Espionagem no Corinthians: saiba como está investigação policial sobre aparelhos achados no clube

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Ex-diretor das categorias de base já prestou depoimento, e outros cartolas devem ser intimados


Tema de polêmica no Corinthians no início deste ano, a denúncia sobre possível espionagem no clube segue em investigação pela Polícia Civil, que já ouviu testemunhas e deve intimar ex-dirigentes para depor em breve.

O caso veio à tona em janeiro, quando vistoria realizada a mando da nova gestão, liderada por Augusto Melo, encontrou aparelhos de filmagem e gravação de áudio escondidos em diferentes pontos do clube. Havia equipamentos na sala da presidência do Corinthians e também no centro de treinamento das categorias de base.

Equipamentos de espionagem encontrados no Corinthians — Foto: Reprodução

Equipamentos de espionagem encontrados no Corinthians — Foto: Reprodução

Equipamentos de espionagem encontrados pelo Corinthians — Foto: Reprodução

Equipamentos de espionagem encontrados pelo Corinthians — Foto: Reprodução

Análise inicial apontou que os gravadores encontrados no CT da base ainda estavam funcionando.

O caso corre em segredo de Justiça, mas o ge apurou que o ex-diretor da base do Corinthians, Osvaldo Neto, prestou depoimento no início deste mês na condição de testemunha. Ele negou ter conhecimento da instalação dos aparelhos e informou que a sala em que os objetos estavam fosse utilizada por ele.

De acordo com Neto, ele despachava do Parque São Jorge, e a sala do CT era utilizada por Wagner Rivera Rodrigues, conhecido como Wagninho, ex-gerente da categoria sub-23 e figura influente no departamento amador do clube.

Os investigadores também gostariam de ouvir o ex-presidente Duilio Monteiro Alves, responsável por registrar boletim de ocorrência após o caso vir à tona, em janeiro.

O inquérito foi aberto há quase quatro meses. Neste período, os aparelhos encontrados foram periciados pelo Instituto de Criminalística. O caso é investigado pelo 52º Distrito Policial, do Parque São Jorge.

(GE)