‘Com boca de metralhadora’: conheça a ave africana que come crocodilos e mata seus irmãos; vídeos

0
146

Adeptos da monogamia e de comportamento solitário, espécie produz até três ovos por ninhada, embora rivalidade entre irmãos torne comum que apenas um sobreviva até a idade adulta

Conhecido pela aparência amedrontadora e pré-histórica, a Cegonha-bico-de-sapato (Balaeniceps rex) é comum em partes pantanosas da África Oriental. Com o terceiro maior bico entre as espécies de aves no mundo, essa pode crescer até 1,5 metros de altura e tem como principal presa o peixe-gato, segundo uma publicação no Journal of African Ornithology. No entanto, essa cegonha também se alimenta de alvos maiores como enguias, cobras e até mesmo filhotes de crocodilos.

Monogâmicos e de comportamento solitário, essa espécie produz até três ovos por ninhada, embora a grande rivalidade entre irmãos torne comum que apenas um sobreviva até a idade adulta.

Cegonha-pico-de-sapato se alimenta de peixes e répteis — Foto: Pixabay
Cegonha-pico-de-sapato se alimenta de peixes e répteis — Foto: Pixabay

Geralmente, o primogênito compete com os mais jovens por comida e os mata para certificar que será o único a receber alimento. Esse padrão de comportamento foi registrado em vídeo para uma série da BBC. As imagens mostram quando o mais velho dos filhotes morde os mais jovens, que são deixados de lado pela mãe.

Assista aos vídeos abaixo

Para além do tamanho e aparência curiosa, essa ave também emite um som, que muitos comparam ao de uma metralhadora. O bico gigante e as longas patas transformam a cegonha-pico-de-sapato em um predador que consegue ficar completamente imóvel antes de engolir uma presa por inteiro.

O bico-de-sapato é o único membro do gênero Balaeniceps e da família mais ampla Balaenicipitidae e, segundo a LiveScience, seus “parentes” mais próximos seriam os pelicanos. Já a ordem dos Pelecaniformes surgiu no final do Cretáceo, ou seja, a cerca de 145 milhões a 66 milhões de anos atrás.

Atualmente, restando entre 5 mil a 8 mil aves, a espécie aparece como vulnerável na Lista Vermelha de União Internacional para Conservação da Natureza.