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Comebol testa árbitro de video

por Mário Souza 18 de Setembro de 2017 às 16:27
categoria: Futebol

Fonte / CBF

A tecnologia está cada vez mais próxima de fazer parte da rotina da arbitragem do futebol. E a América do Sul se prepara para passar por essa revolução, capacitando os donos do apito intensivamente para trabalharem com o apoio do vídeo já nas Semifinais da Taça Libertadores da América 2017. Três árbitros brasileiros participaram no sábado (16) de uma série de treinamentos usando o Sistema de Assistência de Arbitragem de Vídeo (VAR) em situações reais de jogo. Wilton Sampaio, Sandro Meira Ricci e Anderson Daronco são os brasileiros presentes ao programa de treinamento da Conmebol, que vai até o próximo dia 22 de setembro. 

As tarefas foram divididas e todos os árbitros foram avaliados pelos instrutores da Conmebol e pelo instrutor da FIFA, Carlos Velasco, responsável por fornecer diretrizes para o uso correto dos sistemas tecnológicos. O campo foi equipado com os materiais necessários para a implementação da tecnologia VAR: ao lado do terreno foram instaladas duas cabines com monitores e controles e as câmeras foram colocadas ao redor do solo para a visualização clara de cada movimento. O trabalho foi observado de perto pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

O trabalho culminou com a avaliação do primeiro grupo que participou dos testes, com as recomendações do presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação, o brasileiro Wilson Seneme, que valorizou o desempenho e o esforço de cada árbitro sul-americano.

Também estão no Paraguai representando a delegação brasileira o chefe do Departamento de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, e o autor do projeto do Árbitro de Vídeo, Manoel Serapião Filho.


CBF recebe 1º Encontro Nacional dos Treinadores

por Mário Souza 22 de Agosto de 2017 às 16:28
categoria: Futebol

A CBF recebeu nesta segunda-feira (21), no auditório de sua sede, o 1º Encontro Nacional dos Treinadores de Futebol, organizado pela Federação Nacional dos Treinadores de Futebol (FBTF). O evento reuniu 73 técnicos de futebol, incluindo os comandantes das seleções brasileiras: Tite, da equipe masculina, Emily Lima, da feminina, e Carlos Amadeu, da Sub-17 masculina. A diretoria da CBF, Manoel Flores, de Competições, Reynaldo Buzzoni, de Registro e Transferência, Dino Gentile, de Patrimônio, e Gilnei Botrel, Financeira, acompanharam parte do encontro e esclareceram algumas dúvidas.

– Foi muito importante a reunião porque tivemos mais de 70 treinadores discutindo o nosso destino, o nosso futuro. E diante disso a gente fez um resumo para sentar com a diretoria da CBF e tentar passar para eles quais as nossas dificuldades. Aquilo que a gente tem em termos de instabilidade no emprego para que a CBF entendendo isso daí possa alterar alguma coisa no regulamento das competições e vir de encontro àquilo que é interesse do treinador: a melhoria do futebol brasileiro – disse Wagner Mancini, vice-presidente da FBTF

Após debate sobre temas importantes, como registro de treinadores, licenças, intercâmbio e outros, uma comissão, formada pelo presidente da FBTF, Zé Mario, o secretário-geral, Alfredo Sampaio, os vice-presidentes Falcão e Wagner Mancini, e os treinadores Zico, Parreira, Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira e Tite, reuniu-se com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e a diretoria da entidade para apresentar as reivindicações dos técnicos presentes. 

– Foi um momento importante de mobilização da categoria e ficamos felizes que os treinadores tenham escolhido a CBF para fazer isso. Eles submeteram seus pontos de vista e a pauta da reunião à nossa Diretoria, e ficamos de analisar os pleitos deles. O aspecto fundamental e que nos deixa satisfeitos é a mobilização de todos os protagonistas do futebol para debater a melhoria do esporte no país – avaliou o Presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.


Árbitros baianos participam de videoconferência da CBF

por Mário Souza 28 de Julho de 2017 às 16:15
categoria: Futebol

Os árbitros baianos do quadro nacional estiveram reunidos nesta terça-feira (25), na Federação Bahiana de Futebol. Na sede da entidade, os profissionais participaram de uma videoconferência da CBF.

O curso, realizado pela Comissão Nacional de Arbitragem visa a padronização da atuação das equipes e arbitragem em todo o país. Na oportunidade, os árbitros e assistentes assistiram a palestras e puderam tirar dúvidas.

