Em meio à má fase, Diniz completa dois anos no comando do Fluminense

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Foto: Lucas Merçon/Fluminense


Dois dias após o revés por 3 a 0 para o Corinthians, Fernando Diniz completa dois anos no comando do Fluminense nesta terça-feira (30). Depois de viver uma das temporadas mais vitoriosas da história do clube, com o título inédito da Libertadores, o treinador passa por um período de turbulência. Em campo, o time tem apresentado um futebol bem distante daquele que o fez erguer o título do torneio mais importante do continente.

É preciso dizer que o elenco se apresentou mais tarde, já que estava em campo no dia 22 de dezembro, contra o Manchester City, pelo Mundial de Clubes. O desempenho, no entanto, segue bem abaixo e a derrota para o time paulista evidenciou problemas que precisam ser solucionados. Um deles, é a falta de intensidade, algo, inclusive, que foi destacado pelo goleiro Fábio.


Os erros e a lentidão na saída de bola são frequentes em um time que perdeu Nino, que assinou com o Zenit, da Rússia, e ainda não teve uma reposição à altura. Além disso, o Tricolor convive com uma série de jogadores lesionados desde o início da temporada. O último foi André, que rompeu o ligamento colateral medial do joelho direito. Outro problema foi o ato de indisciplina de John Kennedy, estrela da conquista da Libertadores, e as promessas Kauã Elias, Alexsander e Arthur.

“A gente está tentando se encontrar na temporada de uma maneira mais consistente desde que a gente voltou em janeiro. Não é por conta do jogo de hoje, por conta do ano que a gente está fazendo que está abaixo. Tanto em termos de resultado como em termos de performance. E tirando a semana que a gente decidiu a Recopa, a gente está jogando abaixo, jogando abaixo em rendimento e em resultado”, começou Diniz.


Apesar de ter sido demitido por Mário Bittencourt em sua primeira passagem, em 2019, Diniz sempre teve uma boa relação com o mandatário e a volta era questão de tempo. Assim, no dia 30 de abril de 2022, o comandante iniciava a fase mais vitoriosa de sua carreira, que o fez, inclusive, chegar ao comando da Seleção Brasileira, mesmo que de forma interina.


Desde que iniciou a carreira, o treinador chamava a atenção pelo estilo que implementava em suas equipes. Com uma intensa troca de passes, desde o goleiro, e boa movimentação para quebrar as linhas do adversário. Mesmo com os elogios, faltava uma conquista para validar suas ideias. Vieram, logo, dois inéditos: Libertadores 2023 e Recopa Sul-Americana 2024 – esta sobre o maior fantasma que assombrava os tricolores: a LDU, do Equador.

Nesta segunda passagem, o treinador soma 133 jogos, 69 vitórias, 28 empates e 36 derrotas, com 219 gols marcados e 140 gols sofridos, assim como um aproveitamento de 58,9%. No geral, por sua vez, já são 177 jogos, 87 vitórias, 39 empates e 51 derrotas. Além de 290 gols marcados, 188 gols sofridos e um aproveitamento de 56,5%.

Por fim, no entanto, o time não consegue reencontrar o bom futebol de outrora, e o treinador convive com sua primeira grande turbulência desde que retornou. Caberá ao comandante buscar soluções para dar a volta por cima e fazer a equipe ser competitiva na Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. Caso contrário, será cada vez mais questionado e a panela de pressão entrará em ebulição em Laranjeiras.

(Terra)