador tem o “costume de enganar as pessoas e não cumprir o que prometeu”. “Eu não torço quanto pior melhor. O estado está quebrado e ele tá fazendo malabarismo para cumprir a promessa do 13º do Bolsa Família, mas não disse que estava condicionado a nada. Pernambuco é um estado que deve. Pernambuco é um estado que não investe”, avaliou, acrescentando que Câmara faz “promessas vazias e depois vem enganar a população com propaganda”.

Ela analisa que o Brasil vive um “momento de instabilidade” e avalia que o PSB não quer ser um bloco de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), como deve fazer o PT. A partir deste ponto, Marília analisa que a aliança entre os dois partidos foi “meramente pragmática”. “Falta de compromisso do PSB com o PT a nível nacional. [Mas] nem sempre as coisas acontecem como a gente deseja e a solução não é jogar tudo para o alto. Vamos seguir em frente”, finalizou a Deputada eleita.


Haddad avalia convite de Bernie Sanders para integrar frente progressista

por Gabriela Canário 22 de Novembro de 2018 às 09:23

Candidato do PT à Presidência na eleições de 2018, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi convidado pelo senador norte-americano Bernie Sanders e pelo ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis a integrar uma frente progressista internacional. O lançamento da coalizão deve acontecer em Nova York, no próximo dia 1º.

A informação foi divulgada inicialmente na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, e confirmada ao Correio pela equipe de Haddad. Segundo sua assessoria, ele está analisando o convite.

O objetivo da coalizão, segundo seus idealizadores, é combater o avanço do autoritarismo no mundo. O grupo se diz preocupado com a ascensão de governos conservadores, como os de Jair Bolsonaro, no Brasil, e Donald Trump, nos Estados Unidos. Assim como Haddad, aliás, Sanders acabou derrotado nas eleições presidenciais de seu país. Ele perdeu as prévias do partido Democrata para a correligionária Hillary Clinton que, posteriormente, acabou derrotada pelo republicano Trump. 

A Grécia de Varoufakis, por outro lado, vive sob o comando do primeiro-ministro Alexis Tsipras, líder de uma coligação de esquerda. Porém, os movimentos nacionalistas ganharam força no país — e na Europa de forma geral — após uma sucessão de problemas econômicos, aliados à crise dos refugiados. A Grécia tem sido uma das portas de entrada na Europa para imigrantes vindos da Síria e de outros países da Ásia e África.

A ideia da frente proposta por Sanders vem sendo difundida desde setembro. Nesta quarta-feira (21/11), o próprio Varoufakis compartilhou em suas redes sociais uma notícia em português que mencionava a criação da coalizão com a presença de Haddad. Também na internet, vários usuários brasileiros comentaram a possível formação do grupo. O nome de Bernie Sanders, inclusive, chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do país no Twitter.

Por: Correio Braziliense


Bolsonaro avalia Mourão como 'gerente' do governo

por Gabriela Canário 19 de Novembro de 2018 às 08:20

A nova estrutura do Palácio do Planalto, que está sendo desenhada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, prevê que a pasta da Casa Civil passe a ter uma outra atribuição e deixe de coordenar os ministérios do governo. Esse trabalho passaria a ser feito pelo vice-presidente eleito da República, general Hamilton Mourão. A ideia é liberar o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para a articulação política com o Congresso, já que a Secretaria de Governo - que desempenha esse papel atualmente - será extinta.



Na visão do núcleo mais próximo do presidente eleito, a articulação política e a abertura de um canal de ligação de Bolsonaro com os parlamentares vai demandar tempo e esforço em um cenário de votação de projetos considerados fundamentais pela nova gestão.



A estrutura do Planalto no governo Bolsonaro daria mais poderes ao general Mourão - que durante a campanha eleitoral deu declarações polêmicas e, por isso, chegou a ser desautorizado pelo então presidenciável do PSL - e pode acentuar as diferenças entre os grupos político e militar que cercam o presidente eleito.