Comandaram a videoconferência, direto da CBF, no Rio de Janeiro, o vice-presidente da Comissão, Alício Pena Júnior, e os membros Cláudio Cerdeira, Ana Paula Oliveira e José Roberto Wright.

Em Salvador, também acompanharam o evento o presidente da CEAF-BA, Vidal Cordeiro Lopes, o presidente de honra, Wilson Paim, e os membros da Comissão, Tânia Regina Saldanha, Ademilton Piedade Carigé e Carlos Alberto Vila Nova.

Além dos árbitros da Bahia, a videoconferência teve as participações dos árbitros das Federações de Sergipe, Alagoas, Espírito Santo e Goiás.


Em carta Daniel Alves conta sua história

por Mário Souza 2 de Junho de 2017 às 16:35
categoria: Futebol

Prestes a disputar mais uma final de Champions Legue, o baiano - juazeirense, Daniel Alves, abriu o coração em uma carta para imprensa onde conta sua trajetória no futebol, história de vida, sabores e dessabores.

Aos 34 anos, Dani parece ter muita energia para continuar seguindo em busca de títulos. O ala da Juventus da Itália, falou de sua infância pobre no salitre e do começo dificil na carreira. Alves também comentou sua decepção com a direção do seu ex-clube o Barcelona.

Quem acompanha os esportes americanos já está acostumado aos textos em primeira pessoa, com detalhes exclusivos e comoventes de atletas no site The Players Tribune. Criado em 2014 pelo jogador de beisebol Derek Jeter, que havia se aposentado dois dias antes, o local virou um espaço para atletas abrirem momentos de suas carreiras ou vidas pessoais.

Leia que vale a pena;

Fonte /The Players Tribune

Eu vou começar contando um segredo. Na verdade, você pode tomar conhecimento de alguns segredos nesta história, porque sinto que sou incompreendido por muita gente. Mas vamos começar com esse primeiro segredo.

Três meses atrás, quando o Barcelona fez sua incrível remontada contra o Paris St-Germain pela Champions League, eu estava assistindo a cada lance sentado no meu sofá. Você podia pensar a partir da leitura dos jornais que eu esperava que meu antigo clube perdesse.

Mas e quando meu irmão Neymar marcou aquele lindo gol de falta? Eu pulei do sofá e estava gritando para televisão.

"Vamooooooos"

Quando o Sergi Roberto operou aquele milagre aos 50 minutos do segundo tempo?

Como todos os demais torcedores do Barça ao redor do mundo, eu estava ficando completamente maluco. Porque a verdade é que o Barcelona ainda está no meu sangue.

Fui desrespeitado pela cúpula dos dirigentes quando eu saí do clube no verão passado? Certamente que sim. É simplesmente a maneira como eu me sinto a respeito, e você jamais pode dizer algo diferente a esse respeito para mim. Mas não é possível jogar por um clube ao longo de oito anos, e alcançar tudo o que nós alcançamos, e não ter esse mesmo clube no coração para sempre. Dirigentes, jogadores e membros do conselho vêm e vão. Mas o Barça nunca vai desaparecer.

Quando eu fui para a Juventus, eu fiz uma promessa final para a cúpula do Barcelona. Eu disse, "Vocês vão sentir saudades de mim".

Eu não quis dizer como jogador. O Barça tem muitos jogadores incríveis. O que eu quis dizer foi que eles iriam sentir saudade do meu espírito. Eles iriam sentir saudade de alguém que prezava tanto pelo ambiente e pelo clube. Eles iriam sentir saudade do sangue que eu derramei todas as vezes que eu coloquei a camisa do Barcelona.

Quando eu tive de jogar contra o Barcelona na rodada seguinte, pelas quartas-de-final da Champions League, havia um sentimento bastante estranho no ar. Especialmente no segundo jogo, no Camp Nou, a sensação era a de que eu estava em casa de novo. Pouco antes do jogo começar, eu fui até o banco de reservas do Barcelona e cumprimentei meus colegas, e eles diziam: "Dani, venha e sente aqui conosco. Nós guardamos o seu lugar, irmão".

Eu estava dando a mão para todos de costas para o árbitro. De repente, eu ouvi um apito. Eu me virei e o árbitro já iniciara a partida. Saí correndo para o campo, e eu pude ouvir meu antigo treinador, Luís Henrique, se matando de rir.