Na avaliação de aliados, como o governo será comandado por um militar reformado do Exército, que pensa na hierarquia, a visão é de que todos os ministros têm o mesmo nível e não aceitariam cobrança de resultado de outro titular de "igual estatura". Colocar Mourão à frente da coordenação da Esplanada seria uma forma de dar ao vice-presidente eleito ascendência sobre os demais titulares do primeiro escalão para cobrar resultados.



Se o novo desenho for aprovado, o Palácio do Planalto perde uma secretaria com status de ministério - a de Governo -, ficando com apenas três pastas: Casa Civil, com Lorenzoni; Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com o general Augusto Heleno, e Secretaria-Geral da Presidência, que deverá ser ocupada pelo ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno.



A Secretaria-Geral é uma espécie de "prefeitura do Planalto", embora o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) - que tem como finalidade a celebração de contratos de parceria com a iniciativa privada e outras medidas de desestatização - esteja vinculado a ela.



Outro cargo importante no palácio é a chefia de gabinete do presidente da República, que ainda não tem nome definido. O titular deste posto será o responsável por controlar a agenda e quem tem ou não acesso a Bolsonaro. Bebianno chegou a desempenhar esse papel durante a campanha e inicialmente estava cotado para o cargo. Na última semana, no entanto, Lorenzoni anunciou Bebianno como "futuro ministro" da Secretaria-Geral da Presidência, o que até agora não foi confirmado por Bolsonaro.



Projetos



No novo desenho, juntamente com a coordenação dos ministérios, devem ser deslocadas para a Vice-Presidência duas subchefias da Casa Civil - a de análise e acompanhamento de políticas governamentais e a de articulação e monitoramento. Está sendo estudado também a possibilidade de projetos vinculados ao PPI e as ações Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) serem transferidas para a Vice-Presidência.



No caso do PPI, considerado pelo novo governo como uma área de excelência, há projetos prontos para serem privatizados a curto prazo que poderão render ao menos R$ 100 bilhões. Embora com recursos minguados para 2019, o PAC deverá ter disponível cerca de R$ 17 bilhões para as obras previstas.



A Casa Civil, por sua vez, manteria sob sua responsabilidade a secretaria executiva, a subchefia de assuntos jurídicos - por onde passam todos os atos do governo para serem aprovados -, a Imprensa Nacional, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial além de comitês, comissões e conselhos, como o Desenvolvimento Econômico e Social - o chamado Conselhão, que o novo governo quer reformular totalmente.



A Casa Civil tem 190 cargos comissionados, os chamados DAS, à sua disposição. O Palácio do Planalto conta hoje, ao todo, com cerca de 3.500 funcionários.



Peça-chave fala até com investidores



Depois de provocar divergências na campanha eleitoral por afirmações polêmicas, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, agora aparece como um dos aliados de mais confiança do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Nas duas últimas semanas, Bolsonaro delegou ao seu vice missões em várias áreas - que vão da comunicação, passando pela economia e transporte.



Uma das mais importantes foi a visita à sede da Petrobrás, no dia 9 de novembro, para "tomar pé da situação da empresa" e repassar um diagnóstico do que viu ao presidente eleito. Mourão, general da reserva, disse que gostou do que viu e que a empresa está saneada. As suas declarações levantaram especulações de que o presidente da estatal, Ivan Monteiro, poderia ficar no cargo, o que ainda não foi confirmado.



Dois dias antes, em 7 de novembro, Mourão recebeu outra missão - conhecer a empresa de comunicação digital que atende o governo Michel Temer e cujo contrato está em vigor, podendo ser estendido até 2020. Mourão esteve na sede da agência de publicidade Isobar, uma das duas que cuidam das mídias sociais do emedebista para ver como era o funcionamento. "O foco é reforçar a comunicação digital, que é a mídia do Bolsonaro, que é a mídia do (Donald) Trump (presidente dos Estados Unidos)", disse Mourão ao Estado, ressaltando que, na sua opinião, "aquele processo antigo de comunicação, via filmetes, propagandas tradicionais, que custam rios de dinheiro serão abandonados".



Na terça-feira passada, 13, Mourão foi designado para falar com o mercado, a convite do Bradesco BBI - que promove evento para investidores em Nova York, por meio de vídeo conferência. Sua afirmação de que Bolsonaro poderia privatizar a BR Distribuidora fez as ações da empresa subirem mais de 5%. Na quarta, 14, compareceu à sede da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, cuja diretoria queria apresentar à equipe de transição cinco temas prioritários para o avanço da mobilidade urbana nacional.



Para lembrar



Frases polêmicas deram o tom da campanha do então candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general da reserva Antonio Hamilton Mourão (PRTB).



Em palestras, eventos e entrevistas, o militar chegou a chamar o 13.º salário de "jabuticaba", falou que a Constituição "não precisa ser feita por eleitos pelo povo" e citou a possibilidade de "autogolpe" com apoio das Forças Armadas.



Esta última declaração foi repreendida pelo próprio Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional. "Ele foi infeliz, deu uma canelada. Jamais autorizaria uma coisa nesse sentido", disse Bolsonaro.

Agência Estado 


Gabriel Menezes engrossa discurso e rebate acusações de 'rasteira' dentro do PSL: 'inconformados'

por Gabriela Canário 16 de Novembro de 2018 às 11:49

Desde que assumiu a presidência do Partido Socialista Liberal em Petrolina, o vereador Gabriel Menezes recebeu duras críticas e foi até mesmo acusado de dar uma “rasteira” no ex-presidente da Comissão, Julio Costa. O pedido, ele explica, ocorreu ainda no primeiro semestre deste ano, do próprio presidente estadual do PSL, Marcos Amaral. “É mais um desafio que nos é delegado e a gente vai cumprir como a gente sempre tem feito na vida. Seja no dia a dia ou na política”, pontuou Gabriel.

Agora, é hora de arrumar a casa. A comissão está formada e tem nomes já conhecidos em Petrolina, como por exemplo, o da ex-secretária da Mulher de Petrolina, Maria dos Anjos, que atuou na gestão do ex-prefeito Julio Lossio. “O PSL terá um trabalho grandioso, responsável e cuidado para somar e dar respostas que Petrolina precisa e aguarda. Estamos organizando em Petrolina o partido, como vamos fazer em todo o Sertão do estado”, explicou Menezes.

O parlamentar respondeu ainda as acusações que tem recebido desde que assumiu a gestão e, diferente do que foi dito, ele afirmou que não se acha o responsável pelos votos obtidos para o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) dentro de Petrolina. “Assumi na semana passada, e diferente do que alguns inconformados colocaram, falando até em rasteira, foi justamente para evitar uma rasteira no PSL de Petrolina que eu fui até Recife e antecipei o que eu faria apenas ano que vem. Eu queria dizer que arrumem outro partido para negociarem, o PSL não. Eu nunca me intitulei e nem acho que sou pai de vitória de quem quer que seja. Eu tenho a honra de dizer que somei, dei minha parcela de contribuição. A campanha de Bolsonaro foi feita pelo povo. Foi o povo do Brasil quem decidiu mudar e a gente tem sorte em participar dessa história”, disse Menezes.

Comissão Provisória do PSL em Petrolina:

Presidência – Gabriel Menezes (vereador);

Vice-presidência - Helvétius Marques (Coronel da reserva do Exército Brasileiro e ex Comandante do 72º BI);

Secretário-geral – Rogério Silva (comunitário);

1ª Secretária – Maria dos Anjos (ex-secretária da Mulher)

Tesoureiro – Cleiton Alves

Tesoureiro - Clênio Leite (Produtor de audiovisual).