É engraçado, não? Mas aquele jogo não era uma piada, especialmente para mim. As pessoas me veem e dizem: "O Dani está sempre brincando. Ele está sempre sorrindo. Ele não é sério."

Preste atenção, vou te contar outro segredo. Antes de eu enfrentar os melhores atacantes do mundo - Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo - eu estudo as suas forças e as suas fraquezas como uma obsessão, e então eu planejo como vou atacar. Meu objetivo é mostrar ao mundo que Dani Alves está no mesmo nível. Talvez eles me driblem uma ou duas vezes. Certo, tudo bem. Mas eu irei para cima deles, também. Eu não quero ser invisível. Eu quero o palco. Mesmo aos 34 anos, depois de 34 troféus, eu sinto que tenho de provar isso todas as vezes.

Mas ainda é mais profundo do que isso.

Pouco antes de cada partida, eu sigo a mesma rotina. Eu fico de frente ao espelho por cinco minutos e bloqueio todo o resto. Então um filme começa a rodar na minha cabeça. É o filme da minha vida.

Na primeira cena, eu tenho 10 anos de idade. Eu estou dormindo numa cama de concreto na pequenina casa da minha família em Juazeiro (BA), Brasil. O colchão é tão fininho quanto o seu dedo mindinho. A casa cheira a terra molhada, e ainda está escuro lá fora. São 5 da manhã, e o sol ainda não nasceu, mas eu tenho de ajudar a meu pai na nossa fazenda antes de ir à escola.

Meu irmão e eu vamos para o campo, e nosso pai já está lá, trabalhando. Ele está carregando um tanque grande e pesado nas costas, ele está pulverizando as plantas e as frutas para matar as pragas de uma colheita.

Meu irmão e eu provavelmente somos muito novos para manipular, mas ainda assim nós ajudamos. Esta é a nossa forma de comer... de sobreviver. Por horas, eu fico competindo com meu irmão para ver quem é o trabalhador mais dedicado. Porque aquele que mais ajudar a nosso pai vai ter mais direito ao uso da nossa única bicicleta.

Se eu não ganhar a bicicleta, eu terei de caminhar 20 quilômetros da nossa fazenda até a escola. A volta da escola é ainda pior, porque eu tinha de voltar correndo para conseguir chegar a tempo de jogar a pelada.

Mas e se eu ganhar a bicicleta? Então eu posso ficar com as meninas. Eu posso escolher uma delas no caminho e oferecer uma carona até a escola. Por 20 quilômetros, eu sou o cara.

Então eu trabalho duro para caramba.

Eu olho para o meu pai enquanto eu saio para a escola, e ele ainda está com o mesmo tanque grande e pesado nas costas. Ele tem ainda um dia inteiro pela frente, e então à noite ainda há o pequeno bar que ele administra para ganhar um dinheiro extra. Meu pai foi um jogador incrível quando ele era mais jovem, mas ele não teve dinheiro para ir até a cidade grande e ser notado pelos olheiros. Então ele faz questão de que eu tenha essa oportunidade, mesmo que isso custe a vida dele.

A tela escurece.

Agora, é domingo, e nós estamos assistindo aos jogos de futebol na TV preto-e-branca. Há um bombril amarrado na antena para que nós possamos pegar o sinal da cidade, que está muito distante. Para nós, esse é o melhor dia da semana. Há muita alegria em nossa casa.

A tela escurece.

Agora meu pai está me levando para a cidade com seu carro velho para que alguns olheiros possam me ver jogar. O carro tem transmissão manual, só com duas marchas - devagar e muito devagar. Eu posso sentir o cheiro da fumaça.

Meu pai é um lutador. Eu tenho de ser um lutador, também.

A tela escurece.

Agora, eu tenho 13 anos, e eu estou numa academia de futebol para jovens jogadores numa cidade maior, longe da minha família. Há 100 garotos reunidos num dormitório pequeno. É como se fosse uma prisão. No dia antes de eu sair de casa, meu pai me comprou um conjunto novo para jogar. Com isso, ele dobrou meu guarda roupa. Até então, eu só tinha um conjunto.

Depois do primeiro dia de treinamento, eu pendurei meu conjunto novo no varal. Na manhã seguinte, tinha sumido. Alguém levou. É quando eu percebo que esta já não é mais a fazenda. Este é o mundo real, e a razão para chama-lo de mundo real é porque a coisa é pra valer aqui fora.

Voltei para o quarto, e eu estava morrendo de fome. Nós treinávamos o dia inteiro, e não havia comida no suficiente no campo. Alguém tinha roubado as minhas roupas. Eu sinto saudades da minha família, e definitivamente eu não sou o melhor jogador por aqui. De 100, talvez eu seja o número 51 em termos de habilidade. Então eu faço para mim mesmo uma promessa.

Eu digo a mim mesmo: "Você não vai voltar para a fazenda até você deixar seu pai orgulhoso. Você pode ser o número 51 em habilidade. Mas você será o número 1 ou 2 em força de vontade. Você será um lutador. Você não vai voltar para casa, não importa o que aconteça".

A tela escurece.

Agora, eu tenho 18 anos de idade, e eu estou contando uma das únicas mentiras que eu já disse no futebol.

Estou jogando pelo Bahia no Campeonato Brasileiro quando um importante olheiro vem até mim e diz: "O Sevilla está interessado em te contratar".

Eu digo: "Sevilha, maravilhoso"

O olheiro diz: Você sabe onde fica?"

Eu digo: "Claro que eu sei onde Sevilha fica. Sev-iiiiiilha. Eu amo."

Só que eu não faço a menor ideia onde fica Sevilha. Pelo que eu sabia podia ser na Lua. Mas do jeito que ele diz o nome parece importante, então eu minto.

Alguns dias depois, eu começo a perguntar por aí, e eu descubro que o Sevilha joga contra o Barcelona e o Real Madrid.

Eu digo para mim mesmo: "Agora"

Só se for agora! Vamos!

A tela escurece.

Agora em Sevilha, e estou tão mal nutrido que os técnicos e os outros jogadores olham para mim como se eu tivesse de jogar pela equipe mais jovem. Eu estou no meio dos seis meses mais difíceis da minha vida. Eu não falo o idioma. O treinador não está me colocando para jogar, e pela primeira vez eu penso em voltar para casa.

Mas então, por alguma razão, eu penso no conjunto que meu pai tinha comprado quando eu tinha 13 anos de idade. Aquele que levaram. E eu penso no meu pai novamente com o tanque grudado nas costas, espalhando veneno. E eu decido que vou ficar e aprender o idioma e tentar fazer alguns amigos, assim ao menos eu posso voltar ao Brasil com uma experiência nova para compartilhar.

Quando começa a nova temporada, nosso diretor passa a instrução a todos: "Aqui no Sevilha nossa defesa não ultrapassa a linha do meio campo. Nunca".

Eu jogo alguns jogos, chuto a bola por aí, olhando sempre para aquela linha. Somente olhando para ela, como um cachorro que está com medo de ultrapassar alguma linha invisível no quintal. Então, num jogo, por alguma razão, eu apenas me solto. Eu tenho que ser eu mesmo.

Eu digo, "Agora"

Eu simplesmente vou. Ataque, ataque, ataque.

Funciona como se fosse mágica. Depois disso, o técnico diz: "OK, Dani. Nova estratégia. No Sevilha, você ataca."

Em poucos anos, nós vamos de um clube que ficava na zona do rebaixamento para levantar a taça da Copa da UEFA duas vezes.

A tela escurece.

Meu telefone está tocando. É meu agente.

"Dani, o Barcelona está interessado em te contratar"

Eu não tenho que mentir desta vez. Eu sei onde fica Barcelona.

Se você virar a palavra computador de trás para frente, vai aparecer Steve Jobs.

Se você virar a palavra "futebol" de trás para frente, vai aparecer Pep.

Ele é um gênio. Vou dizer novamente. Um gênio.

Pep contaria para você exatamente como tudo ia acontecer num jogo antes mesmo da partida começar. Por exemplo, o jogo contra o Real Madrid em 2010, quando nós ganhamos de 5-0? Pep nos disse antes do jogo, "Hoje, vocês vão jogar futebol como se a bola fosse de fogo. A bola jamais ficará nos pés de vocês. Nem meio segundo. Se vocês fizerem isso, não haverá tempo para que eles nos pressionem. Nós ganharemos facilmente."

Quando nós saíamos de uma preleção como essa a sensação era de que o jogo já estava 3-0 para nós. Nós estávamos tão preparados, tão confiantes, que nós sentíamos que já saíamos ganhando.

A coisa mais engraçada era se nós terminássemos o primeiro tempo e o jogo não estivesse indo bem; Pep se sentaria e esfregaria a cabeça.

Você sabe como ele esfrega a cabeça? Você já deve ter visto, não? É como se ele estivesse massageando o cérebro, procurando o gênio para agarrá-lo.

Ele faria isso na nossa frente no vestiário. Então, como mágica, surgiria uma revelação para ele.

Bang!

"Já sei!"

Daí, ele pularia e começaria a dar as instruções, desenhando o esquema no quadro.

"Nós faremos isto, e isto, e isto; e então nós marcaremos o gol".

Então nós saíamos e fazíamos isto, e isto, e isto. E era assim que nós fazíamos o gol. Era uma coisa maluca.

Pep foi o primeiro treinador da minha vida que me ensinou a jogar sem a bola.

E ele não somente exigiria que os jogadores mudassem seu jogo, ele nos fazia sentar e nos mostrava por que gostaria que nós mudássemos com estatísticas e vídeo.

Aqueles times do Barça eram quase imbatíveis. Nós jogávamos de memória. Nós já sabíamos o que nós iríamos fazer. Nós não tínhamos que pensar.

É por isso que, até hoje, o Barça está no meu coração.

E foi por isso que, quando nós batemos o Barcelona na Champions League, eu fui até meu irmão Neymar, e dei um abraço nele. Ele estava chorando, e eu estava quase chorando, também.

Eu posso imaginar as pessoas lendo isso, perguntando-se por que é que estou dividindo esses segredos.

Bem, a verdade é que estou com 34 anos. Eu não sei por quanto tempo ainda vou jogar. Talvez dois ou três anos. E eu sinto que as pessoas não me entendem, tampouco a minha história completa.

Quando eu vim para a Juventus nesta temporada, foi como se eu estivesse saindo de casa novamente. Eu fiz isso com 13, quando fui para a escola de futebol. Eu fiz novamente aos 18, indo para a Espanha. E fiz mais uma vez, aos 33, indo para a Itália.

Outra vez, eu estava como o cachorro no quintal. Eu estava olhando a cerca invisível.

Devo ir?

Mas eu não fui. No começo desta temporada, eu quis ter a certeza de que os jogadores da Juve entendiam que eu respeitava a filosofia deles, assim como a história do clube. Uma vez que eu tivesse a confirmação de ter conquistado o seu respeito, eu tentaria mostrar a eles minha força, também.

Um dia, eu olhei para a linha do meio campo e disse para mim mesmo, Devo ir?

...Bang! Agora.

Ataque, ataque, ataque (e, OK, um pouco de defesa, também, ou Buffon ficará gritando comigo).

Às vezes, eu penso que a vida é um círculo.

Veja, eu não consigo escapar destes argentinos.

No Barça, eu tinha o Messi.

Na Juve, eu tenho o Dybala.

Os gênios me seguem em todo o lugar, eu juro.

Um dia, no treinamento, eu vi uma coisa no Dybala que eu vi no Messi. Não é apenas o dom do puro talento. Eu tenho visto isso muitas vezes na minha vida. É o dom do puro talento combinado com a vontade de conquistar o mundo.

No Barça, nós jogávamos de memória.

Na Juve, é diferente. É a mentalidade coletiva que nos levou até a final da Champions League. Quando o apito soar, nós simplesmente daremos um jeito de ganhar não importa a dificuldade. Ganhar não é apenas um objetivo para a Juve; é uma obsessão. Não há desculpas.

Neste sábado, eu tenho a chance de conquistar a 35ª taça em 34 anos de vida na terra. É uma oportunidade especial para mim, e isso não tem nada a ver com provar para a cúpula do Barcelona que eles cometeram um erro ao me deixarem sair de lá.

Eu sei que eles jamais vão admitir isso.

Esse não é o ponto.

Você se lembra quando eu contei a respeito da academia de futebol no Brasil, quando eu disse a mim mesmo que eu jamais voltaria para a fazenda até fazer meu pai ficar orgulhoso?

Bom, meu pai não lá uma pessoa muito emotiva. Eu nunca soube quando verdadeiramente alcancei aquele momento de fazê-lo ficar de fato orgulhoso. Durante a maior parte da minha carreira, ele estava em casa, no Brasil.

Mas em 2015 ele foi a Berlim para me ver ganhar a final da Champions League pela primeira vez pessoalmente. Eu me lembro que, após as comemorações pela conquista nos gramados, o Barça deu uma festa especial para as famílias dos jogadores.

Nós tivemos que entregar o troféu para as pessoas que nos ajudaram a realizar nossos sonhos. Então eu me lembro que, quando foi a minha vez, passei o troféu para o meu pai, e nós dois o estávamos segurando, posando para a foto.

Então, ele disse uma coisa, que, por ser um palavrão, eu não vou reproduzir aqui exatamente com precisão.

Mas, basicamente, ele disse algo do tipo "Meu filho é o cara agora"

E você quer saber? Ele estava chorando como um bebê.

Aquele foi o grande momento da minha vida.

No sábado, eu terei a oportunidade de jogar por outro troféu da Champions League contra um oponente bastante conhecido. Como sempre, eu estudarei o Cristiano Ronaldo como uma obsessão.

Como sempre, eu irei para a frente do espelho antes da partida e rodar o mesmo filme na minha cabeça.

A tela escurece, e eu me lembro destas coisas...

Minha cama de concreto.

O cheiro da terra molhada.

Meu pai carregando o tanque de veneno nas costas.

O caminho de 20 quilômetros até a escola.

O novo conjunto de roupa.

O varal de roupas vazio.

"Claro que eu sei onde é Sevilha"

Mano, eu vim da Pqp.

E estou aqui agora.

É irreal, mas eu estou aqui.

Daniel Alves


Luverdense mantêm hegemonia mato-grossense

por Mário Souza 17 de Maio de 2017 às 15:16
categoria: Futebol

Fonte/ CBF

O Luverdense foi o grande campeão da Copa Verde 2017. O Verdão do Norte garantiu o título ao segurar o empate com o Paysandu na noite da última terça-feira (16), no Estádio Olímpico do Mangueirão, em Belém (PA). Esta conquista não foi importante apenas para o próprio Verdão do Norte, mas também para o Estado de Mato Grosso. 

Com o título do LEC, a região do Centro-Sul brasileiro passa a ser a com mais títulos da Copa Verde no país. Das quatro edições disputadas de 2014 até o presente momento, uma foi para a capital Cuiabá, quando o time que leva o nome da cidade levou a melhor, em 2015, e agora vai para Lucas do Rio Verde.

O Distrito Federal, com o Brasília, em 2014, e o Pará, com o Paysandu, em 2016, completam a galeria dos Estados campeões da Copa Verde. Será que a hegemonia do Mato Grosso continua na próxima edição? 


Beach Soccer: recordes e números antes da estreia

por Mário Souza 25 de Abril de 2017 às 16:15
categoria: Futebol

A Seleção Brasileira de Beach Soccer enfrenta o Taiti nesta sexta-feira (28), a partir das 19h30 (horário de Brasília), na estreia na Copa do Mundo FIFA 2017, no Estádio de Nassau. Antes de a bola rolar para o Mundial do Caribe, vale destacar os números impressionantes e recordes que viajam com o Brasil para as areias de Bahamas. 

Quatro títulos de Copa do Mundo FIFA que o Brasil conquistou. Tetracampeão invicto em 2009 (Dubai), 2008 (Marselha), 2007 (Rio de Janeiro) e 2006 (Rio de Janeiro)

Cinco finais em oito edições tem a Seleção Brasileira em seu retrospecto. Além dos quatro títulos, foi vice-campeã em 2011 (Ravenna) e tem ainda dois terceiros lugares (2005/Rio de Janeiro e 2013/Papeete) 

Seis é o número de conquistas internacionais após Gilberto Costa assumir o comando do Brasil (Sul-Americano, Mundialito Cascais, Mundialito Brasil, Copa Intercontinental, Copa América e Eliminatórias Conmebol)

Esta será a nona participação da Seleção Brasileira em Copa do Mundo FIFA. Só o Brasil e o Japão nunca ficaram fora da competição até hoje

13 – Total de derrotas para as seleções que vão disputar a Copa 2017: oito para Portugal, três para o Paraguai, uma para Irã e uma para a Nigéria 

13 – Além dos quatro títulos na ’Era FIFA’, o Brasil tem ainda nove conquistas do extinto Campeonato Mundial, totalizando 13 títulos mundiais

22 – É o somatório de vitórias do Brasil contra Taiti (2v), Polônia (2v) e Japão (18v), adversários da primeira fase (Grupo D). Em 22 jogos, 22 vitórias

28,5 – É a média de idade entre os 12 jogadores que vão competir nas Bahamas. O capixaba Mão é o mais velho (38) e o pernambucano Filipe o caçula (23)

29 – É a sequência invicta de partidas da Seleção Brasileira. A última derrota foi em 16 de julho de 2015, nas quartas de final da Copa do Mundo FIFA Portugal 2015

40 – Número de partidas oficiais que tem o goleiro Mão em Copa do Mundo FIFA (disputou as edições de 2015, 2013, 2011, 2009, 2008, 2007 e 2006)

45 – O Brasil é o recordista de jogos em Copas do Mundo FIFA com 45 partidas (41 vitórias e apenas quatro derrotas)

99 – É o número total de conquistas da Seleção Brasileira nas areias. Caso conquiste a Copa do Mundo FIFA 2017, o pentacampeonato significaria o 100º título verde-amarelo

161 – Considerando o retrospecto contra as 15 seleções que estarão nas Bahamas, a Seleção Brasileira venceu 161 partidas – nunca enfrentou apenas o Panamá entre os participantes

294 – Total de gols marcados pelo Brasil em oito edições de Copa do Mundo FIFA (média de 6,5 por jogo)  

498 – Total de vitórias do Brasil em jogos oficiais desde o primeiro confronto, em 1993. A vitória de número 500 pode acontecer ainda na fase classificatória em Nassau

682 – Somatório de gols marcados pelos 12 jogadores da Seleção Brasileira que vão às Bahamas. Bruno Xavier lidera com 150 gols e apenas o goleiro Rafael Padilha ainda não estufou as redes

4.000 – O Brasil está perto do gol de número 4 mil. Até hoje, a Seleção Brasileira balançou as 3.940 vezes em 530 partidas oficiais


Técnicos famosos vão discutir evolução do futebol brasileiro

por Mário Souza 19 de Abril de 2017 às 15:39
categoria: Futebol

Fonte / CBF

Entre os dias 8 e 11 de maio, o auditório da sede da Confederação Brasileira de Futebol receberá, pelo segundo ano consecutivo, grandes nomes do futebol mundial. Vem aí o “Somos Futebol – 2ª Semana de Evolução do Futebol Brasileiro”, que promoverá intensos debates sobre o futuro do esporte mais popular do país e sua evolução em todo o planeta.

Ao todo, 27 palestrantes estão programados para comandarem as interações, com destaque para os técnicos da Seleção Brasileira masculina e feminina, Tite e Emily Lima; o ex-técnico das seleções Argentina e Chilena, Marcelo Bielsa; o técnico Fábio Capello, ex-Milan e Real Madrid; o co-fundador da Premier League, David Dein; o diretor de futebol do Arsenal, Richard Law; e o coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar.

Durante quatro dias de evento, oito temas diferentes serão apresentados e debatidos, divididos em dois turnos – manhã e tarde: Técnicos e Táticas, Gestão Esportiva, Transferências Internacionais e Litígios, Digital, Competições e Operações, Futebol Feminino, Categorias de Base e Internacionalização. A apresentação de todo o evento ficará a cargo da jornalista Vanessa Riche.

Também passarão pelo auditório da CBF, além de diretores e profissionais da própria entidade, especialistas de grandes empresas e instituições esportivas como Fifa, Uefa, Youtube, Twitter, Facebook, NBA e Guaraná Antárctica. A Semana do Futebol gerará mais de 40 horas de conteúdo inédito. Todas as palestras terão transmissão ao vivo por meio da CBF TV, no site www.cbf.com.br, além de cobertura dos principais veículos de imprensa.

Em breve, a CBF publicará as informações sobre o credenciamento para os profissionais de imprensa. 

Conte, Aguirre e Baldini em 2016

No primeiro ano do “Somos Futebol – Semana de Evolução do Futebol Brasileiro”, o evento debateu projetos e soluções para a contínua melhoria do futebol brasileiro. O técnico do Chelsea, Antonio Conte; e Franco Baldini, ex-diretor de futebol do Real Madrid foram alguns nomes que marcaram presença nas interações. 

 

Programação “Somos Futebol 2017”

Dia 8 de maio (segunda-feira):

9h às 12h30 - "Técnicos e Táticas – Treinando clubes e seleções para o novo futebol mundial".

- Tite, técnico da Seleção Brasileira 

- Marcelo Bielsa, técnico ex-seleções Argentina e Chilena.

- Fábio Capello, técnico ex-Milan, Real Madrid, Roma, Juventus e Seleções Inglesa e Russa.

14h30 às 18h - "Gestão Esportiva – Novas ideias para a gestão do esporte no Brasil".

- David Dein, co-fundador da Premier League e ex-vice-presidente e acionista do Arsenal.

- Richard Law, diretor de futebol do Arsenal.

- Edu Gaspar, coordenador de Seleções da CBF

 

Dia 9 de maio (terça-feira):

9h às 12h30 - "Transferências internacionais - Registros e Transferências Internacionais e Litígios". 

- Omar Ongaro, Diretor de Regulamentação de Futebol FIFA.

- Kimberly Morris, head de Integridade e Compliance FIFA TMS.

- Marcos Motta, especialista em Direito Esportivo Internacional Bichara & Motta Advogados.

- Reynaldo Buzzoni, diretor de Registros e Transferências da CBF.

14h30 às 18h – “Digital: Promoções e transmissões esportivas na era digital".

- José Colagrossi, diretor executivo IBOPE RECUPOM

- Eduardo Brandini, VP de Parcerias de Conteúdo Youtube Brasil – Google.

- Laura Froelich, head global de conteúdo e parcerias esportivas Twitter.

- Luis Olivalves, head de Parcerias de Mídia na América Latina Facebook.

 

Dia 10 de maio (quarta-feira):

9h às 12h30 - "Competições e Operações – A importância para uma competição da experiência em dia de jogo".

- Mark Ellis, chefe de operações Middlesbrough FC

- Catalina Navaro, head de Operações Comerciais Uefa Events

- Manoel Flores, diretor de competições da CBF

14h30 às 18h – "Desenvolvimento do Futebol Feminino". 

- Sue Ronan, head de futebol feminino e ex-técnica da Federação Irlandesa de Futebol.

- Emily Shaw, head de governança e liderança de futebol feminino da FIFA.

- Emily Lima, técnica da Seleção Feminina de Futebol da CBF.

 

Dia 11 de maio (quinta-feira):

9h às 12h30 - "Categorias de Base – Cultivando as categorias de base com a devida atenção".

- Ronaldo Lima, coordenador de Categorias de Base do Santos FC

- Lennard van Ruiven, gestor de Desenvolvimento de Futebol da Federação Holandesa de Futebol.

- Teun Jacobs, coordenador Técnico de Futebol da Federação Holandesa de Futebol.

- Carlos Amadeu, Técnico da Seleção Brasileira Sub-17 de Futebol.

14h30 às 18h - "Estratégias para Internacionalização de Marcas".

- Tom Greenwood, head de Parcerias e Ativações da Premier League

- Arnon de Mello, VP América Latina da NBA.

- Patrícia Schiavo, head de exportação Guaraná Antárctica Ambev



 


Veteranos do Santa Cruz farão amistosos em Cabrobó e Boa Vista

por Mário Souza 4 de Abril de 2017 às 15:09
categoria: Futebol

Os saudosos torcedores do Santa Cruz no Sertão, vão poder matar a saudade de grandes craques do passado que vestiram a camisa do Tricolor do Arruda.

Nos próximos dias 29 e 30 de Abril, o time de Masters da Cobra Coral, desembarca no Vale do São Francisco, para dois amistosos contra Seleções de Veteranos de Cabrobó e Santa Maria da Boa Vista.

Organizado pelo ex-atleta da Seleção de Futsal de Cabrobó, Tinanan e pelo Diretor da Escolinha Grandes Talentos de Santa Maria da Boa Vista, Bruno Vidal, os eventos também devem oferecer a oportunidades aos jovens da região de mostrar suas habilidades para os craques do passado - na sua maioria, olheiros de grandes clubes do nosso futebol.

O primeiro confronto do Santa no Vale, será no dia 29. sexta-feira, às 4 da tarde no Estádio Edvanes Nascimento em Santa Maria da Boa Vista, contra um selecionado local. No dia seguinte, sábado (30), será a vez de Cabrobó receber o Tricolor, às 4 da tarde no Estádio João Freire de Carvalho (Joãozão).

Durante o Programa Nossa Voz Esporte, desta terça-feira, Tinanan conversou com o Repórter Mário Souza, sobre os preparativos para os jogos.

Ouça a entrevista sobre os amistosos dos Veteranos do Santa Cruz no Sertão